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Aborto: a maior causa de mortes no mundo

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Aborto: a maior causa de mortes no mundo


Cleber Montes Moreira


Um dado preocupante veiculado em vários sites e jornais no início deste ano aponta que a maior causa de mortes em 2018 foi o aborto. O Portal Aleteia publicou matéria em que afirma que até 31 de dezembro de 2018 “41,9 milhões de crianças foram mortas antes de nascer: mais que a soma de todas as mortes por câncer, aids, malária, álcool, cigarro e acidentes de trânsito.”1 Naquele ano o câncer matou 8,2 milhões de pessoas, o cigarro 5 milhões e a aids 1,7 milhão. Estima-se que para cada 33 bebês nascidos, 10 foram abortados.

Segundo a OMS, todos os anos ocorrem cerca de 40 a 50 milhões de abortos, o que corresponde a aproximadamente uma média de 125 mil abortos por dia. Estima-se que nos Estados, em 2005, quatro em cada dez gestações tenham sido interrompidas. O “abortrômetro”2 indica que devemos fechar 2019 com cerca de 43 milhões de abortos em todo o mundo.

Os militantes abortistas justificam seus esforços pela descriminalização do aborto dizendo que isso levaria à redução do próprio número de abortos, o que é uma falácia. Marlon Derosa, editor do site “Estudos Nacionais”, publicou matéria em que comprova que após a descriminalização o número de abortos aumentou em 19 países:3

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O mesmo autor, no livro “Precisamos falar sobre aborto: mitos e verdades”, no capítulo intitulado “Um panorama internacional sobre a questão do aborto”, apresenta diversos engodos da indústria do aborto para manipular estatísticas e produzir números que favoreçam seus argumentos. Segundo ele, “por opção metodológica, para que o estudo não fosse passível de críticas de ferrenhos defensores da ideologia do aborto, optou-se por comparar dados do primeiro ano de aborto legal com o último valor registrado. Além disso, verificam-se muitos casos de subnotificação de abortos legais. Essas características fazem com que o aumento verificado na tabela acima esteja subdimensionado. Se usada outra metodologia, veríamos que a legalização provoca aumentos na incidência de abortos ainda maiores do que os valores demonstrados na tabela acima.”

Na Argentina um projeto de lei autorizando o aborto legal e gratuito foi aprovado pela Câmara dos Deputados em 2018, mas não passou no Senado. Porém, atual governo sinaliza com medidas que possam facilitar o aborto “não punível”. “Fernández anunciou que promoverá um novo debate sobre o aborto no Congresso, onde o bloco oficial é a primeira minoria na Câmara e o presidente tem maioria no Senado.”4

No Brasil a legislação permite que o aborto seja realizado apenas em casos de estupro, risco à vida da mãe ou anencefalia, entretanto a militância pró-aborto, a pretexto da liberdade da mulher e de seus direitos sobre seu corpo, bem como de defesa pela vida, tem defendido a descriminalização do aborto pelo menos até a 12ª semana de gestação. É o que diz matéria publicada no site Huffpost Brasil: “Pela vida de todas: Ação do PSOL pede legalização do aborto no Brasil: Partido, com assessoria da Anis, quer que a interrupção da gestação realizada por vontade da mulher até 12 semanas não seja mais crime.”5 Já o Movimento Brasil sem Aborto informa em sei site que foi lançada, no dia 5 de dezembro de 2011, a Frente Parlamentar Mista Contra o Aborto e em Defesa da Vida. A iniciativa reúne deputados e senadores e tem o objetivo de valorizar a vida desde a concepção, além de atuar contra propostas que busquem a legalização do aborto no Brasil.6

O aborto, mesmo que venha a ser desciminalizado continuará sendo o que é: assassinato, uma violação da vida como direito fundamental e inalienável. Como bem disse a Madre Teresa de Calcutá, “Eis porque o aborto é um pecado tão grave. Não somente se mata a vida, mas nos colocamos mais alto do que Deus; os homens decidem quem deve viver e quem deve morrer.” Já o poeta Mário Quintana escreveu: “O aborto não é, como dizem, simplesmente um assassinato. É um roubo… Nem pode haver roubo maior. Porque, ao malogrado nascituro, rouba-se-lhe este mundo, o céu, as estrelas, o universo, tudo. O aborto é o roubo infinito.” Concordo com Reinaldo Ribeiro quando diz que “o aborto é a soma de dois crimes, pois não se limita à atrocidade de negar luz a uma existência, como também tenta legitimar a mais bárbara dentre as covardias, chegando ao ponto de bestializar a surda e cega consciência daqueles que o aprovam!”. Não há violação maior que permitir o assassinato de indefesos ao mesmo tempo em que se coloca como vítima o matador. Pense nisso!

