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sexta-feira, 10 de abril de 2020

Pró-vida ou pró-morte? OMS considera aborto como “essencial” durante pandemia de coronavírus


Com o pretexto de preservar a vida, a militância pró-aborto e eutanásia segue firme, tendo, inclusive, a OMS como braço e estrategista político


Imagem: Freepik

No sábado, dia 04, a Organização Mundial da Saúde (OMS), em declaração ao site de notícias The Daily Caller, afirmou que o aborto é considerado um serviço essencial durante a pandemia de coronavírus: “os serviços relacionados à saúde reprodutiva são considerados parte dos serviços essenciais durante o surto de COVID-19 […]. As escolhas e os direitos das mulheres aos cuidados de saúde sexual e reprodutiva devem ser respeitados, independentemente da mulher ter ou não uma infecção por COVID-19 suspeita ou confirmada […] Isso inclui métodos contraceptivos, cuidados de saúde de qualidade durante e após a gravidez e o parto e aborto seguro em toda a extensão da lei.”

Engana-se quem pensa que a Organização Mundial da Saúde é uma entidade que se preocupa com a defesa e proteção da vida. Na verdade a OMS serve a interesses ideológicos que defendem, dentre outras coisas, o aborto. Para a OMS o aborto não é considerado “causa de morte” — tanto que não consta como tal nas estatísticas —, mas como “direitos das mulheres aos cuidados de saúde sexual e reprodutiva” que devem ser respeitados.

Em 2014, o Departamento de Saúde Reprodutiva da OMS elaborou um documento intitulado “Abortamento seguro: Orientação técnica e políticas para sistemas de saúde”1, com orientações “seguras” para o assassinato de criança em diversos estágios da gravidez, o que contraria a Declaração Universal dos Direitos Humanos que diz que “Todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal”2 (Artigo 3º — grifo do autor).

O documento considera a necessidade de políticas “para estabelecer ou fortalecer serviços de atenção para o abortamento seguro”. O termo “abortamento seguro” sugere o abortamento legal, ou seja, a permissão para matar — descriminalização do aborto — e com financiamento público. Trata como parte dos “direitos humanos das mulheres” o abortamento induzido: “O tratamento emergencial das complicações pós-abortamento é fundamental para diminuir as mortes e as lesões decorrentes do abortamento inseguro, mas não pode substituir a proteção da saúde das mulheres e os direitos humanos que o abortamento induzido oferece, com amparo legal e sem riscos” (grifo do autor). O documento defende que “os serviços de abortamento devem estar integrados ao sistema de saúde, seja como serviços públicos ou através de serviços sem fins de lucro, financiados com fundos públicos, para que lhes seja reconhecida a condição de serviços de saúde legítimos e para proteger as mulheres e os profissionais de saúde do preconceito e a discriminação”. Ainda que a “disponibilidade de instalações e profissionais capacitados disponíveis para toda a população se revela essencial para garantir o acesso a serviços de abortamento sem riscos.” (consulte especialmente as páginas 63 e 64).

Nos Estados Unidos e na Europa, principalmente, enquanto a grande mídia exibe em seus noticiários matérias sobre coronavírus, criando pânico e provocando histeria na população, militantes fazem pressão para a flexibilização do aborto e da eutanásia. Na Itália, o aborto e a eutanásia são considerados serviços essenciais. Nos países onde o suicídio assistido é legal, há esforços para normatizar a entrega de comprimidos letais pelos correios: o paciente faria uma consulta por teleconferência e o médico prescreveria os comprimidos letais que seriam entregues na casa do cliente. Há denúncias de que em certos lugares estão sendo realizados abortos assistidos em casa, por causa do isolamento social. O aborto e a eutanásia tem se tornado um negócio lucrativo, além de atender às políticas de controle populacional.

Kim Callinan, do movimento pró eutanásia na América, afirmou que “a atual crise do Covid-19 oferece uma nova oportunidade para o suicídio assistido”. O lobby da morte tenta aprovar uma lei para que o paciente, por meio de uma consulta online, tenha a receita com prescrição de drogas letais sem a necessidade de ser examinado presencialmente por médicos e psicólogos. A lei também trataria de critérios para a entrega das drogas em domicílio.3

Enquanto a Organização Mundial da Saúde recomenda o isolamento social com o pretexto de preservar a vida, a militância pró-aborto e eutanásia segue firme, tendo, inclusive, a entidade como braço e estrategista político.

Recomendo a leitura do artigo de Benedetta Frigerio (jornalista e bacharel em Ciências Políticas pela Universidade Católica de Milão), que pode ser acessado aqui.
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sexta-feira, 3 de abril de 2020

Sobre o Dia Nacional de Oração pelo Brasil

“Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ação de graças por todos os homens; pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade.”

(1 Timóteo 2:1,2 — NVI)

Imagem: Pixabay



Pr. Cleber Moreira


Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ação de graças por todos os homens; pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade.”(1 Timóteo 2:1,2 — NVI)


O povo evangélico está conclamado para neste domingo, dia 05 de abril, se unir em oração pela nação.

Oremos pelo presidente da república, para que seja instrumento de Deus na condução do país. Oremos pelos demais governantes, estaduais e municipais, para que tenham boa vontade e a direção do alto em suas ações, priorizando o bem-estar e os interesses da população. Oremos pelos que atuam no parlamento e no judiciário, para que, como representantes do povo, sirvam com integridade, para que o bem dos cidadãos esteja acima dos interesses pessoais, partidários e ideológicos. Oremos pelo povo sofrido, para que as consequências da crise provocada pelo coronavírus sejam atenuadas. Oremos pelos infectados pela covid-19, bem como por outros acometidos de outras enfermidades, algumas com taxa de letalidade bem maior. Oremos para que Deus abençoe cada brasileiro, e que o evangelho seja luz para nosso povo em tempos tão sombrios, e norte para depois que a crise passar.

Oremos, não porque o presidente convocou a nação, mas porque a Bíblia nos ensina sobre o dever de orar.

Oremos, não porque cremos no ‘poder místico da oração’, mas porque nos relacionamos e confiamos no Deus onipotente.

Oremos, porque o nosso “socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra” (Salmos 121:2).

Oremos, mas, antes de tudo, conservemos um espírito de arrependimento sem o qual nossas orações não podem ser atendidas (Isaías 58:1-10; Joel 2:13; Jonas 3:1-10).

Oremos com a consciência de que “oração feita por um justo pode muito em seus efeitos” (Tiago 5:16)

Oremos, não porque estamos em “campanha de oração”, ou apenas porque o momento requer, mas, principalmente, porque a oração deve ser um hábito na vida do crente.

Oremos, não porque orar é o “último recurso”, como alguns dizem, “agora o jeito é orar”, mas porque na vida do salvo a oração é sempre o primeiro recurso, e aquele do qual o crente não pode abdicar.

