Pastor Cleber

“EU ESTOU CONVOSCO…”

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“EU ESTOU CONVOSCO…”

Pr. Cleber Montes Moreira

“Disseram-lhe, pois, seus irmãos: Sai daqui, e vai para a Judeia, para que também os teus discípulos vejam as obras que fazes. Porque não há ninguém que procure ser conhecido que faça coisa alguma em oculto. Se fazes estas coisas, manifesta-te ao mundo. Porque nem mesmo seus irmãos criam nele.” (João 7:3-5)

Aqueles que são chamados por Deus para uma Obra especial nem sempre são devidamente compreendidos. Certa ocasião, recebemos em nossa igreja um casal que se preparava para deixar o Brasil para atuar como missionários na Ucrânia. O esposo, que é engenheiro e trabalhava para uma multinacional, afirmou ter sido questionado por várias pessoas sobre como alguém poderia deixar uma carreira tão promissora, um emprego tão rentável, o conforto de seu lar, familiares, amigos e tantas outras coisas para ganhar pouco, ter que aprender um novo idioma, se adaptar a uma nova cultura e ainda correr riscos.

Tenho recebido notícias de jovens que deixaram tudo, foram para a África, para a Ásia, para o Oriente, para trabalhar em lugares tão distantes, em meio a povos tão diferentes e, muitas vezes, em meio ao perigo, enquanto, normalmente, a maioria sonha com o sucesso profissional e a estabilidade financeira. Como conquistar a compreensão dos pais, de irmãos, de amigos e, quando casado, do cônjuge? Os pais sempre sonham com o sucesso dos filhos e, para eles, sucesso não é exatamente atender ao Chamado divino. Este é também o modo de pensar de muitas esposas, esposos, irmãos, amigos… Os irmãos de Jesus, por exemplo, não compreendiam sua missão nem a natureza de seu ministério. Eles sugeriram ao Senhor que se “manifestasse ao mundo”, segundo R. N. Champlin “porque qualquer grande profeta, especialmente o Messias, deveria ter um ministério em Jerusalém” — talvez quisessem se beneficiar de sua fama, penso eu. Pedro também, por sugestão maligna, intentou dissuadi-lo a deixar o caminho da cruz (Mateus 16:22).

Se você tem um chamado especial para servir a Cristo, não espere compreensão nem apoio do mundo. Às vezes o apoio não virá nem mesmo dos seus, das pessoas mais próximas. Por vezes se sentirá incompreendido, e até solitário. Digo, profundamente solitário! Mas, lembre-se: nem mesmo os irmãos de Jesus creram nele. Entenda que cumprir o “IDE” do Senhor não é algo que nos coloca numa zona de conforto. Contudo, Ele não te abandonará, e a recompensa pelo engajamento na Obra será eterna. Não desanime! Procure revigorar suas energias e encontrar forças naquele que te chamou. Siga adiante! Há muito o que fazer! Quando sentir-se solitário, lembre-se que Ele prometeu: “e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mateus 28:20).

Você não está sozinho. Pense nisso!

OBSTÁCULOS AJUDAM A CRESCER

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OBSTÁCULOS AJUDAM A CRESCER


Pr. Cleber Montes Moreira

“Não só isso, mas também nos gloriamos nas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz perseverança; a perseverança, um caráter aprovado; e o caráter aprovado, esperança. E a esperança não nos decepciona, porque Deus derramou seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que ele nos concedeu.” (Romanos 5:3-5 – NVI)


O escritor Mark Victor Hansen disse: “Não espere até que tudo esteja perfeito. Nunca estará tudo bem. Sempre haverá desafios e obstáculos. E daí? Comece agora. A cada passo dado, você estará mais forte, mais habilidoso, mais confiante e mais bem-sucedido”.

