sábado, 2 de maio de 2009

O DESAFIO DE RESTAURAR VALORES CRISTÃOS NA FAMÍLIA


Pr. Cleber Montes Moreira



Texto: Lucas 15.8-9

INTRODUÇÃO: vivemos num mundo em constante transformação, o que não significa evolução do ponto de vista bíblico. Muitas vezes os avanços trazem consequências drásticas e prejuízos incalculáveis. O progresso, sobretudo o tecnológico, deu ao ser humano a sensação de independência de Deus. Isto contribuiu grandemente para a soberba, a autoconfiança, o individualismo, a materialização e falência dos valores. “Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos” (Rm 1.22). Sendo seu próprio deus, o ser humano se achou no direito de inventar valores próprios, deturpando a moral e a ética, priorizando aquilo que lhe dá prazer em detrimento do que é reto. A formula é simples: eu quero eu posso; eu posso eu quero. A humanidade pode atingir o solo da Lua, explorar Marte, fabricar chuvas, transformar espécies geneticamente, bem como criar seu próprio sistema ético-moral. “Não dependemos mais de Deus”, dizem. “Mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador...” e em decorrência disso “Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si”, e “os abandonou às paixões infames” (Rm 1.24,25-26). Como no tempo do apóstolo Paulo, esta é também uma “geração corrompida e perversa” (Fl 1.15). Uma geração entregue à consequência de seus atos, pois “tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6.7). O pecado está tão generalizado que o próprio Jesus indaga: “Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?” (Lc 18.8). Entendo que os sofrimentos, decepções, pavores e todo o mal que assola a humanidade é fruto de seu abandono de Deus.
A tragédia da vida sem Deus se dá tanto individual como coletivamente. A família sofre as consequências de uma decadência generalizada, o que faz lembrar a civilização pré-diluviana: “Comiam, bebiam, casavam, e davam-se em casamento...” (Lc 17.27) vivendo dissolutamente como se não tivessem que prestar contas a Deus. Mas, o resultado foi “até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio, e os consumiu a todos” (Lc 17.27).
A família de Noé foi desafiada a iniciar uma nova colonização da terra, pois era a única que ainda preservava os valores morais, éticos e espirituais revelados por Deus. Penso que as famílias cristãs tem a missão de transformar o mundo com tais valores. No entanto, necessitam resgatá-los primeiramente no seu próprio contexto, uma vez que o “secularismo”, o “mundanismo” as tem afetado drasticamente.
Este é um momento de manifestarmos nossos cuidados com a família, de resgatarmos valores perdidos e nos acharmos em condições de cumprirmos a missão de Deus. É para isso que ainda estamos aqui, para cumprirmos Seus propósitos! É por isso que refletiremos sobre o desafio de restaurar os valores cristãos na família.