Oremos, porque o Senhor nos ensinou sobre o “dever de orar sempre, e nunca desfalecer” (Lucas 18:1).

Oremos, mesmo em tempos de paz aparente.

Oremos, porque temos instrução para “vigiar e orar”.

Oremos, por que orar deve ser algo natural e constante, conforme Paulo nos ensina: “Orai sem cessar” (1 Tessalonicenses 5:17).

Oremos antes, durante e depois da crise.

Oremos, oremos, e oremos.

domingo, 29 de março de 2020

Imprensa, Coronavírus, Histeria e Hipocrisia

Não podemos esperar comoção coletiva, medidas e campanhas eficazes, engajamento da mídia e outros esforços quando a hipocrisia é o comportamento mais comum numa sociedade “politicamente correta”

Imagem: Pixabay



Cleber Moreira


Praticamente o mundo inteiro mudou a rotina por causa da pandemia do novo coronavírus. Muitos países adotaram medidas, algumas extremas, de isolamento social. Escolas fecharam, igrejas suspenderam os cultos presenciais, agências bancárias reduziram o atendimento, o comércio foi afetado, e vários hábitos comportamentais tiveram que ser revistos. No Brasil, em algumas cidades, idosos acima de 60 anos estão sendo multados por saírem de casa, em outras têm ocorrido até casos de confisco de máscaras, respiradores e outros itens, suspendendo assim o direito de ir e vir do cidadão e violando outras garantias constitucionais.
Empresas estão demitindo, as bolsas fechando em queda, dólar aumentando, pessoas estocando alimentos e artigos de higiene, sendo que em alguns lugares já há desabastecimento. Enquanto o governo adota medidas para combater o coronavírus, minimizar perdas econômicas, garantir empregos e acalmar a população, a mídia sensacionalista promove pânico e histeria. Não é sem razão que o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, passou o seguinte recado para os brasileiros:
“Desliguem um pouco a televisão. Às vezes ela é tóxica demais. Há quantidade de informações e, às vezes, os meios de comunicação são sórdidos porque eles só vendem se a matéria for ruim. Publicam o óbito, nunca vai ter que as pessoas estão sorrindo na rua. Senão, ninguém compra o jornal. Todo mundo tem que se preparar, inclusive a imprensa. Se não for assim, vai trazer mais estresse à população.”

Logo a Rede Globo rebateu o que considerou ser uma crítica de Mandetta à imprensa para “agradar o presidente”.

Os noticiários divulgam constantemente dados sobre a pandemia. Há até serviços onde os internautas podem acompanhar, em tempo real, estatísticas sobre a Covid-19. Um exemplo é o mapa online1, criado pela Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, que reúne informações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e de outras instituições de vários países sobre a doença. Segundo a ferramenta, até o momento em que escrevo, o número de pessoas infectadas em todo o mundo é de 718.685, as mortes somam 33.881, e número de curados é de 149.076 pessoas.

As informações, como divulgadas, sobre o novo coronavírus podem assustar. De fato o vírus tem uma taxa de letalidade maior entre pessoas idosas, o que faz com que apenas na Itália, até agora, sejam contabilizados 10.779 óbitos. Entretanto, imagine se tivéssemos informações em tempo real sobre mortes por outras doenças e causas como o câncer, a aids, o álcool, o cigarro, acidentes de trânsito, etc. Segundo o site Wordmeter2, neste ano, até o momento, morreram no mundo 14.315.908 pessoas, sendo que apenas hoje ocorreram 136.700 mortes. E pode acreditar, diante destes números, o percentual de mortes por Covid-19 é ínfimo.

Segundo o ranking criado pela OMS, a partir dos dados coletados em 2016, as dez principais causas de morte no mundo são, por ordem: cardiopatia isquêmica, acidente vascular cerebral (AVC), doença pulmonar obstrutiva crônica, infecções das vias respiratórias inferiores, alzheimer e outras demências, câncer de pulmão, traqueia e brônquios, diabetes mellitus, acidentes de trânsito, doenças diarreicas e tuberculose.3 Uma matéria de 2018 revelou que morrem, anualmente, cerca de 1,25 milhão de pessoas no mundo por acidentes de trânsito.4 Entretanto, a divulgação destes dados, quando não ignorados pela mídia, não causa histeria na população.

A morte é tema que incomoda muita gente, principalmente quando ela não acontece de modo natural. Por isso há comoção social neste tempo de pandemia. Ninguém quer morrer, nem ver seus amigos e familiares, sejam crianças, jovens, adultos ou idosos, morrerem por Covid-19. Por isso, por ser uma enfermidade nova, com a qual ainda estamos aprendendo lidar, talvez seja compreensível — não justificável — o quadro de histeria coletiva que se desenha no momento.

Se é para haver comoção — e histeria —, que tal pensarmos num tipo de causa que mata cerca de 40 a 50 milhões de pessoas anualmente, segundo a OMS, e que este ano, até o momento, já provocou quase 11 milhões de óbitos em todo o mundo? Que tal a imprensa divulgar estes dados em tempo real, abordar o tema nos noticiários e outros programas, orientar o povo e cobrar das autoridades medidas que atenuem este quadro? Que tal debates e campanhas educativas no rádio, na TV, na internet e espaços públicos sobre a questão? Que tal os políticos tomarem medidas e criarem leis que impeçam a matança? Infelizmente não podemos esperar comoção coletiva, medidas e campanhas eficazes, engajamento da mídia e outros esforços, pois quando o assunto é a morte de indefesos, o aborto, a hipocrisia é o comportamento mais comum numa sociedade focada no “politicamente correto”. Tudo o que temos são vozes solitárias e grupos considerados “conservadores”, “retrógrados”, “fundamentalistas” etc., que inconformados com a degradação social insistem na crença e prática de valores outrora exaltados, hoje rejeitados pelo senso comum.


IMPORTANTE: Este artigo pode ser compartilhado desde que citada a fonte e informado o link desta página.
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2 https://www.worldometers.info/br/ (acessado em 29 de março de 2020)

segunda-feira, 16 de março de 2020

Donald Trump pede orações em razão do coronavírus e declara: “Nenhum problema é grande demais para Deus”

Foto: Twitter da Casa Branca

Peço que você se una mim em um dia de oração para todas as pessoas que foram afetadas pela pandemia de coronavírus, e que ore para que a mão curadora de Deus seja colocada sobre o povo de nossa nação.”


O presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, proclamou 15 de março de 2020 como o “Dia Nacional de Oração por todos os americanos afetados pela pandemia de coronavírus”, e pediu a todos os americanos que orem por todos os afetados, incluindo pessoas que sofreram danos ou perderam entes queridos: “Peço que você se una mim em um dia de oração para todas as pessoas que foram afetadas pela pandemia de coronavírus, e que ore para que a mão curadora de Deus seja colocada sobre o povo de nossa nação.”1

Em seu discurso o presidente destacou a importância da fé em momentos de crises, e pediu união para superar a pandemia:

Nos tempos de maior necessidade, os americanos sempre se voltaram para a oração para ajudar a guiar-nos através de provações e períodos de incerteza. Enquanto continuamos a enfrentar os desafios únicos impostos pela pandemia de coronavírus, milhões de americanos não conseguem se reunir em suas igrejas, templos, sinagogas, mesquitas e outras casas de culto. Mas, neste momento, não devemos deixar de pedir a Deus mais sabedoria, conforto e força, e orarmos especialmente por aqueles que sofreram danos ou que perderam entes queridos. Peço que você se una mim em um dia de oração por todas as pessoas que foram afetadas pela pandemia de coronavírus, e que ore para que a mão curadora de Deus seja colocada sobre o povo de nossa nação.

Como seu Presidente, peço que ore pela saúde e bem-estar de seus colegas americanos, e lembre-se de que nenhum problema é grande demais para Deus. Todos devemos levar a sério as sagradas palavras encontradas em 1 Pedro 5:7: “Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós”. Oremos por todos os afetados pelo vírus, para que sintam a presença protetora e o amor de nosso Senhor durante esse tempo. Com a ajuda de Deus, superaremos essa ameaça.

Na sexta-feira declarei emergência nacional, e tomei medidas ousadas para que o Governo Federal implemente ações eficazes para ajudar no combate à pandemia de coronavírus. Agora, encorajo todos os americanos para que orem por aqueles que estão na linha de frente, especialmente nossos destacados profissionais, médicos e autoridades de saúde pública de nossa nação que estão trabalhando incansavelmente para proteger todos nós do coronavírus e tratar os pacientes infectados; todos os nossos corajosos socorristas, Guarda Nacional e indivíduos dedicados que estão operando para garantir a saúde e a segurança de nossas comunidades; e nossos líderes federais, estaduais e locais. Estamos confiantes de que Ele lhes dará a sabedoria necessária para tomar decisões difíceis e tomar ações decisivas para proteger os americanos em todo o país. Quando chegamos a nosso Pai em oração, lembramos as palavras encontradas no Salmo 91: “Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei.”

Ao nos unirmos em oração, somos lembrados de que não há um fardo muito pesado para Deus erguer, ou que este país suporte com Sua ajuda. Lucas 1:37 promete que “para Deus nada será impossível”, e essas palavras são tão verdadeiras hoje como sempre foram. Como uma nação sob Deus, somos maiores do que as dificuldades que enfrentamos e, através da oração e atos de compaixão e amor, enfrentaremos esse desafio e emergiremos mais fortes e mais unidos do que nunca. Que Deus abençoe cada um de vocês e que Deus abençoe os Estados Unidos da América.”

A população mundial está se adaptando e adotando novas práticas e etiquetas de higiene para conter o coronavírus, o que inclui lavar as mãos com frequência, usar o álcool em gel, evitar apertos de mão, abraços, beijos, locais com grandes concentrações de pessoas etc. Várias igrejas já cancelaram as reuniões presenciais e passaram a realizar cultos onlines.

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quarta-feira, 11 de março de 2020

DR. DRAUZIO VARELLA: ABRAÇO, IDEOLOGIA E MILITÂNCIA

Foto: reprodução/TV Globo

DR. DRAUZIO VARELLA: ABRAÇO, IDEOLOGIA E MILITÂNCIA


Pr. Cleber Montes Moreira


Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!” (Isaías 5:20)

O abraço do Dr. Drauzio Varella na (o) transexual Suzi, cujo nome verdadeiro é Rafael Tadeu de Oliveira dos Santos, presa (o) desde 2010 por estuprar, matar e ocultar o cadáver do menino Fábio dos Santos Lemos, que à época contava com apenas 9 anos de idade, é o assunto mais comentado nas redes sociais desde a exibição, no dia 1º de março, no “Fantástico”, da matéria que tratava sobre as transexuais que vivem no sistema penitenciário.

Um pastor progressista chegou a afirmar numa de suas postagens que o “Dr. Drauzio abraçou Jesus”. Os lacradores de plantão ficaram eufóricos com o enfoque sensacionalista: vários pastores, teólogos, escritores e evangélicos de linha progressista fizeram questão de comentar o assunto sob a ótica “inclusiva” e a partir do entendimento de um “evangelho” liberal e permissivo, que em nome do “amor” e da “graça” acaba legitimando certos comportamentos. Certamente que um estuprador hétero não teria o mesmo tratamento, uma vez que seu perfil não se encaixa no padrão da emissora, da sociedade, e nem do evangelicalismo “ideologizado”.

Está claro que a matéria nada mais é que parte de esforços cada vez mais audazes para a implementação da agenda de desconstrução dos valores basilares da sociedade, que tem por objetivo impor um novo código moral em que o pecado é glamourizado. Abraçar um transexual repercute mais que abraçar um pai de família, uma “mulher do lar”, um desempregado, um mendigo ou mesmo uma criança. A prova disso é que nenhum outro abraço rendeu tantas matérias jornalísticas, textos e postagens nas redes. A questão é que dessa vez a Globo foi muito longe, o que despertou o senso crítico das pessoas de bem que se levantaram contra tal afronta ao bom senso — foi, sem dúvidas, um “tiro no pé”.

Abraçar um pecador não é algo pecaminoso. Entendam que a crítica feita aqui não é exatamente ao abraço numa pessoa que cumpre pena por causa de seu erro, e que, certamente, pela natureza de seu crime, tenha sido esquecida (a) na prisão. Até aos piores dos pecadores é dada a oportunidade de arrependimento e mudança de vida. Para Rafael, que atende por Suzi, também há esperança, desde que se arrependa, creia em Jesus Cristo como seu Salvador e passe a viver segundo os valores do reino de Deus. A questão é que este abraço vai além, é um abraço ideológico que visa difundir e normatizar um padrão. É bom lembrar que a mesma emissora já exibiu uma série jornalística em que a pedofilia foi tratada como “doença” e dito que os pedófilos sofrem muito “preconceito”. Na verdade, em minha modesta opinião, não foi o detento quem foi abraçado, mas todos quantos se adequaram a esta “nova moralidade” reprovada nas Escrituras — foi um abraço entre representantes de mentes e ideologias alinhadas, entre os que defendem um mesmo padrão moral; foi um abraço de militantes; um abraço “corporativo”. É bom lembrar que o mesmo médico, em matérias anteriores, se posicionou contra a redução da maioridade penal mesmo para homicidas e estupradores, tratando-os não como criminosos, mas como “meninos”, refletindo, como podemos perceber, a opinião da emissora.

