sábado, 6 de dezembro de 2014

UM GRITO POR SOCORRO


Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias. Lava-me completamente da minha iniquidade, e purifica-me do meu pecado. Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim.” (Salmos 51:1-3)

Pr. Cleber Montes Moreira

Li num site, uma frase que interpretei como um grito por socorro: “Cristãos, por favor, me ajudem! Não consigo sentir tristeza pelos meus pecados.” Que terrível confissão fez aquele internauta! Há muita gente que se acostumou tanto com o pecado que já não pode entristecer-se.
Em 1 Timóteo 4:2, Paulo fala sobre aqueles cujas consciências estão "cauterizadas" ou indiferentes. Assim como a pele de um animal marcado com um ferro em brasa se torna insensível a dor, há consciências que já não reagem ao pecado. Muitos até reconhecem seus erros, sabem da gravidade da situação, mas não sentem suficiente tristeza para o arrependimento.
Em sua experiência, ao cometer uma sucessão de pecados a partir do adultério com Bate-Seba, Davi foi duramente repreendido pelo profeta Natã, o que o despertou para a sua condição deplorável e culminou em seu arrependimento. Ele sentiu tanta tristeza pelos pecados que decidiu abandoná-los, pois agora eram como fardo insuportável, de dores e aflições. Sua mente não estava cauterizada, mas sensível à repreensão divina.
Por algum tempo pecar produz algum prazer, mas depois torna-se num tumor que provoca dores agudas. Então, o único remédio é o arrependimento, e arrependimento é sentir tristeza o bastante para parar de pecar. Foi exatamente isso que Davi sentiu quando gritou a Deus por perdão: “Tem misericórdia de mim, ó Deus... Apaga as minhas transgressões... Lava-me completamente da minha iniquidade, e purifica-me do meu pecado.”
Você também já deu o seu grito por socorro? Já sentiu tristeza pelos seus pecados? Saiba que “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça” (1 João 1:9).

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

ÚNICO E VERDADEIRO SALVADOR

“E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” (Atos 4:12) 

Pr. Cleber Montes Moreira 

No filme “Titanic” há uma cena da qual lembro-me sempre. É a que retrata o naufrágio do navio, após a colisão com um iceberg na região dos bancos gelados de Newfoundland, por volta das 23h40min do dia 14 de abril de 1912. Muitas pessoas, desprovidas de salva-vidas, agarravam-se a destroços, esforçando-se para salvarem suas vidas. No entanto, muitos pereceram nas águas geladas apegadas a estes objetos. Eu tenho dito que, do ponto de vista espiritual, muita gente está agarrada a destroços aos quais eu tenho chamado de 'tábuas de salvação', que infelizmente não podem salvar. São religiões, crenças, tradições, obras, “achismos” etc. Pessoas estão morrendo por confiarem suas vidas a tais objetos tão impotentes. Mas, para a salvação, só há um salva-vidas – Jesus! Então, é preciso urgentemente, enquanto há tempo, deixar de lado tais destroços para confiar, única e exclusivamente, naquele que é o único e verdadeiro Salvador!

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

AMAR O SUFICIENTE PARA SER CHAMADO CRISTÃO


Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele.” (João 14:21)

Pr. Cleber Montes Moreira

Há uma frase, cuja autoria desconheço, que diz: “O verdadeiro amor é capaz dos maiores sacrifícios, para o bem estar do ser amado.” De fato o amor leva à ações grandiosas, muitas vezes aos olhos dos outros entendidas como “loucuras”. Quem ama quer expressar seu amor, não apenas por palavras, mas por atos que promovam o bem de quem se ama. O verdadeiro amor faz da felicidade do outro, e não da sua, o seu alvo. O verdadeiro amor suporta as dificuldades, transpõe barreiras... O verdadeiro amor se derrama numa entrega total e resoluta.
Nas relações humanas as pessoas querem demonstrar seu amor dando presentes, fazendo declarações etc. William Shakespeare disse: “O amor é a única loucura de um sábio e a única sabedoria de um tolo.” Certamente que tem razão. O sábio quando ama enlouquece, e o tolo quando ama é capaz de fazer coisas maravilhosas. André Suarés disse: “Amar bem é amar loucamente.” Assim as pessoas amam e demonstram seu amor: amor humano, entre duas pessoas, amor que se prova e quer prova, amor que dá e recebe. Mas, e quando se trata de amar a Deus, como agimos? Como demonstramos nosso amor àquele que nos amou primeiro? Jesus diz sobre qual deve ser a nossa prova de amor ao Pai: OBEDIÊNCIA! “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama.”
Se você diz amar a Deus, mas não é capaz de obedecer, isso não é amor. Se você diz amar a Deus, mas é incapaz de amar do modo como Cristo amou - sendo obediente até à morte, e morte de cruz” (Filipenses 2:8) - esse amor não é suficiente para que você seja chamado “cristão”.

