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sexta-feira, 3 de abril de 2020

Sobre o Dia Nacional de Oração pelo Brasil

“Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ação de graças por todos os homens; pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade.”

(1 Timóteo 2:1,2 — NVI)

Imagem: Pixabay



Pr. Cleber Moreira


Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ação de graças por todos os homens; pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade.”(1 Timóteo 2:1,2 — NVI)


O povo evangélico está conclamado para neste domingo, dia 05 de abril, se unir em oração pela nação.

Oremos pelo presidente da república, para que seja instrumento de Deus na condução do país. Oremos pelos demais governantes, estaduais e municipais, para que tenham boa vontade e a direção do alto em suas ações, priorizando o bem-estar e os interesses da população. Oremos pelos que atuam no parlamento e no judiciário, para que, como representantes do povo, sirvam com integridade, para que o bem dos cidadãos esteja acima dos interesses pessoais, partidários e ideológicos. Oremos pelo povo sofrido, para que as consequências da crise provocada pelo coronavírus sejam atenuadas. Oremos pelos infectados pela covid-19, bem como por outros acometidos de outras enfermidades, algumas com taxa de letalidade bem maior. Oremos para que Deus abençoe cada brasileiro, e que o evangelho seja luz para nosso povo em tempos tão sombrios, e norte para depois que a crise passar.

Oremos, não porque o presidente convocou a nação, mas porque a Bíblia nos ensina sobre o dever de orar.

Oremos, não porque cremos no ‘poder místico da oração’, mas porque nos relacionamos e confiamos no Deus onipotente.

Oremos, porque o nosso “socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra” (Salmos 121:2).

Oremos, mas, antes de tudo, conservemos um espírito de arrependimento sem o qual nossas orações não podem ser atendidas (Isaías 58:1-10; Joel 2:13; Jonas 3:1-10).

Oremos com a consciência de que “oração feita por um justo pode muito em seus efeitos” (Tiago 5:16)

Oremos, não porque estamos em “campanha de oração”, ou apenas porque o momento requer, mas, principalmente, porque a oração deve ser um hábito na vida do crente.

Oremos, não porque orar é o “último recurso”, como alguns dizem, “agora o jeito é orar”, mas porque na vida do salvo a oração é sempre o primeiro recurso, e aquele do qual o crente não pode abdicar.

Oremos, porque o Senhor nos ensinou sobre o “dever de orar sempre, e nunca desfalecer” (Lucas 18:1).

Oremos, mesmo em tempos de paz aparente.

Oremos, porque temos instrução para “vigiar e orar”.

Oremos, por que orar deve ser algo natural e constante, conforme Paulo nos ensina: “Orai sem cessar” (1 Tessalonicenses 5:17).

Oremos antes, durante e depois da crise.

Oremos, oremos, e oremos.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

A RELIGIÃO DOS “AMANTES DE SI MESMOS”

Imagem: Pixabay

A RELIGIÃO DOS "AMANTES DE SI MESMOS"


Pr. Cleber Montes Moreira

"Porque haverá homens amantes de si mesmos…”
(2 Timóteo 3:2)


Enquanto o amor se esfria no mundo em decorrência da multiplicação da iniquidade (Mateus 24:12), o amor sincero, altruísta, um outro tipo de amor se estabelece cada vez mais como marca de uma geração corrompida e cada vez mais distante de Deus. Falo do amor ao qual se refere Paulo ao dizer que os homens dos “tempos trabalhosos” seriam “amantes de si mesmos”.

Este amor — amor egoísta, que busca saciar os deleites da carne — parece ser a força propulsora de uma apostasia da fé jamais vista na história. Ele move tanto aqueles que procuram os benefícios dos falsos evangelhos quanto os falsos profetas que providenciam meios para atender às demandas do mercado da fé. Os primeiros estão sempre em busca da cura, do milagre, do emprego, da prosperidade, de trazer de volta o amor que se foi, de desfazer algum “trabalho de macumbaria”, de legitimar seus pecados, e outros favores e vantagens, enquanto os últimos — movidos pelo mesmo amor — ofertam soluções e fazem promessas em troca do que lhes interessa, quase sempre o dinheiro, o poder e o status. É assim que por meio deste amor multidões com comichão nos ouvidos, não suportando a sã doutrina, constituem para si líderes segundo seus próprios interesses, os quais, por sua vez, e porque são carnais e não espirituais, passam a mercadejar a Palavra em benefício próprio (2 Timóteo 4:3; 2 Pedro 2:3; 2 Coríntios 2:17).

Aqueles que amam a si mesmos acabam se tornando “sologâmicos”, ou seja, casados consigo mesmos, com seus interesses e caprichos. Eles fazem juras de amor e prometem ser fiéis a si mesmos na busca da satisfação pessoal, muitas vezes ao custo da honra, da desconstrução da família, em detrimento dos interesses e bem-estar do próximo, e do afastamento de Deus.

Mais que pelo entendimento errado das Escrituras, que pela falta de uma hermenêutica correta, a apostasia da fé deste tempo é fruto do amor que contempla os interesses pessoais, que alimenta a ganância, que coloca o ego como centro da adoração do sistema religioso humano; também nos arraiais evangélicos onde quase tudo converge para o homem. Basta uma análise simples das canções gospel, das mensagens proferidas por “encantadores de pecadores” (como chamo certos pregadores), e dos eventos que atraem multidões de “adoradores” para que se perceba onde está o foco. Nestas celebrações marcadas por rituais hedonistas, a adoração é dirigida ao (in)fiel — tudo é preparado para ele, para o seu prazer, para a sua exaltação.

Os profetas do engano são os ateus modernos: oportunistas de plantão, que falam em nome do Deus no qual eles mesmos não creem — porque se cressem teriam temor —, que usam a Bíblia apenas como pretexto e meio para conquistar a confiança dos incautos, que ostentam autoridade e poder espiritual, mas vivem na carne; ele são os “inimigos da cruz de Cristo, cujo fim é a perdição; cujo Deus é o ventre, e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas” (Filipenses 3:18,19).

Seja o helicóptero decolando de um heliponto de um mega templo em São Paulo, cheio de malas de dinheiro, a portinha de um templo de uma seita qualquer num bairro pobre, os frequentadores das correntes dos empresários, ou os pobres que procuram na religião alguma solução, parece que todos são movidos pelo mesmo amor que busca os próprios interesses.

