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sexta-feira, 10 de abril de 2020

Pró-vida ou pró-morte? OMS considera aborto como “essencial” durante pandemia de coronavírus


Com o pretexto de preservar a vida, a militância pró-aborto e eutanásia segue firme, tendo, inclusive, a OMS como braço e estrategista político


Imagem: Freepik

No sábado, dia 04, a Organização Mundial da Saúde (OMS), em declaração ao site de notícias The Daily Caller, afirmou que o aborto é considerado um serviço essencial durante a pandemia de coronavírus: “os serviços relacionados à saúde reprodutiva são considerados parte dos serviços essenciais durante o surto de COVID-19 […]. As escolhas e os direitos das mulheres aos cuidados de saúde sexual e reprodutiva devem ser respeitados, independentemente da mulher ter ou não uma infecção por COVID-19 suspeita ou confirmada […] Isso inclui métodos contraceptivos, cuidados de saúde de qualidade durante e após a gravidez e o parto e aborto seguro em toda a extensão da lei.”

Engana-se quem pensa que a Organização Mundial da Saúde é uma entidade que se preocupa com a defesa e proteção da vida. Na verdade a OMS serve a interesses ideológicos que defendem, dentre outras coisas, o aborto. Para a OMS o aborto não é considerado “causa de morte” — tanto que não consta como tal nas estatísticas —, mas como “direitos das mulheres aos cuidados de saúde sexual e reprodutiva” que devem ser respeitados.

Em 2014, o Departamento de Saúde Reprodutiva da OMS elaborou um documento intitulado “Abortamento seguro: Orientação técnica e políticas para sistemas de saúde”1, com orientações “seguras” para o assassinato de criança em diversos estágios da gravidez, o que contraria a Declaração Universal dos Direitos Humanos que diz que “Todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal”2 (Artigo 3º — grifo do autor).

O documento considera a necessidade de políticas “para estabelecer ou fortalecer serviços de atenção para o abortamento seguro”. O termo “abortamento seguro” sugere o abortamento legal, ou seja, a permissão para matar — descriminalização do aborto — e com financiamento público. Trata como parte dos “direitos humanos das mulheres” o abortamento induzido: “O tratamento emergencial das complicações pós-abortamento é fundamental para diminuir as mortes e as lesões decorrentes do abortamento inseguro, mas não pode substituir a proteção da saúde das mulheres e os direitos humanos que o abortamento induzido oferece, com amparo legal e sem riscos” (grifo do autor). O documento defende que “os serviços de abortamento devem estar integrados ao sistema de saúde, seja como serviços públicos ou através de serviços sem fins de lucro, financiados com fundos públicos, para que lhes seja reconhecida a condição de serviços de saúde legítimos e para proteger as mulheres e os profissionais de saúde do preconceito e a discriminação”. Ainda que a “disponibilidade de instalações e profissionais capacitados disponíveis para toda a população se revela essencial para garantir o acesso a serviços de abortamento sem riscos.” (consulte especialmente as páginas 63 e 64).

Nos Estados Unidos e na Europa, principalmente, enquanto a grande mídia exibe em seus noticiários matérias sobre coronavírus, criando pânico e provocando histeria na população, militantes fazem pressão para a flexibilização do aborto e da eutanásia. Na Itália, o aborto e a eutanásia são considerados serviços essenciais. Nos países onde o suicídio assistido é legal, há esforços para normatizar a entrega de comprimidos letais pelos correios: o paciente faria uma consulta por teleconferência e o médico prescreveria os comprimidos letais que seriam entregues na casa do cliente. Há denúncias de que em certos lugares estão sendo realizados abortos assistidos em casa, por causa do isolamento social. O aborto e a eutanásia tem se tornado um negócio lucrativo, além de atender às políticas de controle populacional.