BOM É TER A ESPERANÇA QUE NÃO MORRE


Bom é ter esperança, e aguardar em silêncio a salvação do Senhor.” (Lamentações 3:26)

Pr. Cleber Montes Moreira

Tenho um colega que vive repetindo: “Bom é ter esperança.” Conrad de Meester disse: “A maior motivação de todas é ter esperança, pois esta é cheia de confiança. É algo maravilhoso e belo, uma lâmpada iluminada em nosso coração. É o motor da vida. É uma luz na direção do futuro...” Eu, porém, digo que quem não tem esperança não tem futuro. Quem não tem esperança está morto, pois já se entregou ao fracasso.

Segundo os dicionários 'esperança' significa “sentimento de quem vê como possível a realização daquilo que deseja, confiança em coisa boa, fé.” Assim sendo, ter esperança é confiar que algo que se deseja, que se espera, que se necessita, que foi prometido, acontecerá.

Penso que a questão maior, no entanto, não é ter ou não esperança, mas o que se espera e de onde, de que ou de quem se espera. Os salvos vivem “Em esperança da vida eterna, a qual Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos dos séculos” (Tito 1:2), e esta esperança está firmada naquele que tudo pode: “Ó minha alma, espera somente em Deus, porque dele vem a minha esperança” (Salmos 62:5).

Alguns acreditam que “A esperança é a última que morre”. Eu afirmo, com convicção, que em Deus temos uma esperança eterna. Por isso, somente o salvo sabe e pode dizer com propriedade: “Bom é ter esperança.” Sim, bom é ter a esperança que não morre!

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

TRISTE OU FELIZ?

O que despreza ao seu próximo peca, mas o que se compadece dos humildes é bem-aventurado.” (Provérbios 14:21)

Pr. Cleber Montes Moreira

Meu filho Jônatas, com pouco mais de dois anos, como a maioria das crianças, consegue perceber coisas que nós adultos nem sempre percebemos. Ele sabe bem quando as pessoas mais próximas mudam de humor. Daí ele pergunta: “Você tá triste?”; ou “Você tá feliz?” Se comete alguma desobediência e sabe, pelo meu semblante, que desagradou, pergunta: “Você tá triste?”. Se faz algo e percebe que gostei, a pergunta é: “Você tá feliz?”. Me lembro que certo dia minha esposa chegou da escola em que leciona cansada, sentindo-se mal, deitou-se e ele, aproximando-se calmamente, fez a pergunta: “Mamãe, você tá triste?”

Quanta diferença faria se as pessoas perguntassem umas às outras mais vezes: “Você tá triste?”, ou “Você tá feliz?”. Certamente que tal preocupação seria recebida como uma demonstração de afeto.

Triste ou feliz? Você se importa? Se realmente amamos, precisamos perguntar sempre! Alexandre Dumas afirmou: “O mais feliz dos felizes é aquele que faz os outros felizes.”

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

“PARECE, MAS NÃO É...”

Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons. Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis. Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.”
(Mateus 7:17-21)

Pr. Cleber Montes Moreira

Algumas pessoas, depois de algum tempo vivendo em meio ao povo de Deus, por algum motivo se afastam. Voltam a alguma prática antiga, se cansam da igreja, assumem publicamente uma conduta pecaminosa, se escandalizam etc. Os motivos são vários. Estas pessoas passam a se considerar, ou a ser consideradas como “ex-crentes”. É o que aconteceu, recentemente, com Suzane Von Richthofen, presa pelo assassinato dos pais em 2002. Ela, que teria se convertido na prisão, se tornado pastora e conselheira de outras detentas, pediu transferência da ala evangélica para a ala das casadas, no presídio de Tremembé. O motivo? Suzane se casou com Sandra Regina Gomes, condenada a 27 anos de prisão pelo sequestro de uma empresária em São Paulo. Sandra, mais conhecida como Sandrão, já havia sido casada com Elize Matsunaga, que cumpre pena por matar e esquartejar o marido Marcos Kitano Matsunaga, em 2012.

