Pastor Cleber

Amar é trair, segundo novela global "Viver a Vida" diz Revista "Isto é"

A novela do horário nobre da Rede Globo é um elogio à infidelidade e quer fazer crer que a sociedade endossa a traição. Nela a mola do dia a dia é trair. Amar é trair. O certo é trair. O que está em jogo na crítica ao festival de traições de “Viver a Vida” não são posições moralistas, mas, isso sim, o elogio à perversidade.

Está longe de ser a regra, mas pode acontecer de um médico apaixonar-se por uma paciente. Então, de duas, uma: ou ele se centra em sua condição de especialista e técnico, respeita a ética profissional e tira a moça da cabeça, ou a encaminha a algum colega para seguir com o tratamento. Esse é o procedimento recomendado pela Organização Mundial da Saúde e exigido pelo Conselho Federal de Medicina no País. Mais raro ainda é médico e paciente descobrirem sentimentos amorosos concomitantes e recíprocos, embora haja um ou outro caso que virou notícia, deu em casamento e o casal foi viver a vida – a vida real.

Mas há outro “Viver a Vida”, esse na televisão e no horário nobre, que está na novela da Rede Globo escrita por Manoel Carlos. Nela, a mola do dia a dia é trair. Amar é trair. O certo é trair. E o affair entre médico e paciente se torna mais esquisito e leviano porque alimenta não um triângulo amoroso próprio dos folhetins, mas, isso sim, um polígono de traições que o novelista, aos 77 anos, decidiu impor ao telespectador. Só há libido na trama se houver traição. Em “Viver a Vida”, o termômetro desse conturbado universo do desejo bate nos 40 graus do absurdo quando estão na tela a personagem Luciana, uma cadeirante interpretada por Alinne Moraes, e o personagem doutor Miguel, papel desempenhado pelo ator Mateus Solano – além do médico, ele também interpreta na novela o seu irmão gêmeo, o arquiteto Jorge.

Não bastasse a escorregada do doutor no campo da ética profissional, quis Manoel Carlos, ainda, que os dois personagens fossem comprometidos com outros parceiros. Ou seja: Miguel trai uma personagem que sofre de bulimia alcoólica e Luciana trai o próprio irmão de Miguel. Deu? Tem mais. Mais traição e mais medicina. A médica Ariane (interpretada por Christine Fernandes) está apaixonada pelo marido de uma paciente com câncer.

O que está em jogo na crítica ao festival de traições de “Viver a Vida” não são posições moralistas, mas, isso sim, o elogio à perversidade. Ainda que se force a barra e se reconheça na doente um sentimento de extremo altruísmo nos momentos em que ela incentiva o marido a se atirar nos braços da médica, tanto ela, médica, quanto ele, marido, portam-se de forma essencialmente egoísta – na verdade, os três vivem um perverso jogo de sentimentos ambíguos e projetados, característicos da traição. Fica claro, por exemplo, que os “pombinhos-corvinhos” estão somente à espera do falecimento da enferma para dividir a cama. A dela. Entre outros personagens, essa espera inexiste: o protagonista Marcos (José Mayer) está traindo Helena (Taís Araújo) com a própria amiga dela, Dora (Giovanna Antonelli), que é hóspede na casa dos dois. Dora, por sua vez, engana o namorado, Maradona – tanto que está grávida e não sabe quem é o pai. A ode à traição e confusão não para aí: Helena também trai o marido com o personagem Bruno (Thiago Lacerda). Mais uma vez, deu? Tem mais: o advogado Gustavo (Marcello Airoldi) passa para trás a sua mulher, Betina (Letícia Spiller), saindo com a prima dela, a jornalista Malu (Camila Morgado). Esses casos, somados a outros tantos de infidelidade, talvez deixassem envergonhados os dramaturgos William Shakespeare de “Hamlet” e Nelson Rodrigues de “Perdoa-me por me traíres”.