Kim Callinan, do movimento pró eutanásia na América, afirmou que “a atual crise do Covid-19 oferece uma nova oportunidade para o suicídio assistido”. O lobby da morte tenta aprovar uma lei para que o paciente, por meio de uma consulta online, tenha a receita com prescrição de drogas letais sem a necessidade de ser examinado presencialmente por médicos e psicólogos. A lei também trataria de critérios para a entrega das drogas em domicílio.3

Enquanto a Organização Mundial da Saúde recomenda o isolamento social com o pretexto de preservar a vida, a militância pró-aborto e eutanásia segue firme, tendo, inclusive, a entidade como braço e estrategista político.

Recomendo a leitura do artigo de Benedetta Frigerio (jornalista e bacharel em Ciências Políticas pela Universidade Católica de Milão), que pode ser acessado aqui.
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domingo, 29 de março de 2020

Imprensa, Coronavírus, Histeria e Hipocrisia

Não podemos esperar comoção coletiva, medidas e campanhas eficazes, engajamento da mídia e outros esforços quando a hipocrisia é o comportamento mais comum numa sociedade “politicamente correta”

Imagem: Pixabay



Cleber Moreira


Praticamente o mundo inteiro mudou a rotina por causa da pandemia do novo coronavírus. Muitos países adotaram medidas, algumas extremas, de isolamento social. Escolas fecharam, igrejas suspenderam os cultos presenciais, agências bancárias reduziram o atendimento, o comércio foi afetado, e vários hábitos comportamentais tiveram que ser revistos. No Brasil, em algumas cidades, idosos acima de 60 anos estão sendo multados por saírem de casa, em outras têm ocorrido até casos de confisco de máscaras, respiradores e outros itens, suspendendo assim o direito de ir e vir do cidadão e violando outras garantias constitucionais.
Empresas estão demitindo, as bolsas fechando em queda, dólar aumentando, pessoas estocando alimentos e artigos de higiene, sendo que em alguns lugares já há desabastecimento. Enquanto o governo adota medidas para combater o coronavírus, minimizar perdas econômicas, garantir empregos e acalmar a população, a mídia sensacionalista promove pânico e histeria. Não é sem razão que o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, passou o seguinte recado para os brasileiros:
“Desliguem um pouco a televisão. Às vezes ela é tóxica demais. Há quantidade de informações e, às vezes, os meios de comunicação são sórdidos porque eles só vendem se a matéria for ruim. Publicam o óbito, nunca vai ter que as pessoas estão sorrindo na rua. Senão, ninguém compra o jornal. Todo mundo tem que se preparar, inclusive a imprensa. Se não for assim, vai trazer mais estresse à população.”

Logo a Rede Globo rebateu o que considerou ser uma crítica de Mandetta à imprensa para “agradar o presidente”.

Os noticiários divulgam constantemente dados sobre a pandemia. Há até serviços onde os internautas podem acompanhar, em tempo real, estatísticas sobre a Covid-19. Um exemplo é o mapa online1, criado pela Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, que reúne informações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e de outras instituições de vários países sobre a doença. Segundo a ferramenta, até o momento em que escrevo, o número de pessoas infectadas em todo o mundo é de 718.685, as mortes somam 33.881, e número de curados é de 149.076 pessoas.

As informações, como divulgadas, sobre o novo coronavírus podem assustar. De fato o vírus tem uma taxa de letalidade maior entre pessoas idosas, o que faz com que apenas na Itália, até agora, sejam contabilizados 10.779 óbitos. Entretanto, imagine se tivéssemos informações em tempo real sobre mortes por outras doenças e causas como o câncer, a aids, o álcool, o cigarro, acidentes de trânsito, etc. Segundo o site Wordmeter2, neste ano, até o momento, morreram no mundo 14.315.908 pessoas, sendo que apenas hoje ocorreram 136.700 mortes. E pode acreditar, diante destes números, o percentual de mortes por Covid-19 é ínfimo.

