quarta-feira, 26 de outubro de 2016

COLOQUE SUAS EXPECTATIVAS NA PESSOA CERTA

Pr. Cleber Montes Moreira


“E estava ali um homem que, havia trinta e oito anos, se achava enfermo… Jesus disse-lhe: Levanta-te, toma o teu leito, e anda. Logo aquele homem ficou são; e tomou o seu leito, e andava. E aquele dia era sábado.” (João 5:5, 8 e 9 – Leia em sua Bíblia os versos de 1 a 9)


Ali, naquele lugar conhecido como Tanque de Betesda, por causa de uma crendice da tradição judaica, havia uma multidão cheia de expectativas.  Diz o texto: “Nestes jazia grande multidão de enfermos, cegos, mancos e ressicados, esperando o movimento da água” (3). Observem com atenção: “esperando o movimento da água” - isso é expectativa! - Ali havia gente doente, na expectativa de cura para suas enfermidades.

No mundo há muita gente doente, mas também gente cheia de problemas, passando por sofrimentos, enfrentando adversidades de todos os tipos, gente que se desespera, ou que espera por alguma solução, ou mesmo um milagre. 

Dentre os que estavam naquele lugar, havia “um homem que, havia trinta e oito anos, se achava enfermo” (5). Embora doente, há 38 anos, ainda tinha expectativas de cura. Obviamente que não poderia esperar pela medicina, nem por qualquer outro recurso humano, somente por um milagre. Há circunstâncias em nossas vidas para as quais o conhecimento e os recursos humanos não dispõe de remédios nem de soluções. Somos incapazes de lidar e resolver certas situações e problemas. Ainda não temos cura para várias doenças, ainda não temos vacinas para combater vários tipos de vírus, ainda não somos capazes de reverter vários quadros de enfermidade e anomalias, e, também, não temos encontrado soluções para a violência, para conflitos étnicos, políticos, religiosos e outras coisas. Quando estamos diante de algo maior que nossa capacidade, e precisamos de uma solução,  o que nos resta é esperar por um milagre.

Para o enfermo de Betesda, o milagre veio, mas não como ele imaginava.  Veio não pela fé numa crendice, veio não porque alguém o ajudou a pular na água, não por meio de um anjo, mas pela única pessoa capaz de corresponder às maiores expectativas humanas e de fazer o maior milagre em nossas vidas: Jesus! Nada adiantou ele acreditar, durante anos, naquilo que a tradição ensinava, apenas Jesus pôde corresponder às suas expectativas. O encontro com Jesus é tudo que precisamos para experimentarmos verdadeiros milagres, especialmente o da salvação. Portanto, não coloque sua esperança em outra coisa ou pessoa que não o Salvador: Ele é a pessoa certa, digna de toda a confiança, e poderoso para nos ajudar e salvar! Pense nisso!

sábado, 6 de fevereiro de 2016

WESLEY SAFADÃO E O SAL INSÍPIDO

Pr. Cleber Montes Moreira


“Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens.” (Mateus 5:13)


Num cartaz anunciando um evento na cidade, intitulado “Melhor Quinta-Feira do Mundo”, com a participação de Wesley Safadão, encontrei dentre os apoiadores a logomarca de uma instituição de ensino pertencente a uma família evangélica. Claro que este não é um caso único, pois já vi outras empresas, também de propriedade de evangélicos, apoiarem ou patrocinarem eventos da mesma natureza. Muitas vezes a alegação é de que se trata de um evento cultural. E eu pensando que cultura fosse outra coisa...

Nada contra a pessoa do cantor, nem contra os que gastam dinheiro com suas músicas e shows, já que cada um é livre para fazer o que quer. Porém, o que esperar de uma sociedade que faz de Wesley Safadão um ídolo? O que esperar de crentes que, mesmo indiretamente, seja qual for a justificativa, colaboram financeiramente para a realização ou divulgação de eventos desta natureza? 

Penso que um cristão, seja ele dono de um pequeno comércio, como um mercado de bairro, de uma grande empresa, ou mesmo de uma multinacional, deve gerir seus negócios sob a perspectiva cristã, e não por uma visão secularizada. Creio, com sinceridade, que não dá para separar fé de negócios, pois é impossível pautar a vida nos valores cristãos e dirigir os negócios com uma visão relativista. Não dá para servir, ao mesmo tempo, a Deus e a Mamom (Mateus 6:24).


