Falando de Vida

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Pró-vida ou pró-morte? OMS considera aborto como “essencial” durante pandemia de coronavírus

Imagem: Freepik

Com o pretexto de preservar a vida, a militância pró-aborto e eutanásia segue firme, tendo, inclusive, a OMS como braço e estrategista político


Engana-se quem pensa que a Organização Mundial da Saúde é uma entidade que se preocupa com a defesa e proteção da vida. Na verdade a OMS serve a interesses ideológicos que defendem, dentre outras coisas, o aborto. Para a OMS o aborto não é considerado “causa de morte” — tanto que não consta como tal nas estatísticas —, mas como “direitos das mulheres aos cuidados de saúde sexual e reprodutiva” que devem ser respeitados.

Em 2014, o Departamento de Saúde Reprodutiva da OMS elaborou um documento intitulado “Abortamento seguro: Orientação técnica e políticas para sistemas de saúde”1, com orientações “seguras” para o assassinato de criança em diversos estágios da gravidez, o que contraria a Declaração Universal dos Direitos Humanos que diz que “Todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal”2 (Artigo 3º — grifo do autor).

O documento considera a necessidade de políticas “para estabelecer ou fortalecer serviços de atenção para o abortamento seguro”. O termo “abortamento seguro” sugere o abortamento legal, ou seja, a permissão para matar — descriminalização do aborto — e com financiamento público. Trata como parte dos “direitos humanos das mulheres” o abortamento induzido: “O tratamento emergencial das complicações pós-abortamento é fundamental para diminuir as mortes e as lesões decorrentes do abortamento inseguro, mas não pode substituir a proteção da saúde das mulheres e os direitos humanos que o abortamento induzido oferece, com amparo legal e sem riscos” (grifo do autor). O documento defende que “os serviços de abortamento devem estar integrados ao sistema de saúde, seja como serviços públicos ou através de serviços sem fins de lucro, financiados com fundos públicos, para que lhes seja reconhecida a condição de serviços de saúde legítimos e para proteger as mulheres e os profissionais de saúde do preconceito e a discriminação”. Ainda que a “disponibilidade de instalações e profissionais capacitados disponíveis para toda a população se revela essencial para garantir o acesso a serviços de abortamento sem riscos.” (consulte especialmente as páginas 63 e 64).

Nos Estados Unidos e na Europa, principalmente, enquanto a grande mídia exibe em seus noticiários matérias sobre coronavírus, criando pânico e provocando histeria na população, militantes fazem pressão para a flexibilização do aborto e da eutanásia. Na Itália, o aborto e a eutanásia são considerados serviços essenciais. Nos países onde o suicídio assistido é legal, há esforços para normatizar a entrega de comprimidos letais pelos correios: o paciente faria uma consulta por teleconferência e o médico prescreveria os comprimidos letais que seriam entregues na casa do cliente. Há denúncias de que em certos lugares estão sendo realizados abortos assistidos em casa, por causa do isolamento social. O aborto e a eutanásia tem se tornado um negócio lucrativo, além de atender às políticas de controle populacional.

Kim Callinan, do movimento pró eutanásia na América, afirmou que “a atual crise do Covid-19 oferece uma nova oportunidade para o suicídio assistido”. O lobby da morte tenta aprovar uma lei para que o paciente, por meio de uma consulta online, tenha a receita com prescrição de drogas letais sem a necessidade de ser examinado presencialmente por médicos e psicólogos. A lei também trataria de critérios para a entrega das drogas em domicílio.3

Enquanto a Organização Mundial da Saúde recomenda o isolamento social com o pretexto de preservar a vida, a militância pró-aborto e eutanásia segue firme, tendo, inclusive, a entidade como braço e estrategista político.

Recomendo a leitura do artigo de Benedetta Frigerio (jornalista e bacharel em Ciências Políticas pela Universidade Católica de Milão), que pode ser acessado aqui.

______________________________
1 https://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/70914/9789248548437_por.pdf;jsessionid=6B2A95AD6D6A40311047DE930172319C?sequence=7 (acessado em 06 de abril de 2020)
2 https://www.ohchr.org/EN/UDHR/Documents/UDHR_Translations/por.pdf
3 https://www.lifesitenews.com/opinion/assisted-suicide-lobby-call-for-teledeath-remote-euthanasia-during-pandemic

segunda-feira, 6 de abril de 2020

A universalidade da obra de Cristo

Imagem: Pixabay

Estudo 2: Texto Bíblico: Romanos 1:18-2.12




Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho


Das muitas virtudes de Paulo, a maior foi tirar o “Caminho” da situação de seita transformá-lo no cristianismo, religião universal. O mérito é sempre de Deus, que o chamou desde o ventre (Gl 1:15) e que, na sua soberania poderia ter chamado outro. Mas Paulo não foi desobediente à visão celestial (At 26:19).

O homem de Tarso tornou o homem de Nazaré matéria de culto no mundo inteiro. Ele compreendeu melhor que ninguém que a obra de Jesus tinha dimensão universal. Como dissemos na lição anterior: “O vinho novo sairá do odre velho, e o instrumento para isso será um fariseu que se encontrou com Jesus ressuscitado”. O fato de ele ter sido fariseu torna a questão mais impactante. Hoje, “fariseu” é sinônimo de “hipócrita”, por causa de Mateus 23, que direciona nossa interpretação. “Fariseu” deriva de pherishut, que significa “abstinência e separação”. Era o grupo mais fiel ao judaísmo, preso à Torah (a Lei). O fariseu não era hipócrita, mas alguém sério, zeloso pelo judaísmo, com a mente dominada pela Lei. Paulo, judeu ortodoxo, entendeu o evento Jesus como nem a própria igreja compreendeu, no início.


1. Inicialmente uma seita judaica

E quando Pedro subiu a Jerusalém, disputavam com ele os que eram da circuncisão, dizendo: Entraste em casa de homens incircuncisos e comeste com eles” (At 11:2,3). Pedro foi censurado pela igreja por ter entrado na casa de Cornélio. Aliás, ele dissera a Cornélio que não devia entrar em sua casa e que o fazia por causa de uma visão de Deus (At 11:28). Quando o Espírito Santo veio sobre Cornélio e sua casa, Pedro e seus acompanhantes se admiraram (At 10:45). Os gentios também tinham direitos espirituais! Assim é que eles foram batizados (At 10:47,48). Este foi o mistério (o segredo de Deus) que Paulo compreendeu melhor que todos: Efésios 3:1-6.