Segundo o ranking criado pela OMS, a partir dos dados coletados em 2016, as dez principais causas de morte no mundo são, por ordem: cardiopatia isquêmica, acidente vascular cerebral (AVC), doença pulmonar obstrutiva crônica, infecções das vias respiratórias inferiores, alzheimer e outras demências, câncer de pulmão, traqueia e brônquios, diabetes mellitus, acidentes de trânsito, doenças diarreicas e tuberculose.3 Uma matéria de 2018 revelou que morrem, anualmente, cerca de 1,25 milhão de pessoas no mundo por acidentes de trânsito.4 Entretanto, a divulgação destes dados, quando não ignorados pela mídia, não causa histeria na população.

A morte é tema que incomoda muita gente, principalmente quando ela não acontece de modo natural. Por isso há comoção social neste tempo de pandemia. Ninguém quer morrer, nem ver seus amigos e familiares, sejam crianças, jovens, adultos ou idosos, morrerem por Covid-19. Por isso, por ser uma enfermidade nova, com a qual ainda estamos aprendendo lidar, talvez seja compreensível — não justificável — o quadro de histeria coletiva que se desenha no momento.

Se é para haver comoção — e histeria —, que tal pensarmos num tipo de causa que mata cerca de 40 a 50 milhões de pessoas anualmente, segundo a OMS, e que este ano, até o momento, já provocou quase 11 milhões de óbitos em todo o mundo? Que tal a imprensa divulgar estes dados em tempo real, abordar o tema nos noticiários e outros programas, orientar o povo e cobrar das autoridades medidas que atenuem este quadro? Que tal debates e campanhas educativas no rádio, na TV, na internet e espaços públicos sobre a questão? Que tal os políticos tomarem medidas e criarem leis que impeçam a matança? Infelizmente não podemos esperar comoção coletiva, medidas e campanhas eficazes, engajamento da mídia e outros esforços, pois quando o assunto é a morte de indefesos, o aborto, a hipocrisia é o comportamento mais comum numa sociedade focada no “politicamente correto”. Tudo o que temos são vozes solitárias e grupos considerados “conservadores”, “retrógrados”, “fundamentalistas” etc., que inconformados com a degradação social insistem na crença e prática de valores outrora exaltados, hoje rejeitados pelo senso comum.


IMPORTANTE: Este artigo pode ser compartilhado desde que citada a fonte e informado o link desta página.
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2 https://www.worldometers.info/br/ (acessado em 29 de março de 2020)

sexta-feira, 20 de março de 2020

Bayer doa três milhões de comprimidos de malária para os EUA para uso potencial contra o coronavírus


O coronavírus é o assunto predominante nos noticiários em todo o mundo. Empresas farmacêuticas e de biotecnologia estão trabalhando intensamente em substâncias ativas que tratem pessoas com COVID-19. Uma dessas substâncias é a “Resochin” da Bayer.


Em matéria publicada em seu site nesta quinta-feira, dia 19 de março, a Reuters informou que a Bayer doou 3 milhões de comprimidos do medicamento “Resochin” ao governo dos EUA para uso no tratamento do COVID-19.

Em sua conta no Twitter a empresa publicou: “Os médicos consideram o Resochin (fosfato de cloroquina) da Bayer como um tratamento promissor para pacientes graves com coronavírus.”

A “Resochin”, feita de fosfato de cloroquina com eficácia comprovada contra a malária, está sendo avaliada também na China para uso no tratamento do COVID-19, a doença causada pelo coronavírus.

A Bayer informou que a empresa está trabalhando junto com as agências americanas para conseguir autorização para o uso do medicamento nos USA.

O presidente Donald Trump, em uma entrevista coletiva, pediu aos reguladores de saúde dos Estados Unidos que acelerem possíveis terapias como o “Remdesivir”, da Gilead Sciences, e o medicamento antimalárico genérico hidroxicloroquina, destinado ao tratamento do COVID-19.