Em Cristo fomos feitos Sal da Terra e Luz do mundo, e por isso devemos viver conforme os valores de Seus ensinos, sem quaisquer concessões. Quem abandona a ética cristã é como o sal que se torna insípido e deixa de fazer a diferença, “para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens”.

CRISTO OU MOMO?

Pr. Cleber Montes Moreira


“Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor.” (Josué 24:15)


Estamos em época de carnaval, quando o reinado de Momo ganha espaço nas avenidas, praças, clubes, salões, e repercussão nos noticiários. Nesta semana, a TV mostrou a abertura do carnaval numa capital brasileira, quando, mais uma vez, Momo recebeu as chaves daquela cidade.

O Rei momo é uma figura que vem da mitologia grega, mais precisamente da deusa “Momus”, filha do Sol e da Noite, considerada a personificação da sátira, do deboche, da zombaria, do sarcasmo, do culto ao prazer, das críticas maliciosas etc. Dizem que gostava de fazer os outros se sentirem culpados, e proferia críticas injustas simplesmente porque sentia prazer em diminuir a auto estima dos outros.

Apesar de ser uma deusa, na Roma antiga era um homem, um soldado considerado o mais belo, que era designado para representar Momo. Durante os três dias de festividades, o soldado era tratado como a mais alta autoridade local, sendo o anfitrião de toda a orgia. Terminada as comemorações, o “Rei Momo” era sacrificado no altar de Saturno. Mais tarde, passou-se a escolher o homem mais obeso da cidade, para representar a fartura, o excesso e a extravagância.

O rei Momo apareceu no Brasil na década de 1930. Hoje, em cada cidade onde há carnaval organizado, há eleições para a escolha do rei Momo.

O reino de Momo é uma exaltação a carne. Durante o carnaval temos as mais claras demonstrações do que é a natureza humana, dominada pelo pecado: licenciosidade, traições, orgias, bebedeiras, glutonarias, turismo sexual, gravidez precoce e indesejada, e toda sorte de abusos que desencadeiam traumas físicos, emocionais, divórcios, homicídios, mortes no trânsito etc. É a carne produzindo seus frutos. Me parece que Momo representa bem a qual reino se submetem aqueles que vivem sem Cristo. A simbologia da entrega das chaves da cidade a Momo indica, inequivocamente, a realidade de uma sociedade entregue à carne e governada pelas hostes das trevas.

Diante de tal realidade, creio que cada um de nós deve escolher a qual reino servir, se ao reino do mal, que se manifesta por meio da corrupção no mundo distante de Deus, ou ao reino de Deus, que se manifesta na vida dos filhos da Luz.

Cristo ou Momo? Que nossas vidas não sejam um culto à carne, mas um “sacrifício vivo, santo e agradável a Deus” (Romanos 12:1). Que nossa escolha seja por aquele que é a nossa Luz, e não por aquele que cega o entendimento dos incrédulos (2 Coríntios 4:4). Pense nisso!

DEUS NO CONTROLE

Pr. Cleber Montes Moreira


“Por isso digo: vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne.” (Gálatas 5:16)


Um conhecido postou, numa rede social, uma foto interessante de um carro velho, com um adesivo onde se lê: “Deus está no controle”. O detalhe é que nela o automóvel aparace enfiado na parede de uma casa. Ou seja, perdeu o controle e bateu contra a edificação, fazendo nela um buraco. Na linha de comentários, uma pergunta: “Será?”

A publicação bem humorada deve nos levar a uma séria reflexão: Deus está realmente no controle de nossas vidas? Quantos que se identificam como cristãos, falam como cristãos, citam textos bíblicos, falam de Jesus, usam adesivos nos carros, camisas com dizeres evangélicos, plaquinhas em suas casas, proferem frases de efeito, cantam músicas gospel, e fazem tantas outras coisas? Porém, em algum momento, perdem a cabeça no trânsito, cedem a uma tentação, negociam princípios, obtém vantagens ilícitas, desrespeitam regras, burlam leis, e fazem tantas outras coisas das quais deveriam se envergonhar. Deus deveria estar no controle, mas quem comanda é o homem que sacia os desejos da carne.

Esses dias alguém veio me oferecer um sistema de TV pirata. Claro que recusei. A pessoa insistiu, e quis apresentar os benefícios do produto. Retruquei: Mas é ilegal! A resposta foi: “Mas, neste país, quem não faz isso?” Diante da insistência tive que apresentar um argumento sólido e definitivo: Não, obrigado, eu sou cristão. Assim encerramos o assunto. Porém, fiquei a pensar: quantos “cristãos” não aceitam certas propostas?

