quinta-feira, 15 de junho de 2017

INIMIGOS DA CRUZ

cruz


Pr. Cleber Montes Moreira

“Pois muitos andam entre nós, dos quais, repetidas vezes, eu vos dizia e, agora, vos digo, até chorando, que são inimigos da cruz de Cristo.” (Filipenses 3.18 – Leia também os versos 19, 20 e 21)


Paulo, escrevendo aos crentes de Filipos, faz menção aos “inimigos da cruz de Cristo”. Quem seriam estes inimigos? Certamente não eram legalistas judaizantes, talvez um grupo de gnósticos ou outro grupo herege, não sabemos com certeza. O autor não os identifica nominalmente, porém sabemos que eram libertinos, viviam um falso cristianismo, livre de toda restrição moral, um evangelho fácil e desprovido da cruz. Mas, um evangelho sem cruz é qualquer coisa, menos evangelho. Jesus mesmo disse que “Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me” (Mateus 16:24). Entretanto, os inimigos da cruz não querem trilhar a senda do Calvário, preferem a estrada larga e aprazível da perdição.

O apóstolo afirma que muitos inimigos da cruz “andam entre nós”, ou seja, estão na igreja, misturados aos cristãos verdadeiros. Sim, o diabo tem semeado seu joio em meio à lavoura de Deus. O joio cresce como o trigo, inicialmente se parece com o trigo, mas sufoca o trigo e o impede de produzir em abundância. Paulo se refere à estes com choro, lamento, tristeza.  Esta gente pode parecer com os crentes, pode falar como crentes, pode fingir ter fé cristã, pode trabalhar como trabalham os crentes, mas não pode uma coisa: CARREGAR A SUA CRUZ!  Eles odeiam e evitam a cruz! E, quem não carrega a sua cruz, não é digno do Senhor! 

Por fim, o verso 19 traz-nos algumas outras revelações: O fim dessa gente é a PERDIÇÃO; O Deus dessa gente é o próprio VENTRE; A glória alcançada por essa gente é para CONFUSÃO; O pensamento dessa gente está apenas nas coisas TERRENAS.  Estas coisas revelam contrastes entre o “evangelho sem a cruz” e o “evangelho da cruz”; entre os “inimigos da cruz de Cristo” e os que com Ele foram crucificados.

E você, como vive?  Como inimigo da cruz, ou como alguém que, despojando-se das coisas velhas, tem tomado a sua própria cruz e ido após o Salvador?  Inimigo ou amigo da Cruz? Pense nisso!

quinta-feira, 8 de junho de 2017

CONTENTAMENTO ACIMA DAS CIRCUNSTÂNCIAS

biblia


Pr. Cleber Montes Moreira

“Aprendi o mistério de viver feliz em todo lugar e em qualquer situação.”  (Filipenses 4:12 – BKJA)

Benjamin Franklin afirmou: “O contentamento torna os pobres em ricos; o descontentamento torna os ricos em pobres.” Assim creio. Há gente que tem tudo, mas não é contente, outros, desprovidos das riquezas deste mundo, possuem algo valioso, que nem todo dinheiro pode comprar: uma vida de paz, alegria e satisfação que independe das circunstâncias. 
John Piper disse que “A fé não é garantia de prosperidade, mas de estar satisfeito em Deus e viver feliz na abundância ou na necessidade.”  Paulo já havia dito: “Sei bem o que é passar necessidade e sei o que é andar com fartura. Aprendi o mistério de viver feliz em todo lugar e em qualquer situação, esteja bem alimentado, ou mesmo com fome, possuindo fartura, ou passando privações. Tudo posso naquele que me fortalece” (Filipenses 4:12 e 13 – BKJA). E, o escritor bíblico sabia muito bem o que falava. Quando escreveu estas palavras, endereçadas aos cristãos de Filipos, o apóstolo estava preso no porão de sua casa, em Roma, acorrentado a um soldado romano, correndo risco de vida, em dificuldade financeira, distante de seus irmãos e amigos. Além do mais, durante todo seu ministério experimentou várias adversidades. Como alguém nesta condição, e tendo tais experiências, poderia dizer “Estou contente”? “Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece” significa enfrentar qualquer situação, passar por qualquer coisa, sofrer o que for, e mesmo assim ter contentamento naquele de quem vem o poder para lidar com tudo isso.  O segredo de Paulo é que ele pensava nas coisas que são do alto, e não nas que são da Terra (Colossenses 3:2), sabendo bem em quem cria e onde estava o seu verdadeiro tesouro (2 Timóteo 1:12), e que os sofrimentos desta vida em nada podem ser comparados com a glória que em nós há de ser revelada na eternidade, “Pois as nossas aflições leves e passageiras estão produzindo para nós uma glória incomparável, de valor eterno” (Romanos 8:18 - BKJA). Outra vez John Piper nos ensina: “Este é o propósito universal de Deus para todo o sofrimento cristão: mais contentamento nEle e menos satisfação no mundo.” Sim, o verdadeiro contentamento não está no dinheiro, nas coisas, no poder, nem mesmo nas pessoas. Sem Deus toda alegria é passageira, mas na Sua presença, no relacionamento vivo com Ele, não importa a situação, temos eterna paz e felicidade que excede todo o entendimento humano, e este é o objetivo de Deus!