O encontro dos “amantes de si mesmos” — de um lado os (in)fiéis que procuram um deus que corresponda aos seus desejos temporais, do outro os mercadores da fé que despudoradamente adéquam o evangelho aos anseios dos ouvintes — cria um ambiente favorável aos desvios, onde o amor-próprio passa a ser o fator gerador da apostasia da fé. Deste encontro de interesses (e interesseiros) que surge a necessidade de teologias moldáveis que correspondam às expectativas e contemplem a diversidade, que seja capaz de apresentar um deus serviçal, multiforme e representativo das mais diversas correntes de fé, de tradições e de comportamentos; um deus criado à imagem e semelhança dos homens. A Teologia da Prosperidade, o Evangelho Social, o Evangelho da Confissão Positiva, o Triunfalismo Gospel, a Teologia do Coaching, a Teologia Inclusiva (também chamada Teologia Queer e Teologia Gay) e outros desvios são apenas alguns dos meios pelos quais este deus se revela. Nada mais funesto, mais anticristão, que esta religião que fala de Deus, mas é, em sua essência, antropocêntrica — a religião dos “amantes de si mesmos”.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

NÃO POR FORÇA, NEM POR VIOLÊNCIA

Imagem: Pixabay

NÃO POR FORÇA, NEM POR VIOLÊNCIA

Pr. Cleber Montes Moreira

E respondeu-me, dizendo: Esta é a palavra do Senhor a Zorobabel, dizendo: Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.” (Zacarias 4:6)


Enquanto voltávamos de uma viagem missionária, alguns irmãos de nossa caravana davam seus testemunhos sobre suas experiências. Um dos evangelistas contou que ao abordar um homem, ouviu dele: “Se você continuar falando desse Jesus te dou um soco na cara!” O crente, calmamente, prosseguiu falando do Senhor e do plano de salvação quando, de repente, seu ouvinte lhe desferiu um soco no nariz. Ele abaixou sua cabeça e o sangue jorrou até o chão. Em instantes, levantou-se, ainda sujo, e continuou, mansamente, apresentando o evangelho. Enquanto ele ainda falava do grande amor de Deus, o homem violento não se conteve e começou a chorar. Arrependido, não só de sua violência, mas de seus pecados, aceitou a salvação oferecida e, pela noite, já estava na igreja junto a outros irmãos.

Ao recordar este depoimento, não somente penso na lição que ele nos ensina sobre a evangelização, mas também sobre o modo como resolvemos as coisas. O evangelista não respondeu rispidamente, mas teve uma postura branda, humilde, amorosa, que culminou no desarmamento de seu oponente. Muitas vezes queremos resolver as coisas com um espírito armado, do nosso jeito, “partindo pra briga”, impondo nosso modo ou opinião, e não funciona. Tudo que conseguimos é criar uma batalha desnecessária. Gastamos energia num esforço vão. Quem assim age não se faz vitorioso, mas derrotado.

Jesus nos ensinou uma regra importante: “Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mau; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra; e, ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa; e, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas” (Mateus 5:38-41).

Zorobabel, governador de Judá, na época em que os primeiros cativos regressavam da Babilônia, recebeu de Deus a incumbência de reconstruir o templo, mas os inimigos do povo se levantaram para enfraquecê-lo e impedi-lo. Porém, o Senhor usou o profeta Zacarias para lembrá-lo de onde vem a verdadeira força e poder contra os opositores: “Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito”, disse o Senhor.

Quem se exalta, confia em suas próprias forças e usa de armas humanas não pode vencer certas batalhas. Mas quem se humilha debaixo da potente mão do Altíssimo e se faz dependente do Todo Poderoso tem vitória garantida. Não importa o que ousem seus inimigos, agindo Deus, quem o impedirá?

Como você age e reage diante de seus oponentes? Com que força e armas você luta suas batalhas? Sua resposta a essas perguntas dirá se você é vencedor ou perdedor. Pense nisso!

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

ORAR PELOS INIMIGOS

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ORAR PELOS INIMIGOS


Pr. Cleber Montes Moreira

Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus.” (Mateus 5:44)


Um escritor perguntou: “Qual foi a última vez que você orou por um inimigo?” Interceder por alguém que nos tenha por inimigo é algo quase inconcebível por mentes seculares, mas também, e infelizmente, por mentes ditas evangélicas. Ao contrário do que nos ensina a Bíblia, em seus sermões, letras de músicas e frases de efeito, o povo “gospel” revela sua sede incontrolada por “justiça” e triunfo contra seus adversários. A cultura do “queima ele, Senhor”, do “vou entregar fulano nas mãos de Deus”, do “Deus haverá de fazer justiça”, do inimigo “entre a plateia e você no palco” é crescente. A letra da música “Sabor de Mel” é uma boa ilustração deste sentimento nefasto.

Certa vez recebi, via rede social, a seguinte mensagem: “Que Deus dê vida longa a todos os nossos inimigos para que eles possam um dia aplaudir de pé a nossa vitória!” Alguém com este pensamento intercederia por seus inimigos? Creio que não! O desejo aqui exposto é de vingança, e não de amor.

Ao contrário deste comportamento, cada vez mais comum, Jesus nos ensina valores elevados, dentre os quais destaco: amar os inimigos, fazer bem aos que nos odeiam, bendizer os que nos maldizem, orar pelos que nos caluniam, ser longânime, benevolente, perdoar, exercer a misericórdia e fazer às pessoas tudo o que queremos que nos façam (Leia Lucas 6:27-37).

Quando oramos e adotamos uma atitude cristã diante dos adversários, além de darmos um bom testemunho, não somente temos a possibilidade de vermos suas vidas transformadas, mas, principalmente, o nosso coração é transformado e ficamos ainda mais parecidos com Cristo.

Lembre-se que nós vencemos não quando resistimos ou lutamos com nossas forças, mas quando oramos e agimos na dependência de Deus. Um coração verdadeiramente cristão não nutrirá o ódio nem o desejo de vingança, mas o amor incondicional, fruto da presença do Espírito Santo na vida do salvo.

“Qual foi a última vez que você orou por um inimigo?” Sua resposta, mais do que você imagina, dirá muito sobre quem você realmente é. Pense nisso!

