Pastor Cleber

AMOR

Amor, só quem sente é que sabe:
com palavras não se pode dizer.
Está na alma, no coração que bate;
é motivo que faz a gente viver.

Uma palavra que fascina...
Tão forte, mas tão pequenina para expressar
tudo aquilo que alguém sinta;
tudo o que significa o ato de amar.

É elo que de dois um faz,
e torna gêmea duas almas.
É o fruto que a paz traz;
é o gozo da eterna calma.

Quem ama não contenta em falar,
do que os lábios dizem vai além,
e procura com a prática demonstrar
todo o bem que quer pra alguém.

Pr. Cleber Montes Moreira

NOVO RUMO

Brasil,
hoje é seu dia.
Sorria!
Viva e euforia
do povo que venceu a luta pela democracia.

Brasil,
deixe agora a sua agonia,
caminhe rumo a bem-aventurança;
mostre que é “nação que em Deus confia”,
receba a tua bênção
entrega ao Senhor a tua direção.

Faça brilhar o seu verde-esperança,
espere em Cristo com total confiança;
os desígnios que seus filhos reclamam
somente em Jesus é que se alcança.

Chega de perversidade!
Chega de corrupção!
Seu povo não quer “meias verdades”,
todos anseiam por solução.

Demonstre a sua força,
erga-te de seu “berço esplêndido”;
receba do evangelho a luz,
corra rumo ao desenvolvimento.

Chega de falso colorido!
Retoma à noção do bom sentido,
confie ao Soberano o seu destino.


Pr. Cleber Montes Moreira
Por ocasião da renúncia do ex-presidente Fernando Collor de Mello.

A BUSCA

Há tantos que querem a felicidade,
e por ela procuram pelos caminhos:
batem às portas em debalde ansiedade
e, por fim, terminam sozinhos.

Almas oprimidas e angustiadas
sem o amor de Cristo e sua luz;
andam como ovelhas solitárias, desgarradas,
procurando a solução longe da cruz.

Na falsa religião buscam a paz que esvai,
em procissão caminham pegando a promessa;
elevam a um deus o seus gritos de “aí”
e reverenciam as imagens em fé obsessa.

Outros querem no vício a alegria,
mas na escravidão a alma não se sacia;
pois sem Cristo a vida é inútil e vazia,
e só é feliz quem em Jesus já confia!


Pr. Cleber Montes Moreira

Amar é trair, segundo novela global "Viver a Vida" diz Revista "Isto é"

A novela do horário nobre da Rede Globo é um elogio à infidelidade e quer fazer crer que a sociedade endossa a traição. Nela a mola do dia a dia é trair. Amar é trair. O certo é trair. O que está em jogo na crítica ao festival de traições de “Viver a Vida” não são posições moralistas, mas, isso sim, o elogio à perversidade.

Está longe de ser a regra, mas pode acontecer de um médico apaixonar-se por uma paciente. Então, de duas, uma: ou ele se centra em sua condição de especialista e técnico, respeita a ética profissional e tira a moça da cabeça, ou a encaminha a algum colega para seguir com o tratamento. Esse é o procedimento recomendado pela Organização Mundial da Saúde e exigido pelo Conselho Federal de Medicina no País. Mais raro ainda é médico e paciente descobrirem sentimentos amorosos concomitantes e recíprocos, embora haja um ou outro caso que virou notícia, deu em casamento e o casal foi viver a vida – a vida real.

Mas há outro “Viver a Vida”, esse na televisão e no horário nobre, que está na novela da Rede Globo escrita por Manoel Carlos. Nela, a mola do dia a dia é trair. Amar é trair. O certo é trair. E o affair entre médico e paciente se torna mais esquisito e leviano porque alimenta não um triângulo amoroso próprio dos folhetins, mas, isso sim, um polígono de traições que o novelista, aos 77 anos, decidiu impor ao telespectador. Só há libido na trama se houver traição. Em “Viver a Vida”, o termômetro desse conturbado universo do desejo bate nos 40 graus do absurdo quando estão na tela a personagem Luciana, uma cadeirante interpretada por Alinne Moraes, e o personagem doutor Miguel, papel desempenhado pelo ator Mateus Solano – além do médico, ele também interpreta na novela o seu irmão gêmeo, o arquiteto Jorge.

