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quarta-feira, 11 de março de 2020

DR. DRAUZIO VARELLA: ABRAÇO, IDEOLOGIA E MILITÂNCIA

Foto: reprodução/TV Globo

DR. DRAUZIO VARELLA: ABRAÇO, IDEOLOGIA E MILITÂNCIA


Pr. Cleber Montes Moreira


Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!” (Isaías 5:20)

O abraço do Dr. Drauzio Varella na (o) transexual Suzi, cujo nome verdadeiro é Rafael Tadeu de Oliveira dos Santos, presa (o) desde 2010 por estuprar, matar e ocultar o cadáver do menino Fábio dos Santos Lemos, que à época contava com apenas 9 anos de idade, é o assunto mais comentado nas redes sociais desde a exibição, no dia 1º de março, no “Fantástico”, da matéria que tratava sobre as transexuais que vivem no sistema penitenciário.

Um pastor progressista chegou a afirmar numa de suas postagens que o “Dr. Drauzio abraçou Jesus”. Os lacradores de plantão ficaram eufóricos com o enfoque sensacionalista: vários pastores, teólogos, escritores e evangélicos de linha progressista fizeram questão de comentar o assunto sob a ótica “inclusiva” e a partir do entendimento de um “evangelho” liberal e permissivo, que em nome do “amor” e da “graça” acaba legitimando certos comportamentos. Certamente que um estuprador hétero não teria o mesmo tratamento, uma vez que seu perfil não se encaixa no padrão da emissora, da sociedade, e nem do evangelicalismo “ideologizado”.

Está claro que a matéria nada mais é que parte de esforços cada vez mais audazes para a implementação da agenda de desconstrução dos valores basilares da sociedade, que tem por objetivo impor um novo código moral em que o pecado é glamourizado. Abraçar um transexual repercute mais que abraçar um pai de família, uma “mulher do lar”, um desempregado, um mendigo ou mesmo uma criança. A prova disso é que nenhum outro abraço rendeu tantas matérias jornalísticas, textos e postagens nas redes. A questão é que dessa vez a Globo foi muito longe, o que despertou o senso crítico das pessoas de bem que se levantaram contra tal afronta ao bom senso — foi, sem dúvidas, um “tiro no pé”.

Abraçar um pecador não é algo pecaminoso. Entendam que a crítica feita aqui não é exatamente ao abraço numa pessoa que cumpre pena por causa de seu erro, e que, certamente, pela natureza de seu crime, tenha sido esquecida (a) na prisão. Até aos piores dos pecadores é dada a oportunidade de arrependimento e mudança de vida. Para Rafael, que atende por Suzi, também há esperança, desde que se arrependa, creia em Jesus Cristo como seu Salvador e passe a viver segundo os valores do reino de Deus. A questão é que este abraço vai além, é um abraço ideológico que visa difundir e normatizar um padrão. É bom lembrar que a mesma emissora já exibiu uma série jornalística em que a pedofilia foi tratada como “doença” e dito que os pedófilos sofrem muito “preconceito”. Na verdade, em minha modesta opinião, não foi o detento quem foi abraçado, mas todos quantos se adequaram a esta “nova moralidade” reprovada nas Escrituras — foi um abraço entre representantes de mentes e ideologias alinhadas, entre os que defendem um mesmo padrão moral; foi um abraço de militantes; um abraço “corporativo”. É bom lembrar que o mesmo médico, em matérias anteriores, se posicionou contra a redução da maioridade penal mesmo para homicidas e estupradores, tratando-os não como criminosos, mas como “meninos”, refletindo, como podemos perceber, a opinião da emissora.

Sobre o recente “pedido de desculpas” do Dr. Drauzio Varella e da equipe do jornalismo da Globo, sinceramente não me convence. Um caso tão grave, divulgado pela mídia na época, não pode ser desconhecido por quem está no ramo jornalístico — a menos que se trate de um profissional incompetente, o que não é o caso —. Da mesma forma que certos abraços, há “desconhecimentos” e “esquecimentos” seletivos e/ou convenientes.

Se você é bíblico, não espere receber abraços de quem é contra a fé e os valores cristãos, a menos que sejam abraços traiçoeiros, assim como o beijo de Judas. Estes afagos são para os “companheiros” de causa.

Definitivamente “o mundo está no maligno”, e coisas piores virão (1 João 5:19).



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