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

PERDOAR É POSSÍVEL

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PERDOAR É POSSÍVEL


Pr. Cleber Montes Moreira

Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas.” (Mateus 6:14,15)


Em 22 de janeiro de 2016, a Missão Portas Abertas publicou em seu site uma nota sobre um cristão que foi atacado por militantes do Boko Haram, que invadiram sua casa na tentativa de decapitá-lo. A Organização, que apoia cristãos perseguidos ao redor do mundo, informou que Yakubu (nome fictício) sobreviveu por um milagre e foi capaz de perdoar seus agressores. Ao ler este relato, logo lembrei-me da última oração de Estêvão, que, ao ser apedrejado, intercedeu pelos seus perseguidores: “E, pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. E, tendo dito isto, adormeceu” (Atos 7:60). Cultivar o perdão foi algo que Estêvão aprendeu com o Mestre, que do alto da cruz rogou: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23:34).

O caso de Yakubu e Estêvão não são fatos isolados. Há, na história do cristianismo, muitos outros relatos de cristãos que foram capazes de perdoar seus agressores, mesmo diante da morte iminente. O perdão é valor praticado e ensinado pelo Senhor. “E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores” (Mateus 6:12) deve ser para nós mais que uma frase decorada, mais que uma oração automatizada, deve ser um princípio de vida. E não importa o tamanho da agressão, o perdão será sempre maior que tudo. Uma calúnia, um desaforo, uma agressão física, uma traição… há quem tenha sofrido bem mais que isso, há quem tenha suportado dores bem mais terríveis e, mesmo assim, praticado o perdão. Perdoar não é uma obrigação, não é uma arte, não é uma ciência, perdoar é uma virtude, é um dom do Espírito.

Pense um pouco: Qual o maior perdão já praticado em toda a história da humanidade? Certamente o perdão de nossos pecados. Este perdão é fruto do amor divino, “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:8), portanto, o segredo para perdoar é amar. Quanto mais amamos, mais perdoamos. Assim, se amarmos as pessoas como Cristo as ama, se colocarmos em prática o “amarás o teu próximo como a ti mesmo”, seremos capazes de perdoar. E quem nos capacita a amar e perdoar é o Espírito Santo; se Ele governa nossas vidas, perdoar é possível.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

JÁ FEZ SEU AUTOEXAME?

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JÁ FEZ SEU AUTOEXAME?



Pr. Cleber Montes Moreira

Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor.” (Apocalipse 2:4)


Zig Ziglar, um dos palestrantes motivacionais mais requisitados dos Estados Unidos, falecido em 2012, autor que escreveu 30 obras e vendeu milhões de livros, disse: “As pessoas costumam dizer que a motivação não dura sempre. Bem, nem o efeito do banho, por isso recomenda-se diariamente”. É certo que o princípio explícito nesta frase se aplica a tudo na vida: à carreira profissional, aos relacionamentos, ao esporte, aos desafios e lutas diárias, e também pode ser aplicado ao contexto da fé cristã.

A igreja em Éfeso recebe de Jesus vários elogios: era uma igreja operosa, exercitava a paciência, não suportava os maus, rejeitava os falsos apóstolos, odiava os nicolaítas, sofria e trabalhava pela glória do nome de Cristo. Entretanto, o Senhor vê que há, em seu comportamento, uma anomalia: “deixaste o teu primeiro amor”. Ou seja, a igreja havia perdido o seu entusiasmo inicial.

O problema detectado em Éfeso é recorrente. Há, nos dias atuais, muitas igrejas longe do “primeiro amor”. Isso também ocorre no plano individual. Acontece com novos convertidos que começam a carreira cristã com todo vigor, para logo depois se esfriarem na fé. Uma vez uma moça me perguntou, logo após ser batizada: “Pastor, o que eu posso fazer na igreja?” Ela estava ávida por trabalhar. Mas, não demorou muito, sumiu. Procurada, negou-se a receber nossa visita. Outros, cansados das provações, ficam desanimados. Há os que por motivos pequenos, até insignificantes, esmorecem na fé. É normal que quando o crente deixa de ler a Bíblia e de se aplicar à oração, desanime. O problema é que os que assim agem deixam de receber sua dose diária de ânimo. Muitas vezes continuam envolvidos no trabalho, mas sem brilho, sem amor, sem alegria. O engajamento aparente disfarça o marasmo interior. Para estes, a advertência é: “Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras”; volte ao estado de ânimo inicial.

Como o banho diário, assim devemos renovar em Deus nosso vigor espiritual. Isso é possível pelo estudo da Bíblia e oração.

Como está sua igreja? Ainda conserva o seu “primeiro amor”?

Como está seu fervor espiritual? Já fez seu autoexame?

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

“Lembrai-vos da mulher de Ló”

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“Lembrai-vos da mulher de Ló”




Pr. Cleber Montes Moreira

E a mulher de Ló olhou para trás e ficou convertida numa estátua de sal.” (Gênesis 19:26)


Há pessoas que não conseguem se livrar do amor pelo mundo. Algumas até aderem a alguma igreja, mas logo sentem falta da velha vida e retornam para o lugar de onde vieram. Outras, por algum motivo, permanecem mais tempo entre os salvos, mas sempre olhando com simpatia para o passado. O motivo? Algum prazer ilícito, algum vício, paixões, costumes… no mundo há muitos atrativos.

O Senhor determinou que Ló e sua família saíssem de Sodoma e Gomorra e que ninguém olhasse para trás. Tal atitude poderia significar algum apego àquilo que aborrecia a Deus. Estas cidades estavam cheias de pecado e, por isso, seriam destruídas. Quem olha para o mundo, olha para um sistema corrompido, perverso, que desperta a ira divina, embora possa, de alguma maneira, ser sedutor para aqueles cujos corações estão longe do Altíssimo. Para estes, o mundo é agradável.

Olhar para o mundo é olhar para trás e deixar de ter novas e maravilhosas experiências com Deus. C. S. Lewis disse: “Este mundo tem sido tão gentil com você que você iria deixá-lo com pesar? Há coisas melhores à frente do que qualquer coisa que deixemos para trás”. O gesto da mulher de Ló a impediu de seguir em frente, de ver o novo, de colher bênçãos, de ser aprovada… Por sua desobediência, pereceu.

