domingo, 17 de janeiro de 2016

UMA PALAVRA SOBRE A MARCHA PARA SATANÁS

“Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.” (Tiago 4:7)


Pr. Cleber Montes Moreira


Hoje, dia 17 de janeiro de 2016, ocorre, em pelo menos 15 cidades brasileiras, a Marcha para Satanás. Nestes últimos dias li muitas postagens na internet, percebi muito espanto, gente indignada, revoltada, amedrontada etc. Há campanhas de orações ocorrendo por todo o Brasil.

O diabo está trabalhando. Ele está fazendo a sua obra. Ele e muitos que militam pelo reino das trevas. Mas, eu não me espanto. O que me preocupa não é o que o inimigo anda fazendo, mas sim o que os crentes não fazem. Se as trevas estão cobrindo o Brasil é porque a luz não está brilhando, se a sociedade está se deteriorando é porque o sal não está exercendo sua função. Satanás está trabalhando, e muito, e a igreja está se abdicando de sua missão de pregar o evangelho. A igreja se esqueceu de que tem uma mensagem transformadora e passou a promover entretenimentos, shows, movimentos etc. As lâmpadas dos crentes estão apagadas. O amor pelas almas se esfriou. Muitos se conformaram com este mundo. Até a tal Marcha para Jesus é um evento de entretenimento. Como disse certo escritor, referindo-se à marcha dos crentes: “Quem é de Jesus não marcha, caminha.” É fato que há muita gente, talvez a maioria, que participa da Marcha para Jesus, mas que não anda com Ele no dia a dia.

Os gays fazem a “Parada Gay”, os militantes do diabo fazem a “Marcha para Satanás”, os “gospel” fazem a “Marcha para Jesus”, e a igreja faz o que? Estamos num Estado laico e democrático no qual as liberdades ainda são preservadas. Cada um faz o que quer. O que me incomoda é o que igreja não faz.

Outra coisa a observar é que a Marcha para Satanás é um movimento visível, orquestrado por hostes invisíveis do mal. É um movimento materializado, que se percebe. Entretanto, este reino das trevas age de outras formas muito mais perigosas. Ele milita na política, dita comportamentos e cria regras sociais, se infiltra nas igrejas, ataca as famílias de diversas formas, inclusive por meio da mídia, e eu não vejo tanta gente preocupada com isso. Vejo crentes se divertindo com as imoralidades das novelas, dos programas de domingo, do humor pervertido, também se corrompendo nos negócios, e produzindo todo tipo de frutos carnais. Gente que age assim também está marchando pelo diabo, concorda?

O foco do cristão não deve ser o que o diabo faz, mas sim o obedecer a Deus e cumprir sua missão. Se quiser vencer o inimigo, a fórmula é simples: “Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tiago 4:7). Não dá pra resistir ao diabo e vencê-lo sem antes sujeitar-se a Deus.

Esqueça, por um pouco, do que o diabo anda fazendo e preocupe-se com o que você deve fazer como crente. Se agir, como um verdadeiro cristão, estará dando sua colaboração para que “as portas do inferno” não prevaleçam contra a Igreja de Cristo (Mateus 16:18). Pense nisso!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

AMAR O MUNDO OU AMAR A DEUS?

Pr. Cleber Montes Moreira


“Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.” (1 João 2:15)


A exortação bíblica é clara - “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há” -, entretanto, para interpretarmos bem o texto, precisamos definir o que é o mundo. O mundo, citado por João, é o sistema secular, organizado, que age contra Deus e se opõe à Sua Obra e propósitos. É neste sentido que “todo o mundo está no maligno” (1 João 5:19), isto é, debaixo da influência daquele que é chamado de “príncipe deste mundo” (João 16:11) e que “opera nos filhos da desobediência” (Efésios 2:2), ou seja, nos que estão no mundo. Portanto, o mundo é inimigo do bem e aqueles que se conformam com ele estão nas trevas e sob o domínio de Satanás. É a este mundo, ou sistema, governado pelo diabo que não devemos amar. Quem ama o mundo e o que ele oferece ainda não conhece o Pai.

O amor ao mundo se manifesta, na prática, de diversas formas: apego ao dinheiro, consumismo desenfreado, materialismo, imoralidades, paixões pecaminosas, prazeres ilícitos, má administração do tempo, falta de amor pelas pessoas, valores e prioridades invertidas, corrupção e tantas outras coisas. É claro que todos nós precisamos de trabalho, dinheiro, estabilidade e temos tantas outras necessidades enquanto no mundo, porém, quando estimamos demasiadamente tais coisas, elas deixam de ser bênção e se transformam em maldição. É o mesmo princípio descrito por Paulo quando escreveu a Timóteo: “Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” (1 Timóteo 6:10). O dinheiro pode ser bênção ou maldição, dependendo de onde estiver o coração do homem. O amor ao mundo e ao que ele oferece causa males e sofrimentos.

Quem ama mundo um dia não terá o que amar, pois “o mundo e a sua cobiça passam” (1 João 2:17 – MVI), e aí tudo terá sido em vão. Porém, aquele que ama a Deus e permanece nele ama o Eterno, e as riquezas que Ele dá, ao contrário das riquezas deste mundo, não perecem.

Amar o mundo ou amar a Deus? Pense nisso e faça sua escolha.


sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

ESCOLHA SUAS SEMENTES

"Semeai para vós em justiça, ceifai segundo a misericórdia; lavrai o campo de lavoura; porque é tempo de buscar ao Senhor, até que venha e chova a justiça sobre vós.” (Oseias 10:12)


Pr. Cleber Montes Moreira


Alguma vez você pensou em como seria bom se fosse possível começar tudo de novo? Fazer o que não fez, aproveitar oportunidades perdidas, fazer outras escolhas, não cometer os mesmos erros, fazer novos planos, estabelecer alvos melhores… Quantas coisas você mudaria em sua história? É, mas o tempo que passou não volta mais, o que ficou no passado não pode ser mudado. Entretanto, podemos viver o presente com uma visão diferente, um novo ânimo, uma nova determinação e, na dependência de Deus, construirmos um futuro melhor. O hoje é a oportunidade que temos para fazer algo novo.

Embora a maioria das pessoas ambicione colher o que nunca plantou, a lei da semeadura é clara e imutável: “Porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gálatas 6:7). O que plantarmos hoje determinará a colheita de amanhã. Por isso Robert Louis Stevenson nos adverte: “Não julgue cada dia pela colheita que você obtém, mas pelas sementes que você planta.” Gabriel Morini afirma: “A vida não é feita de destino, mas sim de consequências. Tudo o que planto hoje é o que colherei amanhã.” E um provérbio chinês diz: “Podemos escolher o que plantar, mas somos obrigados a colher o que semeamos.”

A virada de ano é sempre vista como um recomeço. Assim podemos dizer que estamos diante de uma nova estação de plantio. Talvez, na temporada anterior, você não tenha semeado apenas boas sementes. Agora você tem uma nova oportunidade, dada por Deus, para fazer diferente. Prepare a terra, escolha suas sementes. Que sejam sementes boas, selecionadas, para que a colheita seja de abundante alegria. Semeie no Espírito, e não na carne e, enquanto há tempo, faça o bem (Gálatas 6:8,9).