Mas nem assim a questão cessou. Em Atos 15:1-29, as igrejas se reuniram porque alguns defendiam que os gentios que cressem em Cristo deveriam se circuncidar (v. 1). O “Caminho” era uma seita judaica, e quem entrasse nela deveria guardar o judaísmo. Nesta ocasião se deu a ruptura, e o evangelho deixou os limites estreitos que queriam lhe impor. Paulo, que lutou por isto (vv. 2 e 15) já entendera a questão muito antes. Desde sua conversão o Senhor dissera que ele fora escolhido para levar o evangelho aos gentios (At 9:15). E, mais tarde, na sua mais dura carta, ele disse que a circuncisão, como rito religioso, anulava a obra de Cristo (Gl 5:2). Ou cristão ou judeu! Ou a salvação pela graça por meio da fé em Cristo (Ef 2:8 e Gl 2:16) ou a salvação pela Lei. Se a salvação viesse pela Lei, a morte de Jesus teria sido sem sentido (Gl 2:21).

É bom lembrar isto, porque vivemos tempos em que alguns desejam restaurar o judaísmo em nossa teologia. Símbolos judaicos, festas judaicas, a estrela de Davi, o quipá (o chapéu masculino judaico), a arca, são trazidos para nossos templos. Não somos judeus. Somos cristãos. Não somos filhos do Sinai, e sim do Calvário. Nada temos a ver com Agar, e sim com Sara, pois não somos filhos da Jerusalém geográfica, e sim da Jerusalém espiritual (Gl 4:21-31 e Ap 21:2). Nós somos de Jesus e ouvimos a Jesus, e não a Moisés ou a Elias (Mt 17:1-5). A Lei e os Profetas, como norma, vigoraram até João, e desde então vale o evangelho do reino (Lc 16:16). Cantemos “Eu sou de Jesus, aleluia, de Cristo Jesus, meu Senhor” (401 CC, 454 HCC). Somos dele, e não de Moisés. Não podemos voltar atrás, pois não somos daqueles que recuam na fé (Hb 10:39).

2. O evangelho é para todos

Para o apóstolo, esta universalidade do evangelho, com o direito da salvação dos gentios, estava predita desde o início da história da salvação (que começa com Abraão), como lemos em Gálatas 3.8. E ele era o homem que iniciaria este processo na igreja. Obviamente, ele tinha consciência disto, desde sua conversão. O Senhor disse a Ananias que o recém-convertido Saulo era “um vaso escolhido, para levar o meu nome perante os gentios (At 9:15).

Tiago, Pedro e João, líderes da igreja de origem judaica, reconheceram que Paulo era o homem destinado por Jesus para pregar o evangelho aos gentios (Gl 2:7-9) e ele mesmo se declarou missionário aos gentios, várias vezes: Romanos 11:13 e 15:16, Gálatas 1:16 e 1 Timóteo 2:7.

O ensino de Paulo é claro. Deus encerrou todos os homens, quer judeus quer gentios, debaixo de pecado (Rm 1:18 a 2:12, e Gl 3:22), para que a promessa fosse de todos. A vantagem dos judeus é que eles receberam os oráculos divinos (Rm 3:1), mas também estão debaixo do pecado, como os gentios (Rm 3:9-20). Judeus e gentios são pecadores (Rm 3:23), e precisam do mesmo Salvador, Jesus (Rm 6:23).

No pensamento de Paulo, Deus é Salvador de todos os homens (1Tm 4:10). É desejo divino que todos os homens, e não apenas os judeus, sejam salvos (1Tm 2:14). Isto é a universalidade da obra de Cristo. Ele é o Salvador possível para todos os homens. Todos podem ser salvos.

3. Universalidade, sim; universalismo, não

Dizemos “Salvador possível para todos os homens” para evitar a confusão que a frase “Salvador de todos os homens” traz. Ele é o Salvador possível para todos os homens, mas isto não significa que todos os homens serão salvos. A doutrina que assim afirma se chama universalismo. Ela ensina que todos serão salvos porque a obra de Cristo na cruz redimiu os pecados de todos os homens, independentemente de eles crerem ou não. Muitos tentam dar este sentido a algumas declarações de Paulo, por isso que tivemos o cuidado na frase.

Paulo deixou claro que não há salvação compulsória. Os homens a devem querer, devem aceitá-la. Em 2 Coríntios 5:20, após dizer que Deus nos reconciliou consigo em Cristo (2Co 5:18), ele pede que os homens aceitem a reconciliação. A salvação é para “todo aquele que invocar o nome do Senhor” (Rm 10:13). “Invocar” é mais que recitar ou dizer o nome. É colocar-se sob o cuidado do nome. Aquele que se coloca sob o cuidado do Nome sobre todo o nome será salvo. Não há salvação indiscriminada, a todos. Ela vem por causa da obra de Jesus, é oferecida e deve ser aceita. Haverá salvos e não-salvos no dia final, conforme Jesus ensinou (Mt 25:34 e 41). Tendo recebido seu evangelho diretamente de Jesus (Gl 1:11,12), Paulo não entra em contradição com ele, mas apenas ressoa o que o Salvador lhe ensinou. Todos podem ser salvos porque Jesus trouxe uma salvação universal, e Paulo a proclamou ao mundo não-judeu.

Para pensar e agir

1. O evangelho acabou com as barreiras humanas, declarando que todos são iguais, tanto como pecadores como objeto da graça de Deus. Por isso, a parede de separação entre judeus e gentios foi derrubada (Ef 2:14). Não há mérito e ninguém é melhor que ninguém. A salvação é obra da graça.

2. A universalidade do evangelho significa que só há salvação pela graça e por meio da fé em Jesus (Ef 2:8,9). Ninguém pode ser salvo a não ser por Cristo. A igreja de Jesus precisa de visão evangelística e missionária. Ninguém é salvo por ser bom, mas somente por Jesus. O destino eterno de bilhões de pessoas está nas mãos da igreja. Nas minhas e em suas mãos.

3. Precisamos lembrar que o tema central da pregação da igreja é Cristo e Cristo crucificado (1Co 2:2). Há muita pregação sociológica, de conceitos humanos, e igrejas mais preocupadas com sua filosofia eclesiástica e em “fidelizar” clientes do que em anunciar que só Jesus salva. Precisamos evangelizar, pregar mensagens evangelísticas, realizar série de conferências evangelísticas, distribuir folhetos, falar de Jesus ao mundo. Nunca esqueçamos que SÓ JESUS CRISTO SALVA!