Para os que tendem a olhar para o mundo, fica a advertência do próprio Mestre: “Lembrai-vos da mulher de Ló” (Lucas 17:32). Não ajam como ela! Não caiam na mesma tentação! O apego às coisas do mundo nos impede de olhar ara frente, para o alvo perfeito; quem coloca seus olhos (e seu coração) nas coisas temporais não pode prosseguir na caminhada com Deus. Pense nisso!

quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

“SANTO, SANTO, SANTO…”

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“SANTO, SANTO, SANTO…”



Pr. Cleber Montes Moreira

E clamavam uns aos outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória.” (Isaías 6:3)


Na literatura hebraica, o uso de uma repetição é para enfatizar o que está sendo dito. A santidade de Deus é o único atributo posto desta forma, tanto em Isaías 6:3 quanto em Apocalipse 4:8. Nestas narrativas, seres celestiais cantavam “Santo, Santo, Santo, enfatizando, por meio do louvor, que Deus é Santo.

Há um hino muito conhecido, antigo, mas ainda muito entoado, cuja letra se inicia assim: “Santo! Santo! Santo!”

Embora haja, ainda, alguma menção à santidade de Deus nos cultos hodiernos, temos nós consciência de seu significado e de qual deve ser nossa postura diante deste Deus santo? Muitos louvores atuais exaltam um “deus de promessas”, um “deus de milagres”, um “deus dos impossíveis”, um “deus de cura”, um “deus de prosperidade”, ou seja, um deus formado na mente humana com base nos anseios do próprio homem: fictício, impotente, desprovido de glória e santidade, sendo sua imagem oposta ao Deus da Bíblia.

A pessoa divina tem sido tratada como um de nós, chamada, dentre outras coisas, de “o cara lá de cima” ou “velhinho”. Isso é resultado da falta da visão da glória do Deus Santo! Um povo que não conhece o Eterno não pode reverenciá-lo, nem adorá-lo em “espírito e em verdade”. É fato que Ele tem se tornado, cada vez mais, um ilustre desconhecido. Ele está presente em nossas frases, mensagens, pensamentos, orações, canções etc., todavia, como um estranho. Este é um tempo em que as pessoas têm pensamentos rasos sobre Deus: tempo de ignorância espiritual e analfabetismo bíblico, que resulta em comportamentos irreverentes e sem temor do Altíssimo.

Imagine se todos os dias pensássemos na santidade de Deus com a devida seriedade, ao ponto de sermos convencidos da busca de nossa própria santidade, movidos por um desejo ardente de resgatarmos em nós a Sua glória, ofuscada pelo pecado, como viveríamos tendo tal conhecimento? Pois bem, Deus é assim e devemos ter isso em mente constantemente. Certamente que esta consciência mudará não somente nossa forma de viver, mas, principalmente, o modo de nos relacionarmos com o Santo. Pense nisso!

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

O MAIOR RISCO

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Pr. Cleber Montes Moreira

“…prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus.” (Amós 4:12)


O mundo do jornalismo é cheio de clichês, e um deles era muito utilizado para se referir a alguém em franca recuperação após um acidente ou evento envolvendo a saúde: “Fulano não corre risco de vida”. Esta afirmação me causava certa indignação, pois a vida, embora envolva riscos, em si não é um risco, mas uma dádiva da qual ninguém, em sã consciência, quer abdicar. Com o tempo aquela frase foi substituída por “Fulano não corre risco de morte”. Um jornalista assim se expressou sobre um sobrevivente de um acidente aéreo: “Fulano não corre risco de morrer”. Ao contrário disso, todos corremos risco de morrer, seja nos aviões, no trânsito terrestre ou náutico, nos hospitais, no exercício de nossas profissões, no lazer, dentro ou fora de casa, dormindo ou acordado… Por isso, uma outra frase é bem lembrada: “Para morrer, basta estar vivo”. A vida não é um risco, mas a morte está sempre diante de nós; dela ninguém escapará, não importa o como, o onde, nem o quando, ela não faz acepção de pessoas e, às vezes, vem da maneira mais improvável.

É correto dizer que “nada é mais certo que a morte”, porém, a morte física não é de todos o maior risco. A Bíblia nos adverte sobre um risco grave e que pode ser evitado, o da morte eterna, ou seja, o da separação definitiva entre o homem e Deus. Para evitar este risco é preciso estar vigilante, fazer a confissão por Cristo como Senhor e Salvador como fruto de um arrependimento sincero, não por medo, mas pelo entendimento claro de nossa condição e da oferta do evangelho. A palavra dita à Israel, por intermédio do profeta Amós, tem um princípio que deve ser aplicado às nossas vidas: “prepara-te, ó _______________________ (seu nome), para te encontrares com o teu Deus” (Amós 4:12), pois o Deus amoroso é também justo juiz e, naquele dia, separará os bodes das ovelhas: “E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas” (Mateus 25:32). Quem nesta vida vive sem Deus, sem Ele permanecerá na eternidade, mas quem, convencido pelo Espírito Santo, livremente se submete ainda em vida ao Seu Senhorio, entra para o Seu Reino desde agora e para sempre: “Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus” (João 3:18).

A vida abundante é a grande oportunidade oferecida, porém a morte eterna não é um mero risco, mas uma realidade para quem ainda não se reconciliou com o Salvador.

Reflita em seu coração: Se a morte chegasse para você agora, onde você passaria a eternidade? No Céu com Cristo, ou separado dele e em tormento eterno? A sua condição futura depende de sua escolha agora.

A oportunidade está lançada. Jesus disse: “o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora” (João 6:37). Isso significa que você não precisa correr o risco de morrer eternamente. Pense nisso! Tome, em tempo, sua decisão!