Sobre o recente “pedido de desculpas” do Dr. Drauzio Varella e da equipe do jornalismo da Globo, sinceramente não me convence. Um caso tão grave, divulgado pela mídia na época, não pode ser desconhecido por quem está no ramo jornalístico — a menos que se trate de um profissional incompetente, o que não é o caso —. Da mesma forma que certos abraços, há “desconhecimentos” e “esquecimentos” seletivos e/ou convenientes.

Se você é bíblico, não espere receber abraços de quem é contra a fé e os valores cristãos, a menos que sejam abraços traiçoeiros, assim como o beijo de Judas. Estes afagos são para os “companheiros” de causa.

Definitivamente “o mundo está no maligno”, e coisas piores virão (1 João 5:19).



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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

A RELIGIÃO DOS “AMANTES DE SI MESMOS”

Imagem: Pixabay

A RELIGIÃO DOS "AMANTES DE SI MESMOS"


Pr. Cleber Montes Moreira

"Porque haverá homens amantes de si mesmos…”
(2 Timóteo 3:2)


Enquanto o amor se esfria no mundo em decorrência da multiplicação da iniquidade (Mateus 24:12), o amor sincero, altruísta, um outro tipo de amor se estabelece cada vez mais como marca de uma geração corrompida e cada vez mais distante de Deus. Falo do amor ao qual se refere Paulo ao dizer que os homens dos “tempos trabalhosos” seriam “amantes de si mesmos”.

Este amor — amor egoísta, que busca saciar os deleites da carne — parece ser a força propulsora de uma apostasia da fé jamais vista na história. Ele move tanto aqueles que procuram os benefícios dos falsos evangelhos quanto os falsos profetas que providenciam meios para atender às demandas do mercado da fé. Os primeiros estão sempre em busca da cura, do milagre, do emprego, da prosperidade, de trazer de volta o amor que se foi, de desfazer algum “trabalho de macumbaria”, de legitimar seus pecados, e outros favores e vantagens, enquanto os últimos — movidos pelo mesmo amor — ofertam soluções e fazem promessas em troca do que lhes interessa, quase sempre o dinheiro, o poder e o status. É assim que por meio deste amor multidões com comichão nos ouvidos, não suportando a sã doutrina, constituem para si líderes segundo seus próprios interesses, os quais, por sua vez, e porque são carnais e não espirituais, passam a mercadejar a Palavra em benefício próprio (2 Timóteo 4:3; 2 Pedro 2:3; 2 Coríntios 2:17).

Aqueles que amam a si mesmos acabam se tornando “sologâmicos”, ou seja, casados consigo mesmos, com seus interesses e caprichos. Eles fazem juras de amor e prometem ser fiéis a si mesmos na busca da satisfação pessoal, muitas vezes ao custo da honra, da desconstrução da família, em detrimento dos interesses e bem-estar do próximo, e do afastamento de Deus.

Mais que pelo entendimento errado das Escrituras, que pela falta de uma hermenêutica correta, a apostasia da fé deste tempo é fruto do amor que contempla os interesses pessoais, que alimenta a ganância, que coloca o ego como centro da adoração do sistema religioso humano; também nos arraiais evangélicos onde quase tudo converge para o homem. Basta uma análise simples das canções gospel, das mensagens proferidas por “encantadores de pecadores” (como chamo certos pregadores), e dos eventos que atraem multidões de “adoradores” para que se perceba onde está o foco. Nestas celebrações marcadas por rituais hedonistas, a adoração é dirigida ao (in)fiel — tudo é preparado para ele, para o seu prazer, para a sua exaltação.

Os profetas do engano são os ateus modernos: oportunistas de plantão, que falam em nome do Deus no qual eles mesmos não creem — porque se cressem teriam temor —, que usam a Bíblia apenas como pretexto e meio para conquistar a confiança dos incautos, que ostentam autoridade e poder espiritual, mas vivem na carne; ele são os “inimigos da cruz de Cristo, cujo fim é a perdição; cujo Deus é o ventre, e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas” (Filipenses 3:18,19).

Seja o helicóptero decolando de um heliponto de um mega templo em São Paulo, cheio de malas de dinheiro, a portinha de um templo de uma seita qualquer num bairro pobre, os frequentadores das correntes dos empresários, ou os pobres que procuram na religião alguma solução, parece que todos são movidos pelo mesmo amor que busca os próprios interesses.

O encontro dos “amantes de si mesmos” — de um lado os (in)fiéis que procuram um deus que corresponda aos seus desejos temporais, do outro os mercadores da fé que despudoradamente adéquam o evangelho aos anseios dos ouvintes — cria um ambiente favorável aos desvios, onde o amor-próprio passa a ser o fator gerador da apostasia da fé. Deste encontro de interesses (e interesseiros) que surge a necessidade de teologias moldáveis que correspondam às expectativas e contemplem a diversidade, que seja capaz de apresentar um deus serviçal, multiforme e representativo das mais diversas correntes de fé, de tradições e de comportamentos; um deus criado à imagem e semelhança dos homens. A Teologia da Prosperidade, o Evangelho Social, o Evangelho da Confissão Positiva, o Triunfalismo Gospel, a Teologia do Coaching, a Teologia Inclusiva (também chamada Teologia Queer e Teologia Gay) e outros desvios são apenas alguns dos meios pelos quais este deus se revela. Nada mais funesto, mais anticristão, que esta religião que fala de Deus, mas é, em sua essência, antropocêntrica — a religião dos “amantes de si mesmos”.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

NÃO POR FORÇA, NEM POR VIOLÊNCIA

Imagem: Pixabay

NÃO POR FORÇA, NEM POR VIOLÊNCIA

Pr. Cleber Montes Moreira

E respondeu-me, dizendo: Esta é a palavra do Senhor a Zorobabel, dizendo: Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.” (Zacarias 4:6)


Enquanto voltávamos de uma viagem missionária, alguns irmãos de nossa caravana davam seus testemunhos sobre suas experiências. Um dos evangelistas contou que ao abordar um homem, ouviu dele: “Se você continuar falando desse Jesus te dou um soco na cara!” O crente, calmamente, prosseguiu falando do Senhor e do plano de salvação quando, de repente, seu ouvinte lhe desferiu um soco no nariz. Ele abaixou sua cabeça e o sangue jorrou até o chão. Em instantes, levantou-se, ainda sujo, e continuou, mansamente, apresentando o evangelho. Enquanto ele ainda falava do grande amor de Deus, o homem violento não se conteve e começou a chorar. Arrependido, não só de sua violência, mas de seus pecados, aceitou a salvação oferecida e, pela noite, já estava na igreja junto a outros irmãos.

Ao recordar este depoimento, não somente penso na lição que ele nos ensina sobre a evangelização, mas também sobre o modo como resolvemos as coisas. O evangelista não respondeu rispidamente, mas teve uma postura branda, humilde, amorosa, que culminou no desarmamento de seu oponente. Muitas vezes queremos resolver as coisas com um espírito armado, do nosso jeito, “partindo pra briga”, impondo nosso modo ou opinião, e não funciona. Tudo que conseguimos é criar uma batalha desnecessária. Gastamos energia num esforço vão. Quem assim age não se faz vitorioso, mas derrotado.