Ninguém é perfeito, entretanto, todos têm, diariamente, a oportunidade de colocar ou não Deus no controle de suas vidas. Ser governado por Deus é viver guiado pelo Espírito Santo, e Ele não toma a direção sem o nosso consentimento.

Não basta ter aparência de cristão, é preciso reproduzir no viver, pelo poder do Espírito de Deus, o caráter de Cristo. Caso contrário, seremos como aquele carro velho e desgovernado, prontos para fazer estragos.


FILHOS OU CRIATURAS?

Pr. Cleber Montes Moreira


“Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome.” (João 1:12)


Por tradição, a maioria pensa que “todos são filhos de Deus”. Porém, a Bíblia nos ensina algo diferente: há uma distinção entre criaturas e filhos. O Eterno criou todas as coisas, conforme nos ensina em Sua Palavra: “Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis...” (Colossenses 1:16), o que, obviamente, inclui todos os seres humanos. João, no evangelho que leva seu nome, nos esclarece que alguém se torna filho de Deus somente pela aceitação de Cristo, como Senhor e Salvador de sua vida: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome” (João 1:12). Estes não “nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus” (João 1:13), ou seja, não se trata de um nascimento natural, mas espiritual.

Nicodemos era um homem bom, religioso, e imagino que também era sincero, honesto, praticante de boas obras etc. Certa noite procurou a Jesus. Seu coração estava, provavelmente, ansioso por encontrar algo especial, algum sentido para a vida, que não havia encontrado nas práticas religiosas nem em suas boas obras. Ele era criatura, e não filho. Com todas as suas virtudes, ainda era um perdido. Por isso, Jesus, olhando em seus olhos, disse: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (João 3:3). Ele ainda não havia entendido, e então perguntou ao Mestre: “Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?” (João 3:4). O Senhor, cheio de amor, respondeu: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito” (João 3:5,6). Aqui está a diferença! A criatura é nascida da carne, concebida em pecado, e por isso está perdida (Salmos 51:5). Já os filhos, porque nasceram do Espírito, estão salvos e pertencem ao reino eterno. E mais: “E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e coerdeiros de Cristo...” (Romanos 8:17). Note: Somente os filhos são herdeiros do Pai!

Os filhos possuem o DNA do pai, e por isso se pode comprovar a paternidade (João 842 e 44). No âmbito espiritual é assim: Porque somos filhos de Deus, recriados pelo poder do Espírito, mediante o milagre do novo nascimento, fomos feitos à Sua imagem e semelhança. Isso quer dizer que, espiritualmente, possuímos o “DNA” do Criador. Temos com Ele uma relação direta, de parentesco. Nossa natureza foi feita segundo a Sua natureza. Está em nós sermos iguais a Cristo. Sim, Deus nos projetou para sermos “conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (Romanos 8:29). Por isso, não andamos mais conforme o curso deste mundo, mas guiados pelo Espírito Santo (Leia Efésios 2:1-3), crescendo a cada dia, até que atinjamos o alvo: a “medida da estatura completa de Cristo” (Efésios 4:13).

Reflita, em seu íntimo: Você é filho ou criatura? O que indica sua natureza? Você já experimentou o novo nascimento? Se pudesse ser feito um teste de “DNA espiritual”, quem seria declarado seu pai?

CUIDADO COM O GPS

Pr. Cleber Montes Moreira


“Considerei os meus caminhos, e voltei os meus pés para os teus testemunhos.” (Salmos 119:59)


