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sexta-feira, 10 de abril de 2020

Pró-vida ou pró-morte? OMS considera aborto como “essencial” durante pandemia de coronavírus


Com o pretexto de preservar a vida, a militância pró-aborto e eutanásia segue firme, tendo, inclusive, a OMS como braço e estrategista político


Imagem: Freepik

No sábado, dia 04, a Organização Mundial da Saúde (OMS), em declaração ao site de notícias The Daily Caller, afirmou que o aborto é considerado um serviço essencial durante a pandemia de coronavírus: “os serviços relacionados à saúde reprodutiva são considerados parte dos serviços essenciais durante o surto de COVID-19 […]. As escolhas e os direitos das mulheres aos cuidados de saúde sexual e reprodutiva devem ser respeitados, independentemente da mulher ter ou não uma infecção por COVID-19 suspeita ou confirmada […] Isso inclui métodos contraceptivos, cuidados de saúde de qualidade durante e após a gravidez e o parto e aborto seguro em toda a extensão da lei.”

Engana-se quem pensa que a Organização Mundial da Saúde é uma entidade que se preocupa com a defesa e proteção da vida. Na verdade a OMS serve a interesses ideológicos que defendem, dentre outras coisas, o aborto. Para a OMS o aborto não é considerado “causa de morte” — tanto que não consta como tal nas estatísticas —, mas como “direitos das mulheres aos cuidados de saúde sexual e reprodutiva” que devem ser respeitados.

Em 2014, o Departamento de Saúde Reprodutiva da OMS elaborou um documento intitulado “Abortamento seguro: Orientação técnica e políticas para sistemas de saúde”1, com orientações “seguras” para o assassinato de criança em diversos estágios da gravidez, o que contraria a Declaração Universal dos Direitos Humanos que diz que “Todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal”2 (Artigo 3º — grifo do autor).

O documento considera a necessidade de políticas “para estabelecer ou fortalecer serviços de atenção para o abortamento seguro”. O termo “abortamento seguro” sugere o abortamento legal, ou seja, a permissão para matar — descriminalização do aborto — e com financiamento público. Trata como parte dos “direitos humanos das mulheres” o abortamento induzido: “O tratamento emergencial das complicações pós-abortamento é fundamental para diminuir as mortes e as lesões decorrentes do abortamento inseguro, mas não pode substituir a proteção da saúde das mulheres e os direitos humanos que o abortamento induzido oferece, com amparo legal e sem riscos” (grifo do autor). O documento defende que “os serviços de abortamento devem estar integrados ao sistema de saúde, seja como serviços públicos ou através de serviços sem fins de lucro, financiados com fundos públicos, para que lhes seja reconhecida a condição de serviços de saúde legítimos e para proteger as mulheres e os profissionais de saúde do preconceito e a discriminação”. Ainda que a “disponibilidade de instalações e profissionais capacitados disponíveis para toda a população se revela essencial para garantir o acesso a serviços de abortamento sem riscos.” (consulte especialmente as páginas 63 e 64).

Nos Estados Unidos e na Europa, principalmente, enquanto a grande mídia exibe em seus noticiários matérias sobre coronavírus, criando pânico e provocando histeria na população, militantes fazem pressão para a flexibilização do aborto e da eutanásia. Na Itália, o aborto e a eutanásia são considerados serviços essenciais. Nos países onde o suicídio assistido é legal, há esforços para normatizar a entrega de comprimidos letais pelos correios: o paciente faria uma consulta por teleconferência e o médico prescreveria os comprimidos letais que seriam entregues na casa do cliente. Há denúncias de que em certos lugares estão sendo realizados abortos assistidos em casa, por causa do isolamento social. O aborto e a eutanásia tem se tornado um negócio lucrativo, além de atender às políticas de controle populacional.

Kim Callinan, do movimento pró eutanásia na América, afirmou que “a atual crise do Covid-19 oferece uma nova oportunidade para o suicídio assistido”. O lobby da morte tenta aprovar uma lei para que o paciente, por meio de uma consulta online, tenha a receita com prescrição de drogas letais sem a necessidade de ser examinado presencialmente por médicos e psicólogos. A lei também trataria de critérios para a entrega das drogas em domicílio.3

Enquanto a Organização Mundial da Saúde recomenda o isolamento social com o pretexto de preservar a vida, a militância pró-aborto e eutanásia segue firme, tendo, inclusive, a entidade como braço e estrategista político.

Recomendo a leitura do artigo de Benedetta Frigerio (jornalista e bacharel em Ciências Políticas pela Universidade Católica de Milão), que pode ser acessado aqui.
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domingo, 29 de março de 2020

Imprensa, Coronavírus, Histeria e Hipocrisia

Não podemos esperar comoção coletiva, medidas e campanhas eficazes, engajamento da mídia e outros esforços quando a hipocrisia é o comportamento mais comum numa sociedade “politicamente correta”

Imagem: Pixabay



Cleber Moreira


Praticamente o mundo inteiro mudou a rotina por causa da pandemia do novo coronavírus. Muitos países adotaram medidas, algumas extremas, de isolamento social. Escolas fecharam, igrejas suspenderam os cultos presenciais, agências bancárias reduziram o atendimento, o comércio foi afetado, e vários hábitos comportamentais tiveram que ser revistos. No Brasil, em algumas cidades, idosos acima de 60 anos estão sendo multados por saírem de casa, em outras têm ocorrido até casos de confisco de máscaras, respiradores e outros itens, suspendendo assim o direito de ir e vir do cidadão e violando outras garantias constitucionais.
Empresas estão demitindo, as bolsas fechando em queda, dólar aumentando, pessoas estocando alimentos e artigos de higiene, sendo que em alguns lugares já há desabastecimento. Enquanto o governo adota medidas para combater o coronavírus, minimizar perdas econômicas, garantir empregos e acalmar a população, a mídia sensacionalista promove pânico e histeria. Não é sem razão que o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, passou o seguinte recado para os brasileiros:
“Desliguem um pouco a televisão. Às vezes ela é tóxica demais. Há quantidade de informações e, às vezes, os meios de comunicação são sórdidos porque eles só vendem se a matéria for ruim. Publicam o óbito, nunca vai ter que as pessoas estão sorrindo na rua. Senão, ninguém compra o jornal. Todo mundo tem que se preparar, inclusive a imprensa. Se não for assim, vai trazer mais estresse à população.”

Logo a Rede Globo rebateu o que considerou ser uma crítica de Mandetta à imprensa para “agradar o presidente”.

Os noticiários divulgam constantemente dados sobre a pandemia. Há até serviços onde os internautas podem acompanhar, em tempo real, estatísticas sobre a Covid-19. Um exemplo é o mapa online1, criado pela Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, que reúne informações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e de outras instituições de vários países sobre a doença. Segundo a ferramenta, até o momento em que escrevo, o número de pessoas infectadas em todo o mundo é de 718.685, as mortes somam 33.881, e número de curados é de 149.076 pessoas.

