quarta-feira, 28 de março de 2012

NO FUNDO DO POÇO... HÁ UMA ALTERNATIVA.


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Pr. Cleber Montes Moreira

Texto: Lucas 15.11-32

INTRODUÇÃO:
Por certo você já ouviu inúmeras vezes a expressão “no fundo do poço”. Ela serve para dizer de uma condição de extremo sofrimento, caótica, catastrófica, que “pior não pode ficar”, um “beco sem saída”... Talvez você já tenha se sentido por algum motivo “no fundo do poço”. Pode ser uma condição emocional, física, social, financeira ou espiritual.
No início da tarde de 23 de julho de 2011, a cantora Amy Winehouse foi encontrada morta na casa em que morava localizada no bairro de Camden, ao norte de Londres. Amy tinha um longo histórico envolvendo uso de drogas, bebidas e tentativas de reabilitação. Na época a mídia informou o falecimento de muitas outras pessoas famosas que também morreram aos 27 anos, tendo histórico de envolvimento com drogas e bebidas.
Faleceu, em 11 de fevereiro de 2012, aos 48 anos de idade, a cantora Whitney Elizabeth Houston. Morreu por afogamento, mas o laudo apontou uso de cocaína. Ela também se envolveu com bebidas e drogas, e teve uma série de relacionamentos fracassados.
Podemos dizer que estes chegaram ao “fundo do poço” e não tiveram forças para sair de lá. A razão? Várias podem ser apresentadas: (1) descobriram que dinheiro e fama não trazem felicidade; (2) o uso de drogas e bebidas socialmente, para serem aceitos em determinados grupos, principalmente no meio artístico, culminando no vício; (3) aventuras e decepções amorosas; (4) descobriram que realização profissional não é sinônima de realização pessoal; (5) falta de estrutura familiar; (6) nova moralidade, que exclui valores que produzem bem-estar (...).
Pessoas anônimas também podem chegar ao “fundo do poço”. Elas não são notícias na TV e jornais, mas estão nos hospitais, nos presídios, nas casas de recuperação ou de repouso, no seu próprio isolamento, ou por aí sem serem notadas. Gente infeliz, por uma causa e outra, mas acima de tudo gente sem relação com Deus.
O filho mais moço, da parábola contada por Jesus também chegou ao “fundo do poço”. Ele tinha tudo em casa, mas quis experimentar a vida, seus prazeres, e foi viver numa terra longínqua. Lá experimentou de tudo o que podia, até ficar sem dinheiro, sem amigos e na pior.
Desta parábola aprenderemos hoje algumas lições:

  1. HÁ SITUAÇÕES QUE NÓS MESMOS PROVOCAMOS:
Whitney Elizabeth Houston, a mais premiada cantora norte americana de todos os tempos, segundo o Guinness World Records, começou a cantar no coral gospel júnior de uma igreja Batista em Nova igreja de Jersey, aos 11 anos de idade. Após ter seu talento descoberto, ela experimentou a fama e tudo o que o mundo dos famosos tem a oferecer. Mas, seus valores, aprendidos na igreja, foram esquecidos. Ela se afastou de Deus e trilhou um caminho profissional brilhante, porém seu espírito mergulhou nas trevas. Ela escolheu a carreira e abandonou a Deus. Enfatizo: foi sua escolha. Aliás, escolha que muitos outros fizeram!
O filho pródigo também fez sua escolha pelas “paixões da juventude”, e se deu mal.
Muitos ainda escolhem abandonar a Deus, seja pela carreira profissional ou outro motivo. Deixam de ter tempo para Ele, para adorá-lo, para aprender dele, para aprofundar na intimidade com Ele. Há muitos que “nascidos em berço cristão”, estão hoje longe da presença do Salvador.
Quando escolhemos mal, pagamos o preço de nossa escolha. Seja no casamento, na profissão, ou até nos pequenos detalhes da vida, nossas escolhas provocam bem ou mal, alegria ou tristezas, contentamento ou desilusão. Mas, deixar de escolher a Deus, de colocá-lo em primeiro lugar, é escolher o fundo do poço mais profundo que se possa imaginar. Se escolher mal, depois não reclame! Você é o único responsável!