Jesus nos ensinou uma regra importante: “Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mau; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra; e, ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa; e, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas” (Mateus 5:38-41).

Zorobabel, governador de Judá, na época em que os primeiros cativos regressavam da Babilônia, recebeu de Deus a incumbência de reconstruir o templo, mas os inimigos do povo se levantaram para enfraquecê-lo e impedi-lo. Porém, o Senhor usou o profeta Zacarias para lembrá-lo de onde vem a verdadeira força e poder contra os opositores: “Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito”, disse o Senhor.

Quem se exalta, confia em suas próprias forças e usa de armas humanas não pode vencer certas batalhas. Mas quem se humilha debaixo da potente mão do Altíssimo e se faz dependente do Todo Poderoso tem vitória garantida. Não importa o que ousem seus inimigos, agindo Deus, quem o impedirá?

Como você age e reage diante de seus oponentes? Com que força e armas você luta suas batalhas? Sua resposta a essas perguntas dirá se você é vencedor ou perdedor. Pense nisso!

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

ORAR PELOS INIMIGOS

Imagem: Pixabay


ORAR PELOS INIMIGOS


Pr. Cleber Montes Moreira

Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus.” (Mateus 5:44)


Um escritor perguntou: “Qual foi a última vez que você orou por um inimigo?” Interceder por alguém que nos tenha por inimigo é algo quase inconcebível por mentes seculares, mas também, e infelizmente, por mentes ditas evangélicas. Ao contrário do que nos ensina a Bíblia, em seus sermões, letras de músicas e frases de efeito, o povo “gospel” revela sua sede incontrolada por “justiça” e triunfo contra seus adversários. A cultura do “queima ele, Senhor”, do “vou entregar fulano nas mãos de Deus”, do “Deus haverá de fazer justiça”, do inimigo “entre a plateia e você no palco” é crescente. A letra da música “Sabor de Mel” é uma boa ilustração deste sentimento nefasto.

Certa vez recebi, via rede social, a seguinte mensagem: “Que Deus dê vida longa a todos os nossos inimigos para que eles possam um dia aplaudir de pé a nossa vitória!” Alguém com este pensamento intercederia por seus inimigos? Creio que não! O desejo aqui exposto é de vingança, e não de amor.

Ao contrário deste comportamento, cada vez mais comum, Jesus nos ensina valores elevados, dentre os quais destaco: amar os inimigos, fazer bem aos que nos odeiam, bendizer os que nos maldizem, orar pelos que nos caluniam, ser longânime, benevolente, perdoar, exercer a misericórdia e fazer às pessoas tudo o que queremos que nos façam (Leia Lucas 6:27-37).

Quando oramos e adotamos uma atitude cristã diante dos adversários, além de darmos um bom testemunho, não somente temos a possibilidade de vermos suas vidas transformadas, mas, principalmente, o nosso coração é transformado e ficamos ainda mais parecidos com Cristo.

Lembre-se que nós vencemos não quando resistimos ou lutamos com nossas forças, mas quando oramos e agimos na dependência de Deus. Um coração verdadeiramente cristão não nutrirá o ódio nem o desejo de vingança, mas o amor incondicional, fruto da presença do Espírito Santo na vida do salvo.

“Qual foi a última vez que você orou por um inimigo?” Sua resposta, mais do que você imagina, dirá muito sobre quem você realmente é. Pense nisso!

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

PERDOAR É POSSÍVEL

Imagem: Pixabay

PERDOAR É POSSÍVEL


Pr. Cleber Montes Moreira

Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas.” (Mateus 6:14,15)


Em 22 de janeiro de 2016, a Missão Portas Abertas publicou em seu site uma nota sobre um cristão que foi atacado por militantes do Boko Haram, que invadiram sua casa na tentativa de decapitá-lo. A Organização, que apoia cristãos perseguidos ao redor do mundo, informou que Yakubu (nome fictício) sobreviveu por um milagre e foi capaz de perdoar seus agressores. Ao ler este relato, logo lembrei-me da última oração de Estêvão, que, ao ser apedrejado, intercedeu pelos seus perseguidores: “E, pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. E, tendo dito isto, adormeceu” (Atos 7:60). Cultivar o perdão foi algo que Estêvão aprendeu com o Mestre, que do alto da cruz rogou: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23:34).

O caso de Yakubu e Estêvão não são fatos isolados. Há, na história do cristianismo, muitos outros relatos de cristãos que foram capazes de perdoar seus agressores, mesmo diante da morte iminente. O perdão é valor praticado e ensinado pelo Senhor. “E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores” (Mateus 6:12) deve ser para nós mais que uma frase decorada, mais que uma oração automatizada, deve ser um princípio de vida. E não importa o tamanho da agressão, o perdão será sempre maior que tudo. Uma calúnia, um desaforo, uma agressão física, uma traição… há quem tenha sofrido bem mais que isso, há quem tenha suportado dores bem mais terríveis e, mesmo assim, praticado o perdão. Perdoar não é uma obrigação, não é uma arte, não é uma ciência, perdoar é uma virtude, é um dom do Espírito.

Pense um pouco: Qual o maior perdão já praticado em toda a história da humanidade? Certamente o perdão de nossos pecados. Este perdão é fruto do amor divino, “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:8), portanto, o segredo para perdoar é amar. Quanto mais amamos, mais perdoamos. Assim, se amarmos as pessoas como Cristo as ama, se colocarmos em prática o “amarás o teu próximo como a ti mesmo”, seremos capazes de perdoar. E quem nos capacita a amar e perdoar é o Espírito Santo; se Ele governa nossas vidas, perdoar é possível.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

“TODO AMOR É SAGRADO”?

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“TODO AMOR É SAGRADO”?




Pr. Cleber Montes Moreira


Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor (João 15:10 — ACF)


Em seu perfil no Facebook uma igreja inclusiva divulgou uma imagem com a seguinte frase: “Todo amor é sagrado”. Certamente que do ponto de vista desta sociedade decadente, amoldada ao “politicamente correto”, onde o principal valor é “seguir a voz do coração”, esta é uma afirmação muito bonita e suave aos ouvidos. Nada mais encantador que um discurso que versa sobre amor, principalmente se este for um discurso religioso, proferido em nome de Deus e tendo como base algum texto (por pretexto) das Escrituras. Não é sem motivo que atualmente este seja o tema predileto dos profetas do engano.

Será mesmo verdadeira a afirmação de que “todo amor é sagrado”? Esta pergunta deve ser respondida com base na Palavra de Deus, a regra de fé e prática de qualquer cristão autêntico, fora da qual não há nenhuma base confiável e normativa para a vida cristã. A Bíblia é inerrante e suficiente; não há outra fonte de revelação digna de total confiança, e por isso nenhuma outra palavra poderá substituir ou ser colocada em igualdade com a Palavra da Verdade. É nela que conhecemos o amor do Pai, bem como, por meio deste perfeito amor, somos chamados e ensinados sobre o modo como devemos amar a Deus e ao próximo.

