quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

HUMILDE EXALTADO

Pr. Cleber Montes Moreira


Há quem tenha mesa farta no Natal,
E há quem não tenha um prato especial.
Há também gente faminta,
Sem lar nem pão,
Sem roupas bonitas,
Sem esperança,
Sem sorrisos,
Sem brilho nos olhos,
Sem luz na vida...

Por isso Jesus se fez pobre,
E numa manjedoura foi colocado:
Entre humanos Deus veio ao mundo,
Para na pobreza manifestar riqueza,
Para do faminto ser da Vida o Pão,
Para ao sedento oferecer Água Viva,
Para o sem rumo ser o Caminho,
E, ao perdido conceder Salvação.

Sua vida Ele entregou,
Em sua glória se humilhou
Sem pecados, o nosso fardo carregou
Para na cruz morrer por quem o rejeitou.

A morte Ele venceu,
A tumba fria deixou ao terceiro dia,
Aquele que se humilhou foi exaltado:
Na manhã esplendorosa, em glória luzia
O rosto glorioso do Salvador
E eterno Senhor.

Na sua morte, morremos
Na sua ressurreição, ressurgimos
Naquele que vive, ganhamos vida
E, na esperança de sua vinda, cremos:

Tal como Ele é, nós seremos.

O NATAL DO CRENTE

Pr. Cleber Montes Moreira


O natal do crente é natal diferente.
Não tem Papai Noel, gnomos, nem duendes,
Não tem renas, nem trenó pra levar presentes
Só para as crianças obedientes.

O natal do crente celebra a Jesus,
O “Deus conosco” que se fez carne vivente
Que morreu na cruz, pra salvar eternamente
E ser caminho que ao Pai conduz.

O natal do crente é natal diferente.
Podemos sim trocar presentes,
Mas de todos o maior, certamente,
É ter Cristo sempre na vida da gente.

No natal do crente, a luz é Cristo,
A nossa Estrela da Manhã.
Luz que resplandece nas trevas, venturosa
Que brilha intensa e fulgurosa,
Luz da vida, Luz dos homens
Que a todos ilumina.

O natal do crente é natal diferente:
Natal da alegria perene,
Da Paz que excede todo o saber,
Da Esperança viva,
Da fé ativa que o mundo vence,
Da Vida que não pode morrer.


FIDELIDADE INABALÁVEL

“Porque os montes se retirarão, e os outeiros serão abalados; porém a minha benignidade não se apartará de ti, e a aliança da minha paz não mudará, diz o Senhor que se compadece de ti.” (Isaías 54:10)


Pr. Cleber Montes Moreira


Ao chegarmos ao final de mais um ano e fazermos uma retrospectiva, muitas ocorrências indesejáveis virão às nossas mentes: Catástrofes naturais como terremotos, furacões, ondas de calor, enchentes, estiagens prolongadas etc. Tragédias provocadas pelo homem, como rompimento de barragens, desmoronamento de construções, derramamento de petróleo nos oceanos e tantas outras. Também a corrupção, a crise econômica, crises políticas, crises institucionais, desemprego... Em decorrência de tudo isso, quantas expectativas frustradas? Para muitos o ano foi perdido. E, para nós, crentes em Cristo, que avaliação podemos fazer?

Uma conhecida publicou numa rede social a seguinte frase: “O mundo está em Crise, eu estou em Cristo.” É fato inegável que as crises nos afetam. Quem não pagou mais caro pelo pãozinho, pela energia e por tantos outros bens, serviços e itens indispensáveis? Quantos sonhos não foram adiados por causa da elevação do custo de vida? Quantos precisaram e não puderam contar com a saúde pública? E a violência? E a falência do ensino? Inegavelmente, todos fomos afetados! Até a obra missionária foi prejudicada pelo aumento do dólar. Entretanto, Deus permaneceu fiel. Os montes foram sacudidos, as colinas removidas, alicerces tremeram, a confusão se estabeleceu ao redor, porém a fidelidade divina não foi abalada, e o Deus de compaixão renovou com seu povo a sua aliança de paz. É por isso que quem está em Cristo tem, literalmente, paz em meio a tempestade. Paz em lugar de desespero. Paz que o mundo não compreende.

O que virá no ano que se aproxima? Não sabemos. Porém, podemos ter uma certeza: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. Portanto não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares. Ainda que as águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza” (Salmos 46:1-3). Ainda que o caos se estabeleça, nossa confiança deve estar naquele que não falha, cuja fidelidade é inabalável, e cuja paz nos tranquiliza.

O mundo está em crise, e você?


Feliz Natal! Feliz ano novo!

DEUS CONOSCO

“Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, o qual será chamado EMANUEL, que traduzido é: Deus conosco.” (Mateus 1:23 – ARIB)


Pr. Cleber Montes Moreira


O Profeta Isaías nos apresenta alguns nomes pelos quais o menino Jesus seria chamado: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Isaías 9:6). Voltando um pouco no livro que leva o nome do profeta, encontramos ainda: “Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel” (Isaías 7:14). Há ainda, em toda a Bíblia, outros nomes atribuídos ao Salvador, todos eles lindos, importantes, e com significados relevantes. Entretanto, se fosse escolher um nome como o meu preferido, este seria “EMANUEL”. A escolha é pelo seu significado: “Deus conosco.”

O desejo do Pai celeste é relacionar-se intimamente com os homens. Para isso fomos criados, para vivermos em comunhão com Ele, objetivo este frustrado por causa do pecado, que impôs uma barreira entre Criador e criatura (Isaías 59:2). Porque pecamos, desprovidos estamos da glória e da vida com Ele (Romanos 3:23).