ENTENDENDO O TERMO
Comecemos pelo significado do termo usado: 'restaurar' significa reparar, recuperar, consertar, pôr em bom estado, restabelecer (…); Sendo assim, o desafio proposto aqui é recuperar, consertar, restabelecer os valores cristãos.
Observemos o texto: “Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma, não acende a candeia, varre a casa e a procura diligentemente até encontrá-la? E, tendo-a achado, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque achei a dracma que eu tinha perdido” (Lc. 15.8-9).
  1. O PERIGO DO DESCUIDO: Jesus falou de algo que foi perdido dentro de casa, não na rua ou em outro lugar. Atualmente muitos valores tem sido perdido dentro dos lares, tais como amor, respeito, carinho, compreensão, dedicação, comunhão, paz, boa administração do tempo, diálogo, cultivo da vida devocional, meditação na Palavra de Deus, oração em família etc. Tais valores se perdem facilmente quando se deixa de ter a devida atenção.
    Provavelmente aquela mulher perdeu sua moeda num momento de distração ou descuido. Ela a deixou cair, ou simplesmente rolou de onde estava colocada. Não sabemos exatamente como se deu a perda. Os valores aos quais nos referimos também se perdem por falta de cuidado e atenção. Quando membros da família perdem a atenção acontecem grandes prejuízos: brigas, infidelidade, imoralidades, divórcio, abalos emocionais, rebeldia, filhos nas drogas... a lista parece não ter fim!
    Hoje nos distraímos facilmente com coisas que achamos incapazes de interferir na vida familiar: trabalho demasiado que subtrai o tempo; a TV assumindo papel preponderante na deformação do caráter e valores; absorção de conceitos mundanos por se acreditar que “isso não tem nada a ver”; consumismo desenfreado que tira o foco do que é mais importante...
  1. ACENDENDO A CANDEIA: a candeia era uma “lâmpada formada por um recipiente de barro ou de folha, munida de um bico pelo qual passa a extremidade de um pavio, que se enche com óleo para queimar”. Talvez a figura mais próxima de nós seja a lamparina de querosene, ainda usada em lugares onde não há eletricidade. A candeia era a “lâmpada” usada na época de Jesus.
    A candeia, por emitir luz, metaforicamente representa a Palavra de Deus, que é a luz da vida. A falta dessa luz é causa de erros, pois Jesus mesmo disse “Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus” (Mt 22.29).
    Para resgatar o “valor” perdido a mulher teve que acender a luz, sem a qual ficaria praticamente impossível a busca. A Palavra (revelação) de Deus, personificada em Jesus (“Eu sou a luz do mundo” – Jo 5.12) é indispensável como referência para a vida. São os ensinos de Jesus que dão luz para os que buscam encontrar a Verdade. Quem segue Seus ensinos “não tropeça, porque vê a luz deste mundo” (Jo 11.9). Tais ensinos trazem valores que precisamos vivenciar também em nossos lares. Se em seu lar estes valores estão perdidos, somente com a Luz de Jesus poderão ser restaurados. Acenda a candeia!
  1. USANDO A VASSOURA: a casa da mulher estava suja, e as sujeiras poderiam ocultar a moeda que procurava, sendo então necessário varrer e vasculhar tudo cuidadosamente. Não sabemos como a sujeira penetrou naquela casa, mas, normalmente, ela entra pelas janelas, portas, e sem ser convidada. Ela se acumula nos cantos, em baixo dos móveis e tapetes e se espalha por toda a casa. Em termos espirituais ele entra por meio dos olhos, ouvidos, sentimentos, por janelas e portas da mente e do coração; pela TV e por influências maléficas de pessoas sem o temor de Deus com as quais convivemos. Essa sujeira se acumula sobre valores que vão se perdendo aos poucos. Sempre digo que o diabo impõe seus (des)valores gradativamente, sorrateiramente, de forma muito sutil.
    Depois da Luz da compreensão espiritual, percebe-se a necessidade da limpeza. Por onde começar?
    (1) varra da sua mente o conceito de que “isso não tem nada a ver”, pois ele é a porta principal de entrada de tudo aquilo que não presta e atrapalha a sua vida. Esta frase representa a filosofia de vida de quem não quer compromisso com Deus e se dispõe a aceitar o domínio do pecado em sua vida;
    (2) varra de sua mente todos os conceitos contrários à Palavra de Deus. Este é um tempo em que a sociedade transforma o bem em mal e o mal em bem, o certo em errado e o errado em certo, a justiça em injustiça e a injustiça em justiça... os conceitos da “nova moralidade” conflitam com os ensinos da Palavra de Deus e não podem ser tolerados por quem quer seguir a Cristo. Portanto, se há em sua mente algum pensamento, alguma crença, filosofia ou “achismo” que conflita com os valores do evangelho, precisa ser urgentemente varrido! Esta é uma faxina que não pode esperar!
    (3) varra de seu coração todo e qualquer sentimento contrário aos princípios do evangelho. Sentimentos destrutivos não são apenas o ódio, a inveja, a cobiça etc., existem outros que você precisa reconhecer;
    (4) varra de sua vida a simpatia por coisas pecaminosas.