Jesus nos adverte: “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor” (João 15:10 — ACF). Por meio de João, o Pai nos fala:“E nisto sabemos que o conhecemos: se guardarmos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade. Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele. Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou” (1 João 2:3-6 — ACF). O texto sagrado afirma que quem realmente conhece a Deus é aquele que guarda os seus mandamentos, que naquele que guarda a Sua Palavra (ensinos/mandamentos) o amor de Deus é aperfeiçoado, e que quem permanece verdadeiramente nele é aquele que anda como Ele (Jesus) andou.

Está claro que não existe amor puro, verdadeiro, que exclua a necessidade de obediência aos mandamentos de Deus explícitos na Bíblia. O critério do amor é este: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra…” De outro modo,Quem não me ama não guarda as minhas palavras (João 14:23,24 — ACF). Assim percebemos que é impossível amar verdadeiramente sem antes amar a Deus, pois é o amor de Deus em nós que nos faz obedecer à Sua Palavra, que rege nossas vidas, incluindo, é claro, nossos relacionamentos. Qualquer amor que despreze os ensinos bíblicos, que relativize princípios e valores, ou que para se estabelecer necessite reinterpretar ou ressignificar as Escrituras está longe de ser amor verdadeiro.

O “evangelho paz e amor” pode ser muito agradável, mas não se engane, ele não é o poder de Deus para salvar, mas a mentira do diabo para enredar pessoas. Este amor celebrado pela religião inclusiva exalta a carne, autoriza o pecado e em nada opera para o bem; trata de um amor corrompido, hedonista, reprovado por Deus, que escraviza, que desonra corpos… nada mais é que um sentimento egoísta travestido de amor. É o amor daqueles que se desviaram da fé, conforme Paulo já nos adivertiu: “Porque haverá homens amantes de si mesmos…” (2 Timóteo 3:2 — ACF).

Nada que esteja fora do padrão estabelecido por Deus em Sua palavra pode ser chamado de “sagrado”, nem mesmo aquilo que muita gente insiste em chamar de “amor”. Pense nisso!

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

JÁ FEZ SEU AUTOEXAME?

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JÁ FEZ SEU AUTOEXAME?



Pr. Cleber Montes Moreira

Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor.” (Apocalipse 2:4)


Zig Ziglar, um dos palestrantes motivacionais mais requisitados dos Estados Unidos, falecido em 2012, autor que escreveu 30 obras e vendeu milhões de livros, disse: “As pessoas costumam dizer que a motivação não dura sempre. Bem, nem o efeito do banho, por isso recomenda-se diariamente”. É certo que o princípio explícito nesta frase se aplica a tudo na vida: à carreira profissional, aos relacionamentos, ao esporte, aos desafios e lutas diárias, e também pode ser aplicado ao contexto da fé cristã.

A igreja em Éfeso recebe de Jesus vários elogios: era uma igreja operosa, exercitava a paciência, não suportava os maus, rejeitava os falsos apóstolos, odiava os nicolaítas, sofria e trabalhava pela glória do nome de Cristo. Entretanto, o Senhor vê que há, em seu comportamento, uma anomalia: “deixaste o teu primeiro amor”. Ou seja, a igreja havia perdido o seu entusiasmo inicial.

O problema detectado em Éfeso é recorrente. Há, nos dias atuais, muitas igrejas longe do “primeiro amor”. Isso também ocorre no plano individual. Acontece com novos convertidos que começam a carreira cristã com todo vigor, para logo depois se esfriarem na fé. Uma vez uma moça me perguntou, logo após ser batizada: “Pastor, o que eu posso fazer na igreja?” Ela estava ávida por trabalhar. Mas, não demorou muito, sumiu. Procurada, negou-se a receber nossa visita. Outros, cansados das provações, ficam desanimados. Há os que por motivos pequenos, até insignificantes, esmorecem na fé. É normal que quando o crente deixa de ler a Bíblia e de se aplicar à oração, desanime. O problema é que os que assim agem deixam de receber sua dose diária de ânimo. Muitas vezes continuam envolvidos no trabalho, mas sem brilho, sem amor, sem alegria. O engajamento aparente disfarça o marasmo interior. Para estes, a advertência é: “Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras”; volte ao estado de ânimo inicial.

Como o banho diário, assim devemos renovar em Deus nosso vigor espiritual. Isso é possível pelo estudo da Bíblia e oração.

Como está sua igreja? Ainda conserva o seu “primeiro amor”?

Como está seu fervor espiritual? Já fez seu autoexame?

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

“Lembrai-vos da mulher de Ló”

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“Lembrai-vos da mulher de Ló”




Pr. Cleber Montes Moreira

E a mulher de Ló olhou para trás e ficou convertida numa estátua de sal.” (Gênesis 19:26)


Há pessoas que não conseguem se livrar do amor pelo mundo. Algumas até aderem a alguma igreja, mas logo sentem falta da velha vida e retornam para o lugar de onde vieram. Outras, por algum motivo, permanecem mais tempo entre os salvos, mas sempre olhando com simpatia para o passado. O motivo? Algum prazer ilícito, algum vício, paixões, costumes… no mundo há muitos atrativos.

O Senhor determinou que Ló e sua família saíssem de Sodoma e Gomorra e que ninguém olhasse para trás. Tal atitude poderia significar algum apego àquilo que aborrecia a Deus. Estas cidades estavam cheias de pecado e, por isso, seriam destruídas. Quem olha para o mundo, olha para um sistema corrompido, perverso, que desperta a ira divina, embora possa, de alguma maneira, ser sedutor para aqueles cujos corações estão longe do Altíssimo. Para estes, o mundo é agradável.

Olhar para o mundo é olhar para trás e deixar de ter novas e maravilhosas experiências com Deus. C. S. Lewis disse: “Este mundo tem sido tão gentil com você que você iria deixá-lo com pesar? Há coisas melhores à frente do que qualquer coisa que deixemos para trás”. O gesto da mulher de Ló a impediu de seguir em frente, de ver o novo, de colher bênçãos, de ser aprovada… Por sua desobediência, pereceu.