A vinda de Cristo ao mundo é para reconciliar os homens com Deus, por isso Ele se fez o “Deus conosco”, como descreveu João: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1:14). A palavra usada por João, traduzida por “habitou”, tem o sentido de “tabernaculou”. Assim, a mensagem do texto é a de que Cristo, sendo Deus, se fez carne e tabernaculou conosco. O significado de tabernacular está explícito em Levítico 26:11,12, que diz: “E porei o meu tabernáculo no meio de vós, e a minha alma de vós não se enfadará. E andarei no meio de vós, e eu vos serei por Deus, e vós me sereis por povo.” Emanuel quer dizer exatamente isso: Deus conosco – Deus que está entre nós!

Nosso Deus não é Deus distante, insensível, indiferente, mas Deus que busca atrair os homens para Si, para um relacionamento vivo e pessoal com Ele. Por isso o Verbo se fez carne, para estar conosco, para reconciliar-nos com Deus. E, a promessa feita em João 14:1-3 aponta para uma realidade futura, quando Deus tabernaculará com seu povo para sempre, cumprindo, assim, Seu desejo expresso no texto de Levítico, citado anteriormente: “E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus” (Apocalipse 21:3).

A mensagem do nascimento de Jesus é, portanto, a de que o Eterno, por meio de Cristo, veio ao mundo para nos reconciliar com Ele, para ser o nosso Deus e fazer de nós o seu povo.

O “Deus conosco” é realidade para aqueles que aceitam a Boa Nova de Salvação, e declaram a Cristo como Senhor e Salvador. Você já fez isso? Já aceitou entrar para a comunhão com o EMANUEL? Pense nisso!

MEUS SONHOS OU A VONTADE DE DEUS?

“Por isso não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor.” (Efésios 5:17)


Pr. Cleber Montes Moreira


Há um deus adorado por alguns evangélicos que está cada vez mais em evidência, um deus que realiza sonhos, e que está sempre a serviço do homem. Confesso que já estou cansado de certas frases compartilhadas em redes sociais, tais como: “Deus dá vida aos nossos sonhos”; “Sonhar é humano, mas realizar os seus sonhos é obra de Deus”; “Sonhe, os sonhos alimentam nossa fé”; “Pela fé verei meus sonhos realizados por Deus”; “Deus realiza sonhos”; “Deus não engaveta seus sonhos, e na hora certa Ele te surpreende dizendo: O tempo chegou.” Há uma canção gospel cuja letra diz:

“Deus vai fazer o que você sonhar (…)
Deus vai realizar os teus sonhos
Mesmo em tempo de seca
Muita chuva terá
Você agora está no deserto
Mas eu sei que está perto
Da tua benção chegar (…)"


A maioria, quando diz “Os sonhos de Deus jamais serão frustrados”, está, na verdade, pensando em seus sonhos e não na vontade divina. Criador e criatura inverteram seus papéis: O homem sonha, e Deus realiza. O homem decreta, e Deus faz acontecer. O homem ordena, e Deus obedece. O homem é deus, e Deus é servo. Desculpem, mas este não é o deus da Bíblia, embora seja o deus de muita gente que se diz cristã.

Que tal uma mudança de foco? Que tal a vontade de Deus como prioridade? Que tal submetermos todos os nossos sonhos, anseios, ideais e planos àquele que sabe o que é melhor, com o objetivo de sermos seus instrumentos para a realização de Sua vontade?

Quem prioriza seus sonhos, pensa como o mundo e não tem a mente de Cristo. Quem se conforma ao padrão secular, não pode experimentar a “boa, agradável, e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12:2), pois seu entendimento está entenebrecido. Mais que isso, quem prioriza seus sonhos e despreza a vontade de Deus não tem parte com o Senhor, pois Ele mesmo disse: “Porquanto, qualquer que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, e minha irmã, e minha mãe” (Marcos 3:35).

Deus não é Deus de sonhos. A Bíblia não fala dos “sonhos de Deus”, mas de Sua vontade e realizações. Quem dirige a história não precisa sonhar. Cabe ao homem desejar serví-lo e submeter-se à Sua vontade, como instrumento. Aprendamos com Jesus: “A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra” (João 4:34). Do contrário, “Certo é que Deus não ouvirá a vaidade, nem atentará para ela o Todo-Poderoso” (Jó 35:13). Pense nisso!


OBS.: Se discordar, ao refutar, use a Bíblia.  

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

UMA PALAVRA SOBRE OS ACONTECIMENTOS POLÍTICOS ATUAIS

Pr. Cleber Montes Moreira


O PSDB se reuniu para decidir sua posição em relação a Eduardo Cunha. A decisão tomada nesta reunião foi a seguinte: O partido se posicionará favorável à cassação de Cunha, entretanto se oporá a este expediente caso o deputado trabalhe pelo impeachment de Dilma.

Esta decisão tucana só reforça o que já tenho dito. O PSDB não é partido de oposição, mas de conveniência. Ele se opõe àquilo que é contrário a seus interesses, mas se vende quando lhe convém. PSDB e PT, bem como toda esquerda brasileira, é farinha do mesmo saco. E mais que isso: A corja política que aí está, eleita com o voto do povo, está lá não pelos interesses dos eleitores, mas pelos seus próprios. Com raríssimas exceções, são todos ladrões, mal feitores, delinquentes, protegidos por uma tal de “imunidade pra lamentar”. Enfiaram o Brasil numa crise que parece não ter fim, que só piora a cada dia. O sistema político brasileiro é uma vergonha.

Em relação aos caminhoneiros, Dilma resolveu endurecer, aumentando os valores das multas e prometendo usar a força da Guarda Nacional. Ah, como eu gostaria de ver este mesmo expediente sendo usado, com o mesmo rigor, para o MST e demais movimentos (im) populares que fazem todo tipo de desordem neste país. Em terras brasileiras os contemplados são os criminosos, e cresce a cada dia a convicção de que o crime compensa. Principalmente se for cometido por políticos ou por grupos à eles ligados. Dá vergonha de dizer que sou brasileiro!