É conhecido que existem ex-evangélicos, ex-católicos, ex-espíritas, ex-budistas, ex-ateus etc. Mas, ex-cristãos é impossível. “Ora para aqueles que uma vez foram iluminados, provaram o dom celestial, tornaram-se participantes do Espírito Santo, experimentaram a bondade da palavra de Deus e os poderes da era que há de vir, e caíram, é impossível que sejam reconduzidos ao arrependimento; pois para si mesmos estão crucificando de novo o Filho de Deus, sujeitando-o à desonra pública.” (Hebreus 6:4-6 – NVI)

Me lembro daquele antigo comercial de Shampoo que, para combater a imitação fazia uso do slogam: “Parece, mas não é...” Sim, há gente que parece, mas não é cristã de fato: “Pelos seus frutos os conhecereis.”

terça-feira, 28 de outubro de 2014

VOCÊ ESTÁ DISPOSTO?

“Porque eu já estou sendo oferecido por aspersão de sacrifício, e o tempo da minha partida está próximo.” (2 Timóteo 4:6)

Pr. Cleber Montes Moreira

O verbo traduzido por “sendo oferecido” significa, literalmente, “sendo derramado”. A vida de Paulo estava sendo derramada em sofrimento por amor ao evangelho. Ele pensava em sua morte iminente como uma oferta ou sacrifício prestado com a vida.  Quem quer servir a Cristo precisa assumir os riscos desta escolha e ter em mente que padecerá aflições, perseguições e até mesmo a morte. É o que acontece hoje com muitos cristãos espalhados pelo mundo – suas vidas estão sendo derramadas por amor ao Senhor Jesus!   Faz pouco tempo, a revista Christian History afirmou, numa série de artigos, que o número de cristãos martirizados desde a época de Jesus já ultrapassou os 70 milhões. Estima-se que atualmente cerca de 350 milhões de cristãos sofram perseguições em todo o mundo.

Matthew Henri disse: “Aqueles que amam as almas devem estar sempre alertas e suportar todos os efeitos dolorosos de sua fidelidade, e aproveitar todas as oportunidades para tornar o puro Evangelho conhecido.”  Você está disposto?

AMBIÇÃO QUE EMPOBRECE

Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus.” (Lucas 12:20-21)

Pr. Cleber Montes Moreira

A parábola contada por Jesus é ilustrativa do modo de viver da maioria das pessoas do nosso tempo. Busca desenfreada por riquezas, bens, posição social, poder e outras coisas em detrimento das riquezas espirituais é característica notória da sociedade secular. O texto nos mostra o perigo de vivermos assim e perdemos o que é mais valioso, a vida eterna.

André Mira disse: “A preocupação exclusiva e única com as ambições de sucesso e riqueza, resultam em uma separação entre terra e céu, entre eternidade e finitude!” É verdade! Digo que este tipo de ambição empobrece a alma.

Quem planeja apenas para esta vida, se priva das riquezas da comunhão eterna com Deus. De que servirão as riquezas conquistadas aqui na hora em que Deus perguntar: “Esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?” Pense nisso!

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

HONESTIDADE RECOMPENSADA


Melhor é o pobre que anda na sua integridade do que o de caminhos perversos ainda que seja rico.” (Provérbios 28:6)

Pr. Cleber Montes Moreira
 
Aconteceu, nos Estados Unidos, no ano de 2013, um episódio interessante. A vida de um mendigo, Billy Ray Harris, do Missouri, se transformou quando, por um ato de honestidade, ganhou, em doações, o valor de US$ 86 mil, o equivalente, na época, a R$ 172 mil. Tudo porque o mendigo ao encontrar um anel de diamantes o devolveu à sua legítima dona. Após o ocorrido a proprietária da joia fez uma campanha para arrecadar doações para o homem. No entanto, o morador de rua disse não entender como o fato de ter devolvido algo que não lhe pertencia pode ter gerado uma repercussão tão grande e ter rendido tanto dinheiro. Harris questionou: "No que o mundo se transformou, quando alguém devolve o que não é seu e tudo isso acontece?"

Vivemos num contexto de tamanho apego às coisas materiais que honestidade é uma atitude inesperada, que quando praticada causa até espanto. As pessoas querem dinheiro e bens a qualquer custo, mesmo que para isso tenham que agir desonestamente. Alguém disse: “O dinheiro é a religião dos gananciosos.” O apóstolo Paulo afirmou: “Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” (1 Timóteo 6:10).

Quem semeia honestidade colhe frutos perfeitos, mesmo num pomar repleto de pragas...” (desconheço a autoria)