As informações, como divulgadas, sobre o novo coronavírus podem assustar. De fato o vírus tem uma taxa de letalidade maior entre pessoas idosas, o que faz com que apenas na Itália, até agora, sejam contabilizados 10.779 óbitos. Entretanto, imagine se tivéssemos informações em tempo real sobre mortes por outras doenças e causas como o câncer, a aids, o álcool, o cigarro, acidentes de trânsito, etc. Segundo o site Wordmeter2, neste ano, até o momento, morreram no mundo 14.315.908 pessoas, sendo que apenas hoje ocorreram 136.700 mortes. E pode acreditar, diante destes números, o percentual de mortes por Covid-19 é ínfimo.

Segundo o ranking criado pela OMS, a partir dos dados coletados em 2016, as dez principais causas de morte no mundo são, por ordem: cardiopatia isquêmica, acidente vascular cerebral (AVC), doença pulmonar obstrutiva crônica, infecções das vias respiratórias inferiores, alzheimer e outras demências, câncer de pulmão, traqueia e brônquios, diabetes mellitus, acidentes de trânsito, doenças diarreicas e tuberculose.3 Uma matéria de 2018 revelou que morrem, anualmente, cerca de 1,25 milhão de pessoas no mundo por acidentes de trânsito.4 Entretanto, a divulgação destes dados, quando não ignorados pela mídia, não causa histeria na população.

A morte é tema que incomoda muita gente, principalmente quando ela não acontece de modo natural. Por isso há comoção social neste tempo de pandemia. Ninguém quer morrer, nem ver seus amigos e familiares, sejam crianças, jovens, adultos ou idosos, morrerem por Covid-19. Por isso, por ser uma enfermidade nova, com a qual ainda estamos aprendendo lidar, talvez seja compreensível — não justificável — o quadro de histeria coletiva que se desenha no momento.

Se é para haver comoção — e histeria —, que tal pensarmos num tipo de causa que mata cerca de 40 a 50 milhões de pessoas anualmente, segundo a OMS, e que este ano, até o momento, já provocou quase 11 milhões de óbitos em todo o mundo? Que tal a imprensa divulgar estes dados em tempo real, abordar o tema nos noticiários e outros programas, orientar o povo e cobrar das autoridades medidas que atenuem este quadro? Que tal debates e campanhas educativas no rádio, na TV, na internet e espaços públicos sobre a questão? Que tal os políticos tomarem medidas e criarem leis que impeçam a matança? Infelizmente não podemos esperar comoção coletiva, medidas e campanhas eficazes, engajamento da mídia e outros esforços, pois quando o assunto é a morte de indefesos, o aborto, a hipocrisia é o comportamento mais comum numa sociedade focada no “politicamente correto”. Tudo o que temos são vozes solitárias e grupos considerados “conservadores”, “retrógrados”, “fundamentalistas” etc., que inconformados com a degradação social insistem na crença e prática de valores outrora exaltados, hoje rejeitados pelo senso comum.


IMPORTANTE: Este artigo pode ser compartilhado desde que citada a fonte e informado o link desta página.
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2 https://www.worldometers.info/br/ (acessado em 29 de março de 2020)

sexta-feira, 20 de março de 2020

Bayer doa três milhões de comprimidos de malária para os EUA para uso potencial contra o coronavírus


O coronavírus é o assunto predominante nos noticiários em todo o mundo. Empresas farmacêuticas e de biotecnologia estão trabalhando intensamente em substâncias ativas que tratem pessoas com COVID-19. Uma dessas substâncias é a “Resochin” da Bayer.


Em matéria publicada em seu site nesta quinta-feira, dia 19 de março, a Reuters informou que a Bayer doou 3 milhões de comprimidos do medicamento “Resochin” ao governo dos EUA para uso no tratamento do COVID-19.

Em sua conta no Twitter a empresa publicou: “Os médicos consideram o Resochin (fosfato de cloroquina) da Bayer como um tratamento promissor para pacientes graves com coronavírus.”

A “Resochin”, feita de fosfato de cloroquina com eficácia comprovada contra a malária, está sendo avaliada também na China para uso no tratamento do COVID-19, a doença causada pelo coronavírus.

A Bayer informou que a empresa está trabalhando junto com as agências americanas para conseguir autorização para o uso do medicamento nos USA.

O presidente Donald Trump, em uma entrevista coletiva, pediu aos reguladores de saúde dos Estados Unidos que acelerem possíveis terapias como o “Remdesivir”, da Gilead Sciences, e o medicamento antimalárico genérico hidroxicloroquina, destinado ao tratamento do COVID-19.


segunda-feira, 16 de março de 2020

Donald Trump pede orações em razão do coronavírus e declara: “Nenhum problema é grande demais para Deus”

Foto: Twitter da Casa Branca

Peço que você se una mim em um dia de oração para todas as pessoas que foram afetadas pela pandemia de coronavírus, e que ore para que a mão curadora de Deus seja colocada sobre o povo de nossa nação.”


O presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, proclamou 15 de março de 2020 como o “Dia Nacional de Oração por todos os americanos afetados pela pandemia de coronavírus”, e pediu a todos os americanos que orem por todos os afetados, incluindo pessoas que sofreram danos ou perderam entes queridos: “Peço que você se una mim em um dia de oração para todas as pessoas que foram afetadas pela pandemia de coronavírus, e que ore para que a mão curadora de Deus seja colocada sobre o povo de nossa nação.”1

Em seu discurso o presidente destacou a importância da fé em momentos de crises, e pediu união para superar a pandemia:

Nos tempos de maior necessidade, os americanos sempre se voltaram para a oração para ajudar a guiar-nos através de provações e períodos de incerteza. Enquanto continuamos a enfrentar os desafios únicos impostos pela pandemia de coronavírus, milhões de americanos não conseguem se reunir em suas igrejas, templos, sinagogas, mesquitas e outras casas de culto. Mas, neste momento, não devemos deixar de pedir a Deus mais sabedoria, conforto e força, e orarmos especialmente por aqueles que sofreram danos ou que perderam entes queridos. Peço que você se una mim em um dia de oração por todas as pessoas que foram afetadas pela pandemia de coronavírus, e que ore para que a mão curadora de Deus seja colocada sobre o povo de nossa nação.

Como seu Presidente, peço que ore pela saúde e bem-estar de seus colegas americanos, e lembre-se de que nenhum problema é grande demais para Deus. Todos devemos levar a sério as sagradas palavras encontradas em 1 Pedro 5:7: “Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós”. Oremos por todos os afetados pelo vírus, para que sintam a presença protetora e o amor de nosso Senhor durante esse tempo. Com a ajuda de Deus, superaremos essa ameaça.

Na sexta-feira declarei emergência nacional, e tomei medidas ousadas para que o Governo Federal implemente ações eficazes para ajudar no combate à pandemia de coronavírus. Agora, encorajo todos os americanos para que orem por aqueles que estão na linha de frente, especialmente nossos destacados profissionais, médicos e autoridades de saúde pública de nossa nação que estão trabalhando incansavelmente para proteger todos nós do coronavírus e tratar os pacientes infectados; todos os nossos corajosos socorristas, Guarda Nacional e indivíduos dedicados que estão operando para garantir a saúde e a segurança de nossas comunidades; e nossos líderes federais, estaduais e locais. Estamos confiantes de que Ele lhes dará a sabedoria necessária para tomar decisões difíceis e tomar ações decisivas para proteger os americanos em todo o país. Quando chegamos a nosso Pai em oração, lembramos as palavras encontradas no Salmo 91: “Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei.”