O tsunami de lama podre que atingiu o Brasil é uma tragédia sem precedentes, com prejuízos infinitamente maiores que causados pelo rompimento das barragens de Mariana/MG.

Sinceramente? Acho que não há solução. Povo que “vota com a barriga”, por “ajudinha”, “boquinha”, e outros motivos, não merece outra coisa além da que está posta. A corrupção lá de cima começa mais em baixo, e este povo que “gosta de levar vantagem em tudo” não sabe exercer o poder do voto nem reconhece o valor da democracia. Em virtude disso, dá má escolha, estamos debaixo de uma ditadura bem pior que o regime militar.

Diante do exposto, pra mim só há um consolo: eu não pertenço a este lugar! “Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Filipenses 3:20).

Desculpem o desabafo, mas é assim!

Abraços e um bom dia a todos. Bom dia mesmo, já que nossa fonte de contentamento está além do que nossa vista alcança.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

FUMAÇA, FOGO E PREJULGAMENTOS

“Não julgueis, para que não sejais julgados” (Mateus 7:1)


Pr. Cleber Montes Moreira


Há duas frases da sabedoria (ou ignorância) popular sobre as quais quero refletir. A primeira diz: “Onde há fumaça há fogo.” A segunda é um provérbio português, que afirma: “O povo aumenta, mas não inventa.”

Quando pessoas fazem tais afirmações sobre boatos que circulam a respeito de outras, sejam do círculo de sua convivência, da sociedade local, de celebridades, políticos etc, sobre qualquer assunto, acabam, ainda que inconscientemente, usando uma regra preconceituosa para medir a todos, indistintamente. Eu chamo isso de “prejulgamento”, ou seja, estabelecer opinião, juízo, julgamento, firmado em suposições. Com base nesta regra, qualquer calúnia será tida como verdadeira, pois “onde há fumaça há fogo”, ou “já houve”, e “o povo aumenta, mas não inventa.”

Em 2014, Fabiane Maria de Jesus, aos 33 anos de idade, foi vítima deste tipo de prejulgamento. Ela faleceu dois dias após ser espancada pode dezenas de moradores de Guarujá, litoral de São Paulo, por ser parecida com uma pessoa de uma foto que circulava na internet, supostamente sequestradora de crianças para utilizá-las em rituais de magia negra. Bastou que alguém a “reconhecesse” como a pessoa da foto para que outras, baseadas neste “reconhecimento”, fizessem “justiça com as próprias mãos.” Detalhe: a nota divulgada na internet, desencadeadora da confusão, era falsa.

Outro caso, ocorrido há mais tempo, foi de um casal que fazia transporte escolar na Cidade de São Paulo, acusado de abusar sexualmente das crianças que transportava. A notícia ganhou notoriedade na TV e nos jornais. Os acusados tiveram sua vida devassada. A cada dia surgiam novas denuncias e testemunhos sobre crianças violentadas. Pela opinião pública, o casal já estava julgado – era, sem qualquer dúvida, culpado! Entretanto, após tanto barulho houve um longo silêncio: as emissoras de TVs, os jornais televisivos e impressos pararam de noticiar sobre o assunto. É que descobriu-se que o casal era inocente. O Ministério Público deu o caso por encerrado, e permitiu a troca dos nomes dos acusados para que pudessem iniciar uma vida nova. Mas, o prejuízo foi incalculável e as feridas criaram marcas que ficarão para sempre na memória.

No dois casos citados, a sabedoria popular revelou ser uma enorme ignorância: havia fumaça, mas não fogo; o povo inventou e aumentou, sem dó nem compaixão, com o agravante de falsos testemunhos. É certo que até aqueles que fazem uso de tais regras, não querem ser julgados pelos mesmos critérios. Este julgamento impiedoso, injusto e punitivo é severamente combatido por Jesus: “Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós” (Mateus 7:1,2). Comentando o ensino de Jesus, William Barclay disse bem: “Houve tantos casos de julgamentos equivocados que se acreditaria que os homens deveriam aprender a abster-se totalmente de julgar a outros.” Os juízes erram, quanto mais as pessoas comuns.

“Ouvi dizer” não é, necessariamente, verdade. Nossa opinião deve ser formada com base nos fatos, e não em boatos. Cuidado com as calúnias, além de ser pecado têm poder destruidor. Podemos formular juízo, opinião embasada, mas não estabelecer prejulgamentos e condenações. Deus nos deu senso crítico, mas não nos constituiu juízes. E, finalmente, a Bíblia e não a “sabedoria” popular deve reger nossas convicções e ações.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

SER CRISTÃO OU SER “A UNIVERSAL”?

Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra.” (Hebreus 11:13)



Pr. Cleber Montes Moreira



Há um comercial de TV que já está ficando repetitivo. Nele, pessoas bem-sucedidas contam sua história de vida, declaram seu progresso, vitórias e sucessos, e terminam seu testemunho sempre com a frase: “Eu sou a Universal!” Esta é uma propaganda motivacional que visa vincular a ideia de prosperidade, de conquistas, de sucesso e felicidade àquela denominação religiosa. Certamente que muita gente é estimulada por esse marketing, tornam-se simpatizantes e até seguidoras deste tipo de “evangelho” cujo foco está no sucesso temporal, e não na salvação eterna. Interessante que, ao contrário destas pessoas, os heróis da fé não tiveram vida fácil. Na verdade, o escritor bíblico diz que eles “morreram na fé, sem ver o cumprimento das promessas…”. Simplesmente creram. Se guiaram por fé e não por vistas. Viveram na Terra como estrangeiros e peregrinos (Hebreus 11:13).