C. H. Spurgeon afirmou com razão: “Muitos homens devem a grandeza da sua vida aos obstáculos que tiveram que vencer”. São justamente os obstáculos que nos ajudam a crescer. Ao se deparar com adversidades, tenha em mente que nada é fruto do acaso, mas que Deus tem nisso um propósito: você está sendo fortalecido, e seu caráter está sendo forjado. As árvores não reclamam do vento, mas se fortalecem com ele. Os peixes não murmuram contra as correntezas, mas as seguem utilizando de sua força, ou nadam contra elas para lugares próprios para desovas no período da reprodução. Desafios fazem parte da vida; quem foge deles não se supera nem alcança o sucesso. Pense nisso, tenha bom ânimo, e siga em frente. Há sempre uma obra a realizar!

A SOBERBA OU A ALEGRIA?

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A SOBERBA OU A ALEGRIA?


Pr. Cleber Montes Moreira

“E saindo o pai, instava com ele. Mas, respondendo ele, disse ao pai: eis que te sirvo há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos.” (Lucas 15:29 – grifo do autor)


Observem a alegação do filho mais velho: ele reclama que era obediente, que jamais transgredira um só mandamento de seu pai e, mesmo assim, este dava mais atenção e despendia mais cuidados para com o filho desobediente. Este comportamento ilustra a conduta dos escribas e fariseus, relatada no verso 2: “E os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo: Este recebe pecadores, e come com eles”. Segundo o Dicionário Bíblico Moody, pecadores refere-se “ao povo das ruas para o qual os fariseus olhavam com desdém por que não conhecia a Lei”. Eles reclamavam que Jesus dava atenção aos “pecadores”, inclusive aos publicanos, os ensinava e comia com eles. Eles não admitiam que a missão do Cristo é “buscar e salvar o que está perdido” (Lucas 19:10), que veio para os doentes e não para os que se acham sãos, conforme o Senhor mesmo explica: “Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento” (Marcos 2:17).

É lamentável quando alguém se vê no pódio da espiritualidade, no auge da santificação, acima de todos e em condições de desprezar os demais pecadores. Esta soberba religiosa indica justamente o contrário do que aparenta ser: em vez de elevada espiritualidade, profundidade no pecado!

O escritor e pensador Helgir Girodo disse: “Toda pessoa arrogante, soberba e altiva não aceita ser corrigida, visto que não deseja ser mudada por um comportamento superior, porque já possui um espírito de conduta inferior que a satisfaz”. Assim eram e agiam os escribas e fariseus! Diferentemente, o “humilde de espírito” está sempre apto para ser corrigido, arrepender-se e entrar para o Reino de Deus. Enquanto o soberbo diz “nunca transgredi um mandamento teu”, o humilde ora: “Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!” (Lucas 18:13). O primeiro é repreendido, o segundo encontra perdão. O primeiro se afoga nas águas do orgulho, o segundo imerge na graça e emerge da morte para a vida.

Ao invés da soberba dos religiosos, alegremo-nos com os céus pelos pecadores que se arrependem (v. 7), considerando que somos participantes da mesma graça e que fomos alcançados pelo amor do Pai quando éramos “ainda pecadores” (Romanos 5:8).

O MAIOR TESOURO

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O MAIOR TESOURO



Pr. Cleber Montes Moreira

“Então Pedro, tomando a palavra, disse-lhe: Eis que nós deixamos tudo, e te seguimos; que receberemos?” (Mateus 19:27)


Muitas pessoas compreendem o evangelho como uma fórmula mágica para enriquecimento material e satisfação da vontade e anseios humanos. Há até quem ouse tentar barganhar com o Senhor: “Se Deus me curar…”, “Se Deus ouvir minha oração…”, “Se Deus me der um emprego…”, “Se Deus me der um carro novo…”, “Se Deus me ajudar nos estudos…”, “Se Deus restaurar minha família…”, Se Deus fizer isso ou aquilo “prometo passar a crente”, “prometo ser um dizimista fiel” etc. Mas o Poderoso não abriu um balcão de negócios no qual se pode trocar bênçãos temporais por promessas humanas. O ser humano, em seu estado de miséria, não está em condições de negociar com Deus, bastando-lhe somente a abundante graça, sem a qual está perdido.