Não bastasse a escorregada do doutor no campo da ética profissional, quis Manoel Carlos, ainda, que os dois personagens fossem comprometidos com outros parceiros. Ou seja: Miguel trai uma personagem que sofre de bulimia alcoólica e Luciana trai o próprio irmão de Miguel. Deu? Tem mais. Mais traição e mais medicina. A médica Ariane (interpretada por Christine Fernandes) está apaixonada pelo marido de uma paciente com câncer.

O que está em jogo na crítica ao festival de traições de “Viver a Vida” não são posições moralistas, mas, isso sim, o elogio à perversidade. Ainda que se force a barra e se reconheça na doente um sentimento de extremo altruísmo nos momentos em que ela incentiva o marido a se atirar nos braços da médica, tanto ela, médica, quanto ele, marido, portam-se de forma essencialmente egoísta – na verdade, os três vivem um perverso jogo de sentimentos ambíguos e projetados, característicos da traição. Fica claro, por exemplo, que os “pombinhos-corvinhos” estão somente à espera do falecimento da enferma para dividir a cama. A dela. Entre outros personagens, essa espera inexiste: o protagonista Marcos (José Mayer) está traindo Helena (Taís Araújo) com a própria amiga dela, Dora (Giovanna Antonelli), que é hóspede na casa dos dois. Dora, por sua vez, engana o namorado, Maradona – tanto que está grávida e não sabe quem é o pai. A ode à traição e confusão não para aí: Helena também trai o marido com o personagem Bruno (Thiago Lacerda). Mais uma vez, deu? Tem mais: o advogado Gustavo (Marcello Airoldi) passa para trás a sua mulher, Betina (Letícia Spiller), saindo com a prima dela, a jornalista Malu (Camila Morgado). Esses casos, somados a outros tantos de infidelidade, talvez deixassem envergonhados os dramaturgos William Shakespeare de “Hamlet” e Nelson Rodrigues de “Perdoa-me por me traíres”.

Há, porém, um oceano a separá-los de Maneco, carinhoso apelido dado ao novelista: eles jamais chegaram nem chegariam a tal ponto de banalidade. Na novela, trair e ser traído é o ato mais normal do mundo e ela pressupõe que a sociedade adote o adultério como padrão regular de comportamento. Com certeza, “Viver a Vida” traiu a si mesma: os índices do Ibope despencam. É a pior audiência do horário nos últimos dez anos (média de 34,7 pontos na Grande São Paulo). A professora de dramaturgia da Universidade de São Paulo Renata Pallottini acredita que o excesso de relações extraconjugais afaste mesmo o público: “Pode ser que uma boa parte da audiência esteja reagindo a essas manifestações de leviandade.” Manoel Carlos garante que “esse tipo de comportamento é bem mais comum do que pode parecer”.

Estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro mostra que 60% dos homens e 47% das mulheres se confessam infiéis. A julgar pela inconstância dos personagens de Maneco, no entanto, ele deve crer que esses índices são bem maiores: em pouco mais de 120 capítulos, o novelista pôs na tela 13 casos de infidelidade. Para a psicóloga carioca Ana Maria Fonseca Zampieri, a novela está “descortinando a questão da infidelidade e mexendo com a família porque traição é um tema tabu”. Ela adverte, no entanto, para o risco das generalizações: “Muitos homens e mulheres morrem fiéis.”

Em “Viver a Vida”, esses homens e mulheres leais são espécie em extinção. Na trama existe até uma defensora da prática do adultério: a personagem Alice (Maria Luisa Mendonça), que dá força ao romance de Helena e seduziu o namorado da filha de uma amiga. Taís Araújo, que faz Helena, defende a sua personagem: “Ela se encantou por Bruno porque esse homem representa tudo o que uma mulher pode perder em seu casamento: a liberdade e o direito de trabalhar.” Só que Helena não sabe que Bruno é filho de seu marido com outra mulher. Resta saber como reagirá quando descobrir isso. Traidoras e traidores gostam de trair, mas será que gostam igualmente de se verem traídos? Os gregos, sobretudo em “Medeia” (Eurípides, século V a.C.), trataram de forma genial – e definitiva – a dramaticidade dessa questão-limite e não achavam que viver a vida fosse ludibriar a confiança alheia.