Leituras Diárias

Segunda: Efésios 2:1-3.6
Terça: Romanos 1:18-32
Quarta: Romanos 2:1-12
Quinta: Romanos 3:21-31
Sexta: Gálatas 4:21-31
Sábado: 1 Pedro 2:9-12
Domingo: João 3:14-21

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Sobre o Dia Nacional de Oração pelo Brasil

Imagem: Pixabay

“Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ação de graças por todos os homens; pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade.”

(1 Timóteo 2:1,2 — NVI)




Pr. Cleber Moreira


Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ação de graças por todos os homens; pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade.”(1 Timóteo 2:1,2 — NVI)


O povo evangélico está conclamado para neste domingo, dia 05 de abril, se unir em oração pela nação.

Oremos pelo presidente da república, para que seja instrumento de Deus na condução do país. Oremos pelos demais governantes, estaduais e municipais, para que tenham boa vontade e a direção do alto em suas ações, priorizando o bem-estar e os interesses da população. Oremos pelos que atuam no parlamento e no judiciário, para que, como representantes do povo, sirvam com integridade, para que o bem dos cidadãos esteja acima dos interesses pessoais, partidários e ideológicos. Oremos pelo povo sofrido, para que as consequências da crise provocada pelo coronavírus sejam atenuadas. Oremos pelos infectados pela covid-19, bem como por outros acometidos de outras enfermidades, algumas com taxa de letalidade bem maior. Oremos para que Deus abençoe cada brasileiro, e que o evangelho seja luz para nosso povo em tempos tão sombrios, e norte para depois que a crise passar.

Oremos, não porque o presidente convocou a nação, mas porque a Bíblia nos ensina sobre o dever de orar.

Oremos, não porque cremos no ‘poder místico da oração’, mas porque nos relacionamos e confiamos no Deus onipotente.

Oremos, porque o nosso “socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra” (Salmos 121:2).

Oremos, mas, antes de tudo, conservemos um espírito de arrependimento sem o qual nossas orações não podem ser atendidas (Isaías 58:1-10; Joel 2:13; Jonas 3:1-10).

Oremos com a consciência de que “oração feita por um justo pode muito em seus efeitos” (Tiago 5:16)

Oremos, não porque estamos em “campanha de oração”, ou apenas porque o momento requer, mas, principalmente, porque a oração deve ser um hábito na vida do crente.

Oremos, não porque orar é o “último recurso”, como alguns dizem, “agora o jeito é orar”, mas porque na vida do salvo a oração é sempre o primeiro recurso, e aquele do qual o crente não pode abdicar.

Oremos, porque o Senhor nos ensinou sobre o “dever de orar sempre, e nunca desfalecer” (Lucas 18:1).

Oremos, mesmo em tempos de paz aparente.

Oremos, porque temos instrução para “vigiar e orar”.

Oremos, por que orar deve ser algo natural e constante, conforme Paulo nos ensina: “Orai sem cessar” (1 Tessalonicenses 5:17).

Oremos antes, durante e depois da crise.

Oremos, oremos, e oremos.

domingo, 29 de março de 2020

Imprensa, Coronavírus, Histeria e Hipocrisia

Imagem: Pixabay

Não podemos esperar comoção coletiva, medidas e campanhas eficazes, engajamento da mídia e outros esforços quando a hipocrisia é o comportamento mais comum numa sociedade “politicamente correta”




Cleber Moreira


Praticamente o mundo inteiro mudou a rotina por causa da pandemia do novo coronavírus. Muitos países adotaram medidas, algumas extremas, de isolamento social. Escolas fecharam, igrejas suspenderam os cultos presenciais, agências bancárias reduziram o atendimento, o comércio foi afetado, e vários hábitos comportamentais tiveram que ser revistos. No Brasil, em algumas cidades, idosos acima de 60 anos estão sendo multados por saírem de casa, em outras têm ocorrido até casos de confisco de máscaras, respiradores e outros itens, suspendendo assim o direito de ir e vir do cidadão e violando outras garantias constitucionais.
Empresas estão demitindo, as bolsas fechando em queda, dólar aumentando, pessoas estocando alimentos e artigos de higiene, sendo que em alguns lugares já há desabastecimento. Enquanto o governo adota medidas para combater o coronavírus, minimizar perdas econômicas, garantir empregos e acalmar a população, a mídia sensacionalista promove pânico e histeria. Não é sem razão que o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, passou o seguinte recado para os brasileiros:
“Desliguem um pouco a televisão. Às vezes ela é tóxica demais. Há quantidade de informações e, às vezes, os meios de comunicação são sórdidos porque eles só vendem se a matéria for ruim. Publicam o óbito, nunca vai ter que as pessoas estão sorrindo na rua. Senão, ninguém compra o jornal. Todo mundo tem que se preparar, inclusive a imprensa. Se não for assim, vai trazer mais estresse à população.”

Logo a Rede Globo rebateu o que considerou ser uma crítica de Mandetta à imprensa para “agradar o presidente”.

Os noticiários divulgam constantemente dados sobre a pandemia. Há até serviços onde os internautas podem acompanhar, em tempo real, estatísticas sobre a Covid-19. Um exemplo é o mapa online1, criado pela Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, que reúne informações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e de outras instituições de vários países sobre a doença. Segundo a ferramenta, até o momento em que escrevo, o número de pessoas infectadas em todo o mundo é de 718.685, as mortes somam 33.881, e número de curados é de 149.076 pessoas.

As informações, como divulgadas, sobre o novo coronavírus podem assustar. De fato o vírus tem uma taxa de letalidade maior entre pessoas idosas, o que faz com que apenas na Itália, até agora, sejam contabilizados 10.779 óbitos. Entretanto, imagine se tivéssemos informações em tempo real sobre mortes por outras doenças e causas como o câncer, a aids, o álcool, o cigarro, acidentes de trânsito, etc. Segundo o site Wordmeter2, neste ano, até o momento, morreram no mundo 14.315.908 pessoas, sendo que apenas hoje ocorreram 136.700 mortes. E pode acreditar, diante destes números, o percentual de mortes por Covid-19 é ínfimo.

Segundo o ranking criado pela OMS, a partir dos dados coletados em 2016, as dez principais causas de morte no mundo são, por ordem: cardiopatia isquêmica, acidente vascular cerebral (AVC), doença pulmonar obstrutiva crônica, infecções das vias respiratórias inferiores, alzheimer e outras demências, câncer de pulmão, traqueia e brônquios, diabetes mellitus, acidentes de trânsito, doenças diarreicas e tuberculose.3 Uma matéria de 2018 revelou que morrem, anualmente, cerca de 1,25 milhão de pessoas no mundo por acidentes de trânsito.4 Entretanto, a divulgação destes dados, quando não ignorados pela mídia, não causa histeria na população.