Para os que tendem a olhar para o mundo, fica a advertência do próprio Mestre: “Lembrai-vos da mulher de Ló” (Lucas 17:32). Não ajam como ela! Não caiam na mesma tentação! O apego às coisas do mundo nos impede de olhar ara frente, para o alvo perfeito; quem coloca seus olhos (e seu coração) nas coisas temporais não pode prosseguir na caminhada com Deus. Pense nisso!

domingo, 29 de dezembro de 2019

Aborto: a maior causa de mortes no mundo

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Aborto: a maior causa de mortes no mundo


Cleber Montes Moreira


Um dado preocupante veiculado em vários sites e jornais no início deste ano aponta que a maior causa de mortes em 2018 foi o aborto. O Portal Aleteia publicou matéria em que afirma que até 31 de dezembro de 2018 “41,9 milhões de crianças foram mortas antes de nascer: mais que a soma de todas as mortes por câncer, aids, malária, álcool, cigarro e acidentes de trânsito.”1 Naquele ano o câncer matou 8,2 milhões de pessoas, o cigarro 5 milhões e a aids 1,7 milhão. Estima-se que para cada 33 bebês nascidos, 10 foram abortados.

Segundo a OMS, todos os anos ocorrem cerca de 40 a 50 milhões de abortos, o que corresponde a aproximadamente uma média de 125 mil abortos por dia. Estima-se que nos Estados, em 2005, quatro em cada dez gestações tenham sido interrompidas. O “abortrômetro”2 indica que devemos fechar 2019 com cerca de 43 milhões de abortos em todo o mundo.

Os militantes abortistas justificam seus esforços pela descriminalização do aborto dizendo que isso levaria à redução do próprio número de abortos, o que é uma falácia. Marlon Derosa, editor do site “Estudos Nacionais”, publicou matéria em que comprova que após a descriminalização o número de abortos aumentou em 19 países:3

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O mesmo autor, no livro “Precisamos falar sobre aborto: mitos e verdades”, no capítulo intitulado “Um panorama internacional sobre a questão do aborto”, apresenta diversos engodos da indústria do aborto para manipular estatísticas e produzir números que favoreçam seus argumentos. Segundo ele, por opção metodológica, para que o estudo não fosse passível de críticas de ferrenhos defensores da ideologia do aborto, optou-se por comparar dados do primeiro ano de aborto legal com o último valor registrado. Além disso, verificam-se muitos casos de subnotificação de abortos legais. Essas características fazem com que o aumento verificado na tabela acima esteja subdimensionado. Se usada outra metodologia, veríamos que a legalização provoca aumentos na incidência de abortos ainda maiores do que os valores demonstrados na tabela acima.”

Na Argentina um projeto de lei autorizando o aborto legal e gratuito foi aprovado pela Câmara dos Deputados em 2018, mas não passou no Senado. Porém, atual governo sinaliza com medidas que possam facilitar o aborto “não punível”. “Fernández anunciou que promoverá um novo debate sobre o aborto no Congresso, onde o bloco oficial é a primeira minoria na Câmara e o presidente tem maioria no Senado.”4

No Brasil a legislação permite que o aborto seja realizado apenas em casos de estupro, risco à vida da mãe ou anencefalia, entretanto a militância pró-aborto, a pretexto da liberdade da mulher e de seus direitos sobre seu corpo, bem como de defesa pela vida, tem defendido a descriminalização do aborto pelo menos até a 12ª semana de gestação. É o que diz matéria publicada no site Huffpost Brasil: “Pela vida de todas: Ação do PSOL pede legalização do aborto no Brasil: Partido, com assessoria da Anis, quer que a interrupção da gestação realizada por vontade da mulher até 12 semanas não seja mais crime.”5 Já o Movimento Brasil sem Aborto informa em sei site que foi lançada, no dia 5 de dezembro de 2011, a Frente Parlamentar Mista Contra o Aborto e em Defesa da Vida. A iniciativa reúne deputados e senadores e tem o objetivo de valorizar a vida desde a concepção, além de atuar contra propostas que busquem a legalização do aborto no Brasil.6

O aborto, mesmo que venha a ser desciminalizado continuará sendo o que é: assassinato, uma violação da vida como direito fundamental e inalienável. Como bem disse a Madre Teresa de Calcutá, “Eis porque o aborto é um pecado tão grave. Não somente se mata a vida, mas nos colocamos mais alto do que Deus; os homens decidem quem deve viver e quem deve morrer.” Já o poeta Mário Quintana escreveu: “O aborto não é, como dizem, simplesmente um assassinato. É um roubo… Nem pode haver roubo maior. Porque, ao malogrado nascituro, rouba-se-lhe este mundo, o céu, as estrelas, o universo, tudo. O aborto é o roubo infinito.” Concordo com Reinaldo Ribeiro quando diz que “o aborto é a soma de dois crimes, pois não se limita à atrocidade de negar luz a uma existência, como também tenta legitimar a mais bárbara dentre as covardias, chegando ao ponto de bestializar a surda e cega consciência daqueles que o aprovam!”. Não há violação maior que permitir o assassinato de indefesos ao mesmo tempo em que se coloca como vítima o matador. Pense nisso!

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1 https://pt.aleteia.org/2019/01/07/aborto-foi-a-principal-causa-de-morte-no-mundo-inteiro-em-2018/
2 https://www.worldometers.info/abortions/
3 https://www.estudosnacionais.com/7231/numeros-de-abortos-aumentam-com-a-legalizacao-confirma-levantamento-com-19-paises/
4 https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/mundo/governo-argentino-d%C3%A1-garantias-para-aborto-por-estupro-ou-risco-de-vida-1.386829
5 https://www.huffpostbrasil.com/2017/03/07/pela-vida-de-todas-acao-do-psol-pede-legalizacao-do-aborto-no-b_a_21875491/
6 https://brasilsemaborto.org/

quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

“SANTO, SANTO, SANTO…”

Imagem: Pixabay

“SANTO, SANTO, SANTO…”



Pr. Cleber Montes Moreira

E clamavam uns aos outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória.” (Isaías 6:3)


Na literatura hebraica, o uso de uma repetição é para enfatizar o que está sendo dito. A santidade de Deus é o único atributo posto desta forma, tanto em Isaías 6:3 quanto em Apocalipse 4:8. Nestas narrativas, seres celestiais cantavam “Santo, Santo, Santo, enfatizando, por meio do louvor, que Deus é Santo.

Há um hino muito conhecido, antigo, mas ainda muito entoado, cuja letra se inicia assim: “Santo! Santo! Santo!”

Embora haja, ainda, alguma menção à santidade de Deus nos cultos hodiernos, temos nós consciência de seu significado e de qual deve ser nossa postura diante deste Deus santo? Muitos louvores atuais exaltam um “deus de promessas”, um “deus de milagres”, um “deus dos impossíveis”, um “deus de cura”, um “deus de prosperidade”, ou seja, um deus formado na mente humana com base nos anseios do próprio homem: fictício, impotente, desprovido de glória e santidade, sendo sua imagem oposta ao Deus da Bíblia.