Por Antonio Carlos Prado

Fonte: Revista Isto É – Edição 2101

Fonte: http://www.folhagospel.com/htdocs/modules/news/article.php?storyid=13017

http://www.vigiai.net/news.php?readmore=1208

INICIAMOS BEM O ANO DO EVANGELISMO

Iniciamos muito bem este ano cuja ênfase denominacional é o evangelismo. Nosso primeiro impacto aconteceu nestes dias 14 a 17 de janeiro, quando recebemos os irmãos coreanos da Igreja Missionária Oriental do Rio de Janeiro. Foram dias maravilhosos estes quando o evangelho de Jesus Cristo foi anunciado de forma muito especial.


Na Congregação no bairro do Castelo foi realizada uma EBF com a participação de muitas crianças. É interessante destacar que as crianças convidadas tiveram um comportamento diferente e especial, com certeza pela forma de realizar o trabalho de nossos irmãos orientais. Os pequeninos aprenderam muitas canções novas, ouviram a mensagem do amor de Deus adaptadas à sua condição de aprendizado, assistiram a filmes, brincaram, receberam lanches e presentes. Com certeza uma obra maravilhosa foi realizada nestes coraçõezinhos durante estes dias.


No campo da Congregação no bairro Pe. Humberto Lindelauf foram realizadas visitas em várias casas e também divulgação do trabalho pelas ruas. Debaixo de muito sol e calor nossos irmãos coreanos, juntamente com alguns de nossa Congregação, levaram convites e a Palavra de Deus a pessoas que, ao meu ver, estavam ávidas por uma palavra de amor e conforto. Nos deparamos com situações diversas, de gente carente, sofrida, ansiosa... Chamou-me a atenção o sentimento de amor de nossos irmãos que, literalmente choraram com as situações que encontraram. Destaco o caso de uma residência em que encontramos uma criancinha de 9 meses com hidrocefalia, cuja mãe passa por grande sofrimento. Lá nossos irmãos oraram e derramaram lágrimas, bem como levaram, por meio da Palavra de Deus, conforto e esperança àquela mãe. Em outra residência encontramos uma senhora com problemas de saúde em decorrência de um acidente doméstico, quando um tipo de ácido foi derramado sobre seu corpo. Ali também nossos irmãos coreanos demonstraram seu amor, oraram pedindo a Deus ajuda para aquela senhora, distribuíram convites e calendários com textos bíblicos. À noite, durante os cultos na sede da Congregação, vários dos que visitamos e encontramos pelas ruas estiveram presentes. Muitos dos visitantes, creio, estiveram ali pela primeira vez. A semente foi plantada, oremos a Deus para que ela germine, cresça e frutifique.


Na convivência com os irmãos, cuja cultura é bem diferente da nossa, pude perceber alguns aspectos que precisamos exercitar: (1)demonstração efetiva de amor pelos perdidos. Sem isso a igreja não realiza um evangelismo eficaz; (2)disciplina e resolução. Nossos irmãos foram sempre pontuais e realizaram suas tarefas com dedicação e determinação; (3)as crianças sempre agiram com docilidade, agrado e palavrinhas mágicas na ponta da língua. Fiquei pensando que precisamos investir mais na formação de nossos pequeninos; (4)os irmãos coreanos sempre proferiam um “obrigado”, seja em português ou no idioma coreano, por ocasião do café da manhã, do almoço, jantar e em outros momentos.


Não poderia deixar de agradecer aos irmãos que colaboraram para o êxito deste trabalho. Destaco aqueles que trabalharam na cozinha, com amor e dedicação, dando suporte aos que saíam no calor e sol para pregar o evangelho. Sem essa equipe maravilhosa o trabalho não alcançaria resultados tão importantes. Também registro o trabalho que as irmãs e irmãos da Congregação no Castelo, junto aos funcionários da Creche Clamor, realizaram. Não poderia me esquecer daqueles que, somando-se aos irmãos coreanos, agendaram visitas, deixaram suas tarefas seculares e saíram às ruas para realizar o trabalho. Também foi importante a presença daqueles que estiveram na sede da PIBI, ajudando e dando atenção aos nossos visitantes orientais. Que Deus abençoe a todos, para que tenhamos uma igreja de visão evangelística aguçada, crentes dedicados e sempre voluntários para que a Obra de nosso Senhor seja realizada com alegria e gere frutos que glorifiquem a Deus.


Pr. Cleber Montes Moreira

Evangelismo da PIBI.

Fonte: www.pibi.com.br