    Ilustração: um mal hábito que tenho é o de guardar papéis que acho que podem servir no futuro, mas que ficam lá nas gavetas e prateleiras por anos, até que percebo sua inutilidade e então faço, de vez em quando, uma faxina. Jogo fora cartas, jornais, revistas, folhas impressas de coisas que na verdade só ocuparam espaço e não serviram para nada. Quando eu era criança comecei uma coleção de tampinhas de garrafas de refrigerante. Elas eram variadas: tampinhas de Coca-cola com desenhos da Disney, de Mineirinho com desenhos de animais, entre outras. A coleção crescia mais e mais, de forma que já não havia como guardar tudo. Aquilo não servia absolutamente para nada, mas um sentimento inexplicável me impedia de jogá-las fora. Demorei muito e foi muito difícil me livrar daquele “lixo”, porém quando o fiz me senti aliviado. Quantos guardam algum lixo até por algum apego sentimental? No meu bairro uma pessoa conserva uma brasília velha, verde, com insufilme e um som possante. O carro deve gastar muito, a lataria precisa de remendos, não tem valor comercial, mas é cuidado com sentimento: um lixo que custa caro pra manter!
    Vamos exemplificar: (a) tem gente que sabe que as telenovelas trazem grande malefício, mas não conseguem abandonar o vício; (b) ainda falando sobre as novelas, concordo que muita gente toma partido por uma esposa, ou esposo com seu adultério, ou por um caso homossexual, ou por um bandido com cara de mocinho (…). Muitos se alegram, vibram e até choram com cenas e histórias que conflitam com os valores cristãos; (c) a pornografia; (d) palavreado “mundano”; (e) vícios como “beber socialmente”. Pastoreei uma igreja na qual havia um membro que fumava escondido; (f) coisas consideradas como “pecadinhos”; (g) apatia e omissão diante de realidades que normalmente causariam indignação ao crente; (…). Quem tem simpatia pelo pecado está pecando. Pecado não se tolera, se erradica!
    Depois de fazer sua “higiene pessoal”, conscientize os demais membros de sua família a que façam o mesmo. Assim sua casa (lar), com a cooperação de cada membro, ficará limpa!
  1. SENDO DILIGENTE: ser diligente é ser zeloso, cuidadoso, dedicado, criterioso naquilo que faz. A mulher sabia que para encontrar sua drácma precisava ser diligente. Muitas vezes não encontramos algo por não procurarmos direito. Assim também devemos agir no esforço de resgatarmos os valores do evangelho em nossos lares. Se formos relapsos em nossa relação com Deus, no cultivo de hábitos sadios, na vigilância, na devoção, na santidade (…), não obteremos sucesso. Quantas vezes fazemos mal feito o que deveríamos fazer com dedicação?! Quantas vezes deixamos para amanhã aquilo é urgente?! Quantos postergam o seu compromisso com Deus?! A negligência sempre causa prejuízos incalculáveis!
  2. SENDO PERSEVERANTE: “até encontrá-la” descreve a busca incansável daquela mulher, a sua determinação e perseverança. Muitas vezes queremos atingir alvos sem muito labor, sem muita oração, sem muito empenho... É comum a expectativa por resultados imediatos, numa sociedade onde as transformações acontecem rapidamente. No entanto, transformações profundas necessitam muito esforço. De vez em quando ouço testemunhos do tipo “orei trinta anos pela conversão de meu esposo”.
    A perseverança é ensinada por Jesus. Foi Ele quem disse: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á” (Mt 7.7-8).
    Vejo que as famílias necessitam de transformações profundas e urgentes, mas que não acontecerão sem perseverança. Se não nos dedicarmos mais à oração, à busca da santidade de vida, ao conhecimento de Deus e Sua vontade, ao bem-estar e se não lutarmos em favor de nossas famílias não chegaremos a lugar algum. Pergunto: (1) o que a esposa crente será capaz de fazer para ganhar seu esposo incrédulo?; (2) o que pais crentes serão capazes de fazer para ganhar seus filhos para Cristo?; (3) o que você será capaz de fazer para proteger sua família da ação do diabo?; (4) o que você será capaz de fazer para cultivar a comunhão no lar?; (5) para tudo o que necessita sua família, até onde você é capaz de ir ou o que você é capaz de fazer?
  1. O QUE NECESSITA SER RESGATADO? O texto fala de algo que foi perdido e encontrado depois. Creio que cada família deve responder à pergunta após avaliação da sua própria condição, mas no geral precisamos resgatar: (1) sentimentos como amor, respeito, perdão, carinho (…); (2) a vida devocional (leitura bíblica, reflexão, oração); (3) valores éticos e morais; (4) unidade; (…).
  2. DESFRUTANDO ALEGRIAS: os valores do evangelho produzem alegrias. Eles são a vontade de Deus para nossas vidas. A observação destes valores contribuem para a felicidade humana. Ninguém é feliz se não estiver dentro da Vontade de Deus. O resgate dos valores cristãos irá produzir alegria em toda a família. Quão bom é dizer “eu e minha casa serviremos ao Senhor”. Os salmos 127 e 128 retratam o resultado de observar os ensinos divinos na vida familiar. O marido cristão trará alegrias à sua esposa, assim como a esposa cristã trará alegrias ao seu marido. Pais cristãos contribuem para o sucesso e felicidade de seus filhos. Filhos cristãos, praticantes dos valores bíblicos, darão alegrias aos pais.