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1 https://pt.aleteia.org/2019/01/07/aborto-foi-a-principal-causa-de-morte-no-mundo-inteiro-em-2018/
2 https://www.worldometers.info/abortions/
3 https://www.estudosnacionais.com/7231/numeros-de-abortos-aumentam-com-a-legalizacao-confirma-levantamento-com-19-paises/
4 https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/mundo/governo-argentino-d%C3%A1-garantias-para-aborto-por-estupro-ou-risco-de-vida-1.386829
5 https://www.huffpostbrasil.com/2017/03/07/pela-vida-de-todas-acao-do-psol-pede-legalizacao-do-aborto-no-b_a_21875491/
6 https://brasilsemaborto.org/

“SANTO, SANTO, SANTO…”

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“SANTO, SANTO, SANTO…”



Pr. Cleber Montes Moreira

“E clamavam uns aos outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória.” (Isaías 6:3)


Na literatura hebraica, o uso de uma repetição é para enfatizar o que está sendo dito. A santidade de Deus é o único atributo posto desta forma, tanto em Isaías 6:3 quanto em Apocalipse 4:8. Nestas narrativas, seres celestiais cantavam “Santo, Santo, Santo…”, enfatizando, por meio do louvor, que Deus é Santo.

Há um hino muito conhecido, antigo, mas ainda muito entoado, cuja letra se inicia assim: “Santo! Santo! Santo!”

Embora haja, ainda, alguma menção à santidade de Deus nos cultos hodiernos, temos nós consciência de seu significado e de qual deve ser nossa postura diante deste Deus santo? Muitos louvores atuais exaltam um “deus de promessas”, um “deus de milagres”, um “deus dos impossíveis”, um “deus de cura”, um “deus de prosperidade”, ou seja, um deus formado na mente humana com base nos anseios do próprio homem: fictício, impotente, desprovido de glória e santidade, sendo sua imagem oposta ao Deus da Bíblia.

A pessoa divina tem sido tratada como um de nós, chamada, dentre outras coisas, de “o cara lá de cima” ou “velhinho”. Isso é resultado da falta da visão da glória do Deus Santo! Um povo que não conhece o Eterno não pode reverenciá-lo, nem adorá-lo em “espírito e em verdade”. É fato que Ele tem se tornado, cada vez mais, um ilustre desconhecido. Ele está presente em nossas frases, mensagens, pensamentos, orações, canções etc., todavia, como um estranho. Este é um tempo em que as pessoas têm pensamentos rasos sobre Deus: tempo de ignorância espiritual e analfabetismo bíblico, que resulta em comportamentos irreverentes e sem temor do Altíssimo.

Imagine se todos os dias pensássemos na santidade de Deus com a devida seriedade, ao ponto de sermos convencidos da busca de nossa própria santidade, movidos por um desejo ardente de resgatarmos em nós a Sua glória, ofuscada pelo pecado, como viveríamos tendo tal conhecimento? Pois bem, Deus é assim e devemos ter isso em mente constantemente. Certamente que esta consciência mudará não somente nossa forma de viver, mas, principalmente, o modo de nos relacionarmos com o Santo. Pense nisso!