Dentre os personagens mencionados no capítulo 11 de hebreus, a narrativa sobre Moisés é realmente interessante e oportuna. Diz o texto: “Pela fé Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus, do que por um pouco de tempo ter o gozo do pecado; tendo por maiores riquezas o vitupério de Cristo do que os tesouros do Egito; porque tinha em vista a recompensa. Pela fé deixou o Egito, não temendo a ira do rei; porque ficou firme, como vendo o invisível” (Hebreus 11:24-27). Ele tomou o caminho contrário ao que prega hoje o evangelho da prosperidade: “recusou ser chamado filho da filha de Faraó”, o que significa que rejeitou todas as glórias e benesses do reino, “escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus”, considerando obedecer a Deus algo mais precioso que os “tesouros do Egito”. No final, não entrou na Terra, apenas a viu de longe.

O texto bíblico ainda diz: “E outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões. Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados… (Hebreus 11:36,37).

Certamente que pessoas tipo os “heróis da fé” não podem ser “garotos-propaganda” deste falso evangelho. O que teriam a dizer se testemunhassem naquele comercial de TV? Contar suas humilhações não seria “politicamente correto”.

O que é mais importante, ser cristão, ser guiado pela fé, ainda que em meio ao sofrimento, ou ser “A Universal”? Eu já fiz a minha escolha, e você?

SEJA VOCÊ TAMBÉM UM “HERÓI DA FÉ”

“Pela fé Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado filho da filha de Faraó.” (Hebreus 11:24 – Leia até o verso 29)


Pr. Cleber Montes Moreira


Por causa da Minissérie “Os Dez Mandamentos”, exibida pela TV Record, muitas pessoas começaram a olhar com mais interesse e curiosidade para Moisés, o escolhido de Deus para libertar Israel da escravidão do Egito e guiá-lo rumo à Terra Prometida. Muitos passaram a reconhecê-lo como uma pessoa de fé, por ter renunciado à vida e às benesses do palácio para lutar pelo seu povo. Realmente nosso “herói da fé”, cujo nome está eternizado na “galeria da fé”, na Carta aos Hebreus, tem uma história admirável. Mas, admirá-lo é uma coisa, outra é seguir o seu exemplo. Uma coisa é observarmos sua história como meros espectadores, outra é incorporar ao viver as lições relatadas na Bíblia. Pergunto: Quantos de nós faríamos escolhas e renúncias tão importantes, como fez Moisés? Quantos de nós deixaríamos uma vida boa num palácio, ou mesmo o conforto de nossas casas, regalias, emprego, família, ou qualquer outra coisa para cumprir o chamado de Deus irrestritamente? O que nos leva para mais perto do Pai celestial não é admirar alguns dos personagens bíblicos, nem mesmo a Jesus. Até porque o Filho de Deus quer discípulos e não admiradores; Ele quer um povo santo que o obedeça e o adore, e não uma plateia atenciosa.

Moisés é, certamente, um dos maiores exemplos de renúncia e obediência que encontramos no Livro Sagrado. Ele nos serve de modelo. Sua história de vida deve ser para nós exemplo e motivação, para que também vivamos e façamos grandes coisas movidos pela fé genuína no Deus único e verdadeiro. Quando você ler a Bíblia, ou mesmo ligar sua TV num filme ou minissérie que retrate algum personagem da Bíblia, pense em todos os valores e lições ensinadas por estes verdadeiros “heróis.” Seja você também um “herói da fé”, no sentido exato da palavra, como está na Bíblia – escolha servir a Deus! Você está preparado?

DUAS COISAS A EVITAR

“Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta.” (Hebreus 12:1)



Pr. Cleber Montes moreira



Você já viu, ainda que pela TV, alguma corrida de obstáculos? Podemos dizer que a fé é também “uma corrida de obstáculos”. O texto nos fala de, pelo menos, dois tipos de obstáculos que devemos vencer, se quisermos manter o foco no alvo e prosseguir na carreira cristã: o “embaraço” e o “pecado que tão de perto nos rodeia”. Imagino que esta foi a fórmula dos heróis da fé, cujos nomes estão relacionados em Hebreus 11, e aqui, no capítulo 12, aparecem como sendo “uma tão grande nuvem de testemunhas”. Eles não se embaraçaram, não deram lugar ao pecado, mas venceram os percalços, compreendendo que deveriam alcançar o seu objetivo. Foram servos obedientes, determinados, corajosos, que não cederam à tentação, não se acovardaram diante das perseguições, nem desistiram de seu chamado. Muitos morreram por causa de sua fidelidade a Deus.


Embaraço significa “qualquer fato ou coisa que dificulta ou impede; dificuldade, complicação, atrapalhação.” Quando penso em embaraço lembro-me do que são as redes para os peixes. Elas impedem sua jornada, os aprisiona e os leva para a morte. O diabo está diariamente lançando suas redes, com o mesmo propósito. A Bíblia, porém, nos exorta: “Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra” (2 Timóteo 2:4). Os “negócios” desta vida têm sido o maior embaraço à realização da Obra de Deus: o trabalho secular, as carreiras profissionais, a ambição pelo dinheiro, pelo conforto e tantas outras coisas impedem que pessoas militem com diligência. Gente assim se esquece do que disse Jesus: “Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?” (Mateus 16:26).


Devemos também evitar “o pecado que tão de perto nos rodeia”. Lembro que a ideia principal sobre pecado, conforme a teologia, é “errar o alvo”. Assim, todas as vezes que você deixa de olhar para Cristo, está pecando. Tudo o que desvia sua atenção do foco principal, te faz pecar. Toda ocupação que te impede, toda preocupação desnecessária, os cuidados demasiados com a própria vida te fazem pecar. Estas coisas são tão comuns que podemos dizer que “nos rodeiam”.