Ao nos unirmos em oração, somos lembrados de que não há um fardo muito pesado para Deus erguer, ou que este país suporte com Sua ajuda. Lucas 1:37 promete que “para Deus nada será impossível”, e essas palavras são tão verdadeiras hoje como sempre foram. Como uma nação sob Deus, somos maiores do que as dificuldades que enfrentamos e, através da oração e atos de compaixão e amor, enfrentaremos esse desafio e emergiremos mais fortes e mais unidos do que nunca. Que Deus abençoe cada um de vocês e que Deus abençoe os Estados Unidos da América.”

A população mundial está se adaptando e adotando novas práticas e etiquetas de higiene para conter o coronavírus, o que inclui lavar as mãos com frequência, usar o álcool em gel, evitar apertos de mão, abraços, beijos, locais com grandes concentrações de pessoas etc. Várias igrejas já cancelaram as reuniões presenciais e passaram a realizar cultos onlines.

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quarta-feira, 11 de março de 2020

DR. DRAUZIO VARELLA: ABRAÇO, IDEOLOGIA E MILITÂNCIA

Foto: reprodução/TV Globo

DR. DRAUZIO VARELLA: ABRAÇO, IDEOLOGIA E MILITÂNCIA


Pr. Cleber Montes Moreira


Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!” (Isaías 5:20)

O abraço do Dr. Drauzio Varella na (o) transexual Suzi, cujo nome verdadeiro é Rafael Tadeu de Oliveira dos Santos, presa (o) desde 2010 por estuprar, matar e ocultar o cadáver do menino Fábio dos Santos Lemos, que à época contava com apenas 9 anos de idade, é o assunto mais comentado nas redes sociais desde a exibição, no dia 1º de março, no “Fantástico”, da matéria que tratava sobre as transexuais que vivem no sistema penitenciário.

Um pastor progressista chegou a afirmar numa de suas postagens que o “Dr. Drauzio abraçou Jesus”. Os lacradores de plantão ficaram eufóricos com o enfoque sensacionalista: vários pastores, teólogos, escritores e evangélicos de linha progressista fizeram questão de comentar o assunto sob a ótica “inclusiva” e a partir do entendimento de um “evangelho” liberal e permissivo, que em nome do “amor” e da “graça” acaba legitimando certos comportamentos. Certamente que um estuprador hétero não teria o mesmo tratamento, uma vez que seu perfil não se encaixa no padrão da emissora, da sociedade, e nem do evangelicalismo “ideologizado”.

Está claro que a matéria nada mais é que parte de esforços cada vez mais audazes para a implementação da agenda de desconstrução dos valores basilares da sociedade, que tem por objetivo impor um novo código moral em que o pecado é glamourizado. Abraçar um transexual repercute mais que abraçar um pai de família, uma “mulher do lar”, um desempregado, um mendigo ou mesmo uma criança. A prova disso é que nenhum outro abraço rendeu tantas matérias jornalísticas, textos e postagens nas redes. A questão é que dessa vez a Globo foi muito longe, o que despertou o senso crítico das pessoas de bem que se levantaram contra tal afronta ao bom senso — foi, sem dúvidas, um “tiro no pé”.

Abraçar um pecador não é algo pecaminoso. Entendam que a crítica feita aqui não é exatamente ao abraço numa pessoa que cumpre pena por causa de seu erro, e que, certamente, pela natureza de seu crime, tenha sido esquecida (a) na prisão. Até aos piores dos pecadores é dada a oportunidade de arrependimento e mudança de vida. Para Rafael, que atende por Suzi, também há esperança, desde que se arrependa, creia em Jesus Cristo como seu Salvador e passe a viver segundo os valores do reino de Deus. A questão é que este abraço vai além, é um abraço ideológico que visa difundir e normatizar um padrão. É bom lembrar que a mesma emissora já exibiu uma série jornalística em que a pedofilia foi tratada como “doença” e dito que os pedófilos sofrem muito “preconceito”. Na verdade, em minha modesta opinião, não foi o detento quem foi abraçado, mas todos quantos se adequaram a esta “nova moralidade” reprovada nas Escrituras — foi um abraço entre representantes de mentes e ideologias alinhadas, entre os que defendem um mesmo padrão moral; foi um abraço de militantes; um abraço “corporativo”. É bom lembrar que o mesmo médico, em matérias anteriores, se posicionou contra a redução da maioridade penal mesmo para homicidas e estupradores, tratando-os não como criminosos, mas como “meninos”, refletindo, como podemos perceber, a opinião da emissora.

Sobre o recente “pedido de desculpas” do Dr. Drauzio Varella e da equipe do jornalismo da Globo, sinceramente não me convence. Um caso tão grave, divulgado pela mídia na época, não pode ser desconhecido por quem está no ramo jornalístico — a menos que se trate de um profissional incompetente, o que não é o caso —. Da mesma forma que certos abraços, há “desconhecimentos” e “esquecimentos” seletivos e/ou convenientes.

Se você é bíblico, não espere receber abraços de quem é contra a fé e os valores cristãos, a menos que sejam abraços traiçoeiros, assim como o beijo de Judas. Estes afagos são para os “companheiros” de causa.

Definitivamente “o mundo está no maligno”, e coisas piores virão (1 João 5:19).



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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

A RELIGIÃO DOS “AMANTES DE SI MESMOS”

Imagem: Pixabay

A RELIGIÃO DOS "AMANTES DE SI MESMOS"


Pr. Cleber Montes Moreira

"Porque haverá homens amantes de si mesmos…”
(2 Timóteo 3:2)


Enquanto o amor se esfria no mundo em decorrência da multiplicação da iniquidade (Mateus 24:12), o amor sincero, altruísta, um outro tipo de amor se estabelece cada vez mais como marca de uma geração corrompida e cada vez mais distante de Deus. Falo do amor ao qual se refere Paulo ao dizer que os homens dos “tempos trabalhosos” seriam “amantes de si mesmos”.

Este amor — amor egoísta, que busca saciar os deleites da carne — parece ser a força propulsora de uma apostasia da fé jamais vista na história. Ele move tanto aqueles que procuram os benefícios dos falsos evangelhos quanto os falsos profetas que providenciam meios para atender às demandas do mercado da fé. Os primeiros estão sempre em busca da cura, do milagre, do emprego, da prosperidade, de trazer de volta o amor que se foi, de desfazer algum “trabalho de macumbaria”, de legitimar seus pecados, e outros favores e vantagens, enquanto os últimos — movidos pelo mesmo amor — ofertam soluções e fazem promessas em troca do que lhes interessa, quase sempre o dinheiro, o poder e o status. É assim que por meio deste amor multidões com comichão nos ouvidos, não suportando a sã doutrina, constituem para si líderes segundo seus próprios interesses, os quais, por sua vez, e porque são carnais e não espirituais, passam a mercadejar a Palavra em benefício próprio (2 Timóteo 4:3; 2 Pedro 2:3; 2 Coríntios 2:17).

Aqueles que amam a si mesmos acabam se tornando “sologâmicos”, ou seja, casados consigo mesmos, com seus interesses e caprichos. Eles fazem juras de amor e prometem ser fiéis a si mesmos na busca da satisfação pessoal, muitas vezes ao custo da honra, da desconstrução da família, em detrimento dos interesses e bem-estar do próximo, e do afastamento de Deus.