A morte é tema que incomoda muita gente, principalmente quando ela não acontece de modo natural. Por isso há comoção social neste tempo de pandemia. Ninguém quer morrer, nem ver seus amigos e familiares, sejam crianças, jovens, adultos ou idosos, morrerem por Covid-19. Por isso, por ser uma enfermidade nova, com a qual ainda estamos aprendendo lidar, talvez seja compreensível — não justificável — o quadro de histeria coletiva que se desenha no momento.

Se é para haver comoção — e histeria —, que tal pensarmos num tipo de causa que mata cerca de 40 a 50 milhões de pessoas anualmente, segundo a OMS, e que este ano, até o momento, já provocou quase 11 milhões de óbitos em todo o mundo? Que tal a imprensa divulgar estes dados em tempo real, abordar o tema nos noticiários e outros programas, orientar o povo e cobrar das autoridades medidas que atenuem este quadro? Que tal debates e campanhas educativas no rádio, na TV, na internet e espaços públicos sobre a questão? Que tal os políticos tomarem medidas e criarem leis que impeçam a matança? Infelizmente não podemos esperar comoção coletiva, medidas e campanhas eficazes, engajamento da mídia e outros esforços, pois quando o assunto é a morte de indefesos, o aborto, a hipocrisia é o comportamento mais comum numa sociedade focada no “politicamente correto”. Tudo o que temos são vozes solitárias e grupos considerados “conservadores”, “retrógrados”, “fundamentalistas” etc., que inconformados com a degradação social insistem na crença e prática de valores outrora exaltados, hoje rejeitados pelo senso comum.


IMPORTANTE: Este artigo pode ser compartilhado desde que citada a fonte e informado o link desta página.
________________________
2 https://www.worldometers.info/br/ (acessado em 29 de março de 2020)

sexta-feira, 27 de março de 2020

A conversão que mudou a história

Imagem: Pixabay

Estudo 1: Texto Bíblico: Atos 9



OBS.: A partir desta semana publicarei aqui as lições do 2 trimestre da revista Palavra e Vida com o objetivo de facilitar aqueles que têm dificuldades com arquivos em pdf.


Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

A 9:1-6 narra um dos momentos mais marcantes da história. O cristianismo e o mundo serão mudados. Uma obscura seita judaica, “O Caminho” (9.2), dará uma guinada em seu rumo. O vinho novo sairá do odre velho, e o instrumento para isso será um fariseu que se encontrou com Jesus ressuscitado. O até então desconhecido fariseu se tornará, depois de Jesus, o maior vulto do cristianismo e da humanidade. O fato deve ter sucedido três anos após a morte de Jesus. Homens e mulheres do Caminho vinham pregando o Cristo crucificado, o que despertou a ira de Saulo. O capítulo 9 mostra seu estado emocional: “respirando ainda ameaças” (v. 1). Um homem contra Cristo. E termina com ele pregando (v. 29). Um homem dominado por Cristo. O Caminho não morrerá. A perseguição não o abaterá. Um perseguidor teve um encontro com Jesus e levará seu nome ao mundo, mesmo sob perseguição. E isto de tal maneira que nós, estudando sua vida e lições, somos devedores ao seu ministério. Com mente e coração abertos caminhemos pela vida e ensinos de Saulo de Tarso, depois Paulo, o cristão por excelência.

1. A infância de um menino judeu

Pouco se sabe sobre esta fase de Paulo. Ele silencia sobre ela. Há apenas lendas, que não nos interessam, sobre o período. Sua vida, como menino e adolescente judeu deve ter sucedido assim: com cinco anos de idade foi alfabetizado e começou a ler as Escrituras. Com seis foi enviado a uma escola rabínica. Aos dez foi instruído na lei oral. Aos doze teve sua cerimônia de tornar-se filho da lei. Assim começou sua carreira de judeu ortodoxo.

Entre os treze e dezesseis anos deve ter sido enviado a Jerusalém para ser educado como rabino: “Eu sou judeu, nascido em Tarso da Cilícia, mas criado nesta cidade, instruído aos pés de Gamaliel, conforme a precisão da lei de nossos pais, sendo zeloso para com Deus, assim como o sois todos vós no dia de hoje” (At 22.3). Lá estudou com Gamaliel, o mesmo de Atos 22.33-40, que alguns dizem ter sido cristão oculto. Paulo tinha uma irmã morando na cidade (At 23.16). Hospedagem não teria sido problema.

2. Quem era Paulo?

Na primeira década de nossa era havia dois meninos, em cidades diferentes (Nazaré e Tarso), sem que um soubesse do outro. O primeiro mudou e marcou o mundo para sempre. O segundo tornou o primeiro conhecido fora dos limites da religião dos dois, o judaísmo. E pôs a vida em função dele, a ponto de dizer: e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim (Gl 2.20). Graças ao segundo, sabemos muito do primeiro, Jesus de Nazaré. Mas sobre ele, que sabemos? Quem foi ele? Ele nos responde.

Pelo nascimento: “Eu sou judeu, natural de Tarso, cidade não insignificante da Cilícia” (At 21.39). Não era um qualquer. Orgulhava-se de sua descendência religiosa e de sua cidade natal.

Pela cidadania: “Vindo o comandante, perguntou-lhe: Dize-me: és tu romano? Respondeu ele: Sou. Tornou o comandante: Eu por grande soma de dinheiro adquiri este direito de cidadão. Paulo disse: Mas eu o sou de nascimento” (At 22.27,28). Era cidadão romano, com todos os direitos.

Pela sua cultura, segundo os outros: “Fazendo ele deste modo a sua defesa, disse Festo em alta voz: Estás louco, Paulo; as muitas letras te fazem delirar” (At 26.28). Seus juízes atestaram sua vasta cultura.

Pela sua religião: “Circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; quanto à lei fui fariseu; quanto ao zelo, persegui a igreja; quanto à justiça que há na lei, fui irrepreensível” (Fp 3.5,6). Membro da seita mais ortodoxa do judaísmo, ele foi “irrepreensível”.

Espiritualmente: “Pois eu sou o menor dos apóstolos, que nem sou digno de ser chamado apóstolo, porque persegui a igreja de Deus. Mas pela graça de Deus sou o que sou; e a sua graça para comigo não foi vã, antes trabalhei muito mais do que todos eles; todavia não eu, mas a graça de Deus que está comigo” (1Co 15.9,10).