Como está seu desempenho na corrida da fé? Tem se atrapalhado com os obstáculos, ou tem prosseguido com sucesso? Seus olhos continuam fitos em Jesus? Pense nisso!

O ALVO PERFEITO

OLHANDO PARA JESUS, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus.” (Hebreus 12:2 – destaque do autor)



Pr. Cleber Montes Moreira



“Olhando para Jesus” indica o “ponto” onde devemos focar nosso olhar. Ele é a referência que norteia a vida rumo ao sucesso na jornada cristã. Olhar para outro alvo é caminhar rumo ao fracasso. Muitos erram, porque se distanciam da vontade de Deus, porque fixam o olhar noutra direção, noutro “objetivo” que não o Salvador. É bom lembrar que “pecado é errar o alvo”, ou “atingir o alvo errado”.


Há quem prefira olhar para si: suas opiniões, suas preocupações, seus anseios, seus ideais, seus prazeres e alegrias estão centrados em seu “eu” e não na pessoa de Cristo. Isso é idolatria, pois que o “eu” passa a ocupar o lugar de honra que deveria ser exclusivo do Senhor Jesus. Enquanto as nossas preocupações estiverem relacionadas a nós mesmos, estaremos desprovidos da fé real, que agrada a Deus, e nosso alvo não será Cristo, mas sim nossa própria vontade da qual nos ocuparemos, e a qual direcionará nossas vidas para nosso próprio caminho. Garanto que isso não traz felicidade, mas decepções e tristezas, além dos prejuízos eternos que acarreta.


Há outros que passam a vida olhando ao redor, para outras pessoas, pautando seu viver pela opinião dos outros, talvez para que sejam “aceitos” pela sociedade. Isso é buscar um viver de aparências. Alguma vez você já deixou de olhar para Cristo porque se distraiu olhando para outras pessoas, para suas vidas, suas opiniões e seus comportamentos? Devemos buscar a aceitação de Deus, e não das pessoas. É a vontade divina que deve nos direcionar e impulsionar nossas ações, não as pessoas, nem o mundo.


Há um pensamento, cuja autoria desconheço, que diz: “A derrota vem de olhar para trás. A distração vem de olhar em volta. O desânimo vem de olhar para baixo. A libertação vem de olhar para cima.” Certamente que Cristo é a única referência para um viver de santidade, de obediência a Deus, de vida produtiva, frutífera e vitoriosa que devemos ter. Todos os “heróis da fé” olharam para o alto, para Aquele “em quem não há mudança nem sombra de variação” (Tiago 1:17), para Aquele que é “o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente” (Hebreus 13:8), para o Alvo Perfeito e não para um alvo “móvel”.


Eu já escolhi para onde olhar: meu alvo é Jesus. E o seu?

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

A PALAVRA VIVA

“No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus, e a Palavra era Deus.” (João 1:1 – BKJA)


Pr. Cleber Montes Moreira


A Palavra de Deus é viva! Por ela o mundo foi criado. Por ela o pecador arrependido é regenerado. Por ela pessoas reviveram. Por ela os salvos ressuscitarão. Ela desvenda quem fomos, o que somos e o que seremos na eternidade com Cristo. Ela revela como será o futuro dos salvos e, também, dos perdidos. Por ela o crente é santificado. Nenhuma outra palavra tem tal poder e eficácia. Contra a Palavra nenhuma palavra pode, pois a Palavra é a Verdade imutável, infalível e eterna, contra a qual nenhum poder prevalece. A Palavra é Deus, e Deus se tornou homem e viveu entre nós. Jesus é a Palavra! A Palavra se fez carne; se fez como nós.

Muitos seguiam a Jesus por causa de seus feitos, por causa dos pães e peixes multiplicados, mas os discípulos reconheceram-no como a Palavra doadora da Vida, como disse Pedro: “Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna?” (João 6:68). No Sinai Moisés “recebeu palavras vivas, a fim de nos serem transmitidas” (Atos 7:38 - BKJA). Nós, porém, recebemos a Palavra Viva. Jesus é a Palavra, e suas palavras produzem vida. Jesus é a própria vida. Sem a Palavra nada existiria; ninguém teria vindo à vida, e a vida eterna não seria anunciada.

Quem segue a Palavra não anda em trevas, mas na Luz da Vida. A Palavra desfaz todo engano. Quem nela crê não permanece no entenebrecimento, e nunca será confundido. “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32), “E nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente” (João 6:69). Pela fé na Palavra fomos libertos, recriados para sermos semelhantes a Cristo, e selados para a vida eterna. De palavra em palavra conhecemos mais a Deus, somos por Ele trabalhados, aperfeiçoados, para que atinjamos o alvo proposto (Efésios 4:13).

Que outra palavra há como a Palavra? Que outra palavra pode transportar das trevas para a maravilhosa Luz? Que outra palavra pode reconciliar Criador e criatura? Que outra palavra pode produzir tamanho perdão e salvação? Que outra palavra revela tanta graça? Que outra palavra pode mudar mentes e corações? Que outra palavra pode ser Pão da Vida? Que outra palavra é fonte que jorra para a vida eterna? (João 4:14). Que outra palavra há que oriente, alivie, conforte, revigore e sacie a alma? Que outra palavra há que regenere? Em que outra palavra podemos ter tão viva esperança? Que outra palavra se fez homem, para levar o homem a Deus? Não! Outra não há! A Palavra é única! Todo ensino fora da Palavra é heresia. Toda palavra fora da Palavra é mentira, e não subsistirá para sempre. Todo caminho fora da Palavra é caminho de morte. Quem não é pela Palavra é contra a Palavra. A Palavra é Deus, e Deus é a Palavra encarnada por meio de Jesus Cristo. Quem conhece a Cristo, conhece a Palavra; quem conhece a Palavra, conhece a Cristo.