Mais que pelo entendimento errado das Escrituras, que pela falta de uma hermenêutica correta, a apostasia da fé deste tempo é fruto do amor que contempla os interesses pessoais, que alimenta a ganância, que coloca o ego como centro da adoração do sistema religioso humano; também nos arraiais evangélicos onde quase tudo converge para o homem. Basta uma análise simples das canções gospel, das mensagens proferidas por “encantadores de pecadores” (como chamo certos pregadores), e dos eventos que atraem multidões de “adoradores” para que se perceba onde está o foco. Nestas celebrações marcadas por rituais hedonistas, a adoração é dirigida ao (in)fiel — tudo é preparado para ele, para o seu prazer, para a sua exaltação.

Os profetas do engano são os ateus modernos: oportunistas de plantão, que falam em nome do Deus no qual eles mesmos não creem — porque se cressem teriam temor —, que usam a Bíblia apenas como pretexto e meio para conquistar a confiança dos incautos, que ostentam autoridade e poder espiritual, mas vivem na carne; ele são os “inimigos da cruz de Cristo, cujo fim é a perdição; cujo Deus é o ventre, e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas” (Filipenses 3:18,19).

Seja o helicóptero decolando de um heliponto de um mega templo em São Paulo, cheio de malas de dinheiro, a portinha de um templo de uma seita qualquer num bairro pobre, os frequentadores das correntes dos empresários, ou os pobres que procuram na religião alguma solução, parece que todos são movidos pelo mesmo amor que busca os próprios interesses.

O encontro dos “amantes de si mesmos” — de um lado os (in)fiéis que procuram um deus que corresponda aos seus desejos temporais, do outro os mercadores da fé que despudoradamente adéquam o evangelho aos anseios dos ouvintes — cria um ambiente favorável aos desvios, onde o amor-próprio passa a ser o fator gerador da apostasia da fé. Deste encontro de interesses (e interesseiros) que surge a necessidade de teologias moldáveis que correspondam às expectativas e contemplem a diversidade, que seja capaz de apresentar um deus serviçal, multiforme e representativo das mais diversas correntes de fé, de tradições e de comportamentos; um deus criado à imagem e semelhança dos homens. A Teologia da Prosperidade, o Evangelho Social, o Evangelho da Confissão Positiva, o Triunfalismo Gospel, a Teologia do Coaching, a Teologia Inclusiva (também chamada Teologia Queer e Teologia Gay) e outros desvios são apenas alguns dos meios pelos quais este deus se revela. Nada mais funesto, mais anticristão, que esta religião que fala de Deus, mas é, em sua essência, antropocêntrica — a religião dos “amantes de si mesmos”.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

“TODO AMOR É SAGRADO”?

Imagem: Pixabay

“TODO AMOR É SAGRADO”?




Pr. Cleber Montes Moreira


Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor (João 15:10 — ACF)


Em seu perfil no Facebook uma igreja inclusiva divulgou uma imagem com a seguinte frase: “Todo amor é sagrado”. Certamente que do ponto de vista desta sociedade decadente, amoldada ao “politicamente correto”, onde o principal valor é “seguir a voz do coração”, esta é uma afirmação muito bonita e suave aos ouvidos. Nada mais encantador que um discurso que versa sobre amor, principalmente se este for um discurso religioso, proferido em nome de Deus e tendo como base algum texto (por pretexto) das Escrituras. Não é sem motivo que atualmente este seja o tema predileto dos profetas do engano.

Será mesmo verdadeira a afirmação de que “todo amor é sagrado”? Esta pergunta deve ser respondida com base na Palavra de Deus, a regra de fé e prática de qualquer cristão autêntico, fora da qual não há nenhuma base confiável e normativa para a vida cristã. A Bíblia é inerrante e suficiente; não há outra fonte de revelação digna de total confiança, e por isso nenhuma outra palavra poderá substituir ou ser colocada em igualdade com a Palavra da Verdade. É nela que conhecemos o amor do Pai, bem como, por meio deste perfeito amor, somos chamados e ensinados sobre o modo como devemos amar a Deus e ao próximo.

Jesus nos adverte: “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor” (João 15:10 — ACF). Por meio de João, o Pai nos fala:“E nisto sabemos que o conhecemos: se guardarmos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade. Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele. Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou” (1 João 2:3-6 — ACF). O texto sagrado afirma que quem realmente conhece a Deus é aquele que guarda os seus mandamentos, que naquele que guarda a Sua Palavra (ensinos/mandamentos) o amor de Deus é aperfeiçoado, e que quem permanece verdadeiramente nele é aquele que anda como Ele (Jesus) andou.

Está claro que não existe amor puro, verdadeiro, que exclua a necessidade de obediência aos mandamentos de Deus explícitos na Bíblia. O critério do amor é este: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra…” De outro modo,Quem não me ama não guarda as minhas palavras (João 14:23,24 — ACF). Assim percebemos que é impossível amar verdadeiramente sem antes amar a Deus, pois é o amor de Deus em nós que nos faz obedecer à Sua Palavra, que rege nossas vidas, incluindo, é claro, nossos relacionamentos. Qualquer amor que despreze os ensinos bíblicos, que relativize princípios e valores, ou que para se estabelecer necessite reinterpretar ou ressignificar as Escrituras está longe de ser amor verdadeiro.

O “evangelho paz e amor” pode ser muito agradável, mas não se engane, ele não é o poder de Deus para salvar, mas a mentira do diabo para enredar pessoas. Este amor celebrado pela religião inclusiva exalta a carne, autoriza o pecado e em nada opera para o bem; trata de um amor corrompido, hedonista, reprovado por Deus, que escraviza, que desonra corpos… nada mais é que um sentimento egoísta travestido de amor. É o amor daqueles que se desviaram da fé, conforme Paulo já nos adivertiu: “Porque haverá homens amantes de si mesmos…” (2 Timóteo 3:2 — ACF).

Nada que esteja fora do padrão estabelecido por Deus em Sua palavra pode ser chamado de “sagrado”, nem mesmo aquilo que muita gente insiste em chamar de “amor”. Pense nisso!

domingo, 29 de dezembro de 2019

Aborto: a maior causa de mortes no mundo

Imagem: Pixabay

Aborto: a maior causa de mortes no mundo


Cleber Montes Moreira


Um dado preocupante veiculado em vários sites e jornais no início deste ano aponta que a maior causa de mortes em 2018 foi o aborto. O Portal Aleteia publicou matéria em que afirma que até 31 de dezembro de 2018 “41,9 milhões de crianças foram mortas antes de nascer: mais que a soma de todas as mortes por câncer, aids, malária, álcool, cigarro e acidentes de trânsito.”1 Naquele ano o câncer matou 8,2 milhões de pessoas, o cigarro 5 milhões e a aids 1,7 milhão. Estima-se que para cada 33 bebês nascidos, 10 foram abortados.

Segundo a OMS, todos os anos ocorrem cerca de 40 a 50 milhões de abortos, o que corresponde a aproximadamente uma média de 125 mil abortos por dia. Estima-se que nos Estados, em 2005, quatro em cada dez gestações tenham sido interrompidas. O “abortrômetro”2 indica que devemos fechar 2019 com cerca de 43 milhões de abortos em todo o mundo.