Extraordinariamente culto, de grande capacidade de trabalho, espiritualmente zeloso, judeu radical. Sua conversão redirecionou todo seu cabedal a serviço de Jesus. No dizer de Stott, Paulo era um homem “intoxicado de Cristo”. O mundo deve muito a esse homem, que Rohden denominou de “o maior bandeirante do evangelho”. Sua paixão por Jesus é um desafio à nossa fé.

3. A transformação

Uma palavra de Paulo merece nossa atenção, por sintetizar sua vida: “nem sou digno de ser chamado apóstolo, porque persegui a igreja de Deus” (1Co 15.9). Há dois limites nela: perseguidor da igreja de Deus e apóstolo. A mudança se deu no caminho de Damasco. Há três narrativas de sua conversão, em Atos: 9.1-19 (narrada por Lucas), 22.1-16 (contada por ele em discurso ao povo de Jerusalém após sua prisão) e em 26.10-18 (em Cesaréia, contada por ele, diante de Agripa e de Festo). Esta experiência o marcou para sempre. Nunca mais Paulo foi o mesmo. A conversão deve mudar a pessoa.

Muitos tentaram desacreditar esta experiência, dando-a como produto de cansaço físico e emocional ampliado por uma caminhada ao sol do meio-dia. Outros tentaram lhe atribuir uma doença mental. Sua conversão teria sido apenas uma alucinação.

O evento foi sobrenatural, e não uma ilusão, pois foi uma luz mais forte que o sol do deserto, ao meio-dia (At 22.6). Os homens ouviam a voz, mesmo não a entendendo (v. 7, cf. At 22.9). O poderoso e arrogante perseguidor cai por terra. Uma voz o alcança: “Saulo, Saulo, por que persegues?” (At 9.5). A repetição do nome próprio era uma forma carinhosa de tratamento (Êx 3.4, 1Sam 3.4). Ele odiava, sem conhecer, o dono daquela voz. O dono daquela voz o amava. Atônito, Paulo pergunta: “Quem és tu, Senhor?”. A resposta foi: “Eu sou Jesus, a quem tu persegues”. Que impacto! Que choque! Ele não perseguia seguidores de uma superstição, mas alguém vivo, que agora o alcançara e derrubara! Jesus era real! Estava vivo! E Paulo o perseguia! Caçava seus seguidores! Mas o Grande Caçador dos Céus o alcançou. Não com o ódio com que ele caçava, mas com ternura. A graça de Jesus o alcançou. Por isso, mais tarde ele escreverá, como ninguém, sobre a graça de Deus. Ele a experimentou em Jesus. Quem tem um encontro real com Jesus prova a graça.

4. Disposição para o serviço

A conversão de Paulo não foi superficial. Foi radical, profunda, como deve ser uma conversão. Ele não se aculturou nem aderiu a um grupo. Ele foi transformado pelo poder de Jesus, e como resultado, quis servi-lo: “Então perguntei: Senhor, que farei? E o Senhor me disse: Levanta-te, e vai a Damasco, onde se te dirá tudo o que te é ordenado fazer” (At 22.10).

Quem é autenticamente convertido tem como desejo principal fazer alguma coisa para seu Salvador. Como Paulo mais tarde diria: “Pois o amor de Cristo nos constrange” (2Co 5.14). Conhecer o amor de Jesus provoca um santo constrangimento na vida. Quem conheceu seu amor quer servi-lo. Muitos convertidos hoje querem entretenimento e que Deus ou a igreja cuide deles. Mas nunca se perguntam o que podem fazer pelo Senhor. Uma pessoa verdadeiramente salva é grata e mostra espírito de serviço. Muitos querem ser servidos, mas a vida cristã é servir. Jesus nos deu o exemplo: “Pois também o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos” (Mc 10.45). Paulo seguiu seu exemplo.

Para pensar e agir

1. Nenhum coração é bastante duro para não ser alcançado pela graça de Jesus. Não deixemos de orar por pessoas sem Cristo, pensando que elas são muito duras e nunca se converterão. Não há limites para o poder de Jesus.
2. O propósito real de Deus para nós só pode ser descoberto em Cristo. A conversão redireciona nossa vida.
3. Quem é convertido deseja servir a Jesus. Vida cristã é dedicação a Cristo, não busca de vida fácil e prazerosa. Você é convertido? Sirva!

Leitura Diária


Segunda: Atos 7. 55-8.3
Terça: Atos 9.1-6
Quarta: Atos 9.17-30
Quinta: Atos 26.4-19
Sexta: 1 Coríntios 15.1-11
Sábado: Efésios 3.1-13
Domingo: Gálatas 2. 15-21

sexta-feira, 20 de março de 2020

Bayer doa três milhões de comprimidos de malária para os EUA para uso potencial contra o coronavírus


O coronavírus é o assunto predominante nos noticiários em todo o mundo. Empresas farmacêuticas e de biotecnologia estão trabalhando intensamente em substâncias ativas que tratem pessoas com COVID-19. Uma dessas substâncias é a “Resochin” da Bayer.


Em matéria publicada em seu site nesta quinta-feira, dia 19 de março, a Reuters informou que a Bayer doou 3 milhões de comprimidos do medicamento “Resochin” ao governo dos EUA para uso no tratamento do COVID-19.

Em sua conta no Twitter a empresa publicou: “Os médicos consideram o Resochin (fosfato de cloroquina) da Bayer como um tratamento promissor para pacientes graves com coronavírus.”

A “Resochin”, feita de fosfato de cloroquina com eficácia comprovada contra a malária, está sendo avaliada também na China para uso no tratamento do COVID-19, a doença causada pelo coronavírus.

A Bayer informou que a empresa está trabalhando junto com as agências americanas para conseguir autorização para o uso do medicamento nos USA.

O presidente Donald Trump, em uma entrevista coletiva, pediu aos reguladores de saúde dos Estados Unidos que acelerem possíveis terapias como o “Remdesivir”, da Gilead Sciences, e o medicamento antimalárico genérico hidroxicloroquina, destinado ao tratamento do COVID-19.


segunda-feira, 16 de março de 2020

Donald Trump pede orações em razão do coronavírus e declara: “Nenhum problema é grande demais para Deus”

Foto: Twitter da Casa Branca

Peço que você se una mim em um dia de oração para todas as pessoas que foram afetadas pela pandemia de coronavírus, e que ore para que a mão curadora de Deus seja colocada sobre o povo de nossa nação.”


O presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, proclamou 15 de março de 2020 como o “Dia Nacional de Oração por todos os americanos afetados pela pandemia de coronavírus”, e pediu a todos os americanos que orem por todos os afetados, incluindo pessoas que sofreram danos ou perderam entes queridos: “Peço que você se una mim em um dia de oração para todas as pessoas que foram afetadas pela pandemia de coronavírus, e que ore para que a mão curadora de Deus seja colocada sobre o povo de nossa nação.”1

Em seu discurso o presidente destacou a importância da fé em momentos de crises, e pediu união para superar a pandemia:

Nos tempos de maior necessidade, os americanos sempre se voltaram para a oração para ajudar a guiar-nos através de provações e períodos de incerteza. Enquanto continuamos a enfrentar os desafios únicos impostos pela pandemia de coronavírus, milhões de americanos não conseguem se reunir em suas igrejas, templos, sinagogas, mesquitas e outras casas de culto. Mas, neste momento, não devemos deixar de pedir a Deus mais sabedoria, conforto e força, e orarmos especialmente por aqueles que sofreram danos ou que perderam entes queridos. Peço que você se una mim em um dia de oração por todas as pessoas que foram afetadas pela pandemia de coronavírus, e que ore para que a mão curadora de Deus seja colocada sobre o povo de nossa nação.

Como seu Presidente, peço que ore pela saúde e bem-estar de seus colegas americanos, e lembre-se de que nenhum problema é grande demais para Deus. Todos devemos levar a sério as sagradas palavras encontradas em 1 Pedro 5:7: “Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós”. Oremos por todos os afetados pelo vírus, para que sintam a presença protetora e o amor de nosso Senhor durante esse tempo. Com a ajuda de Deus, superaremos essa ameaça.

Na sexta-feira declarei emergência nacional, e tomei medidas ousadas para que o Governo Federal implemente ações eficazes para ajudar no combate à pandemia de coronavírus. Agora, encorajo todos os americanos para que orem por aqueles que estão na linha de frente, especialmente nossos destacados profissionais, médicos e autoridades de saúde pública de nossa nação que estão trabalhando incansavelmente para proteger todos nós do coronavírus e tratar os pacientes infectados; todos os nossos corajosos socorristas, Guarda Nacional e indivíduos dedicados que estão operando para garantir a saúde e a segurança de nossas comunidades; e nossos líderes federais, estaduais e locais. Estamos confiantes de que Ele lhes dará a sabedoria necessária para tomar decisões difíceis e tomar ações decisivas para proteger os americanos em todo o país. Quando chegamos a nosso Pai em oração, lembramos as palavras encontradas no Salmo 91: “Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei.”

Ao nos unirmos em oração, somos lembrados de que não há um fardo muito pesado para Deus erguer, ou que este país suporte com Sua ajuda. Lucas 1:37 promete que “para Deus nada será impossível”, e essas palavras são tão verdadeiras hoje como sempre foram. Como uma nação sob Deus, somos maiores do que as dificuldades que enfrentamos e, através da oração e atos de compaixão e amor, enfrentaremos esse desafio e emergiremos mais fortes e mais unidos do que nunca. Que Deus abençoe cada um de vocês e que Deus abençoe os Estados Unidos da América.”

A população mundial está se adaptando e adotando novas práticas e etiquetas de higiene para conter o coronavírus, o que inclui lavar as mãos com frequência, usar o álcool em gel, evitar apertos de mão, abraços, beijos, locais com grandes concentrações de pessoas etc. Várias igrejas já cancelaram as reuniões presenciais e passaram a realizar cultos onlines.

________

quarta-feira, 11 de março de 2020

DR. DRAUZIO VARELLA: ABRAÇO, IDEOLOGIA E MILITÂNCIA

Foto: reprodução/TV Globo

DR. DRAUZIO VARELLA: ABRAÇO, IDEOLOGIA E MILITÂNCIA


Pr. Cleber Montes Moreira


Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!” (Isaías 5:20)

O abraço do Dr. Drauzio Varella na (o) transexual Suzi, cujo nome verdadeiro é Rafael Tadeu de Oliveira dos Santos, presa (o) desde 2010 por estuprar, matar e ocultar o cadáver do menino Fábio dos Santos Lemos, que à época contava com apenas 9 anos de idade, é o assunto mais comentado nas redes sociais desde a exibição, no dia 1º de março, no “Fantástico”, da matéria que tratava sobre as transexuais que vivem no sistema penitenciário.

Um pastor progressista chegou a afirmar numa de suas postagens que o “Dr. Drauzio abraçou Jesus”. Os lacradores de plantão ficaram eufóricos com o enfoque sensacionalista: vários pastores, teólogos, escritores e evangélicos de linha progressista fizeram questão de comentar o assunto sob a ótica “inclusiva” e a partir do entendimento de um “evangelho” liberal e permissivo, que em nome do “amor” e da “graça” acaba legitimando certos comportamentos. Certamente que um estuprador hétero não teria o mesmo tratamento, uma vez que seu perfil não se encaixa no padrão da emissora, da sociedade, e nem do evangelicalismo “ideologizado”.

Está claro que a matéria nada mais é que parte de esforços cada vez mais audazes para a implementação da agenda de desconstrução dos valores basilares da sociedade, que tem por objetivo impor um novo código moral em que o pecado é glamourizado. Abraçar um transexual repercute mais que abraçar um pai de família, uma “mulher do lar”, um desempregado, um mendigo ou mesmo uma criança. A prova disso é que nenhum outro abraço rendeu tantas matérias jornalísticas, textos e postagens nas redes. A questão é que dessa vez a Globo foi muito longe, o que despertou o senso crítico das pessoas de bem que se levantaram contra tal afronta ao bom senso — foi, sem dúvidas, um “tiro no pé”.

Abraçar um pecador não é algo pecaminoso. Entendam que a crítica feita aqui não é exatamente ao abraço numa pessoa que cumpre pena por causa de seu erro, e que, certamente, pela natureza de seu crime, tenha sido esquecida (a) na prisão. Até aos piores dos pecadores é dada a oportunidade de arrependimento e mudança de vida. Para Rafael, que atende por Suzi, também há esperança, desde que se arrependa, creia em Jesus Cristo como seu Salvador e passe a viver segundo os valores do reino de Deus. A questão é que este abraço vai além, é um abraço ideológico que visa difundir e normatizar um padrão. É bom lembrar que a mesma emissora já exibiu uma série jornalística em que a pedofilia foi tratada como “doença” e dito que os pedófilos sofrem muito “preconceito”. Na verdade, em minha modesta opinião, não foi o detento quem foi abraçado, mas todos quantos se adequaram a esta “nova moralidade” reprovada nas Escrituras — foi um abraço entre representantes de mentes e ideologias alinhadas, entre os que defendem um mesmo padrão moral; foi um abraço de militantes; um abraço “corporativo”. É bom lembrar que o mesmo médico, em matérias anteriores, se posicionou contra a redução da maioridade penal mesmo para homicidas e estupradores, tratando-os não como criminosos, mas como “meninos”, refletindo, como podemos perceber, a opinião da emissora.