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

“TAPA NA FEIURA”


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Pr. Cleber Montes Moreira

Tu és mais formoso do que os filhos dos homens; a graça se derramou em teus lábios; por isso Deus te abençoou para sempre.” (Salmos 45:2)

Certo homem, tendo vivido e trabalhado na roça por muitos anos, veio a mudar-se para a cidade. Era um sujeito sofrido, de aparência maltratada, vestia-se mal, faltavam-lhe alguns dentes, sua pele era castigada pelo sol. Lutava, com muita dificuldade, para sustentar sua família e proporcionar oportunidade de estudo para seus quatro filhos. Com muito sacrifício pôde vê-los formados e no mercado de trabalho. Finalmente veio a converter-se e tornou-se membro de uma igreja em seu bairro, onde era querido por todos. Com fama de honesto, logo foi procurado por um crente generoso, da mesma igreja, que não somente lhe deu uma oportunidade de emprego em sua empresa, na vigilância, bem como lhe ofereceu tratamento dentário. Os filhos, motivados pelo ocorrido, resolveram também ajudar os pais. Assim, aquele homem de aparência rude mudou seu sorriso — agora tinha dentes —, passou a vestir-se melhor e a cuidar mais do “templo do Espírito Santo” (modo como referia-se a seu corpo). Depois de algum tempo, encontrou-se com um antigo conhecido, que quase não o reconheceu. Perguntado sobre a mudança em seu aspecto, o crente, bem-humorado, respondeu ao velho amigo: “Dei um tapa na feiura.”

Muitos há que procuram os salões de beleza, cuidam das unhas, cabelos, pele, fazem tratamentos, vão aos esteticistas e até aos cirurgiões plásticos para darem um “tapa na feiura”. Mesmo aqueles que, digamos, não são feios! Nos dias atuais, cuidar da beleza é algo cada vez mais comum. Tanto homens quanto mulheres se preocupam em como melhorar a aparência.
Se buscamos uma solução para a “feiura” do corpo, por que não nos preocuparmos também com a beleza espiritual?

O ser humano ao ser criado era lindo, pois foi feito à imagem e semelhança do Pai (Gênesis 1:27). Não é sem motivo que, contemplando Sua Obra, viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom (Gênesis 1:31). Entretanto, por causa do pecado, aquilo que era bonito perdeu sua beleza, e a criatura ficou destituída da gloriosa semelhança com seu Criador: Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus (Romanos 3:23).

E agora, o que fazer? Como restaurar a beleza humana? A resposta é Cristo! O Plano de Deus para restaurar o homem é Cristo! Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos (Romanos 8:29 – grifo do autor). Ser igual a Cristo é ser belo, pois sobre ele escreveu o salmista: Tu és mais formoso do que os filhos dos homens (Salmos 45:2).

Que tal dar um “tapa na feiura”? Digo, na “feiura” espiritual. Que seu desejo seja como a letra daquele velho cântico:

Que a beleza de Cristo se veja em mim,Toda sua admirável pureza e amor.
Ó Tu, Chama Divina,
Todo meu ser refina
Té que a beleza de Cristo se veja em mim.

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

FILHOS OU CRIATURAS?

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FILHOS OU CRIATURAS?


Pr. Cleber Montes Moreira

Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome.” (João 1:12)


Por tradição, a maioria pensa que “todos são filhos de Deus”. Porém, a Bíblia nos ensina algo diferente: há uma distinção entre criaturas e filhos. O Eterno criou todas as coisas, conforme nos ensina em Sua Palavra: “Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis (Colossenses 1:16), o que, obviamente, inclui os seres humanos. João, no evangelho que leva seu nome, nos esclarece que alguém se torna filho de Deus somente pela fé em Cristo como Senhor e Salvador de sua vida: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome”. Estes não “nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus” (João 1:12,13), ou seja, não se trata de um nascimento natural, mas espiritual.

Nicodemos era um homem bom, religioso e, imagino, sincero, honesto, praticante de boas obras etc. Certa noite ele foi até Jesus. Seu coração estava, provavelmente, ansioso por encontrar algo especial, algum sentido para a vida, que não estava nas práticas religiosas, nem em suas boas obras. Ele era criatura, e não filho. Com todas as suas virtudes, ainda era um perdido. Por isso, Jesus, olhando em seus olhos, disse: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (João 3:3). Ele ainda não havia entendido, e então perguntou ao Mestre: “Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?” (João 3:4). O Senhor, cheio de amor, respondeu: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito” (João 3:5,6). Aqui está a diferença! A criatura é nascida da carne, concebida em pecado, e por isso está perdida (Salmos 51:5). Já os filhos, porque nasceram do Espírito, estão salvos e pertencem ao reino eterno. E mais: “E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e coerdeiros de Cristo (Romanos 8:17). Note: Somente os filhos são herdeiros do Pai!

Os filhos possuem o DNA do pai, e por isso se pode comprovar a paternidade (João 842 e 44). No âmbito espiritual é assim: Porque somos filhos de Deus, recriados pelo poder do Espírito, mediante o milagre do novo nascimento, fomos feitos à Sua imagem e semelhança. Isso quer dizer que, espiritualmente, possuímos o “DNA” do Criador. Temos com Ele uma relação direta, de parentesco. Nossa natureza foi feita segundo a Sua natureza; como Pedro nos ensina, somos “participantes da natureza divina” (2 Pedro 1:4). Sim, Deus nos projetou para sermos “conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (Romanos 8:29). Por isso, não andamos mais conforme o curso deste mundo, mas guiados pelo Espírito Santo (Leia Efésios 2:1-3), crescendo a cada dia, até que atinjamos nosso alvo: a “medida da estatura completa de Cristo” (Efésios 4:13).

Reflita em seu íntimo: Você é filho ou criatura? O que indica sua natureza? Você já experimentou o novo nascimento? Se pudesse ser feito um teste de “DNA espiritual”, quem seria declarado seu pai?

sábado, 7 de dezembro de 2019

“EU ESTOU CONVOSCO…”

Imagem: Pyxabay


“EU ESTOU CONVOSCO…”

Pr. Cleber Montes Moreira

Disseram-lhe, pois, seus irmãos: Sai daqui, e vai para a Judeia, para que também os teus discípulos vejam as obras que fazes. Porque não há ninguém que procure ser conhecido que faça coisa alguma em oculto. Se fazes estas coisas, manifesta-te ao mundo. Porque nem mesmo seus irmãos criam nele.” (João 7:3-5)

Aqueles que são chamados por Deus para uma Obra especial nem sempre são devidamente compreendidos. Certa ocasião, recebemos em nossa igreja um casal que se preparava para deixar o Brasil para atuar como missionários na Ucrânia. O esposo, que é engenheiro e trabalhava para uma multinacional, afirmou ter sido questionado por várias pessoas sobre como alguém poderia deixar uma carreira tão promissora, um emprego tão rentável, o conforto de seu lar, familiares, amigos e tantas outras coisas para ganhar pouco, ter que aprender um novo idioma, se adaptar a uma nova cultura e ainda correr riscos.