Os militantes abortistas justificam seus esforços pela descriminalização do aborto dizendo que isso levaria à redução do próprio número de abortos, o que é uma falácia. Marlon Derosa, editor do site “Estudos Nacionais”, publicou matéria em que comprova que após a descriminalização o número de abortos aumentou em 19 países:3

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O mesmo autor, no livro “Precisamos falar sobre aborto: mitos e verdades”, no capítulo intitulado “Um panorama internacional sobre a questão do aborto”, apresenta diversos engodos da indústria do aborto para manipular estatísticas e produzir números que favoreçam seus argumentos. Segundo ele, por opção metodológica, para que o estudo não fosse passível de críticas de ferrenhos defensores da ideologia do aborto, optou-se por comparar dados do primeiro ano de aborto legal com o último valor registrado. Além disso, verificam-se muitos casos de subnotificação de abortos legais. Essas características fazem com que o aumento verificado na tabela acima esteja subdimensionado. Se usada outra metodologia, veríamos que a legalização provoca aumentos na incidência de abortos ainda maiores do que os valores demonstrados na tabela acima.”

Na Argentina um projeto de lei autorizando o aborto legal e gratuito foi aprovado pela Câmara dos Deputados em 2018, mas não passou no Senado. Porém, atual governo sinaliza com medidas que possam facilitar o aborto “não punível”. “Fernández anunciou que promoverá um novo debate sobre o aborto no Congresso, onde o bloco oficial é a primeira minoria na Câmara e o presidente tem maioria no Senado.”4

No Brasil a legislação permite que o aborto seja realizado apenas em casos de estupro, risco à vida da mãe ou anencefalia, entretanto a militância pró-aborto, a pretexto da liberdade da mulher e de seus direitos sobre seu corpo, bem como de defesa pela vida, tem defendido a descriminalização do aborto pelo menos até a 12ª semana de gestação. É o que diz matéria publicada no site Huffpost Brasil: “Pela vida de todas: Ação do PSOL pede legalização do aborto no Brasil: Partido, com assessoria da Anis, quer que a interrupção da gestação realizada por vontade da mulher até 12 semanas não seja mais crime.”5 Já o Movimento Brasil sem Aborto informa em sei site que foi lançada, no dia 5 de dezembro de 2011, a Frente Parlamentar Mista Contra o Aborto e em Defesa da Vida. A iniciativa reúne deputados e senadores e tem o objetivo de valorizar a vida desde a concepção, além de atuar contra propostas que busquem a legalização do aborto no Brasil.6

O aborto, mesmo que venha a ser desciminalizado continuará sendo o que é: assassinato, uma violação da vida como direito fundamental e inalienável. Como bem disse a Madre Teresa de Calcutá, “Eis porque o aborto é um pecado tão grave. Não somente se mata a vida, mas nos colocamos mais alto do que Deus; os homens decidem quem deve viver e quem deve morrer.” Já o poeta Mário Quintana escreveu: “O aborto não é, como dizem, simplesmente um assassinato. É um roubo… Nem pode haver roubo maior. Porque, ao malogrado nascituro, rouba-se-lhe este mundo, o céu, as estrelas, o universo, tudo. O aborto é o roubo infinito.” Concordo com Reinaldo Ribeiro quando diz que “o aborto é a soma de dois crimes, pois não se limita à atrocidade de negar luz a uma existência, como também tenta legitimar a mais bárbara dentre as covardias, chegando ao ponto de bestializar a surda e cega consciência daqueles que o aprovam!”. Não há violação maior que permitir o assassinato de indefesos ao mesmo tempo em que se coloca como vítima o matador. Pense nisso!

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1 https://pt.aleteia.org/2019/01/07/aborto-foi-a-principal-causa-de-morte-no-mundo-inteiro-em-2018/
2 https://www.worldometers.info/abortions/
3 https://www.estudosnacionais.com/7231/numeros-de-abortos-aumentam-com-a-legalizacao-confirma-levantamento-com-19-paises/
4 https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/mundo/governo-argentino-d%C3%A1-garantias-para-aborto-por-estupro-ou-risco-de-vida-1.386829
5 https://www.huffpostbrasil.com/2017/03/07/pela-vida-de-todas-acao-do-psol-pede-legalizacao-do-aborto-no-b_a_21875491/
6 https://brasilsemaborto.org/

quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

“SANTO, SANTO, SANTO…”

Imagem: Pixabay

“SANTO, SANTO, SANTO…”



Pr. Cleber Montes Moreira

E clamavam uns aos outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória.” (Isaías 6:3)


Na literatura hebraica, o uso de uma repetição é para enfatizar o que está sendo dito. A santidade de Deus é o único atributo posto desta forma, tanto em Isaías 6:3 quanto em Apocalipse 4:8. Nestas narrativas, seres celestiais cantavam “Santo, Santo, Santo, enfatizando, por meio do louvor, que Deus é Santo.

Há um hino muito conhecido, antigo, mas ainda muito entoado, cuja letra se inicia assim: “Santo! Santo! Santo!”

Embora haja, ainda, alguma menção à santidade de Deus nos cultos hodiernos, temos nós consciência de seu significado e de qual deve ser nossa postura diante deste Deus santo? Muitos louvores atuais exaltam um “deus de promessas”, um “deus de milagres”, um “deus dos impossíveis”, um “deus de cura”, um “deus de prosperidade”, ou seja, um deus formado na mente humana com base nos anseios do próprio homem: fictício, impotente, desprovido de glória e santidade, sendo sua imagem oposta ao Deus da Bíblia.

A pessoa divina tem sido tratada como um de nós, chamada, dentre outras coisas, de “o cara lá de cima” ou “velhinho”. Isso é resultado da falta da visão da glória do Deus Santo! Um povo que não conhece o Eterno não pode reverenciá-lo, nem adorá-lo em “espírito e em verdade”. É fato que Ele tem se tornado, cada vez mais, um ilustre desconhecido. Ele está presente em nossas frases, mensagens, pensamentos, orações, canções etc., todavia, como um estranho. Este é um tempo em que as pessoas têm pensamentos rasos sobre Deus: tempo de ignorância espiritual e analfabetismo bíblico, que resulta em comportamentos irreverentes e sem temor do Altíssimo.

Imagine se todos os dias pensássemos na santidade de Deus com a devida seriedade, ao ponto de sermos convencidos da busca de nossa própria santidade, movidos por um desejo ardente de resgatarmos em nós a Sua glória, ofuscada pelo pecado, como viveríamos tendo tal conhecimento? Pois bem, Deus é assim e devemos ter isso em mente constantemente. Certamente que esta consciência mudará não somente nossa forma de viver, mas, principalmente, o modo de nos relacionarmos com o Santo. Pense nisso!

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Vidas cheias de poder

Imagem: Pixabay


Vidas cheias de poder



Pr. Cleber Montes Moreira


E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo…” (Atos 2:2-4)


A Bíblia não diz que houve vento nem fogo, mas um som como que de um vento, e línguas que se pareciam com labaredas de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. Mesmo diante da clareza do texto, alguns não conseguem compreendê-lo.