Sobre o recente “pedido de desculpas” do Dr. Drauzio Varella e da equipe do jornalismo da Globo, sinceramente não me convence. Um caso tão grave, divulgado pela mídia na época, não pode ser desconhecido por quem está no ramo jornalístico — a menos que se trate de um profissional incompetente, o que não é o caso —. Da mesma forma que certos abraços, há “desconhecimentos” e “esquecimentos” seletivos e/ou convenientes.

Se você é bíblico, não espere receber abraços de quem é contra a fé e os valores cristãos, a menos que sejam abraços traiçoeiros, assim como o beijo de Judas. Estes afagos são para os “companheiros” de causa.

Definitivamente “o mundo está no maligno”, e coisas piores virão (1 João 5:19).



OBS.: É permitido o compartilhamento desta matéria desde que preservado o seu conteúdo integral e indicada a fonte to texto original.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

A RELIGIÃO DOS “AMANTES DE SI MESMOS”

Imagem: Pixabay

A RELIGIÃO DOS "AMANTES DE SI MESMOS"


Pr. Cleber Montes Moreira

"Porque haverá homens amantes de si mesmos…”
(2 Timóteo 3:2)


Enquanto o amor se esfria no mundo em decorrência da multiplicação da iniquidade (Mateus 24:12), o amor sincero, altruísta, um outro tipo de amor se estabelece cada vez mais como marca de uma geração corrompida e cada vez mais distante de Deus. Falo do amor ao qual se refere Paulo ao dizer que os homens dos “tempos trabalhosos” seriam “amantes de si mesmos”.

Este amor — amor egoísta, que busca saciar os deleites da carne — parece ser a força propulsora de uma apostasia da fé jamais vista na história. Ele move tanto aqueles que procuram os benefícios dos falsos evangelhos quanto os falsos profetas que providenciam meios para atender às demandas do mercado da fé. Os primeiros estão sempre em busca da cura, do milagre, do emprego, da prosperidade, de trazer de volta o amor que se foi, de desfazer algum “trabalho de macumbaria”, de legitimar seus pecados, e outros favores e vantagens, enquanto os últimos — movidos pelo mesmo amor — ofertam soluções e fazem promessas em troca do que lhes interessa, quase sempre o dinheiro, o poder e o status. É assim que por meio deste amor multidões com comichão nos ouvidos, não suportando a sã doutrina, constituem para si líderes segundo seus próprios interesses, os quais, por sua vez, e porque são carnais e não espirituais, passam a mercadejar a Palavra em benefício próprio (2 Timóteo 4:3; 2 Pedro 2:3; 2 Coríntios 2:17).

Aqueles que amam a si mesmos acabam se tornando “sologâmicos”, ou seja, casados consigo mesmos, com seus interesses e caprichos. Eles fazem juras de amor e prometem ser fiéis a si mesmos na busca da satisfação pessoal, muitas vezes ao custo da honra, da desconstrução da família, em detrimento dos interesses e bem-estar do próximo, e do afastamento de Deus.

Mais que pelo entendimento errado das Escrituras, que pela falta de uma hermenêutica correta, a apostasia da fé deste tempo é fruto do amor que contempla os interesses pessoais, que alimenta a ganância, que coloca o ego como centro da adoração do sistema religioso humano; também nos arraiais evangélicos onde quase tudo converge para o homem. Basta uma análise simples das canções gospel, das mensagens proferidas por “encantadores de pecadores” (como chamo certos pregadores), e dos eventos que atraem multidões de “adoradores” para que se perceba onde está o foco. Nestas celebrações marcadas por rituais hedonistas, a adoração é dirigida ao (in)fiel — tudo é preparado para ele, para o seu prazer, para a sua exaltação.

Os profetas do engano são os ateus modernos: oportunistas de plantão, que falam em nome do Deus no qual eles mesmos não creem — porque se cressem teriam temor —, que usam a Bíblia apenas como pretexto e meio para conquistar a confiança dos incautos, que ostentam autoridade e poder espiritual, mas vivem na carne; ele são os “inimigos da cruz de Cristo, cujo fim é a perdição; cujo Deus é o ventre, e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas” (Filipenses 3:18,19).

Seja o helicóptero decolando de um heliponto de um mega templo em São Paulo, cheio de malas de dinheiro, a portinha de um templo de uma seita qualquer num bairro pobre, os frequentadores das correntes dos empresários, ou os pobres que procuram na religião alguma solução, parece que todos são movidos pelo mesmo amor que busca os próprios interesses.

O encontro dos “amantes de si mesmos” — de um lado os (in)fiéis que procuram um deus que corresponda aos seus desejos temporais, do outro os mercadores da fé que despudoradamente adéquam o evangelho aos anseios dos ouvintes — cria um ambiente favorável aos desvios, onde o amor-próprio passa a ser o fator gerador da apostasia da fé. Deste encontro de interesses (e interesseiros) que surge a necessidade de teologias moldáveis que correspondam às expectativas e contemplem a diversidade, que seja capaz de apresentar um deus serviçal, multiforme e representativo das mais diversas correntes de fé, de tradições e de comportamentos; um deus criado à imagem e semelhança dos homens. A Teologia da Prosperidade, o Evangelho Social, o Evangelho da Confissão Positiva, o Triunfalismo Gospel, a Teologia do Coaching, a Teologia Inclusiva (também chamada Teologia Queer e Teologia Gay) e outros desvios são apenas alguns dos meios pelos quais este deus se revela. Nada mais funesto, mais anticristão, que esta religião que fala de Deus, mas é, em sua essência, antropocêntrica — a religião dos “amantes de si mesmos”.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

NÃO POR FORÇA, NEM POR VIOLÊNCIA

Imagem: Pixabay

NÃO POR FORÇA, NEM POR VIOLÊNCIA

Pr. Cleber Montes Moreira

E respondeu-me, dizendo: Esta é a palavra do Senhor a Zorobabel, dizendo: Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.” (Zacarias 4:6)


Enquanto voltávamos de uma viagem missionária, alguns irmãos de nossa caravana davam seus testemunhos sobre suas experiências. Um dos evangelistas contou que ao abordar um homem, ouviu dele: “Se você continuar falando desse Jesus te dou um soco na cara!” O crente, calmamente, prosseguiu falando do Senhor e do plano de salvação quando, de repente, seu ouvinte lhe desferiu um soco no nariz. Ele abaixou sua cabeça e o sangue jorrou até o chão. Em instantes, levantou-se, ainda sujo, e continuou, mansamente, apresentando o evangelho. Enquanto ele ainda falava do grande amor de Deus, o homem violento não se conteve e começou a chorar. Arrependido, não só de sua violência, mas de seus pecados, aceitou a salvação oferecida e, pela noite, já estava na igreja junto a outros irmãos.