Antigamente, quando alguém ia viajar por uma estrada desconhecida, logo se valia de um mapa rodoviário. Geralmente estes mapas eram encontrados em bancas de jornal, ou distribuídos em postos de gasolina. Neles, o viajante encontrava um gráfico com a malha rodoviária de certa região, ou mesmo do Brasil. Assim, era só traçar o trajeto que poderia ser marcado com caneta ou marca texto. Hoje temos o GPS. Por meio dele podemos traçar uma rota, e ele ainda nos dá opções para encurtarmos distâncias. É, sem dúvidas, uma ótima ferramenta que nos auxilia no trânsito. Entretanto, já ouvimos de pessoas que foram parar até em favelas, algumas que foram baleadas, outras que morreram, porque o GPS traçou um percurso errado, por falta de atualização ou erros em seu banco de dados. Foi o que aconteceu com Francisco Múrmura e sua esposa Regina Stringari Múrmura, em outubro de 2015. O casal, que ia do Rio para Niterói, colocou o endereço de destino no aplicativo do GPS. Em vez serem direcionados para a Avenida Quintino Bocaiúva, em São Francisco, eles foram levados à Rua Quintino Bocaiúva, dentro da favela do Caramujo. O carro em que estavam foi alvo de disparos. Francisco tentou fugir, mas acabou entrando numa rua sem saída, quando foi novamente alvejado por diversos tiros antes de conseguir deixar a região. Regina foi levada ferida para o Hospital Estadual Azevedo Lima, no Fonseca, onde veio a óbito.

O sábio disse: “Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte” (Provérbios 14:12). Sim, há caminho que parece bom, mas que leva à morte. Por isso é preciso ter certeza de que o caminho escolhido é o correto.

Jesus disse aos discípulos: “Mesmo vós sabeis para onde vou, e conheceis o caminho” (João 14:4). Tomé, porém, respondeu: “Senhor, nós não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho?” (João 14:5). A dúvida daquele discípulo é a mesma de muita gente: “Qual o caminho certo para o Céu?”; “O que devo fazer para ter a vida eterna?” A todos, Jesus responde: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (João 14:6). Porém, há muitos que ainda persistem nas incertezas e não conseguem encontrar o Caminho. Por isso, para todos há um “mapa”, ou melhor, um “GPS” que não falha, que não traça rotas erradas e para a morte. De que estou falando? Da Bíblia, é claro. Nela está escrito: “Bom e justo é o Senhor; por isso MOSTRA O CAMINHO AOS PECADORES. CONDUZ os humildes na justiça E LHES ENSINA O SEU CAMINHO” (Salmos 25:8,9 – NVI – grifo do autor). Não é sem motivo que o Salmista afirmou: “Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho” (Salmos 119:105).

Cuidado com o seu mapa, ou GPS. Que ele não seja seu “achismo”, uma religião, tradição, ou informações vindas de quem não merece confiança. Considera os teus caminhos, e faça da Bíblia o seu guia, para que você ande pelo Caminho Eterno, que conduz ao Céu, e possa, com convicção, dizer em seu íntimo: “Guiar-me-ás com o teu conselho, e depois me receberás na glória” (Salmos 73:24). Pense nisso!


NEM MESMO A ALMA MAIS HONESTA DO MUNDO

Pr. Cleber Montes Moreira


“Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano.” (Lucas 18:11)


Em entrevista a blogueiros, no dia 20 de janeiro de 2015, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu uma declaração que ficará para a história: “Se tem uma coisa que eu me orgulho, neste País, é que não tem uma viva alma mais honesta do que eu. Nem dentro da Polícia Federal, nem dentro do Ministério Público, nem dentro da igreja católica, nem dentro da igreja evangélica. Pode ter igual, mas eu duvido.”

No meu modesto entendimento, creio que o que houve nesta afirmação foi uma confusão de palavras: honestidade foi confundida com arrogância. Enquanto honestidade é “característica ou particularidade de honesto; qualidade de quem demonstra honradez; que age de acordo com os princípios da moral; o que é decente, puro, que não se pode reprimir moralmente”, arrogância significa “prepotência; atitude de quem se sente superior aos demais ou da pessoa que assume um comportamento prepotente, desprezando os outros.” Alguém que se declara mais honesto que os demais, na verdade demonstra ser o mais arrogante de todos.

A afirmação infeliz me fez lembrar de uma parábola contada por Jesus, sobre dois homens que subiram para orar. O fariseu, cheio de arrogância, estando em pé, orava assim: “Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo.” Já o publicano, considerado pelo primeiro como pertencente a pior classe de pecadores, humildemente clamava: “Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!” Jesus, fazendo a aplicação de seu ensino, declara que o publicano, não o fariseu, foi quem desceu para sua casa justificado, e esclarece: “Porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado” (Lucas 18:11-14). Creio que na conduta do cobrador de impostos encontramos o significado de “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mateus 5:3). A humildade sincera nos aproxima de Deus, enquanto a soberba nos afasta dele.