CONCLUSÃO:
O rei Josias teve papel importante na restauração do culto à Deus no V.T. Durante a reforma do templo fora encontrado um livro, talvez o pentateuco, ou precisamente o livro de Deuteronômio (2º Rs 22.8). O livro, que estava perdido no templo, foi levado e lido na presença do rei. Após ouvir atentamente a sua leitura, o rei conclui que Israel estava em rebelião contra Deus, pois “nossos pais não deram ouvidos às palavras deste livro” (2º Rs 22.13). Então, além de comandar uma reforma no templo, o rei Josias iniciou uma reforma espiritual que culminou no avivamento de Israel, e resgatou valores antes esquecidos. O culto a Deus foi restaurado!
Creio que assim como Deus usou Josias para restaurar o culto em Israel, poderá usar você, como membro de sua família, para iniciar um avivamento espiritual que resulte no resgate dos valores cristãos em seu lar. Isso precisa começar com o uso da Palavra de Deus. Talvez a Palavra esquecida numa gaveta, pedida em algum lugar, ou até desprezada... Sua família não poderá viver um intenso relacionamento com Deus sem que Sua Palavra seja lida, amada e vivida. Só por meio dela que valores cristão podem ser restaurados, tanto individual como coletivamente!

OBS.: Sermão pregado na Congregação Batista no Bairro Pe. Humberto Lindelauf em 25/04/2009

quinta-feira, 30 de abril de 2009

DESCAMINHO DAS ÍNDIAS


Enquanto uma novela conquista o público, difundindo o hinduísmo, a maioria dos telespectadores não tem noção da realidade dessa religião, que está por trás da maior parte das idéias da Nova Era.

Quando os deuses se enganam

O que pensar de um deus que corta a cabeça de um menino por engano e em troca lhe dá uma cabeça de elefante? Deuses que se enganam são deuses vãos. Eles não são confiáveis. Mesmo assim, têm adoradores que se sacrificam por eles:

Na revista alemã Der Spiegel apareceu a história de um adolescente indiano de 16 anos que decidiu fazer uma oferenda singular ao deus Shiva[1]. Sua peregrinação ao templo Trinath em Rourkela, na Índia, durou dez semanas. “Você jamais será alguém na vida!”, costumava dizer seu pai. Aswini Patel andava sempre sozinho e não era muito popular na escola, nem entre as crianças da vizinhança. Em casa, ele tinha de escutar acusações constantes de ser pouco inteligente e preguiçoso. Finalmente, ele decidiu não ouvir mais as ordens de ninguém. Ele decidiu que iria ouvir somente aos deuses. Aswini era especialmente fascinado por Shiva, o deus de muitos braços. Foi Shiva que, por engano, cortou a cabeça do filho de sua mulher. Em troca, deu-lhe uma cabeça de elefante. Assim surgiu um novo deus, chamado Ganesha. Essa história impressionou muito a Aswini.

No começo de maio de 2008, depois de uma viagem penosa, o jovem finalmente chegou ao templo cinzento de Shiva. Tirou uma lâmina de barbear de seu bolso, olhou bem para o pequeno deus de pedra e murmurou: “Senhor Shiva”. Aí estendeu sua língua e cortou um pedaço dela, depositando-o como oferenda ao lado da estátua do seu ídolo. Seu grito de dor chamou a atenção da esposa de um sacerdote, que o socorreu. Algum tempo depois, a polícia levou Aswini ao hospital, onde foi imediatamente operado. Quando seu pai chegou no dia seguinte, só abraçou seu filho. Não o xingou nem o repreendeu pelo que tinha feito. Apenas disse que o rapaz era maluco e que tudo iria ficar bem. Os médicos explicaram que Aswini voltaria a falar em alguns meses e que o resto de sua língua iria se readaptar para articular as palavras.

A Bíblia deixa bem claro: “Que digo, pois? Que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Ou que o próprio ídolo tem algum valor? Antes, digo que as coisas que eles sacrificam, é a demônios que as sacrificam e não a Deus; e eu não quero que vos torneis associados aos demônios” (1 Co 10.19-20).

É muito triste que um jovem de origem humilde tenha feito algo assim. Desprezado pelos conhecidos, impelido pelas religiões ao seu redor, movido pela esperança de uma vida melhor e em busca de atenção e afeto, Aswini se dispôs a um sacrifício dolorido. Mas, por trás desse gesto está toda a cruel realidade do demonismo, da fúria destrutiva de Satanás, de seu engano e de suas impiedosas mentiras.