O MAIOR RISCO

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Pr. Cleber Montes Moreira

“…prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus.” (Amós 4:12)


O mundo do jornalismo é cheio de clichês, e um deles era muito utilizado para se referir a alguém em franca recuperação após um acidente ou evento envolvendo a saúde: “Fulano não corre risco de vida”. Esta afirmação me causava certa indignação, pois a vida, embora envolva riscos, em si não é um risco, mas uma dádiva da qual ninguém, em sã consciência, quer abdicar. Com o tempo aquela frase foi substituída por “Fulano não corre risco de morte”. Um jornalista assim se expressou sobre um sobrevivente de um acidente aéreo: “Fulano não corre risco de morrer”. Ao contrário disso, todos corremos risco de morrer, seja nos aviões, no trânsito terrestre ou náutico, nos hospitais, no exercício de nossas profissões, no lazer, dentro ou fora de casa, dormindo ou acordado… Por isso, uma outra frase é bem lembrada: “Para morrer, basta estar vivo”. A vida não é um risco, mas a morte está sempre diante de nós; dela ninguém escapará, não importa o como, o onde, nem o quando, ela não faz acepção de pessoas e, às vezes, vem da maneira mais improvável.

É correto dizer que “nada é mais certo que a morte”, porém, a morte física não é de todos o maior risco. A Bíblia nos adverte sobre um risco grave e que pode ser evitado, o da morte eterna, ou seja, o da separação definitiva entre o homem e Deus. Para evitar este risco é preciso estar vigilante, fazer a confissão por Cristo como Senhor e Salvador como fruto de um arrependimento sincero, não por medo, mas pelo entendimento claro de nossa condição e da oferta do evangelho. A palavra dita à Israel, por intermédio do profeta Amós, tem um princípio que deve ser aplicado às nossas vidas: “prepara-te, ó _______________________ (seu nome), para te encontrares com o teu Deus” (Amós 4:12), pois o Deus amoroso é também justo juiz e, naquele dia, separará os bodes das ovelhas: “E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas” (Mateus 25:32). Quem nesta vida vive sem Deus, sem Ele permanecerá na eternidade, mas quem, convencido pelo Espírito Santo, livremente se submete ainda em vida ao Seu Senhorio, entra para o Seu Reino desde agora e para sempre: “Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus” (João 3:18).

A vida abundante é a grande oportunidade oferecida, porém a morte eterna não é um mero risco, mas uma realidade para quem ainda não se reconciliou com o Salvador.

Reflita em seu coração: Se a morte chegasse para você agora, onde você passaria a eternidade? No Céu com Cristo, ou separado dele e em tormento eterno? A sua condição futura depende de sua escolha agora.

A oportunidade está lançada. Jesus disse: “o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora” (João 6:37). Isso significa que você não precisa correr o risco de morrer eternamente. Pense nisso! Tome, em tempo, sua decisão!

“TAPA NA FEIURA”


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Pr. Cleber Montes Moreira

“Tu és mais formoso do que os filhos dos homens; a graça se derramou em teus lábios; por isso Deus te abençoou para sempre.” (Salmos 45:2)

Certo homem, tendo vivido e trabalhado na roça por muitos anos, veio a mudar-se para a cidade. Era um sujeito sofrido, de aparência maltratada, vestia-se mal, faltavam-lhe alguns dentes, sua pele era castigada pelo sol. Lutava, com muita dificuldade, para sustentar sua família e proporcionar oportunidade de estudo para seus quatro filhos. Com muito sacrifício pôde vê-los formados e no mercado de trabalho. Finalmente veio a converter-se e tornou-se membro de uma igreja em seu bairro, onde era querido por todos. Com fama de honesto, logo foi procurado por um crente generoso, da mesma igreja, que não somente lhe deu uma oportunidade de emprego em sua empresa, na vigilância, bem como lhe ofereceu tratamento dentário. Os filhos, motivados pelo ocorrido, resolveram também ajudar os pais. Assim, aquele homem de aparência rude mudou seu sorriso — agora tinha dentes —, passou a vestir-se melhor e a cuidar mais do “templo do Espírito Santo” (modo como referia-se a seu corpo). Depois de algum tempo, encontrou-se com um antigo conhecido, que quase não o reconheceu. Perguntado sobre a mudança em seu aspecto, o crente, bem-humorado, respondeu ao velho amigo: “Dei um tapa na feiura.”