Motivado pelo ocorrido, deixo uma pergunta: Que mérito teria diante de Deus a pessoa mais honesta do mundo? Digo, a pessoa realmente mais honesta. Talvez você se surpreenda com o que a Bíblia diz sobre nossa condição diante do Criador: “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades como um vento nos arrebatam” (Isaías 64:6). Trapos de imundícia eram os panos usados pelas mulheres para conter o fluxo menstrual, e também as ataduras usadas pelos leprosos para cobrir suas feridas. Por mais que alguém se declare honesto ou justo, a Bíblia diz qual é seu verdadeiro estado: “Não há um justo, nem um sequer” (Romanos 3:10). Não importa o nome do homem, o seu papel na política, na educação, na ciência, ou em qualquer outra área; não importa a sua condição financeira, a cor de sua pele, a sua religião, ou qualquer outra coisa que seja ou faça: Cleber, Pedro, Maria, João, Dilma, Fernando, Francisco, Teresa, ou mesmo Luiz Inácio Lula da Silva, ninguém há que tenha atingido o padrão exigido por Deus, pois “não há homem justo sobre a terra, que faça o bem, e nunca peque” (Eclesiastes 7:20). Assim sendo, só há uma declaração verdadeiramente honesta que cada um de nós deve fazer: “Eu sou apenas um pobre pecador”. E há também uma única oração, capaz de tocar o coração do Senhor: “Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!”

Nem mesmo a alma mais honesta do mundo, se não reconhecer sua insuficiência e pecaminosidade, se não fizer sua oração de confissão e arrependimento, poderá ser justificada diante de Deus pelos méritos do sacrifício de Cristo. Pense nisso, e ore agora mesmo!

domingo, 17 de janeiro de 2016

UMA PALAVRA SOBRE A MARCHA PARA SATANÁS

“Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.” (Tiago 4:7)


Pr. Cleber Montes Moreira


Hoje, dia 17 de janeiro de 2016, ocorre, em pelo menos 15 cidades brasileiras, a Marcha para Satanás. Nestes últimos dias li muitas postagens na internet, percebi muito espanto, gente indignada, revoltada, amedrontada etc. Há campanhas de orações ocorrendo por todo o Brasil.

O diabo está trabalhando. Ele está fazendo a sua obra. Ele e muitos que militam pelo reino das trevas. Mas, eu não me espanto. O que me preocupa não é o que o inimigo anda fazendo, mas sim o que os crentes não fazem. Se as trevas estão cobrindo o Brasil é porque a luz não está brilhando, se a sociedade está se deteriorando é porque o sal não está exercendo sua função. Satanás está trabalhando, e muito, e a igreja está se abdicando de sua missão de pregar o evangelho. A igreja se esqueceu de que tem uma mensagem transformadora e passou a promover entretenimentos, shows, movimentos etc. As lâmpadas dos crentes estão apagadas. O amor pelas almas se esfriou. Muitos se conformaram com este mundo. Até a tal Marcha para Jesus é um evento de entretenimento. Como disse certo escritor, referindo-se à marcha dos crentes: “Quem é de Jesus não marcha, caminha.” É fato que há muita gente, talvez a maioria, que participa da Marcha para Jesus, mas que não anda com Ele no dia a dia.

Os gays fazem a “Parada Gay”, os militantes do diabo fazem a “Marcha para Satanás”, os “gospel” fazem a “Marcha para Jesus”, e a igreja faz o que? Estamos num Estado laico e democrático no qual as liberdades ainda são preservadas. Cada um faz o que quer. O que me incomoda é o que igreja não faz.

Outra coisa a observar é que a Marcha para Satanás é um movimento visível, orquestrado por hostes invisíveis do mal. É um movimento materializado, que se percebe. Entretanto, este reino das trevas age de outras formas muito mais perigosas. Ele milita na política, dita comportamentos e cria regras sociais, se infiltra nas igrejas, ataca as famílias de diversas formas, inclusive por meio da mídia, e eu não vejo tanta gente preocupada com isso. Vejo crentes se divertindo com as imoralidades das novelas, dos programas de domingo, do humor pervertido, também se corrompendo nos negócios, e produzindo todo tipo de frutos carnais. Gente que age assim também está marchando pelo diabo, concorda?

O foco do cristão não deve ser o que o diabo faz, mas sim o obedecer a Deus e cumprir sua missão. Se quiser vencer o inimigo, a fórmula é simples: “Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tiago 4:7). Não dá pra resistir ao diabo e vencê-lo sem antes sujeitar-se a Deus.