sábado, 25 de abril de 2015

EVANGELHO ABRACADABRISTA

Pr. Cleber Montes Moreira


Há pessoas que quando querem emagrecer, optam por dietas, remédios e até cirurgias para conseguirem seu intento. Mas, um pastor de Cariacica, na Grande Vitória, virou notícia em vários jornais por causa da promessa de "emagrecimento instantâneo", que ficou conhecido popularmente por "lipoaspiração divina". Disse o religioso, em entrevista a um jornal: “Alguns estão acima do peso por problemas na tireoide e hipófise, mas já escutei o testemunho de fiéis que sentem como se tivessem passado por uma cirurgia e ficam até com cicatriz. Deus foi o cirurgião". Segundo ele, os fiéis que recebem a oração sentem como se ficassem anestesiados, entram em sono profundo, e, quando acordam, já estão mais magros.

Quando tomo conhecimento de episódios como este, seja pelos jornais, pela TV ou outras fontes, logo penso numa palavra: ABRACADABRA! Minha conclusão é que muita gente é iludida por um evangelho abracadabrista.

Segundo o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, “abracadabra” significa: “1. Palavra cabalística a que se atribuía a virtude de curar moléstias. 2. Amuleto com essa palavra inscrita. 3. [Figurado] Crença supersticiosa no poder dessa palavra. 4. Fórmula pronunciada geralmente na crença de que invoca poderes mágicos ou sobrenaturais. 5. Palavra ou expressão que não se percebe.” Conforme o Dicionário Web: “Palavra mágica, a que os antigos atribuíam a virtude de curar moléstias várias, e cujas letras deviam ser escritas em triângulo, de modo que pudesse ser lida de todos os lados.” Hoje, é uma palavra à qual se atribuem poderes mágicos. É bastante usada como palavra de encantamento por mágicos, ilusionistas, encantadores, feiticeiros etc. Provavelmente você já a tenha encontrado num livro, escutado num filme ou desenho animado e, talvez, a proferido durante alguma brincadeira de criança. Já "abracadabrista" diz respeito a “que ou pessoa que pratica abracadabra”.

O evangelho abracadabrista é cheio de magia e encantamentos: “Abracadabra”, e o doente é curado; “Abracadabra”, e a vitória é decretada; “Abracadabra”, e o espírito mal é amarrado; “Abracadabra”, e o sonho é interpretado; “Abracadabra”, e uma nova “profecia” é revelada… “Abracadabra” para emagrecer; “Abracadabra” para deixar de fumar; “Abracadabra” para prosperar; “Abracadabra” para arranjar marido”, “Abracadabra” para trazer o amor de volta em sete dias etc. O que muda, infelizmente, é a palavra de ordem para que a magia ou milagre se realize: O nome santo de nosso Senhor Jesus! Sim, o nome precioso de Cristo tem sido vilipendiado por aqueles que o tomam indevidamente. “Em nome de Jesus” é a frase predileta de bruxos, disfarçados de “homens de Deus”, que estão por aí enganando gente incauta. Não é sem motivo que o próprio Cristo tenha dito: “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores” (Mateus 7:15). E, ainda: “E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos” (Mateus 24:11). Eles não são enviados de Deus, embora profetizem falsamente em seu nome (Jeremias 27:15). Eles não merecem crédito, mas desprezo!

Não se iluda, caro leitor, o verdadeiro evangelho não é mágica nem encantamento, mas o poder de Deus para a salvação (Romanos 1:16). Não consiste em instrumento para a realização da vontade humana, mas na Palavra Viva e transformadora de vidas que se rendem a Cristo. O engano escraviza, mas a Verdade liberta. Pense nisso!

sábado, 7 de março de 2015

"EITA MULHERÃO"

Pr. Cleber Montes Moreira


“O seu valor muito excede ao de rubis.” (Provérbios 31:10)



Certo jovem, ao ver passar uma mulher linda e atraente, soltou o grito: “Eita mulherão!” Obviamente que se referia ao corpo escultural, à forma e não à essência, à beleza física e não ao caráter. Mulherão é sinônimo de seios fartos, de lábios carnudos, de glúteos volumosos, pernas torneadas etc. O padrão é o das dançarinas dos programas de palco, das que aparecem nas capas de revistas e, até das que se oferecem em anúncios como “acompanhantes”. Neste sentido, mulherão é a concepção formada por uma mente doentia, sensualista, desconectada de valores mais elevados, é a interpretação vulgar do que significa ser mulher.


Na Bíblia temos vários exemplos de mulheres que merecem admiração, valorozas, exemplares, mulheres de fé, verdadeiras servas. Cada uma pode ser considerada, verdadeiramente, um mulherão: DÉBORA, escolhida para ser juíza. Certa SUNAMITA, que pediu ao marido que construísse um quarto a mais em sua casa para hospedar o profeta Elizeu. ESTER, que se tornou rainha e foi instrumento divino para salvar seu povo da destruição. RUTE, nora de NOEMI, era mulher honesta e trabalhadora. ANA, mulher de oração, mãe do profeta Samuel. ABIGAIL, “mulher de bom entendimento e formosa”, que livrou sua família (1 Samuel 25:3). A anônima VIÚVA POBRE, cuja liberalidade tornou-se exemplo a ser seguido. MARIA DE BETÂNIA, que encontrou tempo para ouvir o Mestre, deixando, por algum momento, seus afazeres. A SAMARITANA, pecadora arrependida que se tornou missionária entre o seu povo. MARIA, mãe de Jesus, que ao invés de exaltar-se reconheceu sua condição de serva (Lucas 1:48). DORCAS, discípula cheia de “boas obras” (Atos 9:36). LÍDIA, que abriu sua casa para a pregação do evangelho. LÓIDE e EUNICE, que ensinaram ao jovem Timóteo os valores da “fé não fingida” (2 Timóteo 1:5). Tantas outras aparecem, nas Sagradas Escrituras, como verdadeiras heroínas. Cada uma delas pode ser considerada, literalmente, um mulherão!