Tenho recebido notícias de jovens que deixaram tudo, foram para a África, para a Ásia, para o Oriente, para trabalhar em lugares tão distantes, em meio a povos tão diferentes e, muitas vezes, em meio ao perigo, enquanto, normalmente, a maioria sonha com o sucesso profissional e a estabilidade financeira. Como conquistar a compreensão dos pais, de irmãos, de amigos e, quando casado, do cônjuge? Os pais sempre sonham com o sucesso dos filhos e, para eles, sucesso não é exatamente atender ao Chamado divino. Este é também o modo de pensar de muitas esposas, esposos, irmãos, amigos… Os irmãos de Jesus, por exemplo, não compreendiam sua missão nem a natureza de seu ministério. Eles sugeriram ao Senhor que se “manifestasse ao mundo”, segundo R. N. Champlin “porque qualquer grande profeta, especialmente o Messias, deveria ter um ministério em Jerusalém” — talvez quisessem se beneficiar de sua fama, penso eu. Pedro também, por sugestão maligna, intentou dissuadi-lo a deixar o caminho da cruz (Mateus 16:22).

Se você tem um chamado especial para servir a Cristo, não espere compreensão nem apoio do mundo. Às vezes o apoio não virá nem mesmo dos seus, das pessoas mais próximas. Por vezes se sentirá incompreendido, e até solitário. Digo, profundamente solitário! Mas, lembre-se: nem mesmo os irmãos de Jesus creram nele. Entenda que cumprir o “IDE” do Senhor não é algo que nos coloca numa zona de conforto. Contudo, Ele não te abandonará, e a recompensa pelo engajamento na Obra será eterna. Não desanime! Procure revigorar suas energias e encontrar forças naquele que te chamou. Siga adiante! Há muito o que fazer! Quando sentir-se solitário, lembre-se que Ele prometeu: “e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mateus 28:20).

Você não está sozinho. Pense nisso!

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

OBSTÁCULOS AJUDAM A CRESCER

Imagem: Piaxbay

OBSTÁCULOS AJUDAM A CRESCER


Pr. Cleber Montes Moreira

“Não só isso, mas também nos gloriamos nas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz perseverança; a perseverança, um caráter aprovado; e o caráter aprovado, esperança. E a esperança não nos decepciona, porque Deus derramou seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que ele nos concedeu.” (Romanos 5:3-5 – NVI)


O escritor Mark Victor Hansen disse: “Não espere até que tudo esteja perfeito. Nunca estará tudo bem. Sempre haverá desafios e obstáculos. E daí? Comece agora. A cada passo dado, você estará mais forte, mais habilidoso, mais confiante e mais bem-sucedido”.

C. H. Spurgeon afirmou com razão: “Muitos homens devem a grandeza da sua vida aos obstáculos que tiveram que vencer”. São justamente os obstáculos que nos ajudam a crescer. Ao se deparar com adversidades, tenha em mente que nada é fruto do acaso, mas que Deus tem nisso um propósito: você está sendo fortalecido, e seu caráter está sendo forjado. As árvores não reclamam do vento, mas se fortalecem com ele. Os peixes não murmuram contra as correntezas, mas as seguem utilizando de sua força, ou nadam contra elas para lugares próprios para desovas no período da reprodução. Desafios fazem parte da vida; quem foge deles não se supera nem alcança o sucesso. Pense nisso, tenha bom ânimo, e siga em frente. Há sempre uma obra a realizar!

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

A SOBERBA OU A ALEGRIA?

Imagem: Pixabay

A SOBERBA OU A ALEGRIA?


Pr. Cleber Montes Moreira

E saindo o pai, instava com ele. Mas, respondendo ele, disse ao pai: eis que te sirvo há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos.” (Lucas 15:29 – grifo do autor)


Observem a alegação do filho mais velho: ele reclama que era obediente, que jamais transgredira um só mandamento de seu pai e, mesmo assim, este dava mais atenção e despendia mais cuidados para com o filho desobediente. Este comportamento ilustra a conduta dos escribas e fariseus, relatada no verso 2: “E os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo: Este recebe pecadores, e come com eles”. Segundo o Dicionário Bíblico Moody, pecadores refere-se “ao povo das ruas para o qual os fariseus olhavam com desdém por que não conhecia a Lei”. Eles reclamavam que Jesus dava atenção aos “pecadores”, inclusive aos publicanos, os ensinava e comia com eles. Eles não admitiam que a missão do Cristo é “buscar e salvar o que está perdido” (Lucas 19:10), que veio para os doentes e não para os que se acham sãos, conforme o Senhor mesmo explica: “Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento” (Marcos 2:17).

É lamentável quando alguém se vê no pódio da espiritualidade, no auge da santificação, acima de todos e em condições de desprezar os demais pecadores. Esta soberba religiosa indica justamente o contrário do que aparenta ser: em vez de elevada espiritualidade, profundidade no pecado!

O escritor e pensador Helgir Girodo disse: “Toda pessoa arrogante, soberba e altiva não aceita ser corrigida, visto que não deseja ser mudada por um comportamento superior, porque já possui um espírito de conduta inferior que a satisfaz”. Assim eram e agiam os escribas e fariseus! Diferentemente, o “humilde de espírito” está sempre apto para ser corrigido, arrepender-se e entrar para o Reino de Deus. Enquanto o soberbo diz “nunca transgredi um mandamento teu”, o humilde ora: “Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!” (Lucas 18:13). O primeiro é repreendido, o segundo encontra perdão. O primeiro se afoga nas águas do orgulho, o segundo imerge na graça e emerge da morte para a vida.

Ao invés da soberba dos religiosos, alegremo-nos com os céus pelos pecadores que se arrependem (v. 7), considerando que somos participantes da mesma graça e que fomos alcançados pelo amor do Pai quando éramos “ainda pecadores” (Romanos 5:8).