Esqueça, por um pouco, do que o diabo anda fazendo e preocupe-se com o que você deve fazer como crente. Se agir, como um verdadeiro cristão, estará dando sua colaboração para que “as portas do inferno” não prevaleçam contra a Igreja de Cristo (Mateus 16:18). Pense nisso!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

AMAR O MUNDO OU AMAR A DEUS?

Pr. Cleber Montes Moreira


“Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.” (1 João 2:15)


A exortação bíblica é clara - “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há” -, entretanto, para interpretarmos bem o texto, precisamos definir o que é o mundo. O mundo, citado por João, é o sistema secular, organizado, que age contra Deus e se opõe à Sua Obra e propósitos. É neste sentido que “todo o mundo está no maligno” (1 João 5:19), isto é, debaixo da influência daquele que é chamado de “príncipe deste mundo” (João 16:11) e que “opera nos filhos da desobediência” (Efésios 2:2), ou seja, nos que estão no mundo. Portanto, o mundo é inimigo do bem e aqueles que se conformam com ele estão nas trevas e sob o domínio de Satanás. É a este mundo, ou sistema, governado pelo diabo que não devemos amar. Quem ama o mundo e o que ele oferece ainda não conhece o Pai.

O amor ao mundo se manifesta, na prática, de diversas formas: apego ao dinheiro, consumismo desenfreado, materialismo, imoralidades, paixões pecaminosas, prazeres ilícitos, má administração do tempo, falta de amor pelas pessoas, valores e prioridades invertidas, corrupção e tantas outras coisas. É claro que todos nós precisamos de trabalho, dinheiro, estabilidade e temos tantas outras necessidades enquanto no mundo, porém, quando estimamos demasiadamente tais coisas, elas deixam de ser bênção e se transformam em maldição. É o mesmo princípio descrito por Paulo quando escreveu a Timóteo: “Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” (1 Timóteo 6:10). O dinheiro pode ser bênção ou maldição, dependendo de onde estiver o coração do homem. O amor ao mundo e ao que ele oferece causa males e sofrimentos.

Quem ama mundo um dia não terá o que amar, pois “o mundo e a sua cobiça passam” (1 João 2:17 – MVI), e aí tudo terá sido em vão. Porém, aquele que ama a Deus e permanece nele ama o Eterno, e as riquezas que Ele dá, ao contrário das riquezas deste mundo, não perecem.

Amar o mundo ou amar a Deus? Pense nisso e faça sua escolha.


sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

ESCOLHA SUAS SEMENTES

"Semeai para vós em justiça, ceifai segundo a misericórdia; lavrai o campo de lavoura; porque é tempo de buscar ao Senhor, até que venha e chova a justiça sobre vós.” (Oseias 10:12)


Pr. Cleber Montes Moreira


Alguma vez você pensou em como seria bom se fosse possível começar tudo de novo? Fazer o que não fez, aproveitar oportunidades perdidas, fazer outras escolhas, não cometer os mesmos erros, fazer novos planos, estabelecer alvos melhores… Quantas coisas você mudaria em sua história? É, mas o tempo que passou não volta mais, o que ficou no passado não pode ser mudado. Entretanto, podemos viver o presente com uma visão diferente, um novo ânimo, uma nova determinação e, na dependência de Deus, construirmos um futuro melhor. O hoje é a oportunidade que temos para fazer algo novo.

Embora a maioria das pessoas ambicione colher o que nunca plantou, a lei da semeadura é clara e imutável: “Porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gálatas 6:7). O que plantarmos hoje determinará a colheita de amanhã. Por isso Robert Louis Stevenson nos adverte: “Não julgue cada dia pela colheita que você obtém, mas pelas sementes que você planta.” Gabriel Morini afirma: “A vida não é feita de destino, mas sim de consequências. Tudo o que planto hoje é o que colherei amanhã.” E um provérbio chinês diz: “Podemos escolher o que plantar, mas somos obrigados a colher o que semeamos.”

A virada de ano é sempre vista como um recomeço. Assim podemos dizer que estamos diante de uma nova estação de plantio. Talvez, na temporada anterior, você não tenha semeado apenas boas sementes. Agora você tem uma nova oportunidade, dada por Deus, para fazer diferente. Prepare a terra, escolha suas sementes. Que sejam sementes boas, selecionadas, para que a colheita seja de abundante alegria. Semeie no Espírito, e não na carne e, enquanto há tempo, faça o bem (Gálatas 6:8,9).