Mulherão é a mãe, a filha, a esposa, a amiga, a companheira, a mulher íntegra, a trabalhadora, a que cuida com zelo de sua família, a que em seu lar cultiva os valores cristãos, a que é exemplo de fé e obediência a Deus. Qualquer outra concepção do que seja um “mulherão” será fruto de devaneio.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

MAIS UMA UNÇÃO


“O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento.” (Oséias 4:6)

Pr. Cleber Montes Moreira

Eis que surge mais uma novidade nos arraiais gospel: A Unção das Camisinhas: Calma, você não enlouqueceu, nem eu! Um grupo de “evangélicos” publicou, no dia 16 de fevereiro de 2015, um vídeo em que aparece em “ação evangelística” distribuindo “preservativos ungidos” nas baladas. Como se não bastasse as diversas “unções” do Circo Gospel, agora temos também a “Unção das Camisinhas.” Baseando-se numa leitura equivocada de 1 Cotíntios 1:27, a de que Deus usa as coisas loucas para confundir os sábios, o grupo afirma que a pessoa que usar a camisinha ungida perderá o desejo sexual naquele momento.
Tente imaginar um grupo de pessoas orando, impondo as mãos e derramando azeite, em nome do Senhor Jesus, sobre preservativos que “inibirão” o libido dos baladeiros. Está aí mais um espetáculo apreciado pelo diabo!
As heresias surgem, normalmente, por falta de conhecimento da Palavra de Deus. Quem não lê, ou lê pouco e não estuda, ou recorre apenas a textos isolados das Escrituras, corre o risco de enganar-se ou ser enganado facilmente. O que Jesus disse serve muito bem para os dias atuais: “Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus” (Mateus 22:29). Aqui está o motivo de tantos erros e heresias que surgem por aí: falta de Bíblia! Onde a luz não chega, as trevas reinam!

domingo, 15 de fevereiro de 2015

CARNAVAL: ESTAMOS NO MUNDO, MAS O MUNDO NÃO ESTÁ EM NÓS!


3- Entre vocês não deve haver nem sequer menção de imoralidade sexual nem de qualquer espécie de impureza nem de cobiça; pois estas coisas não são próprias para os santos. 4- Não haja obscenidade nem conversas tolas nem gracejos imorais, que são inconvenientes, mas, ao invés disso, ação de graças. 5- Porque vocês podem estar certos disto: nenhum imoral nem impuro nem ganancioso, que é idólatra, tem herança no Reino de Cristo e de Deus. 6- Ninguém os engane com palavras tolas, pois é por causa dessas coisas que a ira de Deus vem sobre os que vivem na desobediência. 7- Portanto, não participem com eles dessas coisas. (Efésios 5:3-7 – NVI)



Pr. Cleber Montes Moreira


A festa da carne está chegando. Mais uma vez milhões de pessoas estarão nas ruas, buscando uma alegria passageira para satisfazer seus desejos carnais. A programação da TV dará destaque especial à maior festa brasileira. Como nos anos anteriores, em 2015 os governos apoiarão eventos, distribuirão camisinhas e pílulas do dia seguinte, promoverão o turismo (sexual também), além de outras medidas de incentivo. Só para ter uma ideia, o governo do Espírito Santo pretende distribuir 1,2 milhão de preservativos, o governo da Paraíba 2 milhões, o governo do Piauí 4 milhões. Em todo o Brasil serão distribuídas 70 milhões de camisinhas. Apenas na Bahia serão gastos R$ 87,9 milhões na realização do carnaval. Bebida, danças, sexo e, como consequência, aumento da violência, acidentes automobilísticos, gravidez indesejada, abortos, contágio por doenças sexualmente transmissíveis, infidelidade conjugal, divórcios etc. Em lugar da alegria de alguns dias, tristeza e sofrimento. Algumas marcas ficarão para sempre, seja no corpo ou na mente. Pior que os governos referem-se aos gastos com o carnaval como “investimentos.”


O vale tudo pelo prazer carnal tem consequências trágicas. Há uma versão da Bíblia que diz que “a aspiração da carne é a morte” (Romanos 8:6). Sim, os desejos naturais, a “inclinação da carne”, leva à morte. Não se trata apenas de morte física, mas também de morte espiritual e morte eterna. A Palavra de Deus é clara: “Quem semeia para a sua carne, da carne colherá destruição...” (Gálatas 6:8 – NVI).


“Os que estão na carne não podem agradar a Deus” (Romanos 8:8), portanto, as orientações de Paulo aos Efésios 5:3-7 são preciosíssimas: que não haja entre nós “sequer menção de imoralidade sexual”; nem impurezas, nem cobiças, nem obscenidades, nem conversas tolas, nem piadas imorais, “pois estas coisas não são próprias para os santos.” Quanto àqueles que celebram a carne, o conselho é: “Portanto, não participem com eles dessas coisas”; “Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito” (Romanos 8:5).

