sábado, 24 de janeiro de 2015

MARCIANO NÃO É DESTE MUNDO


“Não são do mundo, como eu do mundo não sou.” (João 17:16)

Pr. Cleber Montes Moreira

Certa feita, o irmão Luis Carlos de Moraes, da Primeira Igreja Batista de Itaperuna, convidou-me para uma visita evangelística a um senhor chamado Marciano. Quando lá chegamos, logo iniciei a apresentação do plano de salvação. Depois de algum tempo falando, o homem interrompeu-me e disse: “Sabe, eu não acredito em nada disso. Não creio em Deus, na Bíblia, no céu e nem no inferno. Para mim, morreu acabou.” Confesso que fiquei surpreso, pois não havia sido avisado que Marciano era ateu. Depois soube que não gostava de crentes e não permitia reuniões em sua casa, mesmo sendo sua esposa uma cristã que orava há anos por sua conversão. Não demorou muito, o Espírito Santo fez-me recordar de algo que havia lido num livro, uma tática evangelística. Então, perguntei: Sr. Marciano, o senhor é homem de aceitar desafios? Ele respondeu positivamente. Então, propus que ele pensasse sobre a seguinte questão, perguntando: Sr. Marciano, se o Deus em quem creio não existe, se a Bíblia é fruto da mente humana, se o diabo é uma ficção, se não existem o céu e o inferno, o que eu tenho a perder? Ele respondeu prontamente: “Nada.” Pois bem, continuei: Se o Deus em que creio é verdadeiro, se a Bíblia é a Sua Palavra, se existe o diabo, o céu e o inferno, o que o senhor tem a perder. Ele respondeu, literalmente, assim: “Estou ferrado”. Eu disse: É sobre isso que quero que pense. Este é o desafio.

Não demorou muito para que o encontrasse, durante uma corrida de ônibus na cidade. O avistei quando já estava para descer, bati em seu ombro, e ele disse: “Precisa voltar lá em casa para gente conversar.” Como fiquei contente! Não muitos dias depois, durante uma reunião de evangelismo em minha casa, o irmão Luis Carlos chegou com um recado: “O Sr. Marciano está internado e pediu para falar com o pastor ‘magrinho’. Havia se esquecido de meu nome. Fui, então, visitá-lo. E, qual foi minha surpresa? Marciano queria fazer sua decisão por Cristo. Havia pensado na questão proposta. Deus falou ao seu coração e o Espírito Santo operou poderosamente. Ali, no hospital, o ajudei numa oração de entrega ao Salvador. Ele foi sincero e seu testemunho impactante. Dias depois, tive o privilégio de ser o primeiro a pregar num culto em sua casa. Marciano não ficou muito tempo entre nós. Acometido de um câncer, faleceu meses depois. Preguei em seu velório, quando pude testemunhar de sua fé. Hoje, Marciano não é mais deste mundo. Morreu para o mundo, morreu para sua incredulidade, morreu fisicamente, mas está vivo para Deus. Agora pertence ao Reino dos Céus!

CORPO PRESENTE, CORAÇÃO E MENTE DISTANTES


“Porque o Senhor disse: Pois que este povo se aproxima de mim, e com a sua boca, e com os seus lábios me honra, mas o seu coração se afasta para longe de mim e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, em que foi instruído.” (Isaías 29:13)

Pr. Cleber Montes Moreira

Uma das coisas que mais me entristece é ver pessoas usando celulares durante o culto. Aquele momento que deveria consistir numa oferta agradável a Deus, acaba revelando uma religiosidade dissimulada e ofensiva àquele que é digno de ser adorado em espírito e em verdade. Gente que lê, que canta, que profere palavras e orações desconectadas de seu verdadeiro interesse enquanto troca mensagens de texto, conversa, joga, assiste vídeos etc. Está no recinto do culto, mas dele não participa. Em algum momento está tão distante que nem expectador é. O que oferece a Deus não é um tributo, mas algo que afronta. Seu comportamento é uma impostura!

Se você está entre aqueles que não desgrudam do celular ou do tablet na hora do culto, precisa repensar sua relação com Deus. Do contrário, seu comportamento será semelhante ao dos contemporâneos do profeta Isaías, sendo uma representação sem essência, sem temor, sem reverência e sem vida, que poderá ser chamado de qualquer coisa, menos de culto! Não adianta estar presente, se seu coração e mente estiverem distantes.

ANDAR COMO ELE ANDOU


“Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou.” (1 João 2:6)

Pr. Cleber Montes Moreira

Certa ocasião recebi, por e-mail, um convite para participar de uma excursão pela Terra Santa. O apelo era: “Venha andar por onde Jesus andou”. Muitas pessoas têm verdadeira paixão por conhecer as terras e os caminhos trilhados por Jesus. De fato, deve ser emocionante conhecer lugares que fazem parte das narrativas bíblicas sobre o Senhor: o Rio Jordão, o Monte das Oliveiras, a estrada de Jericó, a vila de Betânia, o Jardim do Getsêmani, o que sobrou do templo de Jerusalém, o monte onde o Salvador foi crucificado, o lugar onde foi sepultado etc. Entretanto, não posso deixar de afirmar que mais importante que andar por onde Jesus andou é andar como Ele andou! Jesus não é como uma celebridade morta, cuja casa torna-se ponto turístico e objetos ficam expostos em museus para apreciação de seus admiradores. Jesus também não é como um líder religioso qualquer, cuja terra vira lugar de peregrinação e idolatria. Jesus é Deus, Senhor e Salvador, e espera que nos tornemos seus seguidores, andando como Ele andou, amando, exercendo a misericórdia, pregando o evangelho do reino, sendo Sal e Luz do mundo. Ele quer mais do que admiradores, quer verdadeiros discípulos.