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sexta-feira, 20 de julho de 2018

AMIGOS OU BAJULADORES?

amigos


Cleber Moreira

Quem repreende o próximo obterá por fim mais favor do que aquele que só sabe bajular.” (Provérbios 28:23 – NVI).


A ideia do texto é a de um homem repreendendo o outro. Não se trata de uma repreensão insana, mas ponderada, coerente e para o bem. Isso ocorre quando um pai adverte o filho, quando um amigo instrui o outro, quando um professor ensina o aluno que erra a fazer certo, sempre na intenção de seu bem-estar.

A maneira como reagimos às repreensões diz muito sobre quem somos. O néscio é amigo dos bajuladores, mas o instruído considera os que falam sinceramente, ainda que a princípio suas palavras possam produzir algum desapontamento e tristeza. Um falso elogio tem efeito oposto: produz alegria, eleva a autoestima, encoraja, mas é sempre um ato de hipocrisia que em nada coopera para o bem, podendo até contribuir para o fracasso. Uma boa crítica nos leva ao aperfeiçoamento, mas a lisonja pode produzir cegueira. É por isso que uma crítica construtiva vale mais que um falso elogio, e o sábio sabe disso.

Para o tolo a repreensão é um agravo, mas para o entendido uma é demonstração sincera de amizade que deve ser entendida como um auxílio em seu aprimoramento. Quem quer o nosso bem não nos bajula, mas fala sinceramente. Pense nisso, e considera quem são os verdadeiros amigos.

Feliz Dia do Amigo!

domingo, 4 de março de 2018

SARA, MULHER DE FÉ

abraao


Pr. Cleber Montes Moreira


“Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei (…). E tomou Abrão a Sarai, sua mulher…” (Gênesis 12:1 e 5a)


Abraão está entre os personagens mais importantes da Bíblia. É o patriarca de Israel. Deus o chamou de sua terra para abençoá-lo e fazer dele uma grande nação, por meio da qual enviaria o Messias ao mundo. A trajetória desse homem fez com que ele ficasse conhecido como o “Pai da Fé”, e por isso seu nome está, ao lado de outros, na lista dos heróis da fé encontrada em Hebreus, capítulo 11. Porém, hoje, não quero falar de Abraão, mas de Sara. Se ele pôde ser chamado de “Pai da fé”, o que dizer de sua esposa? 

Quando Deus chama um homem para militar em Sua Obra, convoca também sua mulher. É com ela que ele tem que contar, obter apoio, compreensão, encorajamento e ajuda. Sem o auxílio da esposa, nenhum ministro pode realizar um trabalho plenamente digno de sua vocação. Dizem que “Por trás de um grande homem sempre há uma grande mulher”. Se considerarmos o valor desta afirmação, poderemos também dizer: Por trás de todo grande homem de Deus sempre há uma grande mulher de Deus. Assim sendo, por trás de um excelente pastor, missionário, evangelista etc., sempre haverá uma mulher de Deus dando todo suporte necessário, sendo também participante do mesmo ministério. 

Billy Graham, um dos maiores evangelistas da história do cristianismo, reconheceu o companheirismo de sua esposa, Ruth Bell Graham. Sobre ela, ele afirmou: “Ruth foi minha parceira de vida, e fomos chamados por Deus como uma equipe. Ninguém mais poderia ter carregado o peso que ela carregou. Ela foi uma parte vital e integral de nosso ministério, e meu trabalho através dos anos teria sido impossível sem o encorajamento e ajuda dela”. E sobre Sara, o que diria Abraão?

Embora humana e tão falha como todos nós, há algo muito especial em Sara. O escritor bíblico diz: “Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia” (Hebreus 11:8). Destaco que Abraão saiu sem saber para onde ia. Ele obedeceu e foi, sem saber para onde, pela fé, e Sara foi com ele. Aqui está sua grande virtude: Ela foi com seu marido, sem saber para onde ia, o que demonstra que ela era uma mulher cheia de fé. Talvez você, leitor, ainda não tenha percebido a grandeza da atitude daquela esposa, então, quero ajudá-lo a refletir melhor sobre isso: Que tipo de esposa, hoje, deixaria o convívio de seus parentes, o conforto de sua casa, sua cidade, talvez emprego e outras coisas importantes, e seguiria seu esposo para cumprir o chamado divino sem ao menos saber onde? Aqui está o segredo da fé! Não afirmamos sempre que “fé é crer no invisível”? Que mulher, hoje, ousaria crer e ser companheira de todas as horas de um homem de Deus que sai sem saber para onde? Isso somente é possível pela fé. Se Abraão foi o “Pai da Fé”, Sara foi, no mínimo, uma grande mulher de fé.

Infelizmente, hoje, pessoas como Abraão e Sara são poucas. A maioria quer do Senhor algumas garantias para, somente depois disso, servi-lo. É a secularização do ministério, a ausência da fé genuína, o apego ao temporal em detrimento do reino de Deus que desencadeia tal comportamento. Que Deus tenha misericórdia de nós e nos dê mais servos como Abraão e Sara. Amém!

domingo, 13 de agosto de 2017

NOSSO PAI ESTÁ SEMPRE PRESENTE

cruz


Pr. Cleber Montes Moreira


“E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos.” (Mateus 28:20 – NVI).

