quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

O que esperar, ou em quem esperar?

 “Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; todavia eu me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação” (Habacuque 3:17,18)

2021
Imagem de Gerd Altmann por Pixabay

Pr. Cleber Montes Moreira

 

Depois de um ano tão conturbado, o que esperar do Ano Novo? Nesta época mensagens são compartilhadas com desejos de saúde, paz e prosperidade. Se cada um fizesse uma lista de desejos, talvez entre as expectativas comuns estivesse uma vacina eficaz contra a Covid-19 e o retorno à normalidade. Uma sociedade mais justa, mais segurança, educação de qualidade, igualdade social e melhor gestão dos recursos públicos também seriam, dentre outros temas, lembrados. Não faltariam pedidos específicos como a cura para alguma enfermidade, emprego, restabelecimento de relacionamentos, viagens, a realização de algum sonho pessoal etc.

Vamos falar de você. Qual é a sua ‘lista de desejos’ para 2021? E se todas as suas expectativas para o Ano Novo forem frustradas? A questão, quando tratada de modo adequado, não é o que esperamos, mas em quem esperamos. O profeta Habacuque, por exemplo, fala de realidades muito adversas:“ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado”. E o salmista nos apresenta cenas de um possível caos: “ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares. Ainda que as águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza” (Salmos 46:2,3). Talvez, um bom exercício para a fé seja pensarmos em possíveis “ainda que”, já que nem tudo o que desejamos ou esperamos se concretiza. Talvez, apenas talvez, o Ano Novo não seja melhor que o que passou, e mesmo assim, ainda que não haja a cura definitiva para a Covid-19, ainda que não haja fartura na mesa, ainda que a economia não vá bem, ainda que os recursos sejam escassos, ainda que o mundo esteja em desordem… a questão determinante é onde ou em quem está sua confiança e contentamento. Se você é capaz de crer em Deus como o seu “refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia” (Salmos 46:1) e, independentemente das circunstâncias, dizer “Todavia eu me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação” (Habacuque 3:18) você terá paz e segurança. Pense nisso!

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