sábado, 6 de fevereiro de 2016

CRISTO OU MOMO?

Pr. Cleber Montes Moreira


“Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor.” (Josué 24:15)


Estamos em época de carnaval, quando o reinado de Momo ganha espaço nas avenidas, praças, clubes, salões, e repercussão nos noticiários. Nesta semana, a TV mostrou a abertura do carnaval numa capital brasileira, quando, mais uma vez, Momo recebeu as chaves daquela cidade.

O Rei momo é uma figura que vem da mitologia grega, mais precisamente da deusa “Momus”, filha do Sol e da Noite, considerada a personificação da sátira, do deboche, da zombaria, do sarcasmo, do culto ao prazer, das críticas maliciosas etc. Dizem que gostava de fazer os outros se sentirem culpados, e proferia críticas injustas simplesmente porque sentia prazer em diminuir a auto estima dos outros.

Apesar de ser uma deusa, na Roma antiga era um homem, um soldado considerado o mais belo, que era designado para representar Momo. Durante os três dias de festividades, o soldado era tratado como a mais alta autoridade local, sendo o anfitrião de toda a orgia. Terminada as comemorações, o “Rei Momo” era sacrificado no altar de Saturno. Mais tarde, passou-se a escolher o homem mais obeso da cidade, para representar a fartura, o excesso e a extravagância.

O rei Momo apareceu no Brasil na década de 1930. Hoje, em cada cidade onde há carnaval organizado, há eleições para a escolha do rei Momo.

O reino de Momo é uma exaltação a carne. Durante o carnaval temos as mais claras demonstrações do que é a natureza humana, dominada pelo pecado: licenciosidade, traições, orgias, bebedeiras, glutonarias, turismo sexual, gravidez precoce e indesejada, e toda sorte de abusos que desencadeiam traumas físicos, emocionais, divórcios, homicídios, mortes no trânsito etc. É a carne produzindo seus frutos. Me parece que Momo representa bem a qual reino se submetem aqueles que vivem sem Cristo. A simbologia da entrega das chaves da cidade a Momo indica, inequivocamente, a realidade de uma sociedade entregue à carne e governada pelas hostes das trevas.

Diante de tal realidade, creio que cada um de nós deve escolher a qual reino servir, se ao reino do mal, que se manifesta por meio da corrupção no mundo distante de Deus, ou ao reino de Deus, que se manifesta na vida dos filhos da Luz.

Cristo ou Momo? Que nossas vidas não sejam um culto à carne, mas um “sacrifício vivo, santo e agradável a Deus” (Romanos 12:1). Que nossa escolha seja por aquele que é a nossa Luz, e não por aquele que cega o entendimento dos incrédulos (2 Coríntios 4:4). Pense nisso!

Nenhum comentário:

Postar um comentário