Enquanto o mundo celebra a carne, o cristão deve celebrar a vida em Deus. O mundo é dominado pelo príncipe das trevas, mas nós que cremos em Cristo pertencemos ao Reino de Deus no qual o pecado não pode habitar. Nos próximos dias seremos confrontados. Alguém disse que cada tentação é um desafio à santidade. Seja fiel sempre! Seja luz em meio às trevas! Lembre-se: ainda estamos no mundo, mas o mundo não está em nós!

sábado, 24 de janeiro de 2015

MARCIANO NÃO É DESTE MUNDO


“Não são do mundo, como eu do mundo não sou.” (João 17:16)

Pr. Cleber Montes Moreira

Certa feita, o irmão Luis Carlos de Moraes, da Primeira Igreja Batista de Itaperuna, convidou-me para uma visita evangelística a um senhor chamado Marciano. Quando lá chegamos, logo iniciei a apresentação do plano de salvação. Depois de algum tempo falando, o homem interrompeu-me e disse: “Sabe, eu não acredito em nada disso. Não creio em Deus, na Bíblia, no céu e nem no inferno. Para mim, morreu acabou.” Confesso que fiquei surpreso, pois não havia sido avisado que Marciano era ateu. Depois soube que não gostava de crentes e não permitia reuniões em sua casa, mesmo sendo sua esposa uma cristã que orava há anos por sua conversão. Não demorou muito, o Espírito Santo fez-me recordar de algo que havia lido num livro, uma tática evangelística. Então, perguntei: Sr. Marciano, o senhor é homem de aceitar desafios? Ele respondeu positivamente. Então, propus que ele pensasse sobre a seguinte questão, perguntando: Sr. Marciano, se o Deus em quem creio não existe, se a Bíblia é fruto da mente humana, se o diabo é uma ficção, se não existem o céu e o inferno, o que eu tenho a perder? Ele respondeu prontamente: “Nada.” Pois bem, continuei: Se o Deus em que creio é verdadeiro, se a Bíblia é a Sua Palavra, se existe o diabo, o céu e o inferno, o que o senhor tem a perder. Ele respondeu, literalmente, assim: “Estou ferrado”. Eu disse: É sobre isso que quero que pense. Este é o desafio.

Não demorou muito para que o encontrasse, durante uma corrida de ônibus na cidade. O avistei quando já estava para descer, bati em seu ombro, e ele disse: “Precisa voltar lá em casa para gente conversar.” Como fiquei contente! Não muitos dias depois, durante uma reunião de evangelismo em minha casa, o irmão Luis Carlos chegou com um recado: “O Sr. Marciano está internado e pediu para falar com o pastor ‘magrinho’. Havia se esquecido de meu nome. Fui, então, visitá-lo. E, qual foi minha surpresa? Marciano queria fazer sua decisão por Cristo. Havia pensado na questão proposta. Deus falou ao seu coração e o Espírito Santo operou poderosamente. Ali, no hospital, o ajudei numa oração de entrega ao Salvador. Ele foi sincero e seu testemunho impactante. Dias depois, tive o privilégio de ser o primeiro a pregar num culto em sua casa. Marciano não ficou muito tempo entre nós. Acometido de um câncer, faleceu meses depois. Preguei em seu velório, quando pude testemunhar de sua fé. Hoje, Marciano não é mais deste mundo. Morreu para o mundo, morreu para sua incredulidade, morreu fisicamente, mas está vivo para Deus. Agora pertence ao Reino dos Céus!

CORPO PRESENTE, CORAÇÃO E MENTE DISTANTES


“Porque o Senhor disse: Pois que este povo se aproxima de mim, e com a sua boca, e com os seus lábios me honra, mas o seu coração se afasta para longe de mim e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, em que foi instruído.” (Isaías 29:13)

Pr. Cleber Montes Moreira

Uma das coisas que mais me entristece é ver pessoas usando celulares durante o culto. Aquele momento que deveria consistir numa oferta agradável a Deus, acaba revelando uma religiosidade dissimulada e ofensiva àquele que é digno de ser adorado em espírito e em verdade. Gente que lê, que canta, que profere palavras e orações desconectadas de seu verdadeiro interesse enquanto troca mensagens de texto, conversa, joga, assiste vídeos etc. Está no recinto do culto, mas dele não participa. Em algum momento está tão distante que nem expectador é. O que oferece a Deus não é um tributo, mas algo que afronta. Seu comportamento é uma impostura!

Se você está entre aqueles que não desgrudam do celular ou do tablet na hora do culto, precisa repensar sua relação com Deus. Do contrário, seu comportamento será semelhante ao dos contemporâneos do profeta Isaías, sendo uma representação sem essência, sem temor, sem reverência e sem vida, que poderá ser chamado de qualquer coisa, menos de culto! Não adianta estar presente, se seu coração e mente estiverem distantes.

ANDAR COMO ELE ANDOU


“Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou.” (1 João 2:6)

Pr. Cleber Montes Moreira

Certa ocasião recebi, por e-mail, um convite para participar de uma excursão pela Terra Santa. O apelo era: “Venha andar por onde Jesus andou”. Muitas pessoas têm verdadeira paixão por conhecer as terras e os caminhos trilhados por Jesus. De fato, deve ser emocionante conhecer lugares que fazem parte das narrativas bíblicas sobre o Senhor: o Rio Jordão, o Monte das Oliveiras, a estrada de Jericó, a vila de Betânia, o Jardim do Getsêmani, o que sobrou do templo de Jerusalém, o monte onde o Salvador foi crucificado, o lugar onde foi sepultado etc. Entretanto, não posso deixar de afirmar que mais importante que andar por onde Jesus andou é andar como Ele andou! Jesus não é como uma celebridade morta, cuja casa torna-se ponto turístico e objetos ficam expostos em museus para apreciação de seus admiradores. Jesus também não é como um líder religioso qualquer, cuja terra vira lugar de peregrinação e idolatria. Jesus é Deus, Senhor e Salvador, e espera que nos tornemos seus seguidores, andando como Ele andou, amando, exercendo a misericórdia, pregando o evangelho do reino, sendo Sal e Luz do mundo. Ele quer mais do que admiradores, quer verdadeiros discípulos.