  1. O SOFRIMENTO PODE SER CONDIÇÃO PROPÍCIA À REFLEXÃO:
Foi no “fundo do poço”, em meio ao sofrimento, que aquele jovem aproveitou para refletir sobre a sua vida.
  1. Agora ele percebeu sua dura realidade: Caindo, porém, em si...” (17). Ele caiu em si, ou seja, percebeu com clareza a sua condição. Ele estava abandonado de seus falsos amigos, sem provisão, longe da família, numa condição deplorável de miséria... e isso por sua própria culpa, pelas escolhas erradas que fizera.
    Cair em si é a primeira condição para que mudanças ocorram em nossa vida. É quando reconhecemos o nosso pecado, o quanto temos entristecido a Deus e feito mal a nós mesmos, a nossa condição de perdido, é que estamos prontos para dar o passo do arrependimento. Sem arrependimento não há salvação!
    Em seu momento de reflexão, aquele jovem ainda...
  2. Se lembrou que os empregados de seu pai tinham comida, e ele passava fome naquela terra estranha (17);
  3. Ele se lembrou que havia pecado contra Deus e contra seu pai (18). A culpa era sua, somente sua!
  4. Que já não era mais digno de ser chamado filho por aquele a quem tanto entristeceu (19);

Infelizmente muitos só se lembram de Deus na hora da dor, quando as coisas vão mal, quando parece não haver solução. Não deveria ser assim, mas acontece na maioria dos casos.
É no “fundo do poço” que vemos o valor das pessoas que nos amam, que valorizamos mais a vida, que reconhecemos nossa impotência, falta de merecimento e o quanto somos indignos diante de Deus.
Não espere o dia mal chegar para se ajustar com Deus. Mas, se isso ocorrer considere sua culpa, arrependa-se e peça perdão! E lembre-se, Deus nunca é o culpado. Disse um poeta italiano: “Tolo é aquele que afundou seu navio duas vezes e ainda culpa o mar” (Publilus Syrus). “Errar é humano, mas persistir no erro...” é optar pelo fracasso.

  1. MESMO QUANDO TUDO PARECE ESTAR PERDIDO, HÁ SEMPRE UMA ALTERNATIVA.
“O mais importante da vida não é a situação em que estamos, mas a direção para a qual nos movemos” (Oliver W. Holmes).
Aquele jovem já havia errado muito, agora precisava acertar. Após refletir sobre sua condição, do “fundo do poço” ele tomou uma atitude: “Levantar-me-ei, irei ter com meu pai...” (18). Ele reconheceu que havia algo que precisava consertar, o relacionamento com seu pai. E ele se pôs a caminho, para fazê-lo, mesmo considerando que não era mais digno de ser chamado filho.
Há sempre muitas lições que encontramos nesta parábola, principalmente nesta parte do arrependimento do jovem:
  1. Que tanto para o sucesso, quanto para o fracasso, nossas decisões podem mudar nosso rumo. Por isso sempre reflita e tome a atitude correta. Evite assim dissabores;
  2. Que “a humildade cabe em qualquer lugar”. Ele estava perdido, não tinha como resolver o problema que ele mesmo criou, portanto se lembrou da casa de seu pai. Precisava de amor e carinho paterno, mas agora se contentaria em ser apenas um emprego e em ter o que comer. O caminho a trilhar era o da humildade. Assim ele fez: voltou para o pai, reconheceu diante dele o seu erro, a sua indignidade, pediu perdão e expôs sua necessidade.
  3. Que a humildade sempre traz doces recompensas, no caso da parábola, o perdão do pai.
  4. Que quem ama está sempre pronto a perdoar. Esta é a lição que nos ensina aquele pai. Ele não somente reatou o relacionamento com o filho, mas demonstrou o quanto o amava. Esteve tanto tempo à sua espera, e agora o trata não como empregado, mas como filho, festejando o seu retorno: “porque este meu filho estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a regozijar-se” (24). Agora ouça o que Jesus nos diz: “Assim vos digo que há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende” (Lucas 15.10).


CONCLUSÃO:
Agora pense: Aquele jovem poderia ter desejado a morte, poderia tê-la consumado. Ou poderia ter se isolado do mundo e se conformado com sua miséria. Ele poderia ter ficado ali, chorando, infeliz, murmurando, no entanto tomou a atitude que mudou sua vida: ele voltou para o pai!
Que atitudes você tem tomado diante de situações adversas na vida?
Suas escolhas te afastam ou te aproximam de Deus?
Como você está diante de Deus agora? Rebelde, desobediente, perdido? Ou salvo e em comunhão com Ele?
Qual atitude você precisa tomar para viver com Deus eternamente?

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