É notório que muitos estão em busca dos sinais, do “extraordinário” de Deus, e não do próprio Deus, desprezando assim o importante: uma vida transformada, submissa e cheia do Espírito Santo. Esta busca insensata leva a enganos e produzi frustrações.

Conheci um homem que abandonou sua igreja e foi para outra em busca de uma experiência extraordinária: ele queria ser “batizado com o Espírito Santo”. Ficou por lá algum tempo, sempre orando, jejuando, e fazendo o que achava ser necessário para que seu sonho fosse realizado: queria falar em línguas, profetizar, e fazer outras coisas que somente pessoas “batizadas com o Espírito Santo” faziam. Enquanto se esforçava, observava algumas vidas “cheias de poder” por meio das quais deus — porque não poderia ser Deus — realizava grandes “sinais e maravilhas”: o pastor estava em adultério, alguns líderes eram maus pagadores, outros crentes tinham vida dúbia. Um dia ele pensou: “Isso não pode ser obra divina”. Após concluir que aquelas manifestações eram apenas encenações, aquele irmão, arrependido, me procurou chorando. Orei com ele e o aconselhei a procurar seu antigo pastor e a retornar para a igreja da qual havia saído.

Aquele crente jamais falou em “línguas”, nunca “curou” alguém pela imposição de suas mãos, nunca recebeu nenhuma nova “profecia”, nem realizou algum outro sinal, porém, ao estudar sua Bíblia transformou-se num excelente crente e num ótimo evangelista. Ele descobriu que não precisava falar na “língua dos anjos”, mas comunicar o evangelho na língua dos homens (v. 8), e o Espírito o revestiu de poder para isso.

Há muita gente procurando “vento” e “fogo” como evidência da manifestação do Espírito Santo, no entanto, certos fenômenos e certas demonstrações de poder podem vir de outras fontes:“Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos”; “Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo. E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz” (Mateus 24:24; 2 Coríntios 11:13,14 — grifos do autor).

O Pai da mentira e seus servos podem realizar “grandes sinais e prodígios”; podem enganar a muitos produzindo coisas extraordinárias, mas sua obra não resistirá à prova.

Vidas cheias de poder são as que verdadeiramente pertencem e se sujeitam ao Espírito de Deus, as demais, independente de suas realizações, são vidas vazias. Pense nisso!

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Um Alerta Sobre a “Igreja do Todo-Poderoso”



Pr. Cleber Montes Moreira


Então, se alguém vos disser: Eis que o Cristo está aqui, ou ali, não lhe deis crédito; porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. Eis que eu vo-lo tenho predito.” (Mateus 24:23-25)


Faz algum tempo que venho recebendo solicitações de contas suspeitas no Facebook. Ao examinar mais atentamente percebi que vários perfis usam fotos fakes, que alguns talvez sejam robôs, e que muitos de meus contatos já foram adicionados por vários deles. Tentei por diversas vezes dialogar com alguns desses solicitantes, porém só consegui falar com um que parecia usar algum tradutor, ou que talvez fosse apenas uma inteligência artificial. A maioria desses perfis são de Portugal ou da China. Hoje, examinando mais cuidadosamente, e avaliando um link compartilhado por um amigo num grupo de Whatsapp onde expus o assunto, identifiquei que são perfis de seguidores (ou robôs) de uma seita intitulada “Igreja do Todo-Poderoso”.

A “Igreja do Todo Poderoso”, também denominada “Relâmpago do Oriente” foi estabelecida na China em 1991, ano em que acreditam ter ocorrido a segunda encarnação de Jesus. Embora haja controvérsias, segundo fontes do governo chinês a seita já conta com cerca de 3 a 4 milhões de membros. No site “Kingdom Salvation”, mantido pela seita, na aba “Sobre Nós”, lemos:
A Igreja de Deus Todo-Poderoso surgiu por causa da aparição e da obra de Deus Todo-Poderoso — o Senhor Jesus retornado — Cristo dos últimos dias e também sob Seu justo julgamento e castigo. A igreja é composta por todos os que verdadeiramente aceitam a obra de Deus […].1

No site Gospel Prime há uma matéria muito boa sobre a seita, de onde extraí o parágrafo abaixo:
Esta seita com estranhos ensinamentos surgiu no início da década de 1990. O professor de física Zhao Weisha uniu-se a Yang Xiangbin, que havia escrito o livro “Trovão do Oriente”, uma espécie de “versão chinesa” da vida de Cristo. E mais, Xiangbin afirma ser nada menos que a reencarnação de Jesus. Os dois hoje vivem em Nova York, após pedirem asilo diplomático aos EUA.2

O nome da seita foi escolhido com base em Mateus 34:27, que diz: “Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem” (Mateus 24:27). Neste mesmo texto eles fundamentam seu ensino, o de que Jesus já regressou à Terra, na China (oriente), agora como mulher, encarnado em Yang Xiangbin.

O movimento é considerado pelo Governo Chinês como uma “seita maligna” e acusada de vários crimes, incluindo o assassinato de Wu Shuoyan, 37 anos, que foi espancada até a morte dentro de um McDonald’s na cidade de Zhaoyuan, província de Shandong. Tais acusações são negadas pela “igreja”, bem como tidas por alguns pesquisadores como falsas ou exageradas.

Os princípios básicos sobre os quais as crenças da Igreja do Todo-Poderoso se baseiam podem ser lidos no site “Kingdom Salvation”, neste link: https://pt.kingdomsalvation.org/about-us-question-06.html.

Há muitas informações desencontradas sobre esta seita, mas creio que os sites mantidos pelo movimento são preciosas fontes de recursos para investigação. Enquanto rascunhava este texto, encontrei na página da “Igreja Quinta do Conde” (Portugal), algumas informações valiosas. Acesse o link e leia: https://iqc.pt/13507-24-04-2018-cuidado-com-seita-que-da-pelo-nome-de-igreja-de-deus-todo-poderoso-ou-raio-oriental

Este texto não consiste num estudo sobre a “Igreja do Todo-Poderoso” e suas doutrinas, mas um alerta sobre como seus membros (ou robôs) militam nas redes sociais, adicionando pessoas com o objetivo de estabelecer contatos para disseminação de suas heresias. Ao receber solicitação de algum desconhecido avalie criteriosamente. Observe se a foto usada no perfil não é fake, e verifique o teor das postagens. Se tiver dúvidas não adicione, pois certamente enviarão solicitações também para seus contatos. Sugiro ainda que você altere as configurações de seu Facebook para impedir que outros postem em sua timeline, para evitar aborrecimentos. Tive que tomar esta providência por causa de assuntos políticos.

Qualquer outra informação sobre o assunto, compartilhe comigo. Desde já grato.