A pessoa divina tem sido tratada como um de nós, chamada, dentre outras coisas, de “o cara lá de cima” ou “velhinho”. Isso é resultado da falta da visão da glória do Deus Santo! Um povo que não conhece o Eterno não pode reverenciá-lo, nem adorá-lo em “espírito e em verdade”. É fato que Ele tem se tornado, cada vez mais, um ilustre desconhecido. Ele está presente em nossas frases, mensagens, pensamentos, orações, canções etc., todavia, como um estranho. Este é um tempo em que as pessoas têm pensamentos rasos sobre Deus: tempo de ignorância espiritual e analfabetismo bíblico, que resulta em comportamentos irreverentes e sem temor do Altíssimo.

Imagine se todos os dias pensássemos na santidade de Deus com a devida seriedade, ao ponto de sermos convencidos da busca de nossa própria santidade, movidos por um desejo ardente de resgatarmos em nós a Sua glória, ofuscada pelo pecado, como viveríamos tendo tal conhecimento? Pois bem, Deus é assim e devemos ter isso em mente constantemente. Certamente que esta consciência mudará não somente nossa forma de viver, mas, principalmente, o modo de nos relacionarmos com o Santo. Pense nisso!

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

O MAIOR RISCO

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Pr. Cleber Montes Moreira

“…prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus.” (Amós 4:12)


O mundo do jornalismo é cheio de clichês, e um deles era muito utilizado para se referir a alguém em franca recuperação após um acidente ou evento envolvendo a saúde: “Fulano não corre risco de vida”. Esta afirmação me causava certa indignação, pois a vida, embora envolva riscos, em si não é um risco, mas uma dádiva da qual ninguém, em sã consciência, quer abdicar. Com o tempo aquela frase foi substituída por “Fulano não corre risco de morte”. Um jornalista assim se expressou sobre um sobrevivente de um acidente aéreo: “Fulano não corre risco de morrer”. Ao contrário disso, todos corremos risco de morrer, seja nos aviões, no trânsito terrestre ou náutico, nos hospitais, no exercício de nossas profissões, no lazer, dentro ou fora de casa, dormindo ou acordado… Por isso, uma outra frase é bem lembrada: “Para morrer, basta estar vivo”. A vida não é um risco, mas a morte está sempre diante de nós; dela ninguém escapará, não importa o como, o onde, nem o quando, ela não faz acepção de pessoas e, às vezes, vem da maneira mais improvável.

É correto dizer que “nada é mais certo que a morte”, porém, a morte física não é de todos o maior risco. A Bíblia nos adverte sobre um risco grave e que pode ser evitado, o da morte eterna, ou seja, o da separação definitiva entre o homem e Deus. Para evitar este risco é preciso estar vigilante, fazer a confissão por Cristo como Senhor e Salvador como fruto de um arrependimento sincero, não por medo, mas pelo entendimento claro de nossa condição e da oferta do evangelho. A palavra dita à Israel, por intermédio do profeta Amós, tem um princípio que deve ser aplicado às nossas vidas: “prepara-te, ó _______________________ (seu nome), para te encontrares com o teu Deus” (Amós 4:12), pois o Deus amoroso é também justo juiz e, naquele dia, separará os bodes das ovelhas: “E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas” (Mateus 25:32). Quem nesta vida vive sem Deus, sem Ele permanecerá na eternidade, mas quem, convencido pelo Espírito Santo, livremente se submete ainda em vida ao Seu Senhorio, entra para o Seu Reino desde agora e para sempre: “Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus” (João 3:18).

A vida abundante é a grande oportunidade oferecida, porém a morte eterna não é um mero risco, mas uma realidade para quem ainda não se reconciliou com o Salvador.

Reflita em seu coração: Se a morte chegasse para você agora, onde você passaria a eternidade? No Céu com Cristo, ou separado dele e em tormento eterno? A sua condição futura depende de sua escolha agora.

A oportunidade está lançada. Jesus disse: “o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora” (João 6:37). Isso significa que você não precisa correr o risco de morrer eternamente. Pense nisso! Tome, em tempo, sua decisão!

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

“TAPA NA FEIURA”


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Pr. Cleber Montes Moreira

Tu és mais formoso do que os filhos dos homens; a graça se derramou em teus lábios; por isso Deus te abençoou para sempre.” (Salmos 45:2)

Certo homem, tendo vivido e trabalhado na roça por muitos anos, veio a mudar-se para a cidade. Era um sujeito sofrido, de aparência maltratada, vestia-se mal, faltavam-lhe alguns dentes, sua pele era castigada pelo sol. Lutava, com muita dificuldade, para sustentar sua família e proporcionar oportunidade de estudo para seus quatro filhos. Com muito sacrifício pôde vê-los formados e no mercado de trabalho. Finalmente veio a converter-se e tornou-se membro de uma igreja em seu bairro, onde era querido por todos. Com fama de honesto, logo foi procurado por um crente generoso, da mesma igreja, que não somente lhe deu uma oportunidade de emprego em sua empresa, na vigilância, bem como lhe ofereceu tratamento dentário. Os filhos, motivados pelo ocorrido, resolveram também ajudar os pais. Assim, aquele homem de aparência rude mudou seu sorriso — agora tinha dentes —, passou a vestir-se melhor e a cuidar mais do “templo do Espírito Santo” (modo como referia-se a seu corpo). Depois de algum tempo, encontrou-se com um antigo conhecido, que quase não o reconheceu. Perguntado sobre a mudança em seu aspecto, o crente, bem-humorado, respondeu ao velho amigo: “Dei um tapa na feiura.”

Muitos há que procuram os salões de beleza, cuidam das unhas, cabelos, pele, fazem tratamentos, vão aos esteticistas e até aos cirurgiões plásticos para darem um “tapa na feiura”. Mesmo aqueles que, digamos, não são feios! Nos dias atuais, cuidar da beleza é algo cada vez mais comum. Tanto homens quanto mulheres se preocupam em como melhorar a aparência.
Se buscamos uma solução para a “feiura” do corpo, por que não nos preocuparmos também com a beleza espiritual?

O ser humano ao ser criado era lindo, pois foi feito à imagem e semelhança do Pai (Gênesis 1:27). Não é sem motivo que, contemplando Sua Obra, viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom (Gênesis 1:31). Entretanto, por causa do pecado, aquilo que era bonito perdeu sua beleza, e a criatura ficou destituída da gloriosa semelhança com seu Criador: Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus (Romanos 3:23).

E agora, o que fazer? Como restaurar a beleza humana? A resposta é Cristo! O Plano de Deus para restaurar o homem é Cristo! Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos (Romanos 8:29 – grifo do autor). Ser igual a Cristo é ser belo, pois sobre ele escreveu o salmista: Tu és mais formoso do que os filhos dos homens (Salmos 45:2).

Que tal dar um “tapa na feiura”? Digo, na “feiura” espiritual. Que seu desejo seja como a letra daquele velho cântico:

Que a beleza de Cristo se veja em mim,Toda sua admirável pureza e amor.
Ó Tu, Chama Divina,
Todo meu ser refina
Té que a beleza de Cristo se veja em mim.