Muitos há que procuram os salões de beleza, cuidam das unhas, cabelos, pele, fazem tratamentos, vão aos esteticistas e até aos cirurgiões plásticos para darem um “tapa na feiura”. Mesmo aqueles que, digamos, não são feios! Nos dias atuais, cuidar da beleza é algo cada vez mais comum. Tanto homens quanto mulheres se preocupam em como melhorar a aparência.
Se buscamos uma solução para a “feiura” do corpo, por que não nos preocuparmos também com a beleza espiritual?

O ser humano ao ser criado era lindo, pois foi feito à imagem e semelhança do Pai (Gênesis 1:27). Não é sem motivo que, contemplando Sua Obra, “viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom” (Gênesis 1:31). Entretanto, por causa do pecado, aquilo que era bonito perdeu sua beleza, e a criatura ficou destituída da gloriosa semelhança com seu Criador: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:23).

E agora, o que fazer? Como restaurar a beleza humana? A resposta é Cristo! O Plano de Deus para restaurar o homem é Cristo! “Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (Romanos 8:29 – grifo do autor). Ser igual a Cristo é ser belo, pois sobre ele escreveu o salmista: “Tu és mais formoso do que os filhos dos homens…” (Salmos 45:2).

Que tal dar um “tapa na feiura”? Digo, na “feiura” espiritual. Que seu desejo seja como a letra daquele velho cântico:

Que a beleza de Cristo se veja em mim,Toda sua admirável pureza e amor.
Ó Tu, Chama Divina,
Todo meu ser refina
Té que a beleza de Cristo se veja em mim.

FILHOS OU CRIATURAS?

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FILHOS OU CRIATURAS?


Pr. Cleber Montes Moreira

“Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome.” (João 1:12)


Por tradição, a maioria pensa que “todos são filhos de Deus”. Porém, a Bíblia nos ensina algo diferente: há uma distinção entre criaturas e filhos. O Eterno criou todas as coisas, conforme nos ensina em Sua Palavra: “Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis…” (Colossenses 1:16), o que, obviamente, inclui os seres humanos. João, no evangelho que leva seu nome, nos esclarece que alguém se torna filho de Deus somente pela fé em Cristo como Senhor e Salvador de sua vida: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome”. Estes não “nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus” (João 1:12,13), ou seja, não se trata de um nascimento natural, mas espiritual.

Nicodemos era um homem bom, religioso e, imagino, sincero, honesto, praticante de boas obras etc. Certa noite ele foi até Jesus. Seu coração estava, provavelmente, ansioso por encontrar algo especial, algum sentido para a vida, que não estava nas práticas religiosas, nem em suas boas obras. Ele era criatura, e não filho. Com todas as suas virtudes, ainda era um perdido. Por isso, Jesus, olhando em seus olhos, disse: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (João 3:3). Ele ainda não havia entendido, e então perguntou ao Mestre: “Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?” (João 3:4). O Senhor, cheio de amor, respondeu: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito” (João 3:5,6). Aqui está a diferença! A criatura é nascida da carne, concebida em pecado, e por isso está perdida (Salmos 51:5). Já os filhos, porque nasceram do Espírito, estão salvos e pertencem ao reino eterno. E mais: “E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e coerdeiros de Cristo…” (Romanos 8:17). Note: Somente os filhos são herdeiros do Pai!

Os filhos possuem o DNA do pai, e por isso se pode comprovar a paternidade (João 842 e 44). No âmbito espiritual é assim: Porque somos filhos de Deus, recriados pelo poder do Espírito, mediante o milagre do novo nascimento, fomos feitos à Sua imagem e semelhança. Isso quer dizer que, espiritualmente, possuímos o “DNA” do Criador. Temos com Ele uma relação direta, de parentesco. Nossa natureza foi feita segundo a Sua natureza; como Pedro nos ensina, somos “participantes da natureza divina” (2 Pedro 1:4). Sim, Deus nos projetou para sermos “conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (Romanos 8:29). Por isso, não andamos mais conforme o curso deste mundo, mas guiados pelo Espírito Santo (Leia Efésios 2:1-3), crescendo a cada dia, até que atinjamos nosso alvo: a “medida da estatura completa de Cristo” (Efésios 4:13).

Reflita em seu íntimo: Você é filho ou criatura? O que indica sua natureza? Você já experimentou o novo nascimento? Se pudesse ser feito um teste de “DNA espiritual”, quem seria declarado seu pai?