O contexto do texto lido nos fala de um jovem rico que estava tão apegado às riquezas temporais que não podia servir a Cristo. Assim também estão todos os que colocam seu coração neste mundo, esperando no Senhor apenas para esta vida, esquecendo-se de que é necessário buscar o reino de Deus em primeiro lugar (Mateus 6:36). Para aqueles que assim se comportam, eis o que Paulo diz: “Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens” (1 Coríntios 15:19).

Ao contrário daquele jovem, rico, mas, do ponto de vista espiritual, miserável, os discípulos deixaram tudo para seguir o Mestre. Literalmente, tudo! E, que recompensa tem os que assim fazem? E nós que “deixamos tudo, e te seguimos; que receberemos?”, perguntou Pedro. A resposta do Senhor foi: “E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou terras, por amor de meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna” (Mateus 19:29). Que riqueza pode ser maior que a vida eterna? A saúde, o emprego, a família, bens materiais? Nada é maior e mais precioso que a salvação, oferecida graciosamente.

O evangelho não é barganha. Para entrar para o reino de Deus é preciso deixar de amar o mundo e de se preocupar deliberadamente com as coisas seculares. Quem quer ganhar o mundo acaba perdendo a própria vida: “Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?” (Mateus 16:26). Por isso Jesus disse que “é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus” (Mateus 19:24). Quem tem seu coração no mundo está perdido, mas quem, por amor a Cristo, renuncia ao mundo “receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna”. E este é o maior tesouro que alguém pode encontrar. Pense nisso!

AMAR O MUNDO OU AMAR A DEUS?

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AMAR O MUNDO OU AMAR A DEUS?



Pr. Cleber Montes Moreira

“Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.” (1 João 2:15)


A exortação bíblica é clara — “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há” —, entretanto, para interpretarmos bem o texto, precisamos definir o que é o mundo. O mundo, citado por João, é o sistema secular, organizado, que age contra Deus e se opõe à Sua Obra e propósitos. É neste sentido que “todo o mundo está no maligno” (1 João 5:19), isto é, debaixo da influência daquele que é chamado de “príncipe deste mundo” (João 16:11) e que “opera nos filhos da desobediência” (Efésios 2:2), ou seja, nos que estão no mundo. Portanto, o mundo é inimigo do bem e aqueles que se conformam com ele estão nas trevas e sob o domínio de Satanás. É a este mundo, ou sistema, governado pelo diabo que não devemos amar. Quem ama o mundo e o que ele oferece ainda não conhece o Pai.

O amor ao mundo se manifesta, na prática, de diversas formas: apego ao dinheiro, consumismo desenfreado, materialismo, imoralidades, paixões pecaminosas, prazeres ilícitos, má administração do tempo, falta de amor pelas pessoas, valores e prioridades invertidas, corrupção e tantas outras coisas. É claro que todos nós precisamos de trabalho, dinheiro, estabilidade e temos tantas outras necessidades enquanto no mundo, porém, quando estimamos demasiadamente tais coisas, elas deixam de ser bênção e se transformam em maldição. É o mesmo princípio descrito por Paulo quando escreveu a Timóteo: “Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” (1 Timóteo 6:10). O dinheiro pode ser bênção ou maldição, dependendo de onde estiver o coração do homem. O amor ao mundo e ao que ele oferece causa males e sofrimentos.

Quem ama o mundo um dia não terá o que amar, pois “o mundo e a sua cobiça passam” (1 João 2:17 – NVI), e aí tudo terá sido em vão. Porém, aquele que ama a Deus e permanece nele ama o Eterno, e as riquezas que Ele dá, ao contrário das riquezas temporais, não perecem.

Amar o mundo ou amar a Deus? Pense nisso e faça sua escolha.