Se você for capaz de ter contentamento em Cristo, será capaz de atravessar desertos, suportar tempestades, vencer todas as crises sem se abater. Se seu coração estiver no Senhor Jesus, se sua mente estiver no céu, então tudo neste mundo será compreendido à luz da fé e dos valores do Reino Eterno. E quem vive assim é feliz de verdade!

segunda-feira, 5 de junho de 2017

EVANGELHO CARINHOSO

evangelho

AVANÇAR É POSSÍVEL

biblia


Pr. Cleber Montes Moreira

“Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem.” (Êxodo 14:15 – leia todo o capítulo 14)


O povo subiu da terra do Egito e, por orientação divina, estava acampado em Pi-Hairote, entre Migdol e o mar, diante de Baal-Zefom. O coração do Faraó estava endurecido e disposto a perseguir a Israel. Assim, colocou todo o seu poderoso exército e seu aparato militar em seu encalço. Quando os filhos de Israel viram que os egípcios vinham atrás deles, e que pela frente estava o Mar Vermelho, temeram muito e começaram a reclamar. Era uma situação para a qual não havia, do ponto de vista humano, nenhuma saída. A razão humana não poderia cogitar nenhum enfrentamento, de igual para igual, nenhuma estratégia ou escape para o povo: Israel era nada diante do grande exército; era incapaz e impotente ante o terrível inimigo. A morte já era dada como certa. Era um caso sem solução. Entretanto, a ordem de Deus, dada a Moisés, foi: “Dize aos filhos de Israel que marchem.” 

Quando analisamos a situação do povo sob a perspectiva humana, corremos o risco de pensar na Palavra de Deus como uma grande loucura. Marchar? Para onde? Como? Mas, é exatamente num cenário como este que a fé deve entrar em ação, e fé é crer no que não se pode ver, é confiar que Deus pode fazer aquilo que para o homem é impossível, que para tudo Ele tem um propósito e que a finalidade é sempre a glorificação de Seu Santo Nome. É bom lembrar que Israel estava no lugar para onde o próprio Deus o conduzira.

Por vezes, também lidamos com fraquezas, ameaças, crises, impossibilidades… Sentimos aperto e tristeza. Somos, muitas vezes, dominados pela incredulidade e admitimos, por antecipação, a derrota. No entanto, temos a Palavra Sagrada que nos desafia a marchar.  Sim, se sabemos que Deus tem algo a cumprir em nós, ou por meio de nós, precisamos avançar, ainda que não haja um caminho aberto diante de nossos olhos. Se atrás está o inimigo, se pela frente o mar, nossa atitude deve ser de fé e não de murmúrio, de confiança na Palavra que diz: “O Senhor pelejará por vós” (v. 14), pois “Se Deus é por nós, quem será contra nós? (Romanos 8:31). Se em nós não há poder algum, é exatamente em nossa fraqueza e impotência que Deus é glorificado (2 Coríntios 12:9).

Como Israel poderia pensar que tudo acabaria ali, no deserto, se Deus havia feito tão grande promessa? Como pensar que não há solução diante de certas circunstâncias, se sabemos que o Senhor tem um plano para realizar em nós, ou por meio de nós? 

Os crentes precisam avançar! A Igreja precisa avançar! Avançar é a ordem que nos foi dada. Pode parecer loucura, mas Deus quer que avancemos e, se obedecermos, no seu tempo abrirá o mar; converterá o desespero em esperança, a fraqueza em confiança, o tremor em quietude, a angústia em paz, o impossível em milagre… Basta confiar e obedecer! 

A lição que aprendemos do deserto é que avançar é possível, não pela nossa força, criatividade, capacidade de superação, mas pela fé, somente. É como disse Jesus a Marta, irmã de Lázaro: “Não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus?” (João 11:40). Israel viu a glória de Deus, nós também podemos ver! Não duvide, creia e obedeça!

quinta-feira, 1 de junho de 2017

A VERDADE

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O DOCE QUE MATA

tentação


Pr. Cleber Montes Moreira

“Pois o salário do pecado é a morte…” (Romanos 6:23)

Meu filho ganhou um pacote das famosas balas Juquinha. Após chupar algumas, deixou as demais esquecidas em cima de uma mesa. No outro dia lembrou-se, e, ao verificá-las, observou que estavam cheias de formigas mortas, grudadas dentro das embalagens. O doce que atraiu as formigas, foi o mesmo que as matou. Isso me fez lembrar o que o pecado faz no mundo.

''O pecado me atrai, o que é proibido me fascina.'' A frase, de Clarice Lispector, demonstra como o pecado age na vida das pessoas. Ele tem um poder sedutor, é atraente, envolvente, fascinante… Pode ser um convite para um prazer ilícito, para algo perigoso, imoral, proibido… É como o açúcar que atrai as formigas. O pecado é atraente, mas é embusteiro, oferece prazer, mas produz a morte. Ele pode ter origem numa tentação externa, mas pode surgir também de um pensamento ou sentimento.  A Bíblia diz: “Mas cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz; então a cobiça, havendo concebido, dá à luz o pecado, e o pecado, sendo consumado, gera a morte” (Tiago 1:14,15).  Sim, o pecado gera a morte! Não importa como se apresente a nós, o objetivo é sempre o mesmo, e suas armadilhas estão postas. Tome cuidado com suas iscas, não se deixe seduzir pelo “doce” que mata. O Pastor Josemar Bessa alerta: “Praticar o pecado é tão absurdo quanto praticar o suicídio.” Pense nisso!