Fontes de Pesquisa:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_de_Deus_Todo-Poderoso
https://pt.kingdomsalvation.org/about-us.html
https://www.gospelprime.com.br/seita-jesus-reencarnou-mulher-chinesa/
https://brasil.elpais.com/brasil/2017/07/27/internacional/1501166544_951410.html

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1 https://pt.kingdomsalvation.org/about-us.html
2 https://www.gospelprime.com.br/seita-jesus-reencarnou-mulher-chinesa/

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

“MAIS AMIGOS DOS DELEITES DO QUE AMIGOS DE DEUS”

Imagem: Pixabay

“MAIS AMIGOS DOS DELEITES DO QUE AMIGOS DE DEUS”



Pr. Cleber Montes Moreira


Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus.” (2 Timóteo 3:4 — grifos do autor)



Os homens dos tempos trabalhosos serão “philédonoi mallon he philótheoi”, “mais amigos dos deleites do que amigos de Deus” (ACF). Algumas versões trazem “mais amigos dos prazeres do que amigos de Deus”. Trata-se de um “prazer amoroso” pelas coisas carnais, um hedonismo exacerbado como característica da sociedade dos últimos tempos. Sendo o hedonismo a busca incessante e descontrolada pelo prazer como bem supremo, podemos considerá-lo como a doutrina que rege a vida dos “amantes de si mesmos”, uma vez que este amor egoísta os leva à busca inconsequente de seus desejos em detrimento do amor a Deus. Eles procuram satisfazer a carne e desprezam as virtudes da vida com Cristo; amam mais as trevas que a luz (João 3:19), colocam seus corações nos tesouros temporais (Lucas 12:34; 18:23), se deleitam na luxúria, e seu deus é o próprio ventre (Filipenses 3:19).

Infelizmente este comportamento está presente — e cada vez mais intensamente — também no meio religioso. Muitos trocam a leitura e o estudo da Palavra de Deus, a EBD, a participação nos cultos públicos e reuniões da igreja pelas novelas, futebol, festas, eventos, compromissos seculares adiáveis etc. Até o culto tem sofrido transformações para agradar aos homens, uma vez que certas igrejas adotam expedientes com o intuito de atrair pessoas e vencer a concorrência. Certa vez ouvi sobre o que um pastor disse a um colega convidado para pregar em sua igreja, logo após uma performance carnal de um grupo local e antes da mensagem: “O que a gente não faz para segurar os jovens na igreja?!” Ora, crentes carnais, “mais amigos dos prazeres que amigos de Deus”, querem uma igreja e um evangelho que lhes satisfaça a carne; não se interessam em prestar um culto bíblico, mas em servir a si mesmos. Neste contexto só há louvor ao “deus de promessas”, ao “deus de milagres”, ao deus de livramentos, ao deus que cura, ao deus que ‘faz a minha vontade’, ao que ‘me dá prazer’ e ao que ‘me faz feliz’. Eis o motivo principal porque a exposição bíblica está sendo substituída por sermões de autoajuda, a teologia tradicional pela teologia da prosperidade, pela teologia do coaching, pela confissão positiva e outras coisas — para entreter os bodes! O evangelho, o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê (Romanos 1:16), deu lugar a outro evangelho que consiste em estratégia diabólica para contemplar pessoas em busca de prazer, entretenimento, empoderamento etc. Este “evangelho”, para que cumpra seu propósito, é empacotado sob medida.

Paulo, nesta mesma carta, desabafou: “Porque Demas me desamparou, amando o presente século, e foi para Tessalônica” (2 Timóteo 4:10). Amar o presente século é amar o mundo e o que nele há, o que constitui em inimizade contra Deus (Tiago 4:4). Demas não apenas abandonou Paulo, mas revelou onde estava seu coração. Nas igrejas há muitos Demas; cedo ou tarde eles revelarão seu interesse pelo mundo.

Por que Judas traiu a Jesus? Por que Ananias e Safira intentaram mentir contra o Espírito Santo? Por que Alexandre, o latoeiro, causou tantos males a Paulo? Por que Simão, que antes exercia artes mágicas, ofereceu dinheiro em troca de poder? Por que, entre os que se dizem crentes, muitos já não demonstram amor sincero pelo Senhor? Por que líderes que deveriam anunciar a Palavra corrompem a pregação? Por que “adoradores” cobram altos cachês? Por que certos crentes pulam de igreja em igreja em busca de novidades ou algo que lhes satisfaça? Porque seus corações estão colocados nas coisas terrenas, em valores temporais, em ambições e interesses egoístas, porque são mais amigos dos deleites que amigos de Deus.

Onde colocamos nosso coração revela qual é a nossa natureza e a quem pertencemos. Pense nisso!

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

“NOSSA RELIGIÃO É O AMOR”: A ESTRATÉGIA DO DIABO PARA ENREDAR PESSOAS

Imagem: Pixabay


Pr. Cleber Montes Moreira

Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida.” (Romanos 5:10)


Pastores lacradores gostam de usar frases de efeito. Esses dias um deles escreveu um texto cheio de expressões da Teologia Inclusiva e, dentre outras coisas, afirmou: “Nossa religião é o amor”. Esta mesma afirmação já foi feita por outros evangélicos, mas também por médiuns, filósofos e até ateus. Um twitteiro postou: “Minha religião é o amor, e eu não sigo regras, sigo meu coração.” Uma blogueira escreveu: “Faça do amor também sua religião!” Num texto de exaltação a Santa Sara Kali (padroeira dos ciganos), o articulista escreveu: “Sabiamente seus seguidores ensinam ‘Nossa religião é o Amor!’, pois a felicidade destas pessoas é viver sem prisões ou rótulos…” Um pastor inclusivo, já falecido, num de seus sermões declarou: “Nossa igreja é a igreja do amor”. Um outro acaba de lançar um livro em que apresenta o amor como “uma atitude política revolucionária”, onde trata da ética a partir desse “amor” e não da Palavra de Deus, pelo menos não a partir de sua interpretação tradicional. Esses pastores consideram que é preciso “romper com o tradicionalismo moralístico envernizado de fé cristã”, modo como tratam a fé daqueles que consideram “tradicionalistas”, “moralistas”, “intolerantes” etc. Tudo o que se opõe ao discurso do “amor” é considerado como expressão de ódio. Eles dizem que “o amor é libertário”, porém tal “liberdade” nada mais é que permissividade, uma vez que este “amor” tudo consente. Prova disso é o que afirma Alexandre Feitosa em seu livro “O Prêmio do Amor” (Editora Oásis), páginas 41 e 42: “Não há argumentos que tornem ilegítimas as uniões homoafetivas diante das Escrituras visto que contra o amor não há lei!” Assim a “religião do amor” é a religião do “tudo pode” — desde que feito com ou por “amor” —, daqueles que “convertem em dissolução a graça de Deus” (Judas 1:4).

Considerando a etimologia da palavra religião, afirmar que “nossa religião é o amor” significa dizer que o homem é (re)ligado a Deus pelo “amor”, ou, pelo menos, pelo que consideram ser o “amor”. Assim o “amor” é tido como elemento que viabiliza a salvação. Talvez por isso certo pregador tenha dito que se alguém é capaz de amar, não importando se religioso ou ateu, nem a sua condição moral etc., esta pessoa está salva. Em outras palavras, se alguém é capaz de amar, mesmo que não confesse Cristo como seu Senhor e Salvador, mesmo que não tenha a experiência do arrependimento e do novo nascimento, e ainda que não viva orientado pelo Espírito de Deus (Lucas 3:8; Gálatas 5:16) está salvo. Apesar de condenarem o “tradicionalismo”, os pregadores inclusivos seguem uma nova (mas antiga) tradição que como o religiosismo judaico invalida as Escrituras: “Vocês estão sempre encontrando uma boa maneira para pôr de lado os mandamentos de Deus, a fim de obedecer às suas tradições!” (Marcos 7:9 — NVI).