O jovem fez uma longa viagem e se dispôs a sacrificar um pedaço de sua língua a um deus que, por engano, cortou a cabeça do filho de sua mulher, dando-lhe em troca uma cabeça de elefante. Que deus é esse que se engana dessa forma e nem percebe estar matando seu próprio enteado? Na verdade, esses ídolos não são capazes de coisa nenhuma, pois não podem absolutamente nada, nem mesmo agir por engano:

“No céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada. Prata e ouro são os ídolos deles, obra das mãos de homens. Têm boca e não falam; têm olhos e não vêem; têm ouvidos e não ouvem; têm nariz e não cheiram. Suas mãos não apalpam; seus pés não andam; som nenhum lhes sai da garganta. Tornem-se semelhantes a ele os que os fazem e quanto nelesconfiam" (SL 115:3-8)

O demonismo que está por trás dos ídolos é que impele as pessoas a atos tresloucados como o desse jovem indiano. Muitos sofrem com compulsões demoníacas por buscarem sua salvação nos lugares errados, ao invés de procurarem auxílio em Deus, que se revelou em Jesus Cristo e quer ajudar a cada um em qualquer situação.

Como é diferente desses falsos deuses aquilo que Pedro diz de Jesus: “Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna” (Jo 6.68). Suas palavras poderiam ser transcritas assim: “Senhor, a quem poderíamos nos dirigir? Teria de haver alguém maior do que Tu! Mas não há ninguém. Tua grandeza suprema se mostra não em símbolos nem em sinais e milagres, mesmo que estes Te acompanhem, mas naquilo que Tu dizes e com o que Tu nos dás pela Tua Palavra. Tu tens as palavras da vida eterna, essa é a grande diferença. Ninguém do mundo visível ou invisível pode tentar comparar-se contigo. Ninguém é mais importante, mais consistente ou mais significativo do que Tu, e ninguém pode dar o que Tu dás. Diante de Ti todos os grandes deste mundo somem na insignificância. Por isso, está fora de questão para quem iremos e a quem nos dirigiremos com todo o nosso ser”.

No lugar de tentarmos ofertar alguma coisa a Deus tentando agradá-lO, foi Ele que se ofereceu em sacrifício através de Jesus Cristo (2 Co 5.18-19). Por meio desse sacrifício em nosso lugar recebemos o perdão dos nossos pecados e uma vida santificada, além de sermos considerados aperfeiçoados diante de Deus, em Jesus:

Perdão: “...agora... ao se cumprirem os tempos, se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de si mesmo, o pecado” (Hb 9.26).

Santificação: “Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas” (Hb 10.10).

Perfeição: “Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados” (Hb 10.14).


Quem aceita, de forma pessoal, pela fé, o sacrifício de Jesus, passa a usufruir de todo o agrado de Deus: “pois eles mesmos, no tocante a nós, proclamam que repercussão teve o nosso ingresso no vosso meio, e como, deixando os ídolos, vos convertestes a Deus, para servirdes o Deus vivo e verdadeiro e para aguardardes dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos, Jesus, que nos livra da ira vindoura” (1 Ts 1.9-10).

Fonte: Norbert Lieth - chamada.com.br.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

PROJETO SERVO/2009 - PARANÁ

PARTICIPE DO PROJETO SERVO/2009, NO PARANÁ:



INSCRIÇÕES,EM: http://www.batistasparana.org.br/servo/ficha.htm

quarta-feira, 1 de abril de 2009

NOVO SABOR: VAI EXPERIMENTAR?

E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.”

(Romanos 12.2)

Conforme notícia veiculada recentemente na mídia, o Rashtriya Swayamsevak Sangh (RSS), um dos mais notórios grupos culturais hindus, desenvolveu, na Índia, um novo refrigerante que tem sido considerado uma alternativa "saudável" aos já existentes no mercado. A nova bebida, fabricada na cidade sagrada de Haridwar, foi batizada de Gau Jal (Água de Vaca), justamente por ser produzida a partir da urina do animal. Informações dão conta que a bebida não terá o odor da urina, será gostosa, saudável, sem toxina e terá vários sabores.

Segundo o Portal Terra, “Os hindus idolatram as vacas por conta de seus derivados laticínios, mas muitos consomem também urina e fezes dos animais em bebidas e temperos por acreditarem nas propriedades curativas dos excrementos. Em algumas regiões, esterco e urina de vaca são vendidos em mercados ao lado de leite e iogurte. Os produtos são ainda usados em pastas de dente e bebidas tônicas.”