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

O MAIOR TESOURO

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O MAIOR TESOURO



Pr. Cleber Montes Moreira

Então Pedro, tomando a palavra, disse-lhe: Eis que nós deixamos tudo, e te seguimos; que receberemos?” (Mateus 19:27)


Muitas pessoas compreendem o evangelho como uma fórmula mágica para enriquecimento material e satisfação da vontade e anseios humanos. Há até quem ouse tentar barganhar com o Senhor: “Se Deus me curar…”, “Se Deus ouvir minha oração…”, “Se Deus me der um emprego…”, “Se Deus me der um carro novo…”, “Se Deus me ajudar nos estudos…”, “Se Deus restaurar minha família…”, Se Deus fizer isso ou aquilo “prometo passar a crente”, “prometo ser um dizimista fiel” etc. Mas o Poderoso não abriu um balcão de negócios no qual se pode trocar bênçãos temporais por promessas humanas. O ser humano, em seu estado de miséria, não está em condições de negociar com Deus, bastando-lhe somente a abundante graça, sem a qual está perdido.

O contexto do texto lido nos fala de um jovem rico que estava tão apegado às riquezas temporais que não podia servir a Cristo. Assim também estão todos os que colocam seu coração neste mundo, esperando no Senhor apenas para esta vida, esquecendo-se de que é necessário buscar o reino de Deus em primeiro lugar (Mateus 6:36). Para aqueles que assim se comportam, eis o que Paulo diz: “Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens” (1 Coríntios 15:19).

Ao contrário daquele jovem, rico, mas, do ponto de vista espiritual, miserável, os discípulos deixaram tudo para seguir o Mestre. Literalmente, tudo! E, que recompensa tem os que assim fazem? E nós que “deixamos tudo, e te seguimos; que receberemos?”, perguntou Pedro. A resposta do Senhor foi: “E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou terras, por amor de meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna” (Mateus 19:29). Que riqueza pode ser maior que a vida eterna? A saúde, o emprego, a família, bens materiais? Nada é maior e mais precioso que a salvação, oferecida graciosamente.

O evangelho não é barganha. Para entrar para o reino de Deus é preciso deixar de amar o mundo e de se preocupar deliberadamente com as coisas seculares. Quem quer ganhar o mundo acaba perdendo a própria vida: “Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?” (Mateus 16:26). Por isso Jesus disse que “é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus” (Mateus 19:24). Quem tem seu coração no mundo está perdido, mas quem, por amor a Cristo, renuncia ao mundo “receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna”. E este é o maior tesouro que alguém pode encontrar. Pense nisso!

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

AMAR O MUNDO OU AMAR A DEUS?

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AMAR O MUNDO OU AMAR A DEUS?



Pr. Cleber Montes Moreira

Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.” (1 João 2:15)


A exortação bíblica é clara — “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há” —, entretanto, para interpretarmos bem o texto, precisamos definir o que é o mundo. O mundo, citado por João, é o sistema secular, organizado, que age contra Deus e se opõe à Sua Obra e propósitos. É neste sentido que “todo o mundo está no maligno” (1 João 5:19), isto é, debaixo da influência daquele que é chamado de “príncipe deste mundo” (João 16:11) e que “opera nos filhos da desobediência” (Efésios 2:2), ou seja, nos que estão no mundo. Portanto, o mundo é inimigo do bem e aqueles que se conformam com ele estão nas trevas e sob o domínio de Satanás. É a este mundo, ou sistema, governado pelo diabo que não devemos amar. Quem ama o mundo e o que ele oferece ainda não conhece o Pai.

O amor ao mundo se manifesta, na prática, de diversas formas: apego ao dinheiro, consumismo desenfreado, materialismo, imoralidades, paixões pecaminosas, prazeres ilícitos, má administração do tempo, falta de amor pelas pessoas, valores e prioridades invertidas, corrupção e tantas outras coisas. É claro que todos nós precisamos de trabalho, dinheiro, estabilidade e temos tantas outras necessidades enquanto no mundo, porém, quando estimamos demasiadamente tais coisas, elas deixam de ser bênção e se transformam em maldição. É o mesmo princípio descrito por Paulo quando escreveu a Timóteo: “Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” (1 Timóteo 6:10). O dinheiro pode ser bênção ou maldição, dependendo de onde estiver o coração do homem. O amor ao mundo e ao que ele oferece causa males e sofrimentos.

Quem ama o mundo um dia não terá o que amar, pois “o mundo e a sua cobiça passam” (1 João 2:17 – NVI), e aí tudo terá sido em vão. Porém, aquele que ama a Deus e permanece nele ama o Eterno, e as riquezas que Ele dá, ao contrário das riquezas temporais, não perecem.

Amar o mundo ou amar a Deus? Pense nisso e faça sua escolha.

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

MAIS RICO QUE OS RICOS

Imagem: Pixabay

MAIS RICO QUE OS RICOS


Pr. Cleber Montes Moreira

Mostra-me, Senhor, o fim da minha vida e o número dos meus dias, para que eu saiba quão frágil sou. Deste aos meus dias o comprimento de um palmo; a duração da minha vida é nada diante de ti. De fato, o homem não passa de um sopro.” (Salmos 39:4,5 – NVI)

Você é do tipo que anda agitado, reclamando que não tem tempo para isso ou para aquilo? Parece que seus dias passam rapidamente e você nunca consegue um tempo para algo tão importante? Este não é um problema apenas seu, é uma doença social. As pessoas vivem correndo de um lado para outro e, muitas vezes, sem chegar a lugar algum. No final do dia reclamam: “Não deu tempo!” Não sobrou tempo para Deus, para a família, para uma tarefa tão necessária que terá que ser adiada etc. O dia se foi, e o tempo não foi suficiente para tantas coisas.

Charles Robert Buxton disse: “Você nunca encontrará tempo para nada. Se você quer tempo, você deve criá-lo”. A verdade é que nosso dia tem 24 horas, e nós as usamos conforme nossas prioridades. Sim, nós escolhemos com o quê e como gastar nosso tempo: família, igreja, estudos, trabalho, lazer… Quando falamos que não temos tempo para certa coisa, é porque aquilo não é importante para nós, e ainda que não admitamos, a relegamos a segundo plano. É como afirmou Michael Altshuler: “O tempo voa, mas você é o piloto”. É você quem se organiza ou não; você é gestor de seu tempo, é responsável diante de Deus por administrá-lo.

Dizem que tempo é dinheiro. É muito mais que isso! Se o tempo é tão importante, não o gaste com coisas fúteis, não o desperdice! Considere o que disse Philip Chesterfield: “A mais lamentável de todas as perdas é a perda do tempo”. Portanto, não seja negligente, não seja como aquele que “vai e volta como a sombra. Em vão se agita, amontoando riqueza sem saber quem ficará com ela” (Salmos 39:6 – NVI). A vida passa rápido! Por isso, aproveite responsavelmente cada instante, alegre-se com os seus, busque edificação e crescimento, cuide de si e das pessoas e, sobretudo, procure desenvolver um relacionamento de intimidade com Deus. Fazendo assim você será mais rico que os ricos deste mundo.