Ao recordar este depoimento, não somente penso na lição que ele nos ensina sobre a evangelização, mas também sobre o modo como resolvemos as coisas. O evangelista não respondeu rispidamente, mas teve uma postura branda, humilde, amorosa, que culminou no desarmamento de seu oponente. Muitas vezes queremos resolver as coisas com um espírito armado, do nosso jeito, “partindo pra briga”, impondo nosso modo ou opinião, e não funciona. Tudo que conseguimos é criar uma batalha desnecessária. Gastamos energia num esforço vão. Quem assim age não se faz vitorioso, mas derrotado.

Jesus nos ensinou uma regra importante: “Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mau; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra; e, ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa; e, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas” (Mateus 5:38-41).

Zorobabel, governador de Judá, na época em que os primeiros cativos regressavam da Babilônia, recebeu de Deus a incumbência de reconstruir o templo, mas os inimigos do povo se levantaram para enfraquecê-lo e impedi-lo. Porém, o Senhor usou o profeta Zacarias para lembrá-lo de onde vem a verdadeira força e poder contra os opositores: “Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito”, disse o Senhor.

Quem se exalta, confia em suas próprias forças e usa de armas humanas não pode vencer certas batalhas. Mas quem se humilha debaixo da potente mão do Altíssimo e se faz dependente do Todo Poderoso tem vitória garantida. Não importa o que ousem seus inimigos, agindo Deus, quem o impedirá?

Como você age e reage diante de seus oponentes? Com que força e armas você luta suas batalhas? Sua resposta a essas perguntas dirá se você é vencedor ou perdedor. Pense nisso!

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

ORAR PELOS INIMIGOS

Imagem: Pixabay


ORAR PELOS INIMIGOS


Pr. Cleber Montes Moreira

Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus.” (Mateus 5:44)


Um escritor perguntou: “Qual foi a última vez que você orou por um inimigo?” Interceder por alguém que nos tenha por inimigo é algo quase inconcebível por mentes seculares, mas também, e infelizmente, por mentes ditas evangélicas. Ao contrário do que nos ensina a Bíblia, em seus sermões, letras de músicas e frases de efeito, o povo “gospel” revela sua sede incontrolada por “justiça” e triunfo contra seus adversários. A cultura do “queima ele, Senhor”, do “vou entregar fulano nas mãos de Deus”, do “Deus haverá de fazer justiça”, do inimigo “entre a plateia e você no palco” é crescente. A letra da música “Sabor de Mel” é uma boa ilustração deste sentimento nefasto.

Certa vez recebi, via rede social, a seguinte mensagem: “Que Deus dê vida longa a todos os nossos inimigos para que eles possam um dia aplaudir de pé a nossa vitória!” Alguém com este pensamento intercederia por seus inimigos? Creio que não! O desejo aqui exposto é de vingança, e não de amor.

Ao contrário deste comportamento, cada vez mais comum, Jesus nos ensina valores elevados, dentre os quais destaco: amar os inimigos, fazer bem aos que nos odeiam, bendizer os que nos maldizem, orar pelos que nos caluniam, ser longânime, benevolente, perdoar, exercer a misericórdia e fazer às pessoas tudo o que queremos que nos façam (Leia Lucas 6:27-37).

Quando oramos e adotamos uma atitude cristã diante dos adversários, além de darmos um bom testemunho, não somente temos a possibilidade de vermos suas vidas transformadas, mas, principalmente, o nosso coração é transformado e ficamos ainda mais parecidos com Cristo.

Lembre-se que nós vencemos não quando resistimos ou lutamos com nossas forças, mas quando oramos e agimos na dependência de Deus. Um coração verdadeiramente cristão não nutrirá o ódio nem o desejo de vingança, mas o amor incondicional, fruto da presença do Espírito Santo na vida do salvo.

“Qual foi a última vez que você orou por um inimigo?” Sua resposta, mais do que você imagina, dirá muito sobre quem você realmente é. Pense nisso!

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

PERDOAR É POSSÍVEL

Imagem: Pixabay

PERDOAR É POSSÍVEL


Pr. Cleber Montes Moreira

Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas.” (Mateus 6:14,15)


Em 22 de janeiro de 2016, a Missão Portas Abertas publicou em seu site uma nota sobre um cristão que foi atacado por militantes do Boko Haram, que invadiram sua casa na tentativa de decapitá-lo. A Organização, que apoia cristãos perseguidos ao redor do mundo, informou que Yakubu (nome fictício) sobreviveu por um milagre e foi capaz de perdoar seus agressores. Ao ler este relato, logo lembrei-me da última oração de Estêvão, que, ao ser apedrejado, intercedeu pelos seus perseguidores: “E, pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. E, tendo dito isto, adormeceu” (Atos 7:60). Cultivar o perdão foi algo que Estêvão aprendeu com o Mestre, que do alto da cruz rogou: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23:34).

O caso de Yakubu e Estêvão não são fatos isolados. Há, na história do cristianismo, muitos outros relatos de cristãos que foram capazes de perdoar seus agressores, mesmo diante da morte iminente. O perdão é valor praticado e ensinado pelo Senhor. “E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores” (Mateus 6:12) deve ser para nós mais que uma frase decorada, mais que uma oração automatizada, deve ser um princípio de vida. E não importa o tamanho da agressão, o perdão será sempre maior que tudo. Uma calúnia, um desaforo, uma agressão física, uma traição… há quem tenha sofrido bem mais que isso, há quem tenha suportado dores bem mais terríveis e, mesmo assim, praticado o perdão. Perdoar não é uma obrigação, não é uma arte, não é uma ciência, perdoar é uma virtude, é um dom do Espírito.

Pense um pouco: Qual o maior perdão já praticado em toda a história da humanidade? Certamente o perdão de nossos pecados. Este perdão é fruto do amor divino, “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:8), portanto, o segredo para perdoar é amar. Quanto mais amamos, mais perdoamos. Assim, se amarmos as pessoas como Cristo as ama, se colocarmos em prática o “amarás o teu próximo como a ti mesmo”, seremos capazes de perdoar. E quem nos capacita a amar e perdoar é o Espírito Santo; se Ele governa nossas vidas, perdoar é possível.