Porque no discurso e na prática os teólogos inclusivos consideram a suficiência do amor para (re)ligar a pessoa a Deus, Jesus Cristo passou a ocupar em sua teologia um lugar “estético”, de coadjuvante, muitas vezes exercendo papel de defensor dos “excluídos”. Eles não somente desprezam o Salvador e recusam o evangelho genuíno como único poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê (Romanos 1:16), mas também a Bíblia como normativa para a vida cristã por considerarem certos textos “opressores” ou “interditivos”.

O verdadeiro amor é fruto da vida com Deus, e não instrumento de salvação. Jesus Cristo continua sendo, e sempre será, o único nome, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos (Atos 4:12). Apenas Ele tem o poder para reconciliar — (re)ligar — o homem com Deus (Romanos 5:10). Portanto, dizer que “nossa religião é o amor” pode até ser um discurso bonito, mas é estratégia do diabo para enredar pessoas. Pense nisso!

terça-feira, 1 de outubro de 2019

PASTORES NO ARMÁRIO

Imagem: Pixabay

Os pastores (e outros líderes) inclusivos que ainda não “saíram do armário”, por causa de sua dissimulação — muitos até travestidos de conservadores —, são um enorme perigo porque que agem de modo articulado e estratégico, quase que imperceptivelmente, para desconstruir valores e apresentar às suas igrejas, por meio de um discurso suave e “contextualizado”, um “evangelho” palatável e adequado às suas convicções e intenções sórdidas.



PASTORES NO ARMÁRIO



Pr. Cleber Montes Moreira

Tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder.” (2 Timóteo 3:5 — NVI).


A expressão “sair do armário” é tradução da gíria americana “come out of the closet”, que teria surgido a partir de outras duas expressões. Nos séculos 19 e 20, “come out” (“sair”, “surgir”, “se revelar”) era usado quando os pais organizavam os famosos bailes de debutantes que serviam para apresentar as adolescentes à sociedade. Era nestas festas de quinze anos que as meninas “se revelavam” adultas. Já a expressão “skeletons in the closet” (“esqueletos no armário”) era usada como sinônimo de algum segredo vexaminoso. Foi assim que “come out of the closet” passou a ser uma metáfora para aqueles que assumiam a homossexualidade, ou, como se diz hoje em dia, a sua “orientação sexual” ou “identidade de gênero”.

Creio que “sair do armário” seja uma expressão também adequada para ser usada em relação àqueles que resolveram sair do “armário teológico”, ou seja, abandonaram a teologia conservadora e as interpretações bíblicas históricas e assumiram publicamente outras convicções. Muitos líderes e autoridades religiosas — teólogos, pastores, padres etc. — têm trocado a fé tradicional pela chamada Teologia Inclusiva. Adotaram um novo posicionamento em relação a temas como pecado, arrependimento, novo nascimento, amor, justiça etc., e passaram a sustentar um discurso complacente em relação a certos valores e comportamentos. Algumas práticas antes consideradas pecaminosas agora são aceitas como sendo normais, dentre elas comportamentos (ou “orientações”) sexuais alternativas ao padrão tradicional. Para fundamentar “biblicamente” tais padrões resolveram ignorar, revisar ou ressignificar certos textos bíblicos e estabeleceram uma nova hermenêutica em que a Bíblia passou a ser interpretada não mais a partir da perspectiva de Seu Autor, mas das experiências, anseios e conveniências humanas. Eles passaram a fazer a “leitura pública da Bíblia” que consiste em sua interpretação a partir de certos grupos sociais: LTGBTs, mulheres (feministas), negros, indígenas e outros, sempre tratando de adequar os “mandamentos” às suas demandas. Certos textos, principalmente dentre os escritos paulinos, passaram a ser considerados “interditivos” de mulheres e homossexuais. Por esta nova leitura a Palavra de Deus deixou de ser normativa, e assumiu posição de submissão à Teologia Inclusiva para servir às suas finalidades.

Estes pastores que saíram do armário teológico, porque adotaram uma postura “politicamente correta” têm encontrado espaço na mídia e atraído multidões. Para os pecadores nada melhor que este “evangelho” que ao mesmo tempo em que autoriza o viver na carne aplaca suas consciências em relação a Deus. É como se a Nicodemos não tivesse sido dito “que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (João 3:3), nem à mulher adúltera “vai-te, e não peques mais”, (João 8:11), ou que João Batista e Jesus não tivessem iniciado seus ministérios com uma exortação ao arrependimento (Mateus 3:3; 4:17), ou ainda que não houvesse nas Escrituras nenhuma exigência à santidade, porque à luz desta teologia, como seus expoentes ensinam, o único pecado é “não amar”.

Muitos pastores que têm saído do armário teológico expõem suas ‘convicções inclusivas’ a partir de seus púlpitos e por meio de todas as mídias possíveis; escrevem livros, promovem congressos e festivais, criam páginas e blogs onde publicam seus textos, coordenam movimentos etc. Geralmente investem e conseguem exercer grande influência sobre os mais jovens. Por isso muitas igrejas com perfil histórico se desviaram da Sã Doutrina, se desligaram ou foram desligadas de suas denominações, e passaram a interagir com outras igrejas e movimentos inclusivos. Outras ainda estão no rol de denominações históricas, mas sem compromisso doutrinário e teológico. É o caso de algumas igrejas onde pastores inclusivos, LGBTs, teólogos feministas, defensores do aborto, dentre outros, têm trânsito livre para pregar e ensinar.

Apesar da naturalidade como alguns pastores estão “saindo do armário” — de fato perderam a vergonha —, há outros que, mesmo abraçando tais convicções, não tiveram, ainda, a mesma coragem. Eles continuam no “armário teológico”. Alguns, talvez, estejam também naquele outro “armário”. Sei de pastores que não tendo assumido publicamente a Teologia Inclusiva procuram se cercar de ministros auxiliares (indicados por eles mesmos) e líderes inclusivos. Alguns encenam uma performance conservadora, porém agem sutilmente por meio de seu corpo de líderes para perverter a doutrina e desviar suas igrejas — tudo é uma questão de tempo. Por que eles continuam no armário? Talvez não haja uma única resposta, mas, provavelmente, por alguma conveniência ainda não tenham “se revelado”: porque estão numa zona de conforto, pastoreando boas igrejas e ganhando ótimos salários; porque ocupam cargos denominacionais e fazem de sua posição instrumento de militância (ainda que velada); porque não querem se indispor com líderes conservadores na igreja ou denominação; porque “ainda não é hora”; ou por outros motivos.

Os pastores (e outros líderes) inclusivos que ainda não “saíram do armário”, por causa de sua dissimulação — muitos até travestidos de conservadores —, são um enorme perigo porque que agem de modo articulado e estratégico, quase que imperceptivelmente, para desconstruir valores e apresentar às suas igrejas, por meio de um discurso suave e “contextualizado”, um “evangelho” palatável e adequado às suas convicções e intenções sórdidas. Tenham cuidado, “pois certos homens, cuja condenação já estava sentenciada há muito tempo, infiltraram-se dissimuladamente no meio de vocês. Estes são ímpios, e transformam a graça de nosso Deus em libertinagem e negam Jesus Cristo, nosso único Soberano e Senhor” (Judas 1:4 — NVI).