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

BOM ÂNIMO E BOM TRABALHO!

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BOM ÂNIMO E BOM TRABALHO!


Pr. Cleber Montes Moreira

Não to mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não temas, nem te espantes; porque o Senhor teu Deus é contigo, por onde quer que andares.” (Josué 1:9 – Em sua Bíblia, leia os versos de 1 a 11)


Em Deus, Josué deveria ter bom ânimo para enfrentar todas as coisas que sucederiam ao longo de sua jornada como líder do povo. No texto indicado, esta recomendação aparece três vezes. Jesus disse algo parecido a seus discípulos: “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (João 16:33 – grifo do autor). Encontramos em várias outras passagens do Novo Testamento o uso da mesma expressão, sempre com o intuito de motivar, incentivar e encorajar.

Todos precisamos ter bom ânimo, pois durante a caminhada cristã lidamos com situações difíceis, adversidades, opositores e percalços que podem nos fazer desanimar. O líder, principalmente, às vezes se sente isolado, solitário, cansado, sem estímulos para prosseguir. Nesta condição, de onde tirar forças e ânimo para continuar? A resposta está aqui: “Não to mandei eu? (…) Porque o Senhor teu Deus é contigo, por onde quer que andares” (v. 9). Deus mesmo pergunta, e Ele mesmo responde, como que dizendo: “Eu te comissionei, e eu mesmo serei contigo por onde você andar”. Sim, Deus não desampara aquele a quem envia; Ele não abandona seus servos, mas está sempre presente para que tenham paz, bom ânimo, e prossigam na execução de sua missão.

Por mais difícil que fosse a jornada, havia para Josué uma palavra de conforto e segurança: “Ninguém te poderá resistir, todos os dias da tua vida; como fui com Moisés, assim serei contigo; não te deixarei nem te desampararei” (v. 5). Para nós, Jesus deixa também uma palavra encorajadora: eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mateus 28:20). Quer maior motivação que esta, a companhia do próprio Senhor? Ele nos conforta, ajuda e sustenta! Então, bom ânimo e bom trabalho!

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

ORAR COM ENTENDIMENTO E CONFIANÇA

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ORAR COM ENTENDIMENTO E CONFIANÇA



Pr. Cleber Montes Moreira

Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á […]. Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem?” (Mateus 7:7,11)


Meu filho vive me pedindo presentes. Estamos em novembro, e além do presente de Natal ele já me pediu o presente de aniversário que só acontece em fevereiro. Certamente que não posso atendê-lo sempre, nem lhe dar todas as coisas que pede, às vezes porque não tenho recursos, porque não convém, ou ainda porque devo ensiná-lo que não podemos ter tudo o que desejamos. Tenho me esforçado para fazê-lo compreender que os melhores presentes não são as coisas, sejam os brinquedos, ou os artigos tecnológicos pelos quais ele é apaixonado, mas aquilo que não compramos com dinheiro. Certamente que pais cristãos, porque têm a mente de Cristo, querem sempre dar a seus filhos as melhores coisas, aquelas que não encontramos nas lojas, nem os Correios entregam em nossas casas.

Da mesma forma que as crianças, muitas vezes pedimos a Deus coisas que Ele sabe que não precisamos, que não nos fará bem, ou que Ele não nos dará por algum motivo que não sabemos. Tiago diz a seus leitores que eles pediam e não recebiam por que o faziam egoistamente (Tiago 4:3). Embora sejamos exortados a pedir, a buscar e a bater (Mateus 7:7,8), ou seja, a sermos perseverantes na oração, precisamos confiar que assim como nós procuramos dar boas coisas aos nossos filhos, Deus, como bom Pai que é, deseja nos dar somente o que é bom.

Que as nossas “petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças” (Filipenses 4:6), sabendo que se Ele disser “não”, é para o nosso bem, se disser “espera” é porque sabe o que está fazendo, e se disser “sim” é porque lhe é agradável. Orar com este entendimento e confiança nos traz paz ao coração — experimente!

terça-feira, 19 de novembro de 2019

ESFORÇA-TE

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ESFORÇA-TE



Pr. Cleber Montes Moreira

“Esforça-te, e tem bom ânimo; porque tu farás a este povo herdar a terra que jurei a seus pais lhes daria. Tão-somente esforça-te e tem mui bom ânimo…” (Josué 1:6,7).


Em quem Josué deveria confiar para ser bem-sucedido em sua liderança na condução do povo à Terra Santa? Certamente que aprendera muito com Moisés, certamente que era homem íntegro, cheio de virtudes e capacitado. Entretanto, como qualquer homem, era falho, e a dimensão da Obra é maior que qualquer pessoa humana. Sua capacidade não era suficiente para algo tão grande, sua liderança seria inviável se não fosse a mão forte daquele que o chamou para a missão. Por isso, a expressão “Não to mandei eu?” deveria soar também como um alerta, para que Josué olhasse para Deus, confiando nele e não em si mesmo. A Obra seria realizada não pela capacidade do homem, mas por Aquele que chama, capacita e conduz seu servo.

Pequenos homens podem grandes coisas quando, reconhecendo suas fraquezas, se submetem ao poder do alto e colocam-se à disposição para o trabalho. Hudson Taylor afirmou: “Todos os gigantes de Deus foram homens fracos, que fizeram grandes coisas para Deus porque creram que Deus estaria com eles”.

Quando há confiança em Deus

O fraco é fortalecido,
O pequeno é agigantado,
O incapaz é capacitado,
O estéril frutifica,
O insignificante é importante,
E o falho vira instrumento nas mãos hábeis do Artífice Supremo.


Josué era gente comum, como nós, porém confiou e se fortaleceu no Senhor.

Esforça-te, e tem bom ânimo” naquele que nos fortalece, sabendo que todo poder vem dEle e não de nós. Paulo ensinou: “No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder” (Efésios 6:10). Assim façamos nós, busquemos ânimo e força no Todo Poderoso, do contrário nossos esforços serão em vão. Pense nisso!