Há, porém, um oceano a separá-los de Maneco, carinhoso apelido dado ao novelista: eles jamais chegaram nem chegariam a tal ponto de banalidade. Na novela, trair e ser traído é o ato mais normal do mundo e ela pressupõe que a sociedade adote o adultério como padrão regular de comportamento. Com certeza, “Viver a Vida” traiu a si mesma: os índices do Ibope despencam. É a pior audiência do horário nos últimos dez anos (média de 34,7 pontos na Grande São Paulo). A professora de dramaturgia da Universidade de São Paulo Renata Pallottini acredita que o excesso de relações extraconjugais afaste mesmo o público: “Pode ser que uma boa parte da audiência esteja reagindo a essas manifestações de leviandade.” Manoel Carlos garante que “esse tipo de comportamento é bem mais comum do que pode parecer”.

Estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro mostra que 60% dos homens e 47% das mulheres se confessam infiéis. A julgar pela inconstância dos personagens de Maneco, no entanto, ele deve crer que esses índices são bem maiores: em pouco mais de 120 capítulos, o novelista pôs na tela 13 casos de infidelidade. Para a psicóloga carioca Ana Maria Fonseca Zampieri, a novela está “descortinando a questão da infidelidade e mexendo com a família porque traição é um tema tabu”. Ela adverte, no entanto, para o risco das generalizações: “Muitos homens e mulheres morrem fiéis.”

Em “Viver a Vida”, esses homens e mulheres leais são espécie em extinção. Na trama existe até uma defensora da prática do adultério: a personagem Alice (Maria Luisa Mendonça), que dá força ao romance de Helena e seduziu o namorado da filha de uma amiga. Taís Araújo, que faz Helena, defende a sua personagem: “Ela se encantou por Bruno porque esse homem representa tudo o que uma mulher pode perder em seu casamento: a liberdade e o direito de trabalhar.” Só que Helena não sabe que Bruno é filho de seu marido com outra mulher. Resta saber como reagirá quando descobrir isso. Traidoras e traidores gostam de trair, mas será que gostam igualmente de se verem traídos? Os gregos, sobretudo em “Medeia” (Eurípides, século V a.C.), trataram de forma genial – e definitiva – a dramaticidade dessa questão-limite e não achavam que viver a vida fosse ludibriar a confiança alheia.

Por Antonio Carlos Prado

Fonte: Revista Isto É – Edição 2101

Fonte: http://www.folhagospel.com/htdocs/modules/news/article.php?storyid=13017

http://www.vigiai.net/news.php?readmore=1208

INICIAMOS BEM O ANO DO EVANGELISMO

Iniciamos muito bem este ano cuja ênfase denominacional é o evangelismo. Nosso primeiro impacto aconteceu nestes dias 14 a 17 de janeiro, quando recebemos os irmãos coreanos da Igreja Missionária Oriental do Rio de Janeiro. Foram dias maravilhosos estes quando o evangelho de Jesus Cristo foi anunciado de forma muito especial.


Na Congregação no bairro do Castelo foi realizada uma EBF com a participação de muitas crianças. É interessante destacar que as crianças convidadas tiveram um comportamento diferente e especial, com certeza pela forma de realizar o trabalho de nossos irmãos orientais. Os pequeninos aprenderam muitas canções novas, ouviram a mensagem do amor de Deus adaptadas à sua condição de aprendizado, assistiram a filmes, brincaram, receberam lanches e presentes. Com certeza uma obra maravilhosa foi realizada nestes coraçõezinhos durante estes dias.


No campo da Congregação no bairro Pe. Humberto Lindelauf foram realizadas visitas em várias casas e também divulgação do trabalho pelas ruas. Debaixo de muito sol e calor nossos irmãos coreanos, juntamente com alguns de nossa Congregação, levaram convites e a Palavra de Deus a pessoas que, ao meu ver, estavam ávidas por uma palavra de amor e conforto. Nos deparamos com situações diversas, de gente carente, sofrida, ansiosa... Chamou-me a atenção o sentimento de amor de nossos irmãos que, literalmente choraram com as situações que encontraram. Destaco o caso de uma residência em que encontramos uma criancinha de 9 meses com hidrocefalia, cuja mãe passa por grande sofrimento. Lá nossos irmãos oraram e derramaram lágrimas, bem como levaram, por meio da Palavra de Deus, conforto e esperança àquela mãe. Em outra residência encontramos uma senhora com problemas de saúde em decorrência de um acidente doméstico, quando um tipo de ácido foi derramado sobre seu corpo. Ali também nossos irmãos coreanos demonstraram seu amor, oraram pedindo a Deus ajuda para aquela senhora, distribuíram convites e calendários com textos bíblicos. À noite, durante os cultos na sede da Congregação, vários dos que visitamos e encontramos pelas ruas estiveram presentes. Muitos dos visitantes, creio, estiveram ali pela primeira vez. A semente foi plantada, oremos a Deus para que ela germine, cresça e frutifique.


Na convivência com os irmãos, cuja cultura é bem diferente da nossa, pude perceber alguns aspectos que precisamos exercitar: (1)demonstração efetiva de amor pelos perdidos. Sem isso a igreja não realiza um evangelismo eficaz; (2)disciplina e resolução. Nossos irmãos foram sempre pontuais e realizaram suas tarefas com dedicação e determinação; (3)as crianças sempre agiram com docilidade, agrado e palavrinhas mágicas na ponta da língua. Fiquei pensando que precisamos investir mais na formação de nossos pequeninos; (4)os irmãos coreanos sempre proferiam um “obrigado”, seja em português ou no idioma coreano, por ocasião do café da manhã, do almoço, jantar e em outros momentos.


Não poderia deixar de agradecer aos irmãos que colaboraram para o êxito deste trabalho. Destaco aqueles que trabalharam na cozinha, com amor e dedicação, dando suporte aos que saíam no calor e sol para pregar o evangelho. Sem essa equipe maravilhosa o trabalho não alcançaria resultados tão importantes. Também registro o trabalho que as irmãs e irmãos da Congregação no Castelo, junto aos funcionários da Creche Clamor, realizaram. Não poderia me esquecer daqueles que, somando-se aos irmãos coreanos, agendaram visitas, deixaram suas tarefas seculares e saíram às ruas para realizar o trabalho. Também foi importante a presença daqueles que estiveram na sede da PIBI, ajudando e dando atenção aos nossos visitantes orientais. Que Deus abençoe a todos, para que tenhamos uma igreja de visão evangelística aguçada, crentes dedicados e sempre voluntários para que a Obra de nosso Senhor seja realizada com alegria e gere frutos que glorifiquem a Deus.


Pr. Cleber Montes Moreira

Evangelismo da PIBI.

Fonte: www.pibi.com.br

O DESAFIO DE RESTAURAR VALORES CRISTÃOS NA FAMÍLIA


Pr. Cleber Montes Moreira



Texto: Lucas 15.8-9

INTRODUÇÃO: vivemos num mundo em constante transformação, o que não significa evolução do ponto de vista bíblico. Muitas vezes os avanços trazem consequências drásticas e prejuízos incalculáveis. O progresso, sobretudo o tecnológico, deu ao ser humano a sensação de independência de Deus. Isto contribuiu grandemente para a soberba, a autoconfiança, o individualismo, a materialização e falência dos valores. “Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos” (Rm 1.22). Sendo seu próprio deus, o ser humano se achou no direito de inventar valores próprios, deturpando a moral e a ética, priorizando aquilo que lhe dá prazer em detrimento do que é reto. A formula é simples: eu quero eu posso; eu posso eu quero. A humanidade pode atingir o solo da Lua, explorar Marte, fabricar chuvas, transformar espécies geneticamente, bem como criar seu próprio sistema ético-moral. “Não dependemos mais de Deus”, dizem. “Mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador...” e em decorrência disso “Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si”, e “os abandonou às paixões infames” (Rm 1.24,25-26). Como no tempo do apóstolo Paulo, esta é também uma “geração corrompida e perversa” (Fl 1.15). Uma geração entregue à consequência de seus atos, pois “tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6.7). O pecado está tão generalizado que o próprio Jesus indaga: “Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?” (Lc 18.8). Entendo que os sofrimentos, decepções, pavores e todo o mal que assola a humanidade é fruto de seu abandono de Deus.
A tragédia da vida sem Deus se dá tanto individual como coletivamente. A família sofre as consequências de uma decadência generalizada, o que faz lembrar a civilização pré-diluviana: “Comiam, bebiam, casavam, e davam-se em casamento...” (Lc 17.27) vivendo dissolutamente como se não tivessem que prestar contas a Deus. Mas, o resultado foi “até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio, e os consumiu a todos” (Lc 17.27).
A família de Noé foi desafiada a iniciar uma nova colonização da terra, pois era a única que ainda preservava os valores morais, éticos e espirituais revelados por Deus. Penso que as famílias cristãs tem a missão de transformar o mundo com tais valores. No entanto, necessitam resgatá-los primeiramente no seu próprio contexto, uma vez que o “secularismo”, o “mundanismo” as tem afetado drasticamente.
Este é um momento de manifestarmos nossos cuidados com a família, de resgatarmos valores perdidos e nos acharmos em condições de cumprirmos a missão de Deus. É para isso que ainda estamos aqui, para cumprirmos Seus propósitos! É por isso que refletiremos sobre o desafio de restaurar os valores cristãos na família.

ENTENDENDO O TERMO
Comecemos pelo significado do termo usado: 'restaurar' significa reparar, recuperar, consertar, pôr em bom estado, restabelecer (…); Sendo assim, o desafio proposto aqui é recuperar, consertar, restabelecer os valores cristãos.
Observemos o texto: “Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma, não acende a candeia, varre a casa e a procura diligentemente até encontrá-la? E, tendo-a achado, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque achei a dracma que eu tinha perdido” (Lc. 15.8-9).
  1. O PERIGO DO DESCUIDO: Jesus falou de algo que foi perdido dentro de casa, não na rua ou em outro lugar. Atualmente muitos valores tem sido perdido dentro dos lares, tais como amor, respeito, carinho, compreensão, dedicação, comunhão, paz, boa administração do tempo, diálogo, cultivo da vida devocional, meditação na Palavra de Deus, oração em família etc. Tais valores se perdem facilmente quando se deixa de ter a devida atenção.
    Provavelmente aquela mulher perdeu sua moeda num momento de distração ou descuido. Ela a deixou cair, ou simplesmente rolou de onde estava colocada. Não sabemos exatamente como se deu a perda. Os valores aos quais nos referimos também se perdem por falta de cuidado e atenção. Quando membros da família perdem a atenção acontecem grandes prejuízos: brigas, infidelidade, imoralidades, divórcio, abalos emocionais, rebeldia, filhos nas drogas... a lista parece não ter fim!
    Hoje nos distraímos facilmente com coisas que achamos incapazes de interferir na vida familiar: trabalho demasiado que subtrai o tempo; a TV assumindo papel preponderante na deformação do caráter e valores; absorção de conceitos mundanos por se acreditar que “isso não tem nada a ver”; consumismo desenfreado que tira o foco do que é mais importante...
  1. ACENDENDO A CANDEIA: a candeia era uma “lâmpada formada por um recipiente de barro ou de folha, munida de um bico pelo qual passa a extremidade de um pavio, que se enche com óleo para queimar”. Talvez a figura mais próxima de nós seja a lamparina de querosene, ainda usada em lugares onde não há eletricidade. A candeia era a “lâmpada” usada na época de Jesus.
    A candeia, por emitir luz, metaforicamente representa a Palavra de Deus, que é a luz da vida. A falta dessa luz é causa de erros, pois Jesus mesmo disse “Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus” (Mt 22.29).
    Para resgatar o “valor” perdido a mulher teve que acender a luz, sem a qual ficaria praticamente impossível a busca. A Palavra (revelação) de Deus, personificada em Jesus (“Eu sou a luz do mundo” – Jo 5.12) é indispensável como referência para a vida. São os ensinos de Jesus que dão luz para os que buscam encontrar a Verdade. Quem segue Seus ensinos “não tropeça, porque vê a luz deste mundo” (Jo 11.9). Tais ensinos trazem valores que precisamos vivenciar também em nossos lares. Se em seu lar estes valores estão perdidos, somente com a Luz de Jesus poderão ser restaurados. Acenda a candeia!
  1. USANDO A VASSOURA: a casa da mulher estava suja, e as sujeiras poderiam ocultar a moeda que procurava, sendo então necessário varrer e vasculhar tudo cuidadosamente. Não sabemos como a sujeira penetrou naquela casa, mas, normalmente, ela entra pelas janelas, portas, e sem ser convidada. Ela se acumula nos cantos, em baixo dos móveis e tapetes e se espalha por toda a casa. Em termos espirituais ele entra por meio dos olhos, ouvidos, sentimentos, por janelas e portas da mente e do coração; pela TV e por influências maléficas de pessoas sem o temor de Deus com as quais convivemos. Essa sujeira se acumula sobre valores que vão se perdendo aos poucos. Sempre digo que o diabo impõe seus (des)valores gradativamente, sorrateiramente, de forma muito sutil.
    Depois da Luz da compreensão espiritual, percebe-se a necessidade da limpeza. Por onde começar?
    (1) varra da sua mente o conceito de que “isso não tem nada a ver”, pois ele é a porta principal de entrada de tudo aquilo que não presta e atrapalha a sua vida. Esta frase representa a filosofia de vida de quem não quer compromisso com Deus e se dispõe a aceitar o domínio do pecado em sua vida;
    (2) varra de sua mente todos os conceitos contrários à Palavra de Deus. Este é um tempo em que a sociedade transforma o bem em mal e o mal em bem, o certo em errado e o errado em certo, a justiça em injustiça e a injustiça em justiça... os conceitos da “nova moralidade” conflitam com os ensinos da Palavra de Deus e não podem ser tolerados por quem quer seguir a Cristo. Portanto, se há em sua mente algum pensamento, alguma crença, filosofia ou “achismo” que conflita com os valores do evangelho, precisa ser urgentemente varrido! Esta é uma faxina que não pode esperar!
    (3) varra de seu coração todo e qualquer sentimento contrário aos princípios do evangelho. Sentimentos destrutivos não são apenas o ódio, a inveja, a cobiça etc., existem outros que você precisa reconhecer;
    (4) varra de sua vida a simpatia por coisas pecaminosas.
    Ilustração: um mal hábito que tenho é o de guardar papéis que acho que podem servir no futuro, mas que ficam lá nas gavetas e prateleiras por anos, até que percebo sua inutilidade e então faço, de vez em quando, uma faxina. Jogo fora cartas, jornais, revistas, folhas impressas de coisas que na verdade só ocuparam espaço e não serviram para nada. Quando eu era criança comecei uma coleção de tampinhas de garrafas de refrigerante. Elas eram variadas: tampinhas de Coca-cola com desenhos da Disney, de Mineirinho com desenhos de animais, entre outras. A coleção crescia mais e mais, de forma que já não havia como guardar tudo. Aquilo não servia absolutamente para nada, mas um sentimento inexplicável me impedia de jogá-las fora. Demorei muito e foi muito difícil me livrar daquele “lixo”, porém quando o fiz me senti aliviado. Quantos guardam algum lixo até por algum apego sentimental? No meu bairro uma pessoa conserva uma brasília velha, verde, com insufilme e um som possante. O carro deve gastar muito, a lataria precisa de remendos, não tem valor comercial, mas é cuidado com sentimento: um lixo que custa caro pra manter!
    Vamos exemplificar: (a) tem gente que sabe que as telenovelas trazem grande malefício, mas não conseguem abandonar o vício; (b) ainda falando sobre as novelas, concordo que muita gente toma partido por uma esposa, ou esposo com seu adultério, ou por um caso homossexual, ou por um bandido com cara de mocinho (…). Muitos se alegram, vibram e até choram com cenas e histórias que conflitam com os valores cristãos; (c) a pornografia; (d) palavreado “mundano”; (e) vícios como “beber socialmente”. Pastoreei uma igreja na qual havia um membro que fumava escondido; (f) coisas consideradas como “pecadinhos”; (g) apatia e omissão diante de realidades que normalmente causariam indignação ao crente; (…). Quem tem simpatia pelo pecado está pecando. Pecado não se tolera, se erradica!
    Depois de fazer sua “higiene pessoal”, conscientize os demais membros de sua família a que façam o mesmo. Assim sua casa (lar), com a cooperação de cada membro, ficará limpa!
  1. SENDO DILIGENTE: ser diligente é ser zeloso, cuidadoso, dedicado, criterioso naquilo que faz. A mulher sabia que para encontrar sua drácma precisava ser diligente. Muitas vezes não encontramos algo por não procurarmos direito. Assim também devemos agir no esforço de resgatarmos os valores do evangelho em nossos lares. Se formos relapsos em nossa relação com Deus, no cultivo de hábitos sadios, na vigilância, na devoção, na santidade (…), não obteremos sucesso. Quantas vezes fazemos mal feito o que deveríamos fazer com dedicação?! Quantas vezes deixamos para amanhã aquilo é urgente?! Quantos postergam o seu compromisso com Deus?! A negligência sempre causa prejuízos incalculáveis!
  2. SENDO PERSEVERANTE: “até encontrá-la” descreve a busca incansável daquela mulher, a sua determinação e perseverança. Muitas vezes queremos atingir alvos sem muito labor, sem muita oração, sem muito empenho... É comum a expectativa por resultados imediatos, numa sociedade onde as transformações acontecem rapidamente. No entanto, transformações profundas necessitam muito esforço. De vez em quando ouço testemunhos do tipo “orei trinta anos pela conversão de meu esposo”.
    A perseverança é ensinada por Jesus. Foi Ele quem disse: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á” (Mt 7.7-8).
    Vejo que as famílias necessitam de transformações profundas e urgentes, mas que não acontecerão sem perseverança. Se não nos dedicarmos mais à oração, à busca da santidade de vida, ao conhecimento de Deus e Sua vontade, ao bem-estar e se não lutarmos em favor de nossas famílias não chegaremos a lugar algum. Pergunto: (1) o que a esposa crente será capaz de fazer para ganhar seu esposo incrédulo?; (2) o que pais crentes serão capazes de fazer para ganhar seus filhos para Cristo?; (3) o que você será capaz de fazer para proteger sua família da ação do diabo?; (4) o que você será capaz de fazer para cultivar a comunhão no lar?; (5) para tudo o que necessita sua família, até onde você é capaz de ir ou o que você é capaz de fazer?
  1. O QUE NECESSITA SER RESGATADO? O texto fala de algo que foi perdido e encontrado depois. Creio que cada família deve responder à pergunta após avaliação da sua própria condição, mas no geral precisamos resgatar: (1) sentimentos como amor, respeito, perdão, carinho (…); (2) a vida devocional (leitura bíblica, reflexão, oração); (3) valores éticos e morais; (4) unidade; (…).
  2. DESFRUTANDO ALEGRIAS: os valores do evangelho produzem alegrias. Eles são a vontade de Deus para nossas vidas. A observação destes valores contribuem para a felicidade humana. Ninguém é feliz se não estiver dentro da Vontade de Deus. O resgate dos valores cristãos irá produzir alegria em toda a família. Quão bom é dizer “eu e minha casa serviremos ao Senhor”. Os salmos 127 e 128 retratam o resultado de observar os ensinos divinos na vida familiar. O marido cristão trará alegrias à sua esposa, assim como a esposa cristã trará alegrias ao seu marido. Pais cristãos contribuem para o sucesso e felicidade de seus filhos. Filhos cristãos, praticantes dos valores bíblicos, darão alegrias aos pais.

CONCLUSÃO:
O rei Josias teve papel importante na restauração do culto à Deus no V.T. Durante a reforma do templo fora encontrado um livro, talvez o pentateuco, ou precisamente o livro de Deuteronômio (2º Rs 22.8). O livro, que estava perdido no templo, foi levado e lido na presença do rei. Após ouvir atentamente a sua leitura, o rei conclui que Israel estava em rebelião contra Deus, pois “nossos pais não deram ouvidos às palavras deste livro” (2º Rs 22.13). Então, além de comandar uma reforma no templo, o rei Josias iniciou uma reforma espiritual que culminou no avivamento de Israel, e resgatou valores antes esquecidos. O culto a Deus foi restaurado!
Creio que assim como Deus usou Josias para restaurar o culto em Israel, poderá usar você, como membro de sua família, para iniciar um avivamento espiritual que resulte no resgate dos valores cristãos em seu lar. Isso precisa começar com o uso da Palavra de Deus. Talvez a Palavra esquecida numa gaveta, pedida em algum lugar, ou até desprezada... Sua família não poderá viver um intenso relacionamento com Deus sem que Sua Palavra seja lida, amada e vivida. Só por meio dela que valores cristão podem ser restaurados, tanto individual como coletivamente!

OBS.: Sermão pregado na Congregação Batista no Bairro Pe. Humberto Lindelauf em 25/04/2009

DESCAMINHO DAS ÍNDIAS


Enquanto uma novela conquista o público, difundindo o hinduísmo, a maioria dos telespectadores não tem noção da realidade dessa religião, que está por trás da maior parte das idéias da Nova Era.

Quando os deuses se enganam

O que pensar de um deus que corta a cabeça de um menino por engano e em troca lhe dá uma cabeça de elefante? Deuses que se enganam são deuses vãos. Eles não são confiáveis. Mesmo assim, têm adoradores que se sacrificam por eles:

Na revista alemã Der Spiegel apareceu a história de um adolescente indiano de 16 anos que decidiu fazer uma oferenda singular ao deus Shiva[1]. Sua peregrinação ao templo Trinath em Rourkela, na Índia, durou dez semanas. “Você jamais será alguém na vida!”, costumava dizer seu pai. Aswini Patel andava sempre sozinho e não era muito popular na escola, nem entre as crianças da vizinhança. Em casa, ele tinha de escutar acusações constantes de ser pouco inteligente e preguiçoso. Finalmente, ele decidiu não ouvir mais as ordens de ninguém. Ele decidiu que iria ouvir somente aos deuses. Aswini era especialmente fascinado por Shiva, o deus de muitos braços. Foi Shiva que, por engano, cortou a cabeça do filho de sua mulher. Em troca, deu-lhe uma cabeça de elefante. Assim surgiu um novo deus, chamado Ganesha. Essa história impressionou muito a Aswini.

No começo de maio de 2008, depois de uma viagem penosa, o jovem finalmente chegou ao templo cinzento de Shiva. Tirou uma lâmina de barbear de seu bolso, olhou bem para o pequeno deus de pedra e murmurou: “Senhor Shiva”. Aí estendeu sua língua e cortou um pedaço dela, depositando-o como oferenda ao lado da estátua do seu ídolo. Seu grito de dor chamou a atenção da esposa de um sacerdote, que o socorreu. Algum tempo depois, a polícia levou Aswini ao hospital, onde foi imediatamente operado. Quando seu pai chegou no dia seguinte, só abraçou seu filho. Não o xingou nem o repreendeu pelo que tinha feito. Apenas disse que o rapaz era maluco e que tudo iria ficar bem. Os médicos explicaram que Aswini voltaria a falar em alguns meses e que o resto de sua língua iria se readaptar para articular as palavras.

A Bíblia deixa bem claro: “Que digo, pois? Que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Ou que o próprio ídolo tem algum valor? Antes, digo que as coisas que eles sacrificam, é a demônios que as sacrificam e não a Deus; e eu não quero que vos torneis associados aos demônios” (1 Co 10.19-20).

É muito triste que um jovem de origem humilde tenha feito algo assim. Desprezado pelos conhecidos, impelido pelas religiões ao seu redor, movido pela esperança de uma vida melhor e em busca de atenção e afeto, Aswini se dispôs a um sacrifício dolorido. Mas, por trás desse gesto está toda a cruel realidade do demonismo, da fúria destrutiva de Satanás, de seu engano e de suas impiedosas mentiras.

O jovem fez uma longa viagem e se dispôs a sacrificar um pedaço de sua língua a um deus que, por engano, cortou a cabeça do filho de sua mulher, dando-lhe em troca uma cabeça de elefante. Que deus é esse que se engana dessa forma e nem percebe estar matando seu próprio enteado? Na verdade, esses ídolos não são capazes de coisa nenhuma, pois não podem absolutamente nada, nem mesmo agir por engano:

“No céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada. Prata e ouro são os ídolos deles, obra das mãos de homens. Têm boca e não falam; têm olhos e não vêem; têm ouvidos e não ouvem; têm nariz e não cheiram. Suas mãos não apalpam; seus pés não andam; som nenhum lhes sai da garganta. Tornem-se semelhantes a ele os que os fazem e quanto nelesconfiam" (SL 115:3-8)

O demonismo que está por trás dos ídolos é que impele as pessoas a atos tresloucados como o desse jovem indiano. Muitos sofrem com compulsões demoníacas por buscarem sua salvação nos lugares errados, ao invés de procurarem auxílio em Deus, que se revelou em Jesus Cristo e quer ajudar a cada um em qualquer situação.

Como é diferente desses falsos deuses aquilo que Pedro diz de Jesus: “Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna” (Jo 6.68). Suas palavras poderiam ser transcritas assim: “Senhor, a quem poderíamos nos dirigir? Teria de haver alguém maior do que Tu! Mas não há ninguém. Tua grandeza suprema se mostra não em símbolos nem em sinais e milagres, mesmo que estes Te acompanhem, mas naquilo que Tu dizes e com o que Tu nos dás pela Tua Palavra. Tu tens as palavras da vida eterna, essa é a grande diferença. Ninguém do mundo visível ou invisível pode tentar comparar-se contigo. Ninguém é mais importante, mais consistente ou mais significativo do que Tu, e ninguém pode dar o que Tu dás. Diante de Ti todos os grandes deste mundo somem na insignificância. Por isso, está fora de questão para quem iremos e a quem nos dirigiremos com todo o nosso ser”.

No lugar de tentarmos ofertar alguma coisa a Deus tentando agradá-lO, foi Ele que se ofereceu em sacrifício através de Jesus Cristo (2 Co 5.18-19). Por meio desse sacrifício em nosso lugar recebemos o perdão dos nossos pecados e uma vida santificada, além de sermos considerados aperfeiçoados diante de Deus, em Jesus:

Perdão: “...agora... ao se cumprirem os tempos, se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de si mesmo, o pecado” (Hb 9.26).

Santificação: “Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas” (Hb 10.10).

Perfeição: “Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados” (Hb 10.14).


Quem aceita, de forma pessoal, pela fé, o sacrifício de Jesus, passa a usufruir de todo o agrado de Deus: “pois eles mesmos, no tocante a nós, proclamam que repercussão teve o nosso ingresso no vosso meio, e como, deixando os ídolos, vos convertestes a Deus, para servirdes o Deus vivo e verdadeiro e para aguardardes dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos, Jesus, que nos livra da ira vindoura” (1 Ts 1.9-10).

Fonte: Norbert Lieth - chamada.com.br.

PROJETO SERVO/2009 - PARANÁ

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INSCRIÇÕES,EM: http://www.batistasparana.org.br/servo/ficha.htm