A Intenção do fabricante é promover a crença nas propriedades curativas do xixi de vaca. Para isso, Om Prakash, diretor responsável pela bebida, explica que “a RSS trabalha agora para desenvolver métodos mais eficientes de armazenamento da bebida para que ela tenha uma data de validade maior e possa ser comercializada em outras regiões da Índia e até exportada.”

A Índia conserva costumes primitivos, geralmente ligados à religião. Beber refrigerante feito de xixi de vaca não é pior que mergulhar no rio Ganges, considerado sagrado, aonde o esgoto da cidade é jogado sem tratamento, ou que beber as águas em que as cinzas dos mortos que passam pelo ritual de cremação são jogadas, ou mesmo corpos inteiros. Tente imaginar a cena de uma pessoa se banhando ao lado de um corpo em decomposição.

Provavelmente, ao ler isso, você já tenha esboçado “uma cara de vômito”. Não é pra menos! Em nossa cultura nos preocupamos muito com a assepsia do corpo, o que está correto, mas nem sempre há o devido cuidado com a mente. O xixizinho que entra pela boca pode causar náusea e fazer mal ao corpo, mas o que dizer de excrementos que todos os dias são digeridos por milhares de mentes no horário nobre da TV? São crendices e conceitos milenares que destroem valores, combatem a família, tomam o lugar do culto doméstico, viciam e afastam pessoas do evangelho. Jesus explica que “não é o que entra pela boca que contamina o homem; mas o que sai da boca, isso é o que o contamina” (Mateus 15.11). É certo que o que sai pela boca é o que está na mente e no coração, e que se sai é porque de algum modo entrou. “Caminhos da Índia” é, de certa forma, caminho para longe de Deus.

Pr. Cleber Montes Moreira, em 01/04/2009

Fonte de pesquisa: Portal Terra

segunda-feira, 23 de março de 2009

O DESAFIO DE SER LÍDER CRISTÃO NOS DIAS ATUAIS

Durante o decorrer da história cristã, ser cristão tem sido um desafio constante. Os fiéis sempre encontraram dificuldades: a perseguição na era apostólica, a perseguição promovida por vários imperadores romanos, a inquisição... Muitas vidas foram ceifadas por causa da fidelidade a Jesus. Embora não tenhamos um número exato, alguns acreditam que mais de 70 milhões de pessoas já morreram por causa da fé em Cristo. Outra luta que tem marcado o cristianismo é a luta contra as heresias.
Essa é uma perseguição quase invisível, que produz efeito a longo prazo, e é uma das formas preferidas de Satanás para atacar a igreja. Tanto as perseguições físicas, quanto a tentativa diabólica de enfraquecer a igreja por meio de falsas doutrinas, estão presentes nos dias atuais, observando-se as devidas proporções. O caso ocorrido em Goiania, recentemente, não é exemplo único de perseguição. No mundo vários cristãos, nos dias atuais, estão sendo perseguidos. Ser cristão significa vivenciar constantes desafios!

Cada época e cada contexto tem seus desafios. Hoje eu quero abordar alguns desafios presentes na vida do líder. Principalmente àqueles que ocorrem com maior freqüência ao longo do ministério pastoral. Vejamos:

O DESAFIO DA CREDIBILIDADE
“Quem deu crédito à nossa pregação?” (Isaías 53.1). Esta frase, emprestada do seu contexto original, pode ser representativa de uma realidade bem atual. Quem tem dado o devido crédito à nossa pregação? Pessoas existem que não confiam mais no poder do evangelho, que não confiam mais nas igrejas, que não confiam mais nos pastores, que não acreditam mais nos valores do evangelho... Vivemos uma profunda crise de credibilidade. Os incrédulos se multiplicam na medida em que se multiplicam os escândalos entre nós. Outro fator que causa o descrédito do povo é o surgimento de igrejas-empresas, lideradas por pseudo-pastores, ou igrejas e líderes que surgem em meio a confusão. Conheci um homem que um dia se batizou na igreja onde eu era membro. Ali ele arranjou uma confusão e pediu carta para outra igreja, onde arranjou outra confusão. Isso ocorreu por mais umas três vezes, até que ele fundou a sua própria igreja. Essa igreja hoje é conhecida como a igreja do pastor “fulano”. Talvez você já tenha ouvido a frese: “Hoje qualquer um vira pastor”. Essas pessoas estão vulgarizando o título de pastor! Estão menosprezando a figura da igreja!


Perto da minha casa, existem várias igrejas. Recentemente, uma dessas igrejas, que se reúne num pequeno salão (ponto de comércio) se dividiu, e o grupo faccioso abriu outra congregação bem perto. Temos “igrejinhas” por todos os cantos da cidade, e pastores para quase todas. Muitos de seus líderes são pessoas sem formação, sem o mínimo de preparo, alguns semi-analfabetos, a maioria, talvez, sem vocação. Quando ligamos a TV, encontramos em vários canais pastores negociando com o evangelho. A massa, muitas vezes não distingue o pastor vocacionado por Deus daquele que simplesmente recebe o título. Pior que isso é que ser pastor hoje, não significa, necessariamente, ser idôneo, honesto, bem intencionado, verdadeiro... quantos escândalos visto, recentemente, envolvendo pastores?

O pastor de hoje precisa ter credibilidade! Para isso ele precisa mais que palavras. Nenhuma pregação substituirá o seu viver! A igreja primitiva experimentou crescimento por alcançar crédito diante do povo. Parafraseando Atos 2.47 - “Louvando a Deus, e conquistando a credibilidade de todo o povo. E cada dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos.”

O DESAFIO DE LUTAR CONTRA A VAIDADE PESSOAL
  • Seja sincero e responda em seu coração, se você se sente vocacionado para o Ministério Pastoral:
  • Que tipo de igreja você sonha em pastorear? Uma igreja pequena ou uma igreja grande? Numa cidade pequena ou num grande centro?
  • Quanto você gostaria de ganhar?
  • Que tipo de vida você sonha em ter como pastor?
  • Você sonha com algum cargo na sua denominação?
  • Você almeja ser influente?
Sabia que tem gente que vem pro seminário pensando em se preparar para levar uma vida bem-sucedida? Para muitos, ou até mesmo a maioria, esse é o principal (ou o único) objetivo em mente.

Você já viu quantos líderes evangélicos que estão envolvidos em escândalos e quantos já caíram? Eu tenho dito algumas vezes que Deus tem permitido que alguns líderes caiam antes que se tornem deuses. Já viu quanta idolatria há em nosso meio? Recentemente alguém me deu um dinheiro para comprar, de uma só vez, sete Cds de um pastor famoso, que tem programa na TV. Essa pessoa possui uma vasta coleção, com vários Cds. Eu me lembro que uma pessoa da minha família chegou a confiar cegamente num pregador que esteve em evidência na mídia por muito tempo; era Deus no céu e o pregador na terra. Ninguém tinha, na visão dela, uma melhor interpretação da Bíblia e dos fatos que aquele homem. Na última Assembléia da Convenção Batista Fluminense, que recebemos em nossa igreja, tivemos uma “visita de médico” de um vulto de nossa denominação. Enquanto ele passava pelo local eu observava as pessoas que para ele olhavam, com admiração, quase que cultuando... A maioria dos líderes que ganham status não são culpados dessa idolatria, mas muitos falham em não administrar a situação adequadamente. Alguns se entusiasmam... Muitos desses líderes perdem a visão de sua humanidade e passam a não contar com a dependência de Deus, e assim:

Trocam os ideais de Deus pelos seus próprios ideais;

Trocam a graça de Deus pela esforço e capacidade humana;

Trocam a humildade pela soberba;

Prestigiam a quantidade em detrimento da qualidade;

Trocam a posição de servo pelo status de senhor;

Infelizmente tem muita gente buscando algo além da graça de Deus. Como líder, vocacionado pelo Senhor, você precisa crer que a graça de Deus te basta! Esteja feliz com a sua posição. Trabalhe despretensiosamente... queira somente aquilo que for do desejo de Deus.

Quem vive na dependência de Deus, diz como João Batista, em seu testemunho: “É necessário que Ele cresça e que eu diminua” (João 3.30). Não deixe que a vaidade pessoal te afaste dos propósitos de Deus para a sua vida.

O DESAFIO DE NÃO PERDER DE VISTA A VISÃO DE DEUS PARA A IGREJA

A visão de Deus para a igreja é:
  1. Uma igreja firmada na sã doutrina, que reage às heresias e distorções;
  2. Uma igreja missionária, verdadeiramente apaixonada pelas almas, que se esforça para ganhar os perdidos;
  3. Uma igreja que prega o evangelho em sua simplicidade;
  4. Uma igreja, cujo templo seja lugar para culto em espírito e verdade;
  5. Uma igreja preocupada com as pessoas;
  6. Uma igreja, cuja estrutura não seja um empecilho ao evangelho.

A visão de alguns líderes é:
  1. Uma igreja grande, preocupada em crescer ainda mais. Quem sabe uma multidão, que se reúna numa catedral;
  2. Uma igreja firmada em valores aceitáveis para os dias atuais;
  3. Uma igreja que prega um evangelho “politicamente correto”, incapaz de incomodar o pecador (certa ocasião eu preguei sobre Um sermão duro de se ouvir);
  4. Uma igreja cujo templo seja lugar de espetáculo, que atraia multidões;
  5. Uma igreja preocupada em cumprir metas e programas;
  6. Uma igreja que adota uma estrutura ou programa de multiplicação, que não leva em consideração a natureza e a missão da igreja.
O DESAFIO DE NÃO CEDER À TENTAÇÃO DO CRESCIMENTO FÁCIL
No início do meu ministério eu comprei um livro intitulado “O Marketing da Igreja”. Hoje são muitas as obras que tratam do crescimento da igreja, algumas apresentando “fórmulas mágicas”. Hoje em dia temos muito mais seminários sobre crescimento de igrejas que sobre a vida cristã. Existem pastores mais preocupados com a multiplicação que com a maturidade de suas ovelhas. O pragmatismo virou mania; “tudo o que dá certo lá, dará certo aqui também”. Em conversa recente com um pastor muito experiente, do Estado de São Paulo, ele e eu concordamos que e a Igreja de Cristo não pode ser objeto de experiências. A Igreja não é laboratório de experimentos! Não devemos fazer experimentos com pessoas! Todavia, alguns estão tentando recriar a igreja. Em conseqüência disso temos visto muitas divisões, mágoas e tristezas no meio do povo de Deus. Certa ocasião, consultado pela Comissão de Sucessão Pastoral, de uma igreja em que era candidato, sobre qual modelo, método ou programa haveria de utilizar naquele lugar, caso fosse convidado, eu respondi: pregar a palavra, a tempo e fora de tempo. Alguns métodos são bons, mas nada substitui o poder do Evangelho. Sou do tipo que ainda crê que o evangelho, por si só, é impactante - “Uma igreja não amolda seu produto, não o desfigura, não o metamorfoseia. Ela prega a velha mensagem de "Cristo crucificado, poder de Deus para salvação de todo aquele que crê". Ouço hoje pessoas falando da necessidade da igreja dialogar com o mundo. Não sei, exatamente, o que significa isto. Mas sei que a igreja não dialoga. Ela proclama. Ela anuncia uma mensagem de cujo anúncio não se pode furtar. Não se preocupa com a opinião do mundo sobre seu produto. Sabe que é o único produto verdadeiro, não o camufla, não o distorce, não mente sobre ele. É apaixonada por ele.” (Isaltino Gomes Coelho Filho)

Pra muita gente, o tema Crescimento de Igreja virou oportunidade comercial. Tem muita gente sonhando em construir catedral... Em conseqüência da busca descontrolada pelo crescimento numérico, tenho visto muitas igrejas cheias de perdidos que jamais serão transformados, pois estão privados do “confronto” com a Palavra de Deus. Em alguns púlpitos não se toca nas “feridas” (pecados) do homem. Daí porque ser evangélico virou algo tão comum – A Tiazinha é evangélica! O Leão é evangélico! Pasmem!!! - ser evangélico agora é moda.

O Pastor Isaltino Gomes Coelho Filho, em uma palestra, tratando sobre o mundanismo administrativo em nossas igrejas, disse que “o maior inimigo da igreja de Cristo, hoje, não é o mundanismo, nem o Islã, com seu crescimento espantoso, nem o pós-modernismo, nem hostilidade da mídia. É o abandono da visão teológica da igreja. É a perda de identidade. É a transformação da igreja em empresa e do pastorado em emprego ou bico. É a falta de vivência de valores espirituais. É a visão limitada de estrategistas de visão secular bem ampla, mas de visão espiritual bem limitada”.

CONCLUSÃO
Creio que um dos grandes desafios do líder cristão de nosso tempo seja lidar consigo mesmo.

Palestra realizada na FATEBI - Faculdade Teológica Batista de Itaperuna
Cleber Montes Moreira, pastor de evangelismo da PIB de Itaperuna, RJ.