Aquela foi a primeira tentativa de Lucas. Antes ele havia treinado por muito tempo em sua bicicletinha com “rodinhas”, agora, sem elas, contava com a ajuda do pai. Ele o incentivava segurando, empurrando e aparando-o quando perdia o equilíbrio. Foram várias tentativas. Falhou uma, duas, três, quatro, e muitas outras vezes.  Ficou cansado, pensou que naquele dia não conseguiria, queria desistir, mas o pai não. Não importava quantas vezes Lucas falhasse, quantas vezes tivesse de ajudá-lo a equilibra-se, quantas vezes tivesse que tentar, ali estaria com a mesma disposição. Ele não desistiria!

Por que geralmente não agimos assim com as pessoas? Não temos tempo nem paciência, não suportamos quando falham, não pronunciamos uma palavra de conforto, de encorajamento, de perdão… não disponibilizamos uma nova oportunidade, uma chance para uma nova tentativa. 

Pessoas falham. Pedro falhou com Jesus. Ele fez uma promessa que não cumpriria, a de jamais abandonar o seu Mestre: “Ainda que todos te abandonem, eu nunca te abandonarei!… Mesmo que seja preciso que eu morra contigo, nunca te negarei...” (Mateus 26:33,35 – NVI).  Entretanto, após Jesus ser preso “Pedro o seguiu de longe” (v. 58). Quando indagado sobre seu relacionamento com  o Senhor “o negou diante de todos” (v.70). Mais adiante o negou outra vez, dizendo: “Não conheço esse homem!” (v. 72). E, por fim, quando seu sotaque o denunciou, “ele começou a se amaldiçoar e a jurar: ‘Não conheço esse homem!’ ” (v. 74).

Pedrou falhou. Os demais também falharam. Porém, o Salvador não desistiu de nenhum deles. Mais tarde os comissionou e os enviou ao mundo e fez-lhes esta promessa: “E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos” (Mateus 28:20 – NVI).

Quão maravilhoso é saber que Deus, por sua infinita graça e amor, não desiste de nós. Como Pai ele está sempre de mãos estendidas, pronto a nos ajudar, a nos levantar quando caímos, a nos ensinar a caminhar em retidão… Nosso Pai está sempre presente, Ele é o melhor Pai do mundo!

sábado, 7 de março de 2015

"EITA MULHERÃO"

Pr. Cleber Montes Moreira


“O seu valor muito excede ao de rubis.” (Provérbios 31:10)



Certo jovem, ao ver passar uma mulher linda e atraente, soltou o grito: “Eita mulherão!” Obviamente que se referia ao corpo escultural, à forma e não à essência, à beleza física e não ao caráter. Mulherão é sinônimo de seios fartos, de lábios carnudos, de glúteos volumosos, pernas torneadas etc. O padrão é o das dançarinas dos programas de palco, das que aparecem nas capas de revistas e, até das que se oferecem em anúncios como “acompanhantes”. Neste sentido, mulherão é a concepção formada por uma mente doentia, sensualista, desconectada de valores mais elevados, é a interpretação vulgar do que significa ser mulher.


Na Bíblia temos vários exemplos de mulheres que merecem admiração, valorozas, exemplares, mulheres de fé, verdadeiras servas. Cada uma pode ser considerada, verdadeiramente, um mulherão: DÉBORA, escolhida para ser juíza. Certa SUNAMITA, que pediu ao marido que construísse um quarto a mais em sua casa para hospedar o profeta Elizeu. ESTER, que se tornou rainha e foi instrumento divino para salvar seu povo da destruição. RUTE, nora de NOEMI, era mulher honesta e trabalhadora. ANA, mulher de oração, mãe do profeta Samuel. ABIGAIL, “mulher de bom entendimento e formosa”, que livrou sua família (1 Samuel 25:3). A anônima VIÚVA POBRE, cuja liberalidade tornou-se exemplo a ser seguido. MARIA DE BETÂNIA, que encontrou tempo para ouvir o Mestre, deixando, por algum momento, seus afazeres. A SAMARITANA, pecadora arrependida que se tornou missionária entre o seu povo. MARIA, mãe de Jesus, que ao invés de exaltar-se reconheceu sua condição de serva (Lucas 1:48). DORCAS, discípula cheia de “boas obras” (Atos 9:36). LÍDIA, que abriu sua casa para a pregação do evangelho. LÓIDE e EUNICE, que ensinaram ao jovem Timóteo os valores da “fé não fingida” (2 Timóteo 1:5). Tantas outras aparecem, nas Sagradas Escrituras, como verdadeiras heroínas. Cada uma delas pode ser considerada, literalmente, um mulherão!


Mulherão é a mãe, a filha, a esposa, a amiga, a companheira, a mulher íntegra, a trabalhadora, a que cuida com zelo de sua família, a que em seu lar cultiva os valores cristãos, a que é exemplo de fé e obediência a Deus. Qualquer outra concepção do que seja um